OPINIÃO

Idéias e opiniões socialistas sobre Sorocaba

Famílias atingidas por enchentes continuam sendo visitadas por petistas.

Publicado por alexproenca em fevereiro 8, 2010

Prosseguindo com as visitas aos bairros atingidos pelas enchentes do último mês, o vereador Izídio de Brito Correia (PT) e o presidente do Partido dos Trabalhadores de Sorocaba, José Carlos Triniti Fernandes, acompanhados do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba, Ademilson Terto da Silva, compareceram na última sexta-feira (05), nos bairros Jardim Santo André II e Parque Vitória Régia III. Conduzidos por lideranças dos bairros, os estragos feitos pela invasão das águas puderam ser vistas mesmo depois de dias sem chover.

Para o vereador petista, a primeira medida que deveria ser tomada pela prefeitura, seria indenizar todas as famílias com relação ao dano na estrutura do imóvel e também dos bens materiais, “pois muitos perderam todos os seus eletrodomésticos, colchões e alimentos e não tem condições financeiras para reconstruírem suas vidas”.

Segundo o  presidente do PT, as enchentes em ambos os bairros aconteceram não só pelo excesso de chuvas, mas sim por falta de planejamento e diversas obras mal realizadas. “Como exemplo, temos a proteção feita na margem do Rio com um elevado de terra, mas com uma única saída da água, não protegendo assim os moradores do Vitória Régia III”, explica Triniti.
Segundo Izídio, a prefeitura carece com urgência, acompanhada por técnicos competentes, realizar um calendário de obras para refazer os serviços mal feitos e acabar com o risco de novas enchentes. “Porém, o Poder Executivo precisa transferir todas as famílias que vivem em áreas de risco para um local seguro, daí a necessidade de investir na política urbana o mais breve possível”, acredita.

O presidente Terto garantiu que tanto o Parque Vitória Régia III, quanto o Santo André II receberão as doações arrecadas pela “Campanha Vítimas de Enchente Sorocaba”, que está sendo realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba. “Queremos amenizar o sofrimento dessas pessoas”, afirma.
Para discutir sobre o assunto, o vereador Izídio realizará uma audiência pública na Câmara Municipal, no próximo dia 23 deste mês, às 19h. Na oportunidade, serão discutidas as conseqüências das chuvas em toda a cidade e meios para a solução do problema a curto, médio e longo prazo. “Não podemos deixar cair no esquecimento esse grave problema que a cidade enfrenta. Precisamos encontrar uma solução para centenas de famílias que sofrem com enchentes em Sorocaba”, ressalta.

Após a visita em ambos os bairros, por volta das 19h, os petistas Izídio e Triniti participaram da assembleia realizada pelos moradores do Jardim Itanguá II, que estão lutando para impedir que seus terrenos sejam leiloados.

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Enchentes são mais que desastres naturais.

Publicado por alexproenca em fevereiro 5, 2010

Hamilton Pereira

Deputado Estadual PT Sorocaba

Várias cidades depararam-se com graves problemas de enchentes neste verão que ainda não chegou ao fim. Bairros e regiões passam dias e dias alagados, a população – em especial a mais pobre – perde o que tem e, o pior, dezenas de pessoas morreram, aqui no estado de São Paulo, por conta dos deslizamentos de terra. Sorocaba incluiu-se entre essas cidades.

Os meios de comunicação noticiaram incessantemente que o mês passado foi o janeiro mais chuvoso de décadas. E muitos podem ter pensado que as enchentes e os deslizamentos sejam tão-somente manifestações da natureza em fúria, contra o que há pouco a se fazer. Isto é um equívoco, pois a presença de um poder público voltado aos interesses da maioria e não colonizado pelos interesses do capital imobiliário pode fazer muito para combater tais problemas. O fundamental é a prevenção.

O geólogo Álvaro Rodrigues dos Santos, ex-diretor do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, afirma que de imediato é preciso desassorear rios e córregos e combater a erosão do solo. Segundo Santos, só na região metropolitana de São Paulo são cerca de 250 mil caminhões por ano de sedimentos lançados nos cursos d´água. Este precisa ser um trabalho permanente. O engenheiro hidráulico Kokei Uehara também destaca a necessidade do aumento da permeabilidade do solo.

Outro geólogo, Paulo César Fernandes da Silva, diretor adjunto do Instituto Geológico, afirma que o fundamental é o planejamento e o ordenamento territorial. Ele declarou ao Portal IG que “os municípios têm que tomar conta do uso de seu solo e da ordenação de seu território. A ausência de planejamento é cultural. O que estamos vendo é que, onde foi registrado um problema por conta da chuva, a falta de planejamento fica mais evidente”.

Tecnicamente, destacou Álvaro Rodrigues dos Santos em artigo no site Carta Maior, as questões já foram devidamente estudadas e equacionadas pelos especialistas brasileiros. A questão, ele afirma, é política.

É o que ocorre em Sorocaba. A cidade, há décadas, vem sendo administrada por prefeitos vinculados diretamente ao capital imobiliário. Assim, o planejamento urbano acaba sendo voltado aos interesses dos loteadores e comerciantes de imóveis. A grande prejudicada, a população mais pobre, é compelida a buscar moradia em áreas de risco, por falta de políticas públicas efetivas de habitação popular.

E quando a água bate na cintura, vêm as ideias mirabolantes, sem planejamento, meras tentativas de fugir dos problemas: fazer um muro de três metros de altura às margens do rio Sorocaba; construir um piscinão subterrâneo; distribuir botas de borracha.

Esse é o resultado de políticas públicas voltadas à maquiagem urbana, quando o necessário é planejamento real, efetivo, que enfrente os interesses poderosos dos que se julgam donos da cidade. Se nossa prefeitura continuar brincando de “planejamento estratégico” como mera estratégia de marketing político, girando em torno de si mesma, nos próximos anos vamos novamente lamentar “a fúria da natureza”.

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Petistas visitam moradores atingidos pelas enchentes.

Publicado por alexproenca em fevereiro 5, 2010


O vereador Izídio de Brito Correia (PT) e o presidente do Partido dos Trabalhadores de Sorocaba, José Carlos Triniti Fernandes, visitaram na tarde desta quinta-feira (04), moradores atingidos pelas enchentes do Parque São Bento II. Acompanhados de lideranças do bairro, ambos presenciaram de perto os estragos provocados nas casas devido ao transbordamento do rio Sorocaba, que levou famílias a perderem tudo.

Segundo moradores, a prefeitura se comprometeu em entregar colchões, cestas básicas e roupas às famílias, ainda nesta sexta-feira. Pensando na dificuldade que todas elas vêm enfrentando, o vereador garantiu que ainda pela manhã, conversaria com a secretária da cidadania, Maria José de Almeida Lima, solicitando o não atraso na entrega. “Porém, a solução definitiva para o problema é transferir todas aquelas famílias, que vivem em área de risco, para um local seguro”, acredita Izídio.

As visitas realizadas pelos petistas aos bairros atingidos pelas enchentes continuarão na tarde desta sexta-feira (05), onde, por volta das 16h, Izídio e Triniti, acompanhados de representante da assessoria do deputado estadual, Hamilton Pereira, estarão no bairro Santo André 2. Após, seguirão para o bairro Vitória Régia. Em ambas as visitas, os políticos serão conduzidos por lideranças dos bairros, que serão responsáveis por mostrar os problemas e dificuldades que vem sendo enfrentadas pelos munícipes.

O vereador Izídio está aproveitando as visitas para convidar a todos para participarem da audiência pública que realizará na Câmara Municipal, no próximo dia 23 deste mês. Na oportunidade, serão discutidas as conseqüências das chuvas em toda a cidade e meios para a solução do problema a curto, médio e longo prazo. “Não podemos deixar cair no esquecimento esse grave problemas que a cidade enfrenta. Precisamos encontrar uma solução para centenas de famílias que sofrem todos os anos com enchentes em Sorocaba”. Para Izídio, outro fator agravante que surge na cidade quando a intensidade de chuvas aumenta é a questão do trânsito, que se torna caótico. “Por tudo isso é que acredito na necessidade da audiência pública, pois precisamos debater essas questões”, afirma o vereador.

Tucanos têm culpa pelas enchentes e sofrimentos

Parte da culpa das inundações em Sorocaba, que atingem dezenas de bairros, centenas de moradias e milhares de pessoas, direta ou indiretamente, é do tempo chuvoso, que começou em outubro e se acentuou em janeiro. Mas, para Triniti, os administradores do município psdebistas, que governam a cidade há décadas, são responsáveis pela outra grande parte do estrago. “Primeiro, porque esses governos permitiram a implantação de loteamentos em áreas alagáveis próximas ao rio Sorocaba e também porque não desenvolveram nenhum projeto ambicioso que pudesse por fim às enchentes constantes”, afirma o presidente do PT.

Os petistas lembram que, a avenida Dom Aguirre, na região da praça Lions, ao ser interditada, leva caos ao trânsito, mas  há anos o transbordamento acontece e nada foi feito até agora. “Nem as questões preventivas, simples, a prefeitura faz com eficiência. Há anos que não se vê dragas limpando a calha do rio”, ressalta Triniti.

Sindicato faz campanha para desabrigados e critica descasos tucanos

Quem quiser ajudar as vítimas das enchentes de Sorocaba com alimentos, roupas, utensílios, móveis ou eletrodomésticos pode procurar a sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba, que fica na rua Júlio Hanser, 140, Lajeado, próximo da Rodoviária, para fazer suas doações.

A entidade escalou uma equipe de sindicalistas para trabalhar na triagem, arrecadação, montagem de cestas e distribuição dos donativos aos desabrigados. Aqueles que querem doar, mas não puderem levar o donativo à sede do Sindicato, principalmente os móveis e eletrodomésticos, pode ligar para o telefone 3334-5432, que o móvel será retirado no local.

“Esse é mais um trabalho de caráter social que o Sindicato encampa e nós vamos executá-lo com muito afinco para ajudar a amenizar o sofrimento dessas pessoas”, diz Cláudio Antônio de Farias, o Kuruca, responsável pela campanha.

Segundo o presidente Triniti, o Partido dos Trabalhadores participará da reunião da executiva do Sindicato, que acontecerá na próxima segunda-feira, para propor que o PT também abrace essa campanha. “Neste momento, aqueles moradores precisam da nossa solidariedade para garantir-lhes o mínimo necessário para recomeçar suas vidas. Também carecemos de soluções para evitar que enchentes provoquem tamanho estrago nas vidas de famílias, por isso temos que debater o assunto, como propõe o vereador Izídio”, salientou Triniti.

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As peripécias de um Barão vermelho.

Publicado por alexproenca em fevereiro 2, 2010

De um artigo de Augusto C. Buonicore.

Ele se chamava Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly. Um nome pomposo para alguém que havia nascido numa carroça, em Rio Grande, interior do Rio Grande do Sul, filho de uma índia charrua. O próprio Torelly contou, bem humorado: “Viajava com minha mãe numa diligência quando uma roda teve o aro quebrado. Com todo aquele barulho, nada mais natural que eu me apressasse a sair para ver o que se passava”. Era 29 de janeiro do ano da graça de 1895.

A triste infância de Torelly, decerto, não anunciava o humorista talentoso que faria rir gerações de brasileiros. Logo cedo perdeu a mãe. O pai era um homem truculento e de poucas palavras. Aos nove anos foi internado num colégio dirigido por austeros jesuítas alemães. Apesar do ambiente repressivo, aos 14 anos elaborou seu primeiro jornalzinho manuscrito, o Capim Seco, no qual já começava a revelar sua veia humorística.

Terminado o colégio, à contra-gosto, foi cursar medicina em Porto Alegre, que acabou abandonando no 4ª ano. Contam que numa prova oral, um dos professores perguntou-lhe “Conhece esse osso?”, ele disse ainda não e apertou-lhe dizendo: “Muito prazer em conhecê-lo”.

Neste período publicou poemas e artigos em diversas revistas e passou a se dedicar exclusivamente ao jornalismo. Fundou inúmeros e efêmeros jornais entre elas O Chico, dedicado ao humor. Casou-se pela primeira vez com Alzira Alves com quem teve três filhos.

