OPINIÃO

Idéias e opiniões socialistas sobre Sorocaba

Duas certezas: não há falta de geração de energia nem de linhas de transmissão.

Publicado por alexproenca em Novembro 11, 2009

 

(Trecho da entrevista coletiva concedida pelo presidente Lula após encontro com o presidente de Israel, Shimon Peres, no Palácio Itamaraty.)

O governo ainda não tem um retrato fiel do que aconteceu na noite desta terça-feira, quando parte da distribuição de energia no País foi interrompida durante algumas horas, mas segundo o presidente Lula, duas coisas são claras e certas: não faltou geração de energia e o problema não foi causado por falta de linha para interligar o sistema elétrico brasileiro. Por isso não cabe comparar o que aconteceu ontem à noite com o ocorrido em 2001:

O que aconteceu em 2001 é que a gente não produzia energia suficiente. Além de não produzir o suficiente, a gente não tinha linhas de transmissão para interligar todo o sistema elétrico brasileiro. Hoje nós estamos com o sistema elétrico brasileiro todo interligado. Nesses últimos sete anos, o que nós fizemos de linhas de transmissão no Brasil equivale aproximadamente a 30% de tudo que foi feito em 123 anos no País. Nós fizemos não apenas um forte investimento no setor de transmissão de energia, como fizemos um forte investimento na modernização do sistema energético brasileiro.

Lula afirmou estar esperando uma reunião entre a Aneel, ONS, Ministério de Minas e Energia (MME) e diretores das empresas que fazem parte do sistema Eletrobrás para esclarecer o incidente. O presidente não pretende especular sobre o caso:

É importante que a gente não faça de uma coisa dessa nenhuma tese. Que a gente constate o fato e com o fato a gente possa melhor informar a sociedade brasileira. Eu sinceramente não posso dizer que foi um raio, não posso dizer que foi um vento, não posso dizer que foi erro humano enquanto eu não tiver a informação concreta e objetivo do que aconteceu. (…) Além disso, se eu falar, estarei chutando, e eu não vou chutar nesse assunto.

Para ouvir, clique aqui:

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No Brasil, 64% querem maior controle do governo na economia.

Publicado por alexproenca em Novembro 9, 2009

Plataforma de petróleo da PetrobrásBrasil discute participação do Estado em áreas como o petróleo pré-sal

A pesquisa feita a pedido da BBC em 27 países e divulgada nesta segunda-feira revelou que 64% dos brasileiros entrevistados defendem mais controle do governo sobre as principais indústrias do país.

Não apenas isso: 87% dos entrevistados defenderam que o governo tenha um maior papel regulando os negócios no país, enquanto 89% defenderam que o Estado seja mais ativo promovendo a distribuição de riquezas.

A insatisfação dos brasileiros com o capitalismo de livre mercado chamou a atenção dos pesquisadores, que qualificaram de “impressionante” os resultados do país.

“Não é que as pessoas digam, sem pensar, ‘sim, queremos que o governo regulamente mais a atividade das empresas’. No Brasil existe um clamor particular em relação a isso”, disse Steven Kull, o diretor do Programa sobre Atitudes em Políticas Internacionais (Pipa, na sigla em inglês), com sede em Washington.

O percentual de brasileiros que disseram que o capitalismo “tem muitos problemas e precisamos de um novo sistema econômico” (35%) foi maior que a média mundial (23%).

Enquanto isso, apenas 8% dos brasileiros opinaram que o sistema “funciona bem e mais regulação o tornaria menos eficiente”, contra 11% na média mundial.

Clique Fórum: O governo deve ter mais influência nas indústrias e negócios no Brasil?

Para outros 43% dos entrevistados brasileiros, o livre mercado “tem alguns problemas, que podem ser resolvidos através de mais regulação ou controle”. A média mundial foi de 51%.

“É uma expressão de grande insatisfação com o sistema e uma falta de confiança de que possa ser corrigido”, disse Kull.

“Ao mesmo tempo, não devemos entender que 35% dos brasileiros querem algum tipo de socialismo, esta pergunta não foi incluída. Mas os brasileiros estão tão insatisfeitos com o capitalismo que estão interessados em procurar alternativas.”

