OPINIÃO

Idéias e opiniões socialistas sobre Sorocaba

Paulo Coelho defende pirataria e ataca Sopa.

Publicado por alexproenca em janeiro 24, 2012

Paulo Coelho ataca a SOPA

Enviado por luisnassif, seg, 23/01/2012 – 14:00

Do Link / Estadão

Paulo Coelho defende pirataria e ataca Sopa

Por Camilo Rocha

Para escritor, piratear ajuda na divulgação do trabalho de um artista

 

Paulo Coelho FOTO: Divulgação

SÃO PAULO – O escritor Paulo Coelho atacou o projeto de lei antipirataria Sopa em seu blog. 

Escrevendo em inglês, o autor argumenta que a pirataria serve como divulgação do trabalho de um artista.

Coelho chamou a Sopa de “PERIGO REAL” que pode “quebrar a internet”.

Leia a tradução do texto abaixo:

Na antiga União Soviética, no fim dos anos 50 e 60, muitos livros que questionavam o sistema político começaram a circular privadamente em versão mimeografada. Os autores nunca ganharam um centavo em direitos autorais. Pelo contrário, eles foram perseguidos, denunciados na imprensa oficial e mandados para o exílio nos famosos gulags siberianos. Ainda assim, eles continuaram a escrever.

p>Por quê? Porque eles precisvam compartilhar o que estavam sentindo. Do evangelho aos manifestos políticos, a literatura tem permitido que ideias viajem e até mudem o mundo.

Não tenho nada contra quem ganha dinheiro com seus livros; é assim que eu me sustento. Mas olhe para o que está acontecendo agora. O projeto de lei antipirataria Sopa pode quebrar a internet. Isto é um PERIGO REAL, não apenas para os americanos, mas para todos nós, uma vez que a lei – se aprovada – vai afetar todo o planeta.

E o que eu penso sobre isso?

Como autor, eu deveria estar defendendo “propriedade intelectual”, mas não estou.

Piratas do mundo, uni-vos e pirateai tudo que já escrevi!

Os bons tempos, quando cada ideia tinha um dono, se foram para sempre.

Primeiro, porque tudo que todo mundo faz é nada mais que reciclar os mesmos quatro temas: uma história de amor entre duaas pessoas, um triângulo amoroso, a luta pelo poder e a história de uma jornada.

Segundo, porque todos os autores querem que se leia o que eles escrevem, seja num jornal, blog, panfleto ou muro.

Quanto mais ouvimos uma música na rádio, mais queremos comprar o CD. É a mesma coisa com a literatura.

Quanto mais as pessoas “pirateiam” um livro, melhor. Se eles gostam do começo, eles comprarão o livro inteiro no dia seguinte, porque não existe nada mais cansativo do que ler longos trechos de texto na tela do computador.

1. Algumas pessoas dirão: você é rico o bastante para permitir que seus livros sejam distribuídos de graça.

Isso é verdade. Eu sou rico. Mas foi o desejo de ganhar dinheiro que me estimulou a escrever? Não. Minha família e professores sempre disseram que não havia futuro em ser escritor.

Comecei a escrever e continuei a escrever porque me dá prazer e sentido à minha existência. Se dinheiro fosse o motivo, eu poderia ter parado de escrever há muito tempo atrás e me poupado de ter que lidar com resenhas invariavelmente negativas.

2. A indústria editorial vai dizer: artistas não podem sobreviver se eles não são pagos.

Em 1999, quando primeiro fui publicado na Rússia (com uma tiragem de três mil), o país sofria com uma severa falta de papel. Por sorte, eu descobri uma edição “pirata” d’O Alquimista e a publiquei na minha página na internet. Um ano depois, quando a crise tinha passado, vendi 10 mil cópias da edição impressa. Em 2002, eu já tinha vendido um milhão de cópias na Rússia. Hoje, já passei dos 12 milhões.

Quando viajei pela Rússia de trem, encontrei várias pessoas que me disseram que haviam descoberto meu trabalho através da edição “pirata” que postei no meu site. Hoje em dia, mantenho o site “Pirate Coelho”, fornecendo links para quaisquer livros meus que estejam disponíveis nos sites de P2P (compartilhamento).

E minhas vendas continuam a crescer – são quase 140 milhões de cópias no mundo inteiro.

Quando você comeu uma laranja, você tem que voltar para a loja para comprar outra. Nesse caso, faz sentido pagar no ato.

Com um objeto de arte, você não está comprando papel, tinta, pincel, tela ou notas musicais, mas a ideia que nasceu da combinação desses produtos.

“Piratear” pode servir como introdução ao trabalho de um artista. Se você gosta da sua ideia, então você vai querer tê-lo em casa; uma boa ideia não precisa de proteção.

O resto é ganância ou ignorância.

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Chuva derrota mais uma vez, a prefeitura de Sorocaba.

Publicado por alexproenca em janeiro 21, 2012

Chuva provoca transtornos na região

Thiago Arioza

A chuva que atinge a região de Sorocaba neste sábado gerou transtornos no trânsito e prejuízos em domicílios. Até agora, há informações de quedas de árvore, ruas e avenidas intransitáveis e casas alagadas. Em Sorocaba, a avenida Dom Aguirre está interditada desde as 18h30. Agentes de trânsito permanecem no local monitorando as condições da marginal, especialmente nos pontos próximos à Praça Lions e sob a Ponte Pinheiros.

A Rua Coronel Freire de Andrade, atrás do Sorocaba Shopping, também ficou inundada. Pelo menos uma casa foi invadida pela água da chuva. No local, a moradora mostrou a situação para a reportagem: A água subiu em aproximadamente dois metros no quintal e na garagem e quinze centímetros no interior da residência. A dona do imóvel precisou ser socorrida após passar mal diante da situação.