Por indicações médicas, em 1925, partiu para o Rio de Janeiro. Ali procurou a redação de O Globo. “O que o sr. veio fazer?”, perguntou-lhe Irineu Marinho. Para o qual respondeu irônico: “Tudo, de varrer a redação a dirigir o jornal. Creio não haver muita diferença”. Foi imediatamente contratado. Depois de alguns meses se transferiu para A manhã, no qual passou a publicar uma coluna humorística diária intitulada “A manhã tem mais …”. Mas, o sonho de Apparício era ter o seu próprio jornal. Em menos de um ano deixou A Manhã para fundar outro periódico intitulado ironicamente A Manha – um órgão de ataque … de risos. Este vem ao mundo no dia 13 de maio de 1926 – uma forma encontrada de homenagear a abolição da escravidão e a sua própria.

O jornal foi um sucesso e transformou-se numa referência do novo humorismo jornalístico. Ele utilizou, pela primeira vez, da fotomontagem para ridicularizar os governantes de plantão e as elites brasileiras. Apesar da boa repercussão inicial, a situação financeira se agravou rapidamente. Entre os anos de 1929 e 1930 teve que circular como encarte do jornal Diário da Noite, pertencente a Assis Chateaubriand. Naquela conjuntura de crise política, colocou-se então ao lado dos revoltosos da Aliança Liberal, encabeçada por Vargas.

Em homenagem àquela que deveria ter sido, e nunca foi, a maior batalha da “Revolução de 1930” se auto-intitulou Duque de Itararé. Mais tarde, dando prova de extrema modéstia, rebaixou seu título para Barão de Itararé. Nesta região de São Paulo havia se concentrado o grosso das tropas legalistas que deveria deter as forças revolucionárias que vinham do sul. Mas, os generais acabaram destituindo o presidente Washington Luís e não houve batalha alguma. As tropas comandadas Vargas simplesmente contornaram as de São Paulo e seguiram triunfante ao Rio de Janeiro, onde amarraram seus cavalos no Obelisco.

Porém, o namoro com o novo regime durou pouco. Logo Aporelly – agora Barão de Itararé – voltou a suas baterias contra o governo revolucionário de Vargas. Gostava, por exemplo, de chamar o poderoso general Góes Monteiro de general Gás Morteiro. Trocadilhos como estes lhe custou a primeira prisão, ainda em 1932.

No final de 1934 fundou o Jornal do Povo – publicação antifascista e com forte influência comunista. Durou apenas 10 dias e foi o centro de um escândalo político. Na suas páginas o Barão publicou uma série de artigos sobre a vida de João Cândido, o Almirante negro que comandou a revolta dos marinheiros em 1910. Isto foi encarado como uma afronta a Marinha de Guerra brasileira.

A sede do jornal foi invadida, o Barão seqüestrado, violentamente espancado e teve seus cabelos cortados por oficiais daquela arma. Isto acarretou protestos por todo o país, inclusive na Câmara dos Deputados. Os agressores jamais foram punidos. Sem perder o humor, o Barão achou aconselhável mudar a tabuleta na entrada de seu escritório. A nova inscrição dizia simplesmente: “entre sem bater!”.

A principal vítima do Barão era os integralistas de Plínio Salgado. Gostava de dizer que, acidentalmente, quase entrou para as hostes dos “camisas verdes”, quando ouviu um deles gritando “Deus, Pátria e Família”, pois havia entendido: “Adeus pátria e família”. Ele era um inimigo do militarismo e do belicismo tão em voga naqueles anos turbulentos, que já anunciavam uma segunda guerra mundial. Gostava de dizer: “Como se chama o assassinato de uma criancinha? Infanticídio. E o assassinato de uma porção de criancinhas? Infantaria”.

Ao lado do perigo de uma guerra iminente, crescia a ameaça do domínio planetário do nazi-fascismo. Por isso mesmo o Barão foi um ativo organizador e militante da Aliança Nacional Libertadora. Após o levante armado, comandado por Prestes, ocorrido em novembro de 1935, foi preso novamente e ficou encarcerado até o final de 1936. Primeiro no navio-presídio Dom Pedro I e depois na Casa de Detenção do Rio de Janeiro, ao lado de nomes como Graciliano Ramos. No Dom Pedro I deixou crescer uma barba a la Dom Pedro II. Esta passaria a ser uma das marcas registradas do Barão.

Dizem que quando o juiz federal lhe perguntou por qual motivo acreditava ter sido preso, ele afirmou que, possivelmente, teria sido graças ao cafezinho. Diante do juiz perplexo explicou: sua falecida mãezinha o havia avisado para tomar cuidado com o excesso de café. Justamente naquele dia ele havia parado num bar e tomado oito xícaras e, assim, a polícia conseguiu prendê-lo. O Barão era um daqueles que perdia um amigo (e a liberdade), mas não perdia uma boa piada.

No seu livro Memórias do Cárcere, o mestre alagoano, descreveu o convívio com o velho Barão. Sempre alegre, buscando animar seus companheiros de infortúnio e aparentando um otimismo a toda prova. Mas, nesta mesma obra, podemos notar a amargura sentida por este homem nas noites sombrias da prisão, que mais parecia um campo de concentração. Talvez para ele, mais do que para qualquer outro, a cárcere tenha sido uma experiência atroz. O sentimento de desolação era aumentado pela morte de sua segunda esposa, ocorrida enquanto estava preso, e pela preocupação com seus filhos que estavam entregues a um amigo pouco confiável.

O Barão foi solto em dezembro de 1936 e, imediatamente, reorganizou A manha. Novamente ela se transformou numa trincheira na luta contra o fascismo e seus representantes no país. O golpe do Estado Novo, em dezembro de 1937, impediu a continuação de um jornal tão irreverente. O Barão teve que buscar outro “ganha pão” e foi trabalhar no Diário de Notícias, no qual ficaria por cerca de seis anos. A repressão política continuava seguindo seus passos. Em janeiro de 1939 voltou a fazer uma breve visita à carceragem da polícia política de Vargas. Em 1940 perdeu a sua segunda esposa num parto mal sucedido. Menos de quatro anos depois morreu uma das filhas de seu primeiro casamento, vítima de complicações pós-operatórias. Nuvens sombrias encobriam a vida do humorista.

Incansável, em 1945 encabeçou abaixo-assinado exigindo liberdades democráticas. No mesmo ano voltou a editar A Manha. O clima político marcado pela democratização do país era amplamente favorável a uma publicação daquele tipo. Entrou de cabeça na campanha eleitoral do Partido Comunista do Brasil. A vitória do PCB, que elegeu 14 deputados federais e um senador, encheu-o de alegria.

No início de 1947 seria ele próprio candidato a uma cadeira na Câmara Municipal do Distrito Federal. A cidade vivia uma constante falta de água e nas padarias os proprietários adicionavam água no leite, burlando a lei e prejudicando os pobres fregueses. Por isso, decidiu que seu lema de campanha seria “mais leite, mais água e menos água no leite”. Foi eleito vereador pela chapa comunista e passou a compor a maior bancada do legislativo municipal. Afirmou Prestes: “o Barão com seu espírito não só fez a Câmara rir, como as lavadeiras e os trabalhadores. As favelas suspendiam as novelas para ouvir as sessões da Câmara que eram transmitidas pelo rádio”.

Naqueles dias memoráveis, quando circulava pelos corredores do Senado, encontrou o ex-ditador, Getúlio Vargas. Este, sorridente, se dirigindo a ele exclamou: “Até tu, Barão?”, E ele, sem pestanejar, respondeu irônico: “Tubarão é o senhor, eu sou apenas o Barão de Itararé”. Por outro lado, a oposição liberal-conservadora criticava a constante mudança de posição dos comunistas em relação a Vargas. Sem perder a compostura respondeu aos críticos: “Não é triste mudar de idéias; triste é não ter idéias para mudar”.

O registro do PCB foi cancelado em maio de 1947 e, em janeiro de 1948, os parlamentares comunistas foram cassados. Entre as vítimas deste ato arbitrário estava o Barão. Ele afirmou solene: “saio da vida pública para entrar na privada”. Neste mesmo ano, devido à repressão política e a crise financeira, A Manha deixou de circular. A situação ficou feia para o seu lado. “Devo tanto que, seu chamar alguém de ‘meu bem’ o banco toma”, escreveu.