A pesquisa ouviu 835 entrevistados entre os dias 2 e 4 de julho, nas ruas de Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Globalização

O levantamento é divulgado em um momento em que o país discute a questão da presença estatal na economia.

Definir para que caixa vai a receita levantada com a exploração de recursos naturais importantes, como o petróleo da camada pré-sal, divide opiniões entre os que defendem mais e menos presença do governo no setor econômico.

Steven Kull avaliou que esta discussão não é apenas brasileira, mas latino-americana. Para ele, o continente está “mais à esquerda” em relação a outras regiões do mundo.

A pesquisa reflete o “giro para a esquerda” que o continente experimentou no fim da década de 1990, quando o modelo de abertura de mercado que se seguiu à queda do muro de Berlim e à dissolução da antiga União Soviética dava sinais de esgotamento.

Começando com a eleição de líderes como Hugo Chávez, na Venezuela, em 1998, o continente viu outros presidentes de esquerda chegarem ao poder, como o próprio Luiz Inácio Lula da Silva, Evo Morales (Bolívia) e Rafael Correa (Equador).

Mas Kull disse não crer que o ceticismo dos brasileiros na pesquisa “seja necessariamente uma rejeição do processo de abertura dos anos 1990”.

“Vimos em pesquisas anteriores que os brasileiros não são os mais entusiasmados com a globalização”, disse.

“Eles ainda são bastante negativos em relação à globalização, e o que vemos aqui (nesta pesquisa) é mais o desejo de que o governo faça mais para mitigar os efeitos negativos dela, melhorar a distribuição de renda e colocar mais restrições à atividade das empresas.”

Mas ele ressalvou: “Lembre-se de que a resposta dominante aqui é que o capitalismo tem problemas, mas pode ser melhorado com reformas. A rejeição ao atual sistema econômico e à abertura econômica não é dominante, é que há um desejo maior de contrabalancear os efeitos disto”.

Fonte: BBC Brasil

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Governo federal anuncia 3.000 novos telecentros.

Publicado por alexproenca em Outubro 29, 2009

O governo federal instituiu o Programa Nacional de Apoio à Inclusão Digital nas Comunidades (Telecentros.BR), para implantação e manutenção de telecentros públicos e comunitários em todo o país.

O programa vai viabilizar a implantação de cerca de 3.000 novos telecentros públicos e comunitários e a manutenção de outros 10 mil já existentes no Brasil.

O decreto 6.991/09, que trata do tema foi publicado nesta quarta-feira (28), no Diário Oficial da União.

Seu objetivo é “ampliar a inclusão digital junto à população que ainda não dispõe de renda para aquisição de computador e de serviços de conexão à internet”, informa comunicado conjunto dos ministérios das Comunicações, Planejamento e Ciência e Tecnologia.

O apoio do governo federal consiste na oferta de conexão, computadores, bolsas de auxílio financeiro a jovens monitores e formação de monitores bolsistas e não-bolsistas para atuar nos telecentros.

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O programa Telecentros.Br agora existe formalmente

28/10/09 – Foi publicado hoje, na página 3 da Seção 1 do Diário Oficial da União, o decreto que institui o Programa Nacional de Apoio à Inclusão Digital nas Comunidades – Telecentros.BR. A publicação do decreto é o primeiro passo para colocar o programa na rua, ou seja, publicar o edital de seleção dos projetos que vão receber kits de telecentros (computadores, mobiliário), conexão à internet, bolsas para monitores e atividades na rede de formação.

O programa foi anunciado em novembro do ano passado, durante a 7ª Oficina para Inclusão Digital, em Belém. Trata-se do primeiro pacote nacional de apoio a telecentros, que pretende implantar dois a três mil novas unidades e fortalecer de cinco a dez mil unidades já existentes, resultado de iniciativas do governo, mas desarticuladas entre si. O projeto ficou em consulta pública entre maio e junho deste ano.

Publicado o decreto, o próximo passo é publicar uma portaria interministerial com regras gerais do programa, assinada pelo Ministério do Planejamento, Ministério das Comunicações e Ministério da Ciência e Tecnologia. De acordo com o decreto, esses são os três ministérios que coordenam o Telecentros.BR. Esta portaria será publicada em duas semanas – precisa do aval do departamento jurídico dos três ministérios para ir ao Diário Oficial. A aquisição dos kits dos telecentros já está em andamento, em pregão realizado pelo Ministério das Comunicações e vencido pela Digibrás.

