OPINIÃO

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A Cronologia

4  – A cronologia

Uma das mais complexas questões da história do Oriente e a cronologia. Os povos orientais datavam os aconteci­mentos com base nos anos do reinado ou com base noutros fenómenos fortuitos (»o ano que seguiu a fundação de Durmati»); não existia ponto de referência inicial.

Para estabelecer a cronologia do Oriente, utilizam-se listas de reis e de dinastias com a duração dos seus reinados; as listas encontradas dos reis assírios, por exemplo, são bas­tante completas e permitem datar, mais ou menos exatamente, os factos da história da Assíria a partir do ano 911 antes da nossa era.

Análogos documentos servem para a cronologia dos tempos mais recuados. Assim, Manéthon estabeleceu a lista das dinastias egípcias, e o Papiro de Turim dá a lista dos faraós (com grandes lacunas, aliás, e não para toda a história do Egipto).

Assim os historia­dores podiam reconstituir apenas a cronologia relativa (a Sucessão) dos acontecimentos do III e do II milénios antes da nossa era; a menção dos fenómenos astronómicos nos textos antigos tornava possível, por vezes, a tentativa de determinação da cronologia absoluta de certos momentos históricos; mas os textos do III e do II milénios contêm muito poucos desses fenómenos. O sincronismo atestado por certos documentos (entre outros as cartas de Tell el-Amarna) revelava quais eram os homens políticos contem­porâneos e fornecia o meio para verificar as datas.

Todos esses factores serviram para estabelecer uma cronologia geral que situava, por exemplo, o reino de Hammurabi no XXI ou no XX século antes da nossa era. Mas a correspondência diplomática encontrada em Mari e a lista real de Khorsabad», publicada em 1942-1943, fizeram rever toda a cronologia do Oriente.

Como mostrou W. E. Alhright, ela deve ser «encurtada» e o reino de Hammu­rabi, designadamente, remontaria ao século XVIII. Esta conclusão é confirmada pelo estudo estratigráfico das esca vações de Alalah e de Ugarit, que mostra uma grande seme­lhança entre as cerâmicas do tempