OPINIÃO

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A Mesopotâmia sob a dominação dos reis de Akkad

6 – A Mesopotâmia sob a dominação dos reis de AkkadEntretanto os soberanos de Akkad tornavam-se podero­sos no Norte do país. A cidade de Akkad estava situada entre o Eufrates e o Tigre, no lugar em que os dois rios mais se aproximam.

Não longe dela, sobre o Eufrates, en­contrava-se a cidade de Sippar, com um templo do deus-Sol Shamash, fundada pelos Surnerianos, mas conquistada e engrandecida pelos Semitas; e sobre o Tigre existia um centro importante, Opis. Ao sul de Sippar, igualmente sobre o Eufrates, encontrava-se Kish, uma das mais velhas cida­des da Mesopotámia.

Entre o Tigre e o Eufrates, na região de Akkad, passava a oeste uma rota de caravanas onde se juntavam todos os caminhos da Arábia, e a oeste os que conduziam aos montes Zagros.

A posição central de Akkad podia oferecer grandes van­tagens ao seu rei se ele chegasse a apoderar-se do territó­rio comprendido entre Sippar e Opis. O rei de Akkad, San gao, o Antigo (Sharrukin) foi o primeiro a consegui-lo, cerca de 2369 antes da nossa era.

Sargão não pertencia à linhagem dos patési akkadianos; fundou uma nova dinastia. Não se sabe ao certo em que circunstâncias chegou ao poder. Tal como os outros conquistadores da Antiguidade, inspirou lendas cuja origem histórica é muito difícil de deslindar.

Uma vez rei de Akkad, Sargão apoiou-se no exército; criou um com 5.400 guerreiros profissionais. Enquanto que as milícias dos templos sumerianos se compunham de soldados pesadamente armados, que combatiam em fileiras compactas e atingiam o inimigo com lanças compridas, no exército de Sargão cabia aos archeiros um papel impor­tante. A maior parte deviam ser homens privados de ter­ras, que tinham rompido com as suas comunidades e se encontravam a soldo do rei.

Nesta época a Baixa Mesopotâmia estava amadurecida para a centralização. Sem ela, a economia baseada na irrigação não se podia desenvolver; o comércio era entra­vado pelas fronteiras dos pequenos Estados, possuindo cada um deles unidades de medida diferentes. Enfim, o aumento da escravatura impunha uma organização politica suficientemente poderosa para ter mão na massa dos es­cravos.

Sargão começou por unificar Akkad. Uma vez rei de Kish, o chefe de todos os Estados akkadianos fez várias campanhas vitoriosas no sul. Vencedor de Lugalzaggisi, tomou Ur e Lagash, atingiu o litoral e submeteu assim toda a Suméria. Foi sob o poder de Sargão e dos seus sucessores que se criou o primeiro reino unificado da Me­sopotámia.

O Akkad torna-se particularmente poderoso no tempo do neto do Sargão, Narâmsin (XXIII século antes da nossa era), que tomou o nome do “rei das Quatro Regiões do Mundo”. Submeteu a região de Mari assim como as tribos dos montes Zagros e as cidades do Elam. No Norte, os seus exércitos atingiram as montanhas da Arménia.

Os reis de Akkad empreendiam grandes trabalhos de construção: Sargão mandou construir de novo a cidade de Kish, remodelar o palácio de Akkad, edificar numero­sos templos. Os trabalhos de irrigação tomaram uma muito vasta importância: sobretudo abriu-se um comprido canal que ligava o Tigre ao Eufrates.

Tudo isso agravava senst­vclmente a situação das comunidades, cujos numerosos membros eram forçados a participar nos trabalhos do Pa­lácio; ao mesmo tempo, os reis de Akkad aumentavam os seus dominios, forçando as comunidades a venderem os seus campos.

Encontrou-se uma inscrição akkadiana que trata da compra de terras comunitárias pelo rei; essas terras estavam divididas em vastos lotes, medindo até 2000 hectares.

Se bem que a sua venda se decidisse nas assembleias populares das cidades (está especificado na Inscrição real), o preço dc compra (em cereais, dinheiro, vestuário, escravos, etc.) era entregue geralmente aos deca­nos dos clãs e à sua parentela.

O aumento dos cargos, o açambarcamento das terras comunitárias, enfim, as penosas guerras de conquista pro­vocaram o descontentamento do povo. Certas fontes – mais recentes, é certo- falam de duas insurreições que se de­ram no fim do reinado de Sargão.

Um importante levanta­mento ocorreu no tempo de Narâmsin; era dirigido por nobres que receavam a dominação da nova aristocracia militar e administrativa, sustentáculo do poder real em Akkad, e se mostravam descontentes por verem os domí­nios do rei aumentarem à custa das cidades e dos templos. O rei esbarrava também com a resistência dos patési sumerianos, hostis à centralização do aparelho de Estado.

Narâmsin ainda venceu as insurreições, mas os seus sucessores não lograram manter a unidade do reino das «Quatro Regiões», pois aos distúrbios políticos internos juntava-se a ameaça do estrangeiro. Por volta de 2200, o Akkad e a Suméria foram atacados pelos guti, que os Meso­potámios designavam por «dragões das montanhas».

Os guti arrasaram o reino de Akkad, saquearam as cidades (sobretudo as do Norte) e impuseram um pesado tributo à população. As cidades do Sul sumeriano sofreram mesmo a Invasão e souberam guardar praticamente a sua inde­pendência.

Estas cidades dirigiram a luta contra os guti,venceram-nos e escorraçaram-nos do país. Algum tempo apos, a Suméria e o Akkad foram novamente reunidos, desta vez sob a hegemonia de Ur.

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Uma resposta to “A Mesopotâmia sob a dominação dos reis de Akkad”

  1. gostei,ficou bem mais claro para mim.
    Obrigado!

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