Atribuições

O Ministério das Comunicações vai prover os equipamentos e mobiliário novos para os telecentros, além do serviço de conexão em banda larga à Internet; o Ministério da Ciência e Tecnologia, a concessão de bolsas para auxílio financeiro dos monitores que atuarão nos telecentros; e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (por meio da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação) vai prover computadores recondicionados e constituir a rede de formação para monitores de telecentros apoiados.

O decreto qualifica os telecentros como espaços que proporcionem acesso público e gratuito às tecnologias da informação e da comunicação, com computadores conectados à internet, disponíveis para múltiplos usos, incluindo navegação livre e assistida, cursos e outras atividades de promoção ao desenvolvimento local. As novas unidades poderão ser implantadas diretamente pela administração pública direta e indireta ou em parceria com organizações privadas sem fins lucrativos. Nesse último caso, a seleção das entidades se dará por meio de editais de seleção, amplamente divulgados.

O programa faz uma diferença, como no texto da consulta pública, entre entidades proponentes (órgãos ou entidades de governo ou da sociedade civil que apresentam propostas de apoio ou manutenção de telecentros) e entidades beneficiárias (órgão ou entidade da administração pública ou entidade privada sem fins lucrativos, responsáveis pelos telecentros em cada local). O apoio se dará por meio de um termo de cooperação entre o governo e as entidades proponentes que, por sua vez, ficarão responsáveis pelo acompanhamento, controle e fiscalização das ações das entidades beneficiárias.


Software livre

No texto colocado em consulta pública, não havia menção explícita à obrigatoriedade de uso de softwares livres nos telecentros. No decreto, há. Os equipamentos de informática vão usar sistemas operacionais e aplicativos softwares livres e de código aberto, instalados e configurados para uso nos telecentros apoiados. Além disso, as entidades que receberem os equipamentos deverão “instalar ferramentas de monitoramento remoto nas máquinas do respectivo telecentro e garantir o fluxo de envio de informações periódicas para sistema de responsabilidade da coordenação”. Como os sistemas de gestão de telecentros desenvolvidos pelo governo são em software livre, esta determinação também reforça a origatoriedade do uso de sistemas de código aberto.

Veja o decreto, na íntegra, no Diário Oficial.

Fonte: AREDE

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O pré-sal é nosso !

Publicado por alexproenca em Outubro 29, 2009

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Dilma 2010:Está na hora de formar a onda vermelha na internet.

Publicado por alexproenca em Outubro 28, 2009

Com um investimento de R$ 600 mil, o PT vai pôr no ar, no próximo dia 5, um novo portal de notícias na internet (www.pt.org.br), que abrigará uma TV e uma rádio online. Além de ser uma importante ferramenta para promover Dilma, o portal – que usará recursos da web 2.0, como twitter e Orkut – trará entrevistas com ministros e, a partir de 5 de julho de 2010, poderá arrecadar doações para a campanha.
O tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, acha, porém, que a Lei Eleitoral aprovada pelo Congresso prejudicará a arrecadação pela internet. “Essa lei não colabora para o aumento das pequenas contribuições, porque exige que o doador assine um recibo”, reclamou Ferreira. “O que aconteceu com o Obama não acontecerá no Brasil”, emendou ele, numa referência à eleição do presidente dos EUA, Barack Obama, quando houve uma avalanche de doações pela internet de até US$ 100.
O  PT aposta na nova estrutura de comunicação para impulsionar a candidatura de Dilma e admite até mesmo debater com internautas sugestões para o programa de governo. “Estamos nos posicionando desde já para o grande debate de 2010″, afirmou o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP).
O investimento de R$ 600 mil inclui os custos com a montagem de dois estúdios – um de rádio e outro de TV – que funcionarão na sede do partido. A manutenção do site está orçada em R$ 60 mil mensais.
O twitter do PT preparou uma “promoção” para a estreia: os autores das três melhores frases sobre “sonhos, esperanças e bandeiras” ganharão o livro “Lula, o filho do Brasil”, de Denise Paraná, autografado pelo presidente.
O primeiro teste da TV online ocorrerá no encontro dos prefeitos do PT, marcado para os dias 6 e 7, em Guarulhos, com a presença de Dilma. O comando petista também quer usar sua TV para fazer um debate ao vivo entre os candidatos à presidência do partido.

