OPINIÃO

Idéias e opiniões socialistas sobre Sorocaba

A formação das classes e dos Estados da Baixa Mesopotâmia

2 – A formação das classes e dos Estados da Baixa Mesopotámia
A mais antiga aldeia da Mesopotâmia foi descoberta em Tell-Hassun, no Norte do país: pertence ao Neolítico e data V milénio. Neste lugar, onde havia bastantes pre­cipitações para a agricultura primitiva, que se instalaram os primeiros cultivadores e criadores de gado. Muitos histodores crêem que no principio do IV milénio passaram dai para a Baixa Mesopotâmia (Suméria) e começaram a va­lorizar as pantanosas terras do curso inferior do Eufrates.

A população antiga da Suméria estabelecia-se nas alturas inacessiveis as cheias. Vivia da pesca, da agricultura com a picareta, da criação de gado, fabricava cerâmica pintada ou instrurnentos de cobre (arpões, facas, etc.). As pessoas aloja­valo-se nas cabanas de argila e de juncos e ignoravam ainda diferenciação social e de fortuna, como o atesta a uni­formidade do mobiliário funerário. As numerosas estatue­tas de mulheres em argila, que se encontraram, permitem supor que na Suméria o matriarcado se conservou até àerinieira metade do IV milénio.

A construção de obras de irrigação aumentou conside­avelmente as forças produtivas, pois garantia a rega sis­temática dos campos, impedindo que o solo se tornasse pantanoso. Os excedentes de água eram conduzidos dos locais submersos para reservatórios ou tanques e no tempo seco a água desses reservatórios e dos próprios rios che­gava aos campos através de canais. Para as preservar da inundação as terras baixas eram cercadas de diques. No inicio, os trabalhos de irrigação eram efectuados por tal ou tal comunidade de clã, mas a sua realização em vasta escala necessitava da união de esforços de várias colectividades.

O desenvolvimento posterior das forças produtivas con­duziu à desagregação do regime comunitário primitivo e àformação das classes sociais. As obras de arte da segunda metade do IV milénio representam batalhas, guerreiros cru cima de carros, a captura dc prisioneiros. Os cativos eram reduzidos à escravidão e o seu trabalho podia ser utili­zado na economia dos nobres ou na construção de obras 1 de irrigação.

Estes importantes progressos sociais eram acompanha­dos de modificações culturais: o aparecimento da escrita (de início pictográfica), a construção de edifícios religiosos (templos) com tijolos crus. Restam-nos desta epoca diver­sas esculturas que representam cenas de caça ou de culto, e cilindros-sinetes, os primeiros da Mesopotâmia: faziam-se rolar sobre a argila húmida, na qual deixavam uma impres­são que servia, porventura, de marca de propriedade pri­vada.

Historiadores burgueses como Speiser e Parrot atribuem) esses progressos económicos e culturais à invasão de novos grupos étnicos. Ë a esta altura que eles fazem remontar a; invasão dos Sumerianos, vindos do exterior, segundo ele -trazendo a escrita, a escultura, os cilindros e a arquitectur monumental. Esta teoria, que nega, em resumo, a ideia
evolução progressiva e substitui ao progresso a emigraçà de um povo, foi abandonada por alguns especialistas ocidentais, designadame de Franckfort e Childe, os quais demonstraram a existência de uma continuidade entre a população agrícola primitiva da Baixa Mesopotâmia e os Sumerianos da segunda metade do IV milénio. Eis a razão por que Childe chamou à população arcaica desta região a5 tribos proto.sumerianas (antepassados dos Sumerianos).

A acentuação da divisão social é atestada pelas escavações da necrópole real de Ur, no Sul da Suméría (principio do III milénio). Ao contrário dos túmulos dos dás, são construções de tijolos crus, compostos de vários quar­is; o defunto, revestido de jóias, era sepultado com carros aliciados a bois, guerreiros com armas, e uma multidão de escravos dos dois sexos. As sepulturas reais de Ur (e de alguns outros centros da Mesopotâmia, como Kish e -Mari) testemunham a formação do Estado neste pais cerca do meio do III milénio.

No princípio, constitui-se um grande número de cidades­ estados independentes (Eridu, Ur, Shuruppak, Ilmma, Lagash, Kish, Mari, etc.), cuja população, no III milénio, é heterogénea: o país de Akkad, situado ao norte da Suméria, assim como o curso médio do Eufrates, são habitados por tribos que diferem dos Sumerianos, tanto pelo tipo como pela língua. Falam uma lingua semitica (o akka­diano) e aparentam-se às tribos das planícies, que se encon­tram a oeste da Mesopotâmia; sem dúvida que os semitas de Akkad vieram do oeste.

Todavia, os Sumerianos e os Akkadianos do início do III milénio não diferiam quanto ao grau de desenvolvi­meato economico: uns e outros formavam Estados escla­vagistas do primeiro estádio.

11 Respostas to “A formação das classes e dos Estados da Baixa Mesopotâmia”

  1. rafael said

    deve-se crer que povos como esse deve ser presevado de uma maneira explendita como o site mostra

  2. THAINÁ MARTINS said

    ESSE SITE É O SITE!!!VÉI AMEII!!!
    QUERO CONHECER MAIS ESSA MESOPOTAMIA!!É IRADO!!

  3. Erica said

    Nao achei o q eu procurava ,…
    mais o site é bom

  4. katriele said

    nao achei o que precisava mas tudo bem
    o site é bom

  5. Erik Tiziano said

    nao achei o que estava a prucura mas gostaei do site

  6. elua said

    acho que nao deveria existir tanta diferenças de classes como havia nessa epoca .

  7. eo acho que deveria ter tudo mais detalhadamente ex.:paises,estados,comida, etc. para facilitar nossa pesquisas ou ate mesmo para entender melhor sobre nosso subtema.

  8. È muito loko amanha tennho uma apresentação e n sei nd sobre mesopotamia

  9. carlos leonardo said

    gostei do site me ajudou um pouco no meu trabalho.
    obrigado

  10. ...kayson morais... said

    muito massaaa… gostei muito…mas ñ era o q procurava…mas valew apena o conhecimento!

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