Quedas de árvores foram registradas na Rua Oswald de Andrade, próximo à Afonso Vergueiro.

Há informações ainda de pontos de alagamentos na rua Dr. Campos Salles, região de Pinheiros. Também há relatos de moradores sobre alagamentos em Votorantim, na Avenida São João e 31 de Março.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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SOPA: The Pirate Bay contra a censura da Internet pelos Estados Unidos.

Publicado por alexproenca em janeiro 20, 2012

 


Original: https://static.thepiratebay.org/legal/sopa.txt

por The Pirate Bay, no Diário Liberdade

Mais de um século atrás, Thomas Edison conseguiu a patente de um dispositivo que poderia “fazer para o olho o que o fonógrafo faz para a orelha”. Chamou-o cinetoscópio [Kinetoscope]. Ele não só foi um dos primeiros a gravar um vídeo, ele também foi a primeira pessoa a possuir os direitos autorais [copyright] de um filme.

Por causa das patentes de Edison para o cinema era quase financeiramente impossível conseguir criar filmes na costa leste dos EUA. Os estúdios de cinema, então, mudaram para a Califórnia, e fundaram o que hoje chamamos de Hollywood. O motivo foi principalmente porque lá não havia nenhuma patente. Também não havia nenhuma lei de proteção de direitos autorais que se tenha conhecimento, por isso os estúdios podiam copiar velhas histórias e fazer filmes baseados nelas – como Fantasia, um dos maiores sucessos da Disney.

Assim, toda a base desta indústria, que hoje está gritando com a perda de controle sobre os direitos imateriais, é que eles contornaram os direitos imateriais. Eles copiaram (ou em sua terminologia: “roubaram”) os trabalhos criativos dos outros, sem pagar por isso. Eles fizeram isso para terem um lucro enorme. Hoje, eles são todos bem sucedidos e a maioria dos estúdios está na lista Fortune 500 das empresas mais ricas do mundo.

p>A razão pela qual eles estão sempre reclamando sobre “piratas” hoje é simples. Nós fizemos o que eles fizeram. Nós contornamos as regras que eles criaram e criamos as nossas. Nós esmagamos o seu monopólio, dando às pessoas algo mais eficiente. Nós permitimos às pessoas terem uma comunicação direta entre si, contornando o rentável intermediário, que em alguns casos tomam mais de 107% dos lucros (sim, você paga para trabalhar para eles). É tudo baseado no fato de que estamos em competição. Nós temos provado que a existência deles na sua forma atual não é mais necessária. Nós somos apenas melhor do que eles são.

E a parte engraçada é que as nossas regras são muito semelhantes às ideias dos fundadores dos EUA. Nós lutamos por liberdade de expressão. Vemos todas as pessoas como iguais. Acreditamos que o público, não a elite, deveria governar a nação. Acreditamos que as leis deve ser criadas para servir o público, e não as corporações ricas.

The Pirate Bay é verdadeiramente uma comunidade internacional. A equipe está espalhada por todo o mundo – mas nós ficamos fora do EUA. Temos raízes suecas e um amigo sueco disse o seguinte: A palavra SOPA significa “lixo” em sueco. A palavra PIPA significa “tubo” em sueco. Isto não é, obviamente, uma coincidência. Eles querem transformar a internet em um tubo de mão única, com eles em cima, empurrando o lixo para baixo através do tubo para o resto de nós, consumidores obedientes. A opinião pública sobre este assunto é clara. Pergunte a qualquer um na rua e você vai aprender que ninguém quer ser alimentado com lixo. Por que o governo dos EUA querem que o povo norte-americano seja alimentado com o lixo está além da nossa imaginação, mas esperamos que você os detenha, antes que todos no afoguemos.

O SOPA não pode fazer nada para parar o TPB. No pior caso, vamos mudar o domínio de alto nível do nosso atual .org a uma das centenas de outros nomes que nós também já usamos. Em países onde o TPB é bloqueado, China e Arábia Saudita vem à mente, eles bloqueiam centenas de nomes de nosso domínio. E funcionou? Na verdade, não. Para corrigir o “problema da pirataria”, a pessoa deve ir à fonte do problema. A indústria do entretenimento diz que está criando “cultura”, mas o que eles realmente fazem é vender coisas como bonecas caríssimas e fazem meninas de 11 anos de idade se tornarem anoréxicas. Quer a partir do trabalho nas fábricas, que cria as bonecas por basicamente nenhum salário, quer por assistir filmes e shows de TV que as fazem pensar que são gordas.

No grande jogo de computador criado por Sid Meiers, Civilization, você pode construir Maravilhas do Mundo. Uma das mais poderosas é Hollywood. Com ela você controla toda a cultura e mídia do mundo. Rupert Murdoch estava feliz com o MySpace e não tinha problemas com a sua própria pirataria até que falhou. Agora ele está reclamando que o Google é a maior fonte de pirataria no mundo – porque ele é ciumento. Ele quer manter o seu controle mental sobre as pessoas e claramente você consegue obter uma visão mais honesta das coisas na Wikipedia e no Google do que na Fox News.

Alguns fatos (anos, datas) provavelmente estão errado neste comunicado à imprensa. A razão é que não podemos obter estas informações quando Wikipedia está fora do ar. Por causa da pressão dos nossos decadentes concorrentes. Pedimos desculpas por isso.

THE PIRATE BAY, (K)2012

Original aqui.

Tradução de Raphael Tsavkko para Diário Liberdade

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Em Sorocaba: número de venda de motos cresce junto com mortes.

Publicado por alexproenca em janeiro 15, 2012

Consequência da falta de uma politica eficiente de transporte publico.

 

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Fonte: Jornal Bom Dia Sorocaba.

Número de venda de motos cresce junto com mortes

Comércio deve faturar 15% a mais comparado ao ano passado; 84,21% de óbitos envolvem moto em SorocabaTATIANE PATRON
tatiane.patron@bomdiasorocaba.com.br

O comércio de motocicletas em Sorocaba está aquecido. Em três anos, as vendas cresceram 53,47%. Os acidentes de trânsito também aumentaram, atingindo 12,6%, no mesmo período. Um número assustador é o de óbitos que envolvem motociclistas, 84,21%.

Mesmo com tantos óbitos, as pessoas continuam comprando o veículo. O mercado está otimista e a expectativa das concessionárias é de que a demanda cresça 15% este ano.

O gerente comercial da Honda Caiuás, José Derli Cleto Júnior, revela que o mercado retomou o fôlego em 2010, após a crise economica mundial. “Nossa média ano retrasado foi a venda de 300 motocicletas por mês, enquanto em 2011 o número subiu para 350.”

Mas o que leva tantas pessoas comprarem motocicletas? Os motociclistas visam a economia, mas admitem que falta segurança.
O operador de empilhadeira, Luiz Fabiano dos Santos, 30 anos, está pesquisando os preços e juros de financiamento para comprar seu primeiro veículo. “Quero uma motocicleta, modelo CBR 300, por ser mais potente”, conta. Ele depende do transporte público para trabalhar e também para lazer. “Com ônibus, gasto R$ 200 e com a moto desembolsarei R$ 450 (48x). É o dobro, mas terei comodidade, conforto e agilidade”, defende.

O apicultor Thiago Proença Serrano, 20 anos, trocou sua moto antiga por uma mais moderna. Ele admite que já sofreu acidentes de trânsito e que tem medo, mas a economia é atrativa. “Para fazer um passeio, gasto R$ 5 de combustível com a moto; pagaria R$ 20 para andar de carro e R$ 5,70 de ônibus”, justifica.

perfil do consumidor/ Homens são os que mais se interessam por motos, mas a demanda de mulheres está crescendo, atingindo o índice de 40%.

Os consumidores têm a partir de 18 anos e estão comprando a primeira motocicleta para utilizá-la no serviço.

Os modelos mais vendidos pela Honda e Yamaha são Fan KS – R$ 5.500 à vista -, e YBR – R$ 6 mil -, respectivamente.

Compre sua moto

As facilidades para comprar uma motocicleta atraem os futuros motociclistas. Parcelas a perder de vista, consórcios com pequenas mensalidades e promoções são oferecidos pelas concessionárias.
Até mesmo na hora de tirar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação), as autoescolas parcelam o documento em até seis vezes.

O economista Geraldo Almeida avisa que antes de entrar em dívida tem de avaliar o conforto versus custo. “A motocicleta não oferece segurança, mas quem compra foca outras questões. Por isso não deve esquecer-se de fazer um seguro do veículo e de vida”, destaca.

Geraldo complementa: “Esses   custos terão de ser somados ao valor da parcela, combustível e manutenção, como troca de óleo e de pneus. A depreciação que o veículo sofre assim que sai da loja também deve ser pesado no bolso. A queda do valor é de aproximadamente 6%”, informa.

Quer pagar como?/ O gerente da Honda Caiuás, José Júnior, explica que há várias maneiras para obter sua motocicleta sem dificuldades. À vista, o proprietário pagará o valor real do veículo e já sai da loja pilotando.

Já o financiamento, as taxas de juros das parcelas são somados pelas agências bancárias e variam entre 1,8% a 2,3%, ao mês. Há a opção de dar entrada, diminuindo os juros. O motorista leva a moto ao fechar o contrato.

No consórcio, as parcelas custam a partir de R$ 76, porém para ser contemplado tem de aguardar o sorteio ou dar um lance (15% do valor) para pegar o veículo.

O proprietário da Moto Forty, Rubens Francisco Junior, destaca que a concessionária parcela os valores em até 48 parcelas na hora da compra.

Pagamentos de indenizações crescem 7,5% em dois anos

Falta de prudência e educação no trânsito são motivos que ocasionam acidentes em Sorocaba. Essa é a opinião de Nelson José de Carvalho, instrutor de autoescola há 44 anos. As centenas de mortes que houve em cinco anos apontadas pela Urbes, afirmam a teoria do especialista.

Seguradoras pagaram R$ 2.743.866,25 para 613 para familiares de vítimas fatais ou de invalidez. As tragédias não pararam de crescer. Em 2010, o valor pago foi R$ 2.627.198,42 para 649 pessoas. Ano passado, esse número aumentou 7,5%, sendo pagos R$ 3.075.829,91 para 698 beneficiados.

“A conscientização no trânsito deve ser aplicada desde crianças, pois depois de adultos não querem entender a legislação”, diz Nelson.

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A história pouco conhecida do major Archer, um herói nacional.

Publicado por alexproenca em janeiro 11, 2012


Fonte: Portal IG
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“Em outros países ele seria herói nacional, teria selo, seria efígie de nota de dinheiro, daria nome a ruas e escolas. Aqui é ignorado”, lamenta o escritor, jornalista e diplomata Pedro Cunha E Menezes, ex-diretor do Parque Nacional da Tijuca, o mais visitado do País.

O major Archer, que comandou o replantio da Floresta da Tijuca

O “ele” a quem Pedro se refere é o major Manoel Gomes Archer, que em janeiro de 1862, há exatamente 150 anos, semeou as primeiras mudas no replantio da floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro. Contrariando as ordens recebidas de como proceder, ele comandou a primeira experiência no mundo de regeneração pela mão humana de uma mata primária. Foi o pai da silvicultura no Brasil.

Se o Rio vai receber em junho uma centena de chefes de Estado e de governo na conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, a Rio+20, marcando os vinte anos da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Unced), é por causa desse feito, ocorrido há um século e meio.

Hoje o Rio abriga a maior floresta urbana do planeta e a primeira ser refeita em um projeto pioneiro que mostrou ao mundo que o homem podia reverter o processo de desmatamento e  evitar problemas ambientais.

E, no entanto, o aniversário foi na semana passada, no dia 4, mas ninguém lembrou. Não houve festa, nem mesmo nota nos jornais. E nenhum governo achou que valesse usar algum dinheiro das centenas de milhões de reais gastos em propaganda  anualmente. No meio do ano, a Casa da Moeda lançou uma moeda comemorativa. E foi praticamente isso.

Falta de água ameaçava a capital

A principal pessoa por trás desse feito é  pouco conhecida no Rio e ignorada no resto do Brasil. Pouco se sabe sobre o major Archer. Assume-se que era da Guarda Nacional, força paramilitar criada no Império para suprir a falta de um exército profissional  – e em que a patente correspondia ao número de homens que um cidadão-eleitor conseguia arregimentar.

Ele nasceu em 21 de outubro de 1821 e era engenheiro. A historiografia oficial não registra se teve filhos, nem quando e como morreu. Ele tem apenas uma foto conhecida. Mas isso são lacunas biográficas que não diminuem sua importância, embora sirvam para reforçar a tese de que este é um País sem memória.

Archer tinha uma fazenda em Guaratiba, na zona oeste da cidade, onde mais tarde viria a funcionar a fundação Leão XIII, órgão estadual de assistência social. Ele gostava de botânica e mantinha mudas de espécies nativas lá, que foram usadas no replantio da floresta.

Plantação de café na Gávea Pequena, feita por Owen Stanley em 1847

O major Archer foi recrutado por D. Pedro II para reverter uma situação que ameaçava a capital do Império. O principal problema era a crise de abastecimento de água, decorrência do desmatamento da floresta da Tijuca. Só restava vegetação nativa nos topos dos morros e nas encostas mais íngremes.

“Os mananciais assorearam-se e, sem ter as copas das árvores para amortecer a queda dos pingos de chuva, a erosão do solo aumentou muito, carreando barro para os córregos e rios, fazendo chegar aos chafarizes da cidade uma água cada vez mais turva, cheia de impurezas e menos potável”, explica Cunha E Menezes.

Contrariando as ordens

O decreto imperial foi assinado em dezembro, mas as primeira mudasforam plantadas apenas em 4 de janeiro de 1862. E Archer contrariou as ordens recebidas. O decreto estabelecia que o reflorestamento fosse feito “em linhas paralelas retas entre si, sendo as de uma direção perpendiculares às de outra”. Archer optou por um replantio aleatório. Durante 12 anos, foram 80 mil mudas com variedades de espécies e privilegiando as da mata Atlântica.

E não foi um trabalho sem oposição. Quando começou, a floresta da Tijuca era ocupada por uma centena de pequenas e médias chácaras, que serviam de veraneio para a elite econômica do Império ou abrigavam decadentes plantações de café.

O ciclo cafeeiro na cidade foi iniciado e impulsionado por franceses. Inicialmente, expatriados pela revolução francesa, em seguida, oriundos das fileiras bonapartistas. Pedro Cunha E Menezes explica que o padrão era “comprar, desmatar, vender a madeira como carvão vegetal e plantar café no terreno limpo”. O período de boom desse sistema ocorreu na primeira metade do século 19.

Interesses contrariados

Sem o major não teríamos a floresta da Tijuca atual e, certamente, a história da cidade, e a vida nela, seria distinta. Mas outras pessoas tiveram papel importante no processo, como Tomás Nogueira da Gama, que ficou encarregado do replantio em uma área contígua à floresta da Tijuca, nas Paineiras.

Do ponto de vista político, de projeto do Estado, dois personagens foram fundamentais. Além do próprio imperador, que tomou a decisão política de enfrentar o problema. O ministro dos Negócios, Luís do Couto Ferraz, futuro Visconde de Bom Retiro, foi quem conduziu a questão, de extrema complexidade.

Obra de Rugendas retrata a experiência mal sucedida de importar chineses para plantar chá nas encostas da floresta

Petrópolis ainda não era a cidade de balneário usada pela elite da corte para fugir do verão e das doenças e epidemias da estação. Desde D. Pedro I a família imperial veraneava na floresta. A capital não contava com rede de esgoto e os dejetos eram jogados no meio das ruas estreitas. Um recanto como a Floresta da Tijuca, era praticamente uma imposição sanitária.

“Todo mundo que era importante tinha casa lá e ninguém queria sair. O replantio ocorreu em uma área em que estava 90% do PIB do Brasil na época. O D. Pedro II comprou a briga e o Visconde de Bom Retiro fez a costura política”, conta Cunha E Menezes.

Para dar o exemplo, o próprio Visconde de Bom Retiro e sua família tiveram as terras desapropriadas. O Barão de Mauá, o Barão de Itamaraty, o Conde de Bonfim e o doutor Cochrane (um dos principais empresários da corte), tinham propriedades por lá.

O Visconde de Bom Retiro foi bem sucedido em quebrar resistências ao propor que além de ajudar a preservar os mananciais e a regular o clima, a floresta regenerada poderia ser uma área de lazer – em consonância com o que acontecia nas principais cidades do mundo. Afinal, essa era uma época dourada do paisagismo, com a remodelação do Bois de Boulogne, em Paris, e a criação do Central Park em Nova York e de novos parques na Inglaterra.