 

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INCOMPETÊNCIA OU INOPERÂNCIA DA PREFEITURA DE SOROCABA?

Publicado por alexproenca em Outubro 28, 2009

Alexandre

alex.proenca@ibest.com.br

O jornal Cruzeiro do Sul, na edição de hoje trás a informação de que o promotor responsável pelo caso da FUSERV havia alertado a Prefeitura, a FUNSERV e o Sindicato dos Servidores, sobre a situação do atendimento médico.

Nas palavras do promotor: “Eles não podem, de forma alguma, alegar que receberam a determinação da Justiça com surpresa. Não podem se colocar como vítimas e demonizarem o MP. Não é essa a verdade dos fatos”. “Não quiseram fazer acordo em hipótese alguma. Podiam contratar qualquer empresa de saúde, mas ignoraram os conselhos do MP”

Com tais declarações do promotor, fica caracterizada situação de total irresponsabilidade dos dirigentes das entidades envolvidas no caso, que deixaram a situação correr, sem se prepararem ou realizarem os ajustes legais necessários. E quem acabou prejudicado foram os servidores públicos municipais.

Tais fatos se somam a inúmeros outros, vejamos:

TCS – A empresa concessionária do serviço de ônibus não estava recolhendo o pagamento dos impostos (FGTS, INSS e ISS) acumulando uma dívida gigantesca. A prefeitura não fez o básico que era realizar a fiscalização. A TCS caminha para a falência com o consequente prejuízo para os trabalhadores e para a população de Sorocaba.

Empresas terceirizadas – Também não são realizadas as fiscalizações sobre elas, resultando no não pagamento de impostos e de salários dos seus trabalhadores. A prefeitura como tomadora de serviços acaba arcando com pagamento destes custos, ou melhor, pagando novamente, pois estes valores já estavam embutidos no primeiro pagamento dos serviços.

Centro de Saúde do Wannel Ville – Está fechado há um ano, sem perspectivas de funcionamento. O prédio corre o risco de ser depredado e a população está sem o serviço de saúde.

Região Metropolitana – A prefeitura não coloca a sua força para a aprovação deste projeto de lei do Deputado Hamilton Pereira. A sua aprovação resultará em melhores condições e mais verbas, para o desenvolvimento de Sorocaba e das cidades da região.

Estes são apenas, alguns casos da inoperância da prefeitura de Sorocaba, esta falta de capacidade do PSDB local vem colocando a nossa cidade em risco, com graves consequencias sobre a população.

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Festa de lançamento de chapa que disputará a direção do PT Sorocaba

Publicado por alexproenca em Outubro 27, 2009

Chapa unidade na luta

 

Na próxima sexta-feira (30/10) acontece a festa de lançamento da chapa Unidade na Luta – 680 e da candidatura Triniti Presidente – 580, que concorrem à direção do PT Sorocaba. O PED (Processo de Eleições Diretas) do partido ocorrerá no dia 22 de novembro, na sede do Diretório, na rua Capitão Manoel Januário, 286, próximo ao terminal São Paulo. Na oportunidade, serão eleitas as direções municipais, estaduais e nacional. O Partido dos Trabalhadores é o único no Brasil que escolhe seus dirigentes por meio do voto direto de todos os filiados.

A festa acontecerá, a partir das 19h, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e região, na rua Júlio Hanser, 140, próximo à rodoviária de Sorocaba. Já confirmaram presença no evento o Deputado Federal José Genoíno, o Deputado Estadual Hamilton Pereira, a representante do MEC no estado de SP e ex-Deputada Federal, Iara Bernardi, os vereadores Izídio Correia de Brito e Francisco França, o atual Presidente do PT Sorocaba, Paulo Henrique Soranz, o membro da Executiva estadual do Partido, Antônio dos Santos e a também integrante da Executiva estadual e vice-prefeita de Bauru, Estela Almagro.

A chapa Unidade na Luta – 680, que apoia a candidatura Triniti – 580 a Presidente, é composta por três diferentes forças internas ao Partido dos Trabalhadores: a Construindo um Novo Brasil, a Mensagem ao Partido e PT de Luta e de Massas.

