OPINIÃO

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Queda do Império da Babilónia; época kassita.

10 – Queda do Império da Babilónia; época kassitaO Império da Babilónia irá afundar-se durante os dois últimos reinados da primeira dinastia babilónica. Quatro inimigos o assaltaram, um após outro: os Semitas, das re­giões marítimas da Suméria; os Elamitas, dos montes Za­gros; os Hititas, viodos do norte; e, por fim, os criadores de cavalos kassitas que viviam ao norte do Elam. 

A vitória coube às tribos marítimas que se apoderaram do Sul do império e aos kassitas que se estabeleceram no Centro e no Norte da Babilónia.

O rei kassita Gandash aí fundou uma dinastia. Os seus sucessores submeteram a parte meridional do país. A domi­nação dos kassitas durou até o ano 1165 antes da nossa era.

Descendo das montanhas e tornando-se senhores da Babilónia, os Kassitas instalaram-se ai em comunidades de clã. Após se terem apoderado de vastas regiões despo­voadas e dizimadas pelas invasões e pelas guerras, eles passam rapidamente à agricultura sedentária, utilizando as técnicas dos Babilónios.

Os reis kassitas apoiam-se sobre as suas próprias milí­cias, mas encontram também aliados entre os sacerdotes da Babilónia, sobretudo os da cidade santa de Nippur.

A época kassita divide-se em dois períodos. Durante o primeiro, até cerca do último quartel do século XV antes da nossa era, o pais restabelece-se das terríveis devastações e da ruína económica.

São empreendidos grandes trabalhos para reparar a rede de irrigação das águas, reconstruir os diques e construir novos reservatórios.

No fim do século XV antes da nossa era começa o se­gundo período, durante o qual a vida económica se desen­volve intensamente.

Estabelece-se um comércio regular com o Egipto e outros países, o que impele os reis kassitas a melhorar as rotas das caravanas, empregando grandes es­forços para as defenderem dos ladrões assaltantes.

Ao mesmo tempo continuam a construir-se templos. As comu­nidades kassitas desagregam-se e por esse facto consolida-se a propriedade privada das terras.

Os reis gratificam «per­petuamente» os seus senhores com terras obtidas daquelas comunidades (na maior parte kassitas). Os decretos reais de alienação e de gratificação são gera]mente inscritos em pedras chamadas kudurru, colocadas nos limites dos terre­nos em questão.

As dimensões destes novos domínios sao bastante maiores do que no Antigo império da Babiló­nia (vão de 20 a 200 hectares); mas o seu número é sem dúvida muito inferior ao do tempo de Hammurabi.

O desenvolvimento da economia real e privada é devido à espoliação das comunidades e dos seus membros, a custo restabelecidos da guerra e da ruína. A restauração do comércio real pressupõe um recrudeseimento da opressão, do mesmo modo que a erecção dc novos templos gera um agravamento da obrigatoriedade do trabalho braçal em benefício do Palácio.

A alienação dos bens comunitários éuma auténtica pilhagem feita aos aldeões, que nada rece­bem em troca, pois o pagamento, se o há, é recebido pelos anciãos. Este estado de coisas beneficia os usurários.

As suas operações de rapina tornam-se tão descaradas que alguns entre eles tomam à risca a cobrança dos impostos reais e roubam, sem piedade, a população.

Aumenta o descontentamento das comunidades e, em 1345 antes da nossa era, dá-se uma sublevação. As “gentes kassitas” revoltam-se contra o rei Karahindash, matam-no e colocam no seu lugar um homem obscuro.

Os dignitá­rios e os sacerdotes, incapazes de vencerem os insurrectos pelos seus próprios meios, pedem o auxilio do rei da Assíria, que sufoca a rebelião pelo sangue e restabelece a dinastia kassita. Estes antagonismos internos debílitam o poder monárquico.

Em meados do século XIII antes da nossa era, o império kassita é invadido e devastado pelos Assírios. O rei da Assíria Tukulti-Inurta 1 peneira na Babi­lónia, dizima o exército kassita, saqueia Babilónia e coloca lá um governador.

Mas a Babilónia recupera em breve a sua independência, favorecida por revoltas internas que se produziam na Assíria. No século XII antes da nossa era, o pais sofre a invasão dos Elamitas. Em 1.165, despovoado e arruinado, o império cai nas mãos dc um senhor da cidade de Isin, que destronou o último rei kassita e fundou a IV dinastia hahilónica.

Desde então, e até à queda da Assíria, a Babilónia passa por um longo período de deca­dência política.

Uma resposta to “Queda do Império da Babilónia; época kassita.”

  1. jordanna said

    este texto e muito iteresate

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