Mitos equivocados

Há alguns mitos envolvendo a história do replantio. Um deles é que Archer teria empreendido a tarefa apenas com seis escravos da Nação – sobre os quais se sabe menos ainda, apenas os nomes (Constantino, Eleutério, Leopoldo, Manuel, Maria e Mateus). Na verdade, os registros mostram que sempre houve trabalho assalariado e que os empregados sempre foram em número superior ao de escravos.

Uma corrente afirma que Archer foi boicotado e que ele perdeu apoio. Cunha e Menezes salienta que o reflorestamento coincidiu, em certo momento, com a Guerra do Paraguai (1864 a 1870). “O foi o maior dreno de recursos da história do Brasil. O Archer não interrompeu o trabalho em nenhum momento. Todo o resto do País quase parou e o dele continuou”, contemporiza.

E sobre a falta de apoio oficial, é importante notar que D. Pedro II levou Archer com ele para a Exposição Mundial na Filadélfia, em 1876, e, após sua saída do parque, o nomeou para cuidar da fazenda imperial, justamente para que fizesse o mesmo trabalho de recomposição da mata feita na Tijuca.

Parque e Floresta da Tijuca não são a mesma coisa

Criado há 50 anos, o Parque Nacional da Tijuca é herdeiro desse processo. Embora tenha uma área da Floresta da Tijuca seus limites não coincidentes. E o próprio reconhecimento popular do que seria a floresta da Tijuca ficou mais abrangente com o passar do tempo.

O parque divide as zonas sul e norte da cidade. Ele se divide em quatro setores (identificadas no mapa abaixo com as seguintes letras): a) Floresta da Tijuca; b) Serra da Carioca; c) Pedra Bonita/Gávea; e d) Pretos Forros/Covanca. É a menor unidade de conservação do País, com 3.953 hectares (3,5% do município), mas é o mais visitado do Brasil, com 2 milhões de pessoas – muito por causa do Cristo Redentor, que está dentro de seu território.

A chefe atual do parque, Maria de Lourdes Figueira, diz que há um estudo para ele seja ampliado, mas não há previsão de aprovação.

“Apesar de sabermos que outros personagens contemporâneos e posteriores ao Major Archer também contribuíram para o reflorestamento do Parque, foi ele quem capitaneou e organizou o início do projeto. E, ainda que tenha sido a regeneração natural responsável por quase 90% desse reflorestamento, a contribuição do homem tornou-se importante não somente pelo ato de replantar em si, mas também pelo fundamento de conservação de áreas verdes. Se hoje temos uma cidade que se candidata junto a Unesco na categoria Paisagem Cultural, é porque temos um Parque Nacional exuberante, ainda que em meio à cidade”, afirma ela.

A imagem por satélite dá uma noção da importância da Floresta (em verde) para o resto da cidade do Rio. As quatro áreas do Parque Nacional estão destacadas: a) Floresta da Tijuca; b) Serra da Carioca; c) Pedras Bonita/Gávea; d) Covanca e Pretos Forros

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Observação: quando se tem vontade de fazer, as coisas acontecem.

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Servidores do Saae de Votorantim paralisam serviços para cobrar pagamento atrasado

Publicado por alexproenca em janeiro 6, 2012

Aproximadamente 100 funcionários do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Votorantim paralisaram suas atividades na manhã de hoje (6), em reivindicação ao pagamento atrasado de parte das horas extras que deveriam ter recebido em dezembro. A manifestação teve início às 8h, no pátio da autarquia e durou duas horas e meia. Representantes do Sindicato dos Servidores Municipais acompanharam o movimento e intermediaram uma negociação com a direção do Saae. No acordo, ficou estabelecido que os trabalhadores deverão receber os valores em atraso até a próxima quarta-feira (11), caso contrário vão iniciar greve, até que a situação seja regularizada.

A paralisação de hoje se restringiu aos funcionários de setores operacionais e não refletiu em prejuízos aos munícipes, apesar do atraso em serviços como a coleta de lixo.

Segundo o sindicato, cerca de 300 servidores receberam somente parte do 13º. A explicação do Saae para o atraso é o cumprimento de uma lei de responsabilidade fiscal que impede a Prefeitura de gastar mais que 54% da arrecadação municipal com pagamento de servidores públicos. Com um aumento nas horas extras praticadas pelos trabalhadores, somado ao valor necessário para pagamento dos salários e do 13º, o limite estabelecido pela legislação seria ultrapassado em dezembro. Diante da situação, a autarquia preferiu esperar até o mês de janeiro para o acerto junto ao pagamento do salário. Com o acordo feito junto ao sindicato, o Saae deverá pagar os atrasados um pouco antes do que previa.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul.

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Funcionários de indústria sofrem intoxicação

Publicado por alexproenca em janeiro 5, 2012

Fonte: Jornal BOM DIA SOROCABA

Cerca de 19 funcionários da Tecsis, empresa que fabrica pás usadas para gerar energia eólica, passaram mal e precisaram ser atendidos em um pronto-socorro em Sorocaba, na manhã desta quinta-feira (5).

Segundo o secretário de organização do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região Valdeci Henrique da Silva, os funcionários se sentiram mal por volta das 9h e denunciaram para o sindicato que o problema teria sido ocorrido através da água que abastece o local, que segundo os colaboradores, estava com um cheiro forte.

Segundo o sindicato, os funcionários afirmaram que o abastecimento de água no local é feito por uma empresa particular e não pelo Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto). Apesar de a assessoria de imprensa da Tecsis informar que foram 19 pessoas que tiveram mal-estar, o sindicato afirma que foram cerca de 50 funcionários que tiveram os sintomas de intoxicação. Os colaboradores foram atendidos em um pronto-socorro com sintomas de desconforto intestinal, foram medicados e em seguida liberados.