Quem é Triniti

José Carlos Triniti Fernandes é o atual Secretário de Comunicação do PT Sorocaba. Ex-tesoureiro do Sindicato dos Metalúrgicos no início dos anos 90, Triniti é assessor do Deputado Estadual Hamilton Pereira desde o seu primeiro mandato. Foi também, por três mandatos consecutivos, coordenador da Macrorregião de Sorocaba do Partido dos Trabalhadores. Segundo seus apoiadores, sua principal característica – fundamental para a tarefa a que se propõe – é a serenidade e a capacidade de diálogo, seja com as forças internas ao partido, seja com as externas.

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23 mil dependentes da Funserv perdem direito à cobertura dos planos de saúde.

Publicado por alexproenca em Outubro 24, 2009

Uma ação – que teve início com duas procuradoras do funcionalismo público (uma da Prefeitura e outra da Câmara) – transformou-se em decisão judicial “trágica” para a Fundação da Seguridade Social dos Servidores Municipais de Sorocaba (Funserv), que abrange agentes do Legislativo, do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), e do próprio Paço, 23 mil pessoas, incluindo aposentados, pensionistas e seus respectivos dependentes. Elas perderam o direito à cobertura dos planos de saúde descontados, obrigatoriamente, em folha de pagamento.

Uma liminar expedida pelo Tribunal de Justiça (TJ), a pedido da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo, determinou a suspensão, provisória, do atendimento de tal assistência aos servidores ativos, aposentados e pensionistas, incluindo o pronto-atendimento, a partir desta segunda-feira. Só restarão a essas pessoas recorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Desembargadores do TJ deram provimento à Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), impetrada pelo Ministério Público (MP), a pedido do promotor Orlando Bastos Filho, após a condenação da Funserv, em primeira instância, na 4.ª Vara de Justiça de Sorocaba, em julho de 2006.

À época, o juiz José Carlos Metroviche condenou a Prefeitura a não mais efetuar qualquer contribuição à assistência à saúde dos servidores públicos municipais, assim como ressarcir toda a contribuição recebida do Poder Público Municipal, valor este que será apurado em liquidação da sentença. Os advogados da Funserv recorrem da decisão. A liminar da Adin anula a lei municipal de 1996, que estabelecia o convênio entre a Prefeitura e as instituições acima citadas.

‘Quebra-pau’

Assim que soube pela municipalidade sobre o ocorrido, inclusive com a expedição de uma liminar obrigando tal determinação, o presidente da Funserv, Marco Antonio Bistão, reuniu-se no gabinete do prefeito Vitor Lippi (PSDB) junto do secretário de Negócios Jurídicos da Prefeitura (SEJ), Lauro Madureira Mestre, e da secretária de Negócios Jurídicos da Câmara, Márcia Pegorelli, na noite de quinta-feira.

Segundo informações confirmadas por servidores do sexto andar, a reunião terminou em bate-boca entre Bistão e Mestre. Irritado, o presidente da Funserv teria cobrado “satisfações” do titular da SEJ, em detrimento a não comunicação da decisão do TJ.

Uma nova reunião aconteceu na tarde de ontem, com a participação das mesmas pessoas, incluindo os secretários Rodrigo Moreno (Sead) e Silvana Maria Ciniscalco Duarte Chinelatto (Serh). Às 19h, a Secretaria de Comunicação (Secom) informou o Cruzeiro do Sul que encaminharia uma nota sobre o assunto, o que não aconteceu. O jornal recebeu, apenas, um informe publicitário em formato de comunicado endereçado aos servidores públicos. Nem Mestre, nem o titular da Secom, Valter Calis, foram localizados para comentar o informe. Bistão foi procurado em sua residência e também na sede da Funserv, mas não retornou às ligações da redação.

Garantias

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, ligado à Funserv, destacou, que, mesmo após a decisão do TJ, ficam mantidos, segundo a própria Prefeitura, os tratamentos de quimioterapia, hemodiálise e radioterapia, assim como o atendimento aos pacientes que se encontram internados.

