OPINIÃO

Idéias e opiniões socialistas sobre Sorocaba

PARTE 5 – COOPERAÇÃO

 

PARTE 5 

COOPERAÇÃO 

 

 

Vamos deixar um pouco de lado nosso capitalista, a esta altura, próspero e rico, vamos para sua fabrica e lá teremos o prazer de rever nosso amigo, o fiandeiro. Venham aqui, juntos. Pronto já entramos. 

Púúúú… Quantos operários! Não é somente um mais muitos e em pleno trabalho. Todos em silêncio e ordenados, assim como se fossem soldados. Parecendo oficiais, lá estão apontadores chefes que passeiam no meio deles, dando ordens e vigiando o cumprimento file do trabalho. Do capitalista nem sombra. Êi! Espere é o patrão… Vamos dar uma espiada. O tipo tem mesmo muita figura, é muito sério também, mas não é o patrão, não é o capitalista. Pssiu… (Alguns subordinados se aproximam do homem; todos solícitos, ouvem suas ordens com a máxima atenção.) Trimm! Trimm! Telefone! A secretaria atendeu e agora esta comunicando ao senhor diretor que o patrão chama imediatamente para uma reunião. Bem, mas onde está fiandeiro, nosso velho conhecido? Como encontra-lo no meio de tantos operários? 

Ah! Lá está ele! Ali no canto, inteiramente concentrado no seu trabalho. Nossa! Como emagreceu! E vejam como está pálido! E que tristeza é aquela! Nem parece o mesmo homem que vimos no mercado a tratar, de igual para igual, a venda da sua força de trabalho com o homem do dinheiro… Mas, nada de considerações! Hoje ele é um operário como outro qualquer. Como muitos dos seus colegas, ele é oprimido por uma jornada de trabalho cavalar, enquanto o homem do dinheiro tornou-se um grande capitalista e vive agora como um deus, lá no alto do seu Olimpo, de onde manda suas ordens através de um verdadeiro séqüito de intermediários. 

Mas, a final, o que aconteceu? Nada mais simples. O capitalista prosperou, teve sucesso. O capital cresceu e muito. E para satisfazer as suas novas necessidades, o capitalista estabeleceu o trabalho cooperativo, que é o trabalho realizado com a união de muitas forças. Naquela fábrica, que antes empregava uma só força de trabalho, hoje atuam muitas forças de trabalho
em cooperação. O capital saiu de sua infância e se apresenta, pela primeira vez, como o seu verdadeiro aspecto.
 

E que vantagens o capital leva na cooperação? 

Pelo menos quatro: 

a)       Primeira vantagem: na cooperação, o capital tem a vantagem de realizar a verdadeira força de trabalho social. Já vimos: força de trabalho social é a força média entre um número de operários, trabalhando com um grau médio de habilidade e intensidade, em um determinado centro de produção. Um operário sozinho pode ser muito hábil ou menos hábil do que a força média ou social, e esta só pode ser medida juntando na fábrica um grande número de forças de trabalho, trabalhando em cooperação, uma com as outras. 

b)       A segunda vantagem está na economia dos meios de trabalho. O mesmo prédio, as mesmas instalações, etc., que antes serviam apenas a um, hoje servem para muitos operários. 

c)       Terceira vantagem: é o aumento da força de trabalho. O poder de ataque de um esquadrão de cavalaria ou o poder de resistência de um regimento de infantaria difere essencialmente da soma de forças individuais de cada cavalariano ou de cada infante. Do mesmo modo, a soma das forças mecânicas dos trabalhadores isolados difere da força social que se desenvolve quando muitas mãos agem simultaneamente, na mesma operação indivisa, por exemplo, quando é necessário levantar uma carga, girar uma pesada manivela ou remover um obstáculo.  

d)       A Quarta vantagem é a possibilidade de combinar a união de forças de trabalho para a execução de trabalhos que uma força isolada jamais conseguiria, e se tentasse o faria de modo imperfeito. Quem ainda não viu 50 operários, em apenas uma hora, podem transportar uma carga enorme, enquanto uma única força de trabalho não conseguiria, nem mesmo em 50 horas, mover um milésimo dessa carga? Quem não viu ainda, numa construção, como 12 operários dispostos em fila transportam em uma hora uma quantidade de tijolos imensamente maior do que um só operário conseguiria em 12 horas? Quem não sabe que 20 pedreiros fazem em um dia de trabalho que um trabalhador isolado não faria em 20 dias? 

A cooperação é o modo fundamental da produção capitalista. Conclui Marx, encerrando mais este capitulo. 

 

2 Respostas to “PARTE 5 – COOPERAÇÃO”

  1. Eufrazinu said

    bom artigo

  2. Jovesleidy said

    Realmente, o efeito estufa está causando problemas graves em todo o planeta, devemos nos unir para evitar essa poluição por parte dos burgueses!!

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