O sindicato afirma que irá pedir uma análise da água para detectar a causa da intoxicação e para tomar as providências cabíveis.

Em nota a assessoria de imprensa da Tecsis informou que a empresa está investigando se as origens do problema são internas ou externas.

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As enchentes e o planejamento urbano, por Raquel Rolnik

Publicado por alexproenca em janeiro 5, 2012


Por Raquel Rolnik

As enchentes e a ‘falta de planejamento’

Verão no sudeste, tempo de chuvas. Sistematicamente, também, tempo de enchentes, casas desabando, pessoas desabrigadas e, às vezes, até mortes. Certamente, neste momento, se discutem soluções, se anunciam investimentos e novas regulações, se buscam culpados… Neste debate, a “falta de planejamento das cidades” sempre aparece como a grande responsável pelos desastres.

As “ocupações irregulares precárias, que não obedecem à lei” e a “falta de fiscalização” aparecem como sinônimos dessa tal “falta de planejamento”. Como se tivéssemos um sistema de ordenamento territorial ótimo, mas que é desobedecido pelas classes sociais mais pobres, que ficam construindo favelas e ocupando locais indevidos. Se seguirmos essa lógica, imediatamente, identificamos os dois culpados pelas tragédias: os “invasores” e os “políticos”, que não fiscalizam. Nada mais equivocado e simplista!

p>Em primeiro lugar, porque no Brasil simplesmente não existe, nem nunca existiu, um sistema de ordenamento territorial. O que existem são regras setoriais (meio ambiente, patrimônio, urbanismo) que não dialogam entre si e, muito menos, com os sistemas de financiamento do desenvolvimento urbano. Os planos diretores que, teoricamente, deveriam cuidar desta tarefa de ordenar o território, ou são mera expressão dos interesses econômicos dos setores envolvidos diretamente na produção da cidade, ou simplesmente não regulam nem definem os investimentos em cidade nenhuma do país. Além do mais, os planos diretores são municipais, sendo que muitas das nossas cidades são aglomerados ou regiões metropolitanas.

A expansão das cidades, ou seja, as novas áreas que vão sendo abertas para ocupação urbana, NUNCA foi planejada em nosso país. Os loteamentos foram sendo aprovados sempre no caso a caso, quando o proprietário da gleba decidia loteá-la. E nunca existiram programas ou recursos para que os municípios ou Estados produzissem ”cidade” antes de esta chegar.

O que existem são recursos para construir casas, escolas, praças de esporte, investir em água e esgoto, mas nunca “tudo junto ao mesmo tempo agora”. Finalmente, quem pensa que ocupações de áreas não aptas para urbanizar, como várzeas de rios e encostas, são “privilégio” dos pobres, está enganado. Em muitas cidades (vejam a várzea do Tietê, em São Paulo) este é um modelo disseminado…

No ano passado, logo após as chuvas que devastaram a região serrana do Rio de Janeiro, no início do ano, além de vários locais em Niterói e na cidade do Rio, em abril, a presidência da República encomendou aos ministérios uma Medida Provisória para tratar justamente do tema do ordenamento territorial. Em outubro, finalmente, o governo federal editou a Medida Provisória 547 (link), determinando a formulação de um cadastro nacional de municípios onde ocorreram eventos deste tipo nos últimos 10 anos, tornando obrigatório para os municípios cadastrados a realização de mapas de risco, planos de contingência e utilização de carta geotécnica para aprovação de loteamentos.

A novidade mais interessante, entretanto, que vai além da questão do risco, é que TODOS os municípios serão obrigados a desenvolver um plano de expansão toda vez que ampliarem o seu perímetro urbano, criando uma nova zona urbana ou de expansão urbana. Nenhum loteamento poderá ser aprovado nesse novo perímetro enquanto não houver esse plano. Além de identificar as áreas de risco, esse plano precisa identificar também as áreas que devem ser protegidas do ponto de vista do patrimônio ambiental e cultural, definir todas as diretrizes e demarcar as áreas que serão utilizadas para a instalação de infraestrutura, sistema viário, equipamentos públicos etc. O plano precisa também prever zonas de habitação de interesse social nessas áreas.

A iniciativa é importante? Sim, é fundamental! Entretanto, se não incidir em questões que hoje sabotam a existência de um sistema de ordenamento territorial, esta vai virar mais uma regulação inútil, emaranhada com as demais… e aí, dá-lhe mais enchentes e desabamentos!

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Dez fatos sobre a fome no mundo.

Publicado por alexproenca em janeiro 5, 2012


Enviado por luisnassif, qui, 05/01/2012 – 15:07

Da ONU

O que você precisa saber sobre a fome em 2012

Quantas pessoas passam fome no mundo e onde a maioria delas vive? Quais são os efeitos da desnutrição sobre  a mente e o corpo e o que podemos fazer para ajudar essas pessoas? O Programa Mundial de Alimentos (PMA) preparou uma lista com dez fatos essenciais para entender por que a fome é o maior problema solucionável que o mundo enfrenta hoje.

ong>1. Aproximadamente 925 milhões de pessoas no mundo não comem o suficiente para serem consideradas saudáveis. Isso significa que uma em cada sete pessoas no planeta vai para a cama com fome todas as noites. (Fonte: FAO, 2012)

2. Embora o número de pessoas com fome tenha aumentado, na comparação com o percentual da população mundial, a fome na verdade caiu de 37% da população em 1969 para pouco mais de 16% da população em 2010. (Fonte: FAO, 2010)

3. Bem mais que a metade dos famintos do mundo – cerca de 578 milhões de pessoas – vivem na Ásia e na região do Pacífico. A África responde por pouco mais de um quarto da população com fome do mundo. (Fonte: FAO, O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo, 2010)

4. A fome é o número um na lista dos 10 maiores riscos para a saúde. Ela mata mais pessoas anualmente do que AIDS, malária e tuberculose juntas. (Fonte: UNAIDS, Relatório Global de 2010OMS, Fome no mundo e Estatística Pobreza, 2011).