“A decisão se estende, inclusive, aos servidores comissionados e também aos vereadores. Somente hoje (ontem) fomos informados pelo Paço. Isso causou-nos uma grande surpresa. Iremos avaliar juridicamente a questão e tomar as devidas providências. Com a ida dos servidores e seus dependentes ao SUS, acredito que a própria comunidade sorocabana sentirá prejuízos no atendimento da rede. Poderá haver um colapso”, frisou o presidente do Sindicato, Sérgio Ponciano de Oliveira.

Repasses

O repasse de verbas do Paço à Funserv, para a assistência médica, é de aproximadamente R$ 1,5 milhão. O convênio era mantido com os hospitais Modelo e Samaritano, com a clínica Centro Médico e com uma rede de laboratórios. O desconto em folha de pagamento era feito da seguinte forma: 5% vinha do repasse do holerite do servidor e outros 4% eram repassados aos planos pela Prefeitura.

O comunicado publicado, hoje, na imprensa, pelo Poder Público Municipal, pede a “compreensão” dos servidores públicos, uma vez que “as medidas legais cabíveis estão sendo adotadas para restabelecer, o mais breve possível, a normalidade desse atendimento”

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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Funcionários municipais de Sorocaba estão sem plano de saúde

Publicado por alexproenca em Outubro 24, 2009

Alexandre

alex.proenca@ibest.com.br

Esta decisão da justiça é simplemente um absurdo.

Deixar mais de 23 mil pessoas sem assistência médica beira a casa da irresponsabilidade.

Segundo informações que recebi de uma pessoa, que é esposa de um funcionário da FUNSERV, a prefeitura sabia desta notificação e não avisou a FUNSERV.

Se isto for verdade, só prova a total incopetência administrativa  do psdb de Sorocaba.

Que fique resgistrado também: parte da diretoria da FUNSERV é filiada ao psdb, e apoiaram a eleição de Lippi à prefeitura de Sorocaba.

Lembrando ainda, que existe um rombo de mais de 200 milhões de reais na FUNSERV, em consequencia da auto-anistia que o então prefeito Renato Amary (psdb) fez em 1997.

Cabe aos vereadores do PT de Sorocaba, o Izídio e França, levarem a frente esta investigações e defenderem os direitos dos funcionários publicos municipais de Sorocaba.

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Sábado, 24 de outubro de 2009 – 04:20

Funcionários municipais estão sem plano de saúde

Sindicato afirma que medida judicial atinge cerca de 23 mil servidores

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Funcionários públicos municipais estão sem plano de saúde a partir deste sábado. De acordo com o sindicato da categoria isso atinge cerca de 23 mil pessoas, entre funcionários e dependentes.

O procurador Geral da Justiça  Fernando Grella Vieira entrou com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) no Tribunal de Justiça contra a lei municipal que criou a assistência à saúde do servidor publico municipal de Sorocaba. A lei torna obrigatória a contribuição do servidor e familiares que sejam seus dependentes à Funserv (Fundação de Seguridade Social).

A liminar suspendeu os efeitos da lei, alegando que a cobrança descontada no salário dos servidor pode trazer prejuízo ao erário público. A decisão atinge também a Câmara Municipal, autarquias e fundações públicas do município de Sorocaba, aposentados e pensionistas.

Pela lei, até então  os únicos que podiam optar se aderem ou não ao plano são os funcionários comissionados.

Casos emergenciais terão atendimento
O prefeito Vitor Lippi (PSDB), por meio de comunicado afirma, que serão mantidos os tratamentos de quimioterapia, hemodiálise e radioterapia, assim como atendimento aos pacientes que se encontram internados. De acordo com nota as medidas legais cabíveis contra a   liminar já estão sendo tomadas para reestabelecer, o mais breve possível, a normalidade no atendimento aos funcionários públicos.

Fonte: Jornal Bom dia Sorocaba.

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Onda de suicídios leva França a discutir cultura ‘pós-privatizações’.

Publicado por alexproenca em Outubro 24, 2009

Daniela Fernandes

De Paris para a BBC Brasil

Sindicalistas protestam contra a France Télécom após onda de suicídio
Onda de suicídios na France Télecom provocou protestos na França

Uma onda de suicídios numa das maiores empresas francesas vem levando o país a discutir o “choque cultural” entre os valores tradicionais do funcionalismo público do país e o foco na competição adotado após processos de privatização.

Após o 25º suicídio de um funcionário da France Télécom em apenas 20 meses, o governo francês fixou nesta semana um prazo para que grandes empresas do país adotem medidas contra o estresse no trabalho.

A própria empresa, privatizada em 2004, anunciou a suspensão de seus processos de restruturação e de realocação obrigatória de funcionários após os 25 suicídios, além de 15 outras tentativas de empregados de tirar suas próprias vidas.

Para analistas, o fenômeno é consequência desse “choque cultural” que opõe a visão tradicional que atribuía ao funcionalismo público um caráter social e as novas políticas comerciais agressivas, que privilegiam o aumento constante das vendas e da rentabilidade.

Abertura

O primeiro “choque” empresarial sofrido pela France Télécom ocorreu em 1998, com a abertura do mercado francês de telecomunicações à concorrência, por determinação de uma diretiva europeia.

A segunda grande transformação foi em setembro de 2004, quando a empresa foi privatizada, 115 anos após ter sido nacionalizada.

Os empregados da operadora histórica de telefonia, que foram funcionários públicos durante mais de um século, se transformaram nos últimos anos em agentes comerciais e passaram a sofrer pressões constantes da direção em relação ao desempenho das vendas.

Para enfrentar a concorrência, a direção da empresa criou um plano de restruturação que vem obrigando os funcionários a mudar de serviço, desempenhar novas funções e serem transferidos para outras áreas geográficas.

Após o 25° suicídio em menos de dois anos, além de 15 tentativas de outros empregados de pôr fim à vida, a direção da France Télécom anunciou a suspensão de todas as reestruturações até o dia 31 de dezembro.

Em setembro, o grupo já havia anunciado o congelamento, também até o final do ano, da transferência obrigatória de trabalhadores para outras regiões.

Funcionários supérfluos

Muitos técnicos, que instalavam e faziam a manutenção das linhas telefônicas, se tornaram supérfluos devido às mudanças tecnológicas e também em razão do fato de o país ter atingido um nível de cobertura da rede que não necessitava mais a instalação de várias novas linhas, diz o economista Thomas Coutreau, que lida com questões de saúde no emprego no ministério francês do Trabalho.

“Eles se tornaram agentes comerciais sem preparo nenhum para a atividade. O trabalho deles não era vender qualquer coisa a qualquer preço. Eles viam antes sua função como um serviço público, algo que tinha valor para a sociedade. A cultura comercial de privilegiar vendas os deixou desestabilizados”, diz o economista.

O mal-estar dos empregados também foi ampliado pela instauração de uma competição individual, em relação a metas de vendas. “Isso minou a solidariedade entre os colegas”, afirma Coutreau.

“Há 30 ou 40 anos, não havia suicídios no trabalho. O surgimento disso está ligado à desestruturação da solidariedade entre trabalhadores. Ela foi esmagada pela avaliação individual dos desempenhos”, diz o psicanalista Christophe Dejours, co-autor do livro “Suicídio e Trabalho, o que fazer?”.

Os empregados que ocupam cargos de chefia na France Télécom também sofrem pressões da alta direção para demitir funcionários que não têm bom desempenho. O grupo demitiu 22 mil trabalhadores entre 2005 e 2008.

O psicanalista se diz cético em relação à utilidade dos questionários sobre o estresse no trabalho enviados nesta semana pela France Télécom aos seus empregados. A medida foi aprovada pelos sindicatos. “Essa pesquisa não diz o que é preciso fazer realmente”, afirma.

Comoção

Os suicídios na companhia comoveram a sociedade francesa e levaram a direção da France Télécom, que se recusa a demitir seu presidente, Didier Lombard, a substituir o número dois do grupo, Louis-Pierre Wenes.

Para o economista Coutreau, a crise na France Télécom não teria alterado a imagem dos franceses em relação à empresa. “Muitos se identificam com esses problemas porque vivem pressões semelhantes no trabalho”, diz ele.

“Mas alguns pensam que os ex-funcionários públicos não sabiam o que era a vida profissional e não aguentam a competição no mercado de trabalho”, afirma.

Entre os países ricos, a França possui uma das mais altas taxas anuais de suicídios, de 19,6 por 100 mil habitantes.

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