Na pendura, se uniu ao cartunista Guevara e lançou o Almanhaque – ou Almanaque d’A Manha. O sucesso levou-o e reorganizar o jornal desta vez na capital paulista. Mas, a alegria durou pouco e em 1952 deixou de circular definitivamente. O fim de A manha não significou o fim da carreira do velho Barão. Ele passou a colaborar com o jornal A Última Hora e lançou ainda dois Almanhaques em 1955. Diante da crise que ameaçava derrubar Getúlio em 1954 lançou a frase que fez carreira entre os comentaristas políticos: “Há qualquer coisa no ar, além dos aviões de carreira”.

Em 1955 casou-se pela quarta vez. Pouco depois ocorreu uma nova tragédia. Sua esposa se suicidou. A morte parecia acompanhá-lo, buscando retirar dele toda a alegria. Já cansado e doente voltou para o Rio de Janeiro. Sua última velhice passou sozinho e doente num pequeno apartamento. Estava pobre e quase esquecido. Dedicava-se aos estudos matemáticos e a numerologia. Parecia que tinha dificuldades a se adaptar as rápidas transformações pelas quais passava seu país. Seus olhos, possivelmente, viam com tristeza a constituição uma modernidade capitalista associada à miséria e ao autoritarismo. Vivíamos o auge ditadura militar. A boca pequena se dizia que ele enlouquecia dia-a-dia.

Mais do que nunca uma de suas máximas favoritas traduziria seus sentimentos mais profundos e a trágica situação em vivíamos: “Este mundo é redondo, mas está ficando muito chato”. No dia 27 de novembro de 1971 falecia o Barão de Itararé. Uma amiga afirmou: “Morreu sozinho para que não sofressem por ele”. Poucas pessoas compareceram ao seu enterro e um jornalista apressado afirmou, sem graça, que os tempos do velho Barão já haviam passado. Será mesmo? Eu, ao contrário, diria que talvez os tempos do velho Barão ainda não tenham chegado.

Escreveu ele: “Nunca desista de seu sonho. Se acabou numa padaria, procure em outra”. É isso aí, Torelly. As padarias do mundo ainda parecem infinitas.

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Risco de reintegração de posse gera apreensão para 68 famílias.

Publicado por alexproenca em janeiro 28, 2010

Maíra Fernandes – Redação Cruzeiro do Sul

As 68 famílias que ocuparam apartamentos nas cinco torres do Residencial Ilhas do Sul, um conjunto de prédios no bairro Central Parque, estão apreensivos quanto à possibilidade de hoje acontecer reintegração de posse por parte dos proprietários do lugar, segundo eles, abandonado há 23 anos. A Polícia Militar não confirmou o recebimento de nota oficial para realização do ato, mas o presidente da comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudinei José Marchioli, confirmou que o 7.º Batalhão da Polícia Militar já recebeu o mandado e que a corporação deve cumpri-lo nos próximos dias.

A data específica não foi informada pela PM ao advogado, sob a alegação de se tratar de assunto confidencial. A Secretaria de Cidadania (Secid) também confirmou que, juntamente com a Secretaria de Segurança Comunitária, foi convocada pela Justiça para participar da operação de reintegração, em data que seria definida pela PM. O morador mais antigo no local vive ali há cerca de quatro anos e a maioria dos outros chegou em setembro do ano passado.

Grande parte deles chegou como refugiada, após sofrer despejo e disseram que estão dispostos a fazer acordo com a parte reclamante e pagarem pelos apartamentos, já que não têm para onde ir tampouco condições para pagar outra casa. “A gente sabe que é particular, mas a gente quer fazer um acordo e daí a gente paga. Não queremos morar de graça”, reforçou uma das líderes da associação informal de ocupantes do residencial, a autônoma Fernanda Aparecida Melo.