5. Um terço das mortes entre crianças menores de cinco anos de idade nos países em desenvolvimento estão ligadas à desnutrição. (Fonte: UNICEF, Relatório sobre Nutrição Infantil, 2006)

6. Os primeiros 1.000 dias da vida de uma criança, desde a gravidez até os dois anos de idade, são a janela crítica para combater a desnutrição. Uma dieta adequada neste período pode protegê-las contra o nanismo mental e físico, duas consequencias da desnutrição. (Fonte: Comitê Permanente da ONU sobre Nutrição, 2009)

7. Custa apenas 25 centavos de dólar por dia alimentar uma criança com todas as vitaminas e os nutrientes de que ela precisa para crescer saudável. (Fonte: PMA, 2011)

8. Mães desnutridas muitas vezes dão à luz bebês abaixo do peso. Essas crianças tem 20% mais probabilidade de morrer antes dos cinco anos de idade. Cerca de 17 milhões de crianças nascem abaixo do peso a cada ano. (Fonte: UNICEF, Um Mundo para as Crianças, 2007)

9. Em 2050, as alterações climáticas e os padrões climáticos irregulares levarão mais de 24 milhões de crianças à fome. Quase metade dessas crianças vivem na África Subsaariana. (Fonte: PMA, Mudanças Climáticas e Combate à Fome: Respondendo ao Desafio, 2009)

10. A fome é o único grande problema solucionável que o mundo enfrenta hoje. Aqui estão oito estratégias eficazes de combate à fome.

Oito exemplos de ajuda efetiva no combate à fome

Da merenda escolar até os vales-refeição, aqui estão oito exemplos de ajuda que a experiência do Programa Mundial de Alimentos (PMA) tem demonstrado ser eficaz.

1. Alimentação escolar ajuda no aprendizado das crianças
O fornecimento de refeições gratuitas para as crianças na escola significa dar a comida que necessitam para se concentrar em sala de aula. Isso também contribui para que elas permaneçam na escola e obtenham a educação necessária para escapar da pobreza e da fome. Conheça Vera em Cabo Verde, clicando aqui.

2. Cêstas de alimentos para uso doméstico mantém as meninas na escola
Doar cestas de arroz ou óleo para meninas que frequentam a escola é um incentivo para que os pais orientem suas filhas para o colégio, em vez de mantê-las em casa. Meninas educadas hoje significam famílias mais fortes no futuro.Conheça Ri Srei Net no Camboja, clicando aqui.

3. Treinamento para a autonomia das mulheres
Ao dar cestas alimentares para mulheres pobres em troca de cursos de formação em jardinagem, apicultura ou de outras competências, garante-se um meio para que elas se sustentem e ajudem suas famílias ao longo dos anos. Conheça Famiya na República Democrática do Congo, clicando aqui.

4.  Mães bens alimentadas significam bebês saudáveis
Ao fornecer o tipo certo de nutrientes e alimentos para as mulheres durante a gravidez ou a amamentação de seus filhos são dados os nutrientes necessários para desenvolver mentes e corpos saudáveis. Conheça Sadak na Somália, clicando aqui.

5. Alimentos nutritivos ajudam a combater a AIDS
Pessoas que vivem com HIV precisam de muita energia e nutrientes de modo que seus corpos possam combater o vírus e absorver os medicamentos antirretrovirais. Conheça Dora na Bolívia, clicando aqui.

6. Vales permitem que cidadãos com fome tenham acesso a comida 
Quando há comida nos mercados, mas as pessoas pobres simplesmente não conseguem pagar por ela, então os vales-refeição podem ajudar a garantir às famílias vulneráveis acesso aos alimentos. Essas pessoas também ajudam a sustentar a economia local. Conheça Balqisa no Afeganistão, clicando aqui.

7. A ajuda alimentar salva vidas após desastres
O fornecimento de rações alimentares de emergência após um terremoto ou uma inundação pode salvar milhares de vidas. Ele também pode manter as crianças livres da desnutrição, protegendo assim o seu desenvolvimento físico e mental. Veja galeria de fotos, clicando aqui.

8. Apoio aos agricultores fortalece as comunidades
Dar formação e apoio aos pequenos agricultores, ajudando-os a se conectar melhor aos mercados, auxilia as comunidades a desenvolver sistemas de produção de alimentos resilientes e capazes de resistir a choques ocasionais. Assista ao vídeo, clicando aqui.

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A Islândia contra a politica neoliberal.