Segundo o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, as chances de não haver a reintegração é pequena, pois o juiz já deferiu a liminar. Mesmo alegando ter pouco conhecimento sobre o caso, ele explicou que é possível tentar uma negociação com a empresa proprietária, uma vez que não haveria tempo suficiente para conseguir judicialmente a suspensão da liminar. A única ajuda que a comissão pode dar a essas famílias é na tentativa de conciliação entre as partes ou na obtenção de prazo maior para as famílias saírem.

Demolição

Outra reivindicação dos moradores é que que os prédios fossem demolidos para que pudessem ali construir suas casas. A vendedora Rosimeire Rodrigues de Moraes, ocupante de um apartamentos do do residencial contou que ouviu de um dos policiais orientações para não se “esconder” atrás da imprensa, pois de nada adiantaria, já que a reintegração aconteceria de qualquer forma. Ela e mais representantes das cinco torres do condomínio teriam sido convidados a irem ao quartel da PM para tentar um acordo de reintegração pacífica, informou Fernanda.

Os moradores alegam que fizeram melhorias no local: capinaram o mato afastando os marginais e providenciaram infraestrutura básica para o funcionamento do residencial, como água, esgoto e luz. Por uma quantia mensal de R$ 100, dividem os gastos para a manutenção. E até uma guarita foi construída para garantir a segurança dos moradores.

Os 175 ocupantes temem a reintegração, mas ainda têm esperança de acordo, tanto é que cerca de 70 apartamentos estão vazios e o grupo de moradores continua aberto para o recebimento de propostas de pessoas que precisam de lugar para morar e se interessam pelo local. Para conseguir a autorização de mudança ao Residencial Ilhas do Sul, bastaria conversar com os ocupantes e pagar uma taxa de manutenção no valor de aproximadamente R$ 300.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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CEF investe quase 1 Bilhão em financiamento imobiliário na região de Sorocaba.

Publicado por alexproenca em janeiro 28, 2010

Rodrigo Alcântara
Agência BOM DIA

A Caixa Econômica Federal divulgou no fim da tarde de ontem que o crédito imobiliário quase chegou ao patamar de R$ 900 milhões em Sorocaba, durante os 12 meses de 2009.

O valor é recorde e representa o crescimento de praticamente 200% na comparação com 2008.

No ano retrasado, o crédito imobiliário chegou a R$ 298 milhões. Já em 2009, o valor foi alavancado para R$ 893 milhões. O total de contratos fechados no ano passado foi de 7.723, beneficiando famílias – através do financiamento habitacional – e empresas de Sorocaba e região.

O número representa uma alta de 35,9% em negociações fechadas pela Caixa Econômica, na comparação com 2008, que totalizou 5.680 contratos.

Média fica acima da nacional
O crédito imobiliário da região de Sorocaba ficou acima da média nacional.   Enquanto o crescimento regional ficou em 200%, a alta no Brasil ficou em 102%.
Um dos principais programas do banco para alavancar os contratos do ano passado foi o Feirão da Casa Própria.

Na oportunidade, foram disponibilizados aproximadamente cinco mil imóveis. os resultados foram ao encontro da diretoria regional, que estimava um público superior a 10 mil, movimentando R$ 50 milhões.

Fonte: Jornal Bom Dia Sorocaba

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A represa de Itupararanga não rompeu.

Publicado por alexproenca em janeiro 27, 2010

Alexandre

alex.proenca@ibest.com.br

 

Muitas pessoas estão perguntando se a represa de Itupararanga estaria para romper ou se teria rompido. Isto em razão do aumento do nível do rio Sorocaba.

A resposta é não. A represa esta em ordem, sem nenhum problema.

Para conhecer a história da construção da represa de Itupararanga, acesse aqui.

 

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Posse do Diretório Municipal do PT de Sorocaba.

Publicado por alexproenca em janeiro 25, 2010

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Viva a propriedade privada. Morra os seres humanos.

Publicado por alexproenca em janeiro 23, 2010

Cherisma, de 15 anos de idade, foi morta pela polícia nacional do Haiti quando carregava três quadros que teriam sido furtados de uma loja que desabou em Porto Príncipe. Foto de Carlos Garcia Rawlins.

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Lula defende insvestimento em Ciência e Tecnologia.

Publicado por alexproenca em janeiro 23, 2010

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