Publicado por alexproenca em janeiro 4, 2012

Deena Stryker
Daily Kos
Um programa de rádio italiano falando sobre a revolução em andamento na Islândia é um exemplo impressionante do pouco que os meios de comunicação nos dizem sobre o resto do mundo. Os norte-americanos podem se lembrar de que no início da crise financeira de 2008, a Islândia declarou-se literalmente em falência. As razões são citadas apenas superficialmente, e desde então, esse membro pouco conhecido da União Européia voltou a cair no esquecimento. Como os países europeus vão caindo um após o outro, colocando o euro em perigo, com repercussões para todo o mundo, a última coisa que os poderes desejam é que o caso da Islândia se transforme em um exemplo. A seguir, eis por quê.
Cinco anos de um regime puramente neoliberal fizeram da Islândia (população de 320 mil pessoas, sem exército), um dos países mais ricos do mundo. No ano de 2003, todos os bancos do país foram privatizados e, num esforço para atrair investidores estrangeiros, ofereceram empréstimos em linha, cujos custos mínimos lhes permitiram oferecer taxas relativamente altas de rendimentos. As contas, chamadas de “icesave”, atraíram muitos pequenos investidores ingleses e holandeses; mas, à medida que os investimentos cresceram, isso também aconteceu com a dívida dos bancos estrangeiros. Em 2003, a dívida da Islândia era igual a 200 vezes o seu PIB, mas em 2007 ela chegou a 900 vezes. A crise financeira mundial de 2008 foi o golpe de graça. Os três principais bancos islandeses, Landbanki, Kapthing e Glitnir, quebraram e foram nacionalizados, enquanto que a coroa islandesa perdeu 85% do seu valor em relação ao euro. No final do ano, a Islândia se declarou falida.
Contrariamente ao que se poderia esperar, a crise deu lugar à recuperação dos direitos soberanos dos islandeses, através de um processo de democracia direta participativa, que finalmente conduziu a uma nova Constituição, mas depois de muita dor.
Geir Haarde, o Primeiro-Ministro de um governo de coalizão social democrata, negociou 2,1 bilhões de dólares em empréstimos, aos quais os países nórdicos acrescentaram outros 2,5 bilhões. Contudo, a comunidade financeira estrangeira pressionava a Islândia para impor medidas drásticas. O FMI e a União Européias queriam assumir o controle da sua dívida, alegando que era o único caminho para que o país pagasse seus débitos com a Holanda e a Inglaterra, que tinham prometido reembolsar seus cidadãos.
Os protestos e os distúrbios continuaram e, finalmente, obrigaram o governo a renunciar. A eleições foram antecipadas para abril de 2009, resultando na vitória de uma coalizão de esquerda que condenava o sistema econômico neoliberal, mas que de imediato cedeu às demandas de que a Islândia deveria pagar de 3,5 bilhões de euros. Isso requereria que cada cidadão islandês pague 100 euros por mês (perto de 130 dólares) durante 15 anos, com 5.5% de juros, para pagar uma dívida contraída pelo setor privado. Foi a gota dágua.
O que aconteceu depois foi extraordinário. A crença de que os cidadãos tinham que pagar pelos erros de um monopólio financeiro e que a toda uma nação deveria se impor o pagamento de dividas privadas se desmanchou, transformou-se a relação entre os cidadãos e suas instituições políticas e finalmente conduziu os líderes da Islândia para o lado de seus eleitores. O chefe de estado, Olafur Ragnar Grimsson, negou-se a ratificar a lei que fazia os cidadãos islandeses responsáveis pela sua dívida bancária, e aceitou os chamados para um referendum.
Obviamente, a comunidade internacional só aumentou a pressão sobre a Islândia. A Grã-Bretanha e a Holanda ameaçaram com represálias terríveis e isolar o país. Como os islandeses foram votar, os banqueiros estrangeiros ameaçaram bloquear qualquer ajuda do FMI. O governo britânico ameaçou congelar as poupanças e as contas correntes islandesas. Como disse Grimsson, “nos disseram que se nos negássemos a aceitar as condições da comunidade internacional, nos transformariam na Cuba do Norte. Mas, se tivéssemos aceitado, nos teriam convertido no Haiti do Norte”. Quantas vezes tenho escrito que, quando os cubanos vem o estado lamentável do seu vizinho Haiti, podem considerar-se afortunados?
No referendum de março de 2010, 93% votou contra a devolução da dívida. O FMI imediatamente congelou seus empréstimos, mas a revolução (ainda que não tenha sido televisada nos EUA) não se deixou intimidar. Com o apoio de uma cidadania furiosa, o governo iniciou investigações cíveis e criminais em relação aos responsáveis pela crise financeira. A Interpol emitiu uma ordem internacional de detenção para o ex-presidente de Kaupthing, Sigurdur Einarsson, assim como também para outros banqueiros implicados que fugiram do país.
Mas os islandeses não pararam aí: Decidiu-se redigir uma nova constituição que libere o país do poder exagerado das finanças internacionais e do dinheiro virtual (a que estava em vigor tinha sido escrita no momento em que a Islândia se tornou independente da Dinamarca, em 1918, e a única diferença com a constituição dinamarquesa era que a palavra presidente tinha sido substituída pela de “rei”.
Para escrever a nova constituição, o povo da Islândia elegeu vinte e cinco cidadãos entre 522 adultos que não pertenciam a nenhum partido político, mas recomendados por pelo menos trinta cidadãos. Esse documento não foi obra de um punhado de políticos, mas foi escrito na Internet. As reuniões dos constituintes foram transmitidas online, e os cidadãos podiam enviar seus comentários e sugestões vendo o documento, que ia tomando forma. A Constituição que eventualmente surgirá desse processo democrático participativo será apresentada ao Parlamento para sua aprovação depois das próximas eleições.
Alguns leitores lembrarão do colapso agrário da Islândia no século IX, que é citado no livro de Jared Diamond, com esse mesmo nome. Hoje em dia, esse país está se recuperando de seu colapso financeiro de formas em tudo contrárias às que eram consideradas inevitáveis, como confirmou ontem a nova diretora do FMI, Chistine Lagarde, a Fared Zakrie. Ao povo da Grécia disseram que a privatização de seu setor público é a única solução. Os da Itália, Espanha e Portugal enfrentam a mesma ameaça.
Deveria se olha para a Islândia. Ao negar a submeter-se aos interesses estrangeiros, esse país indicou claramente que o povo é soberano.
É por isso que ele não aparece nos noticiários.


Tradução do espanhol: Renzo Bassanetti

Nota: A Islândia ainda não faz parte da União Europeia, embora estejam a ser efectuadas negociações nesse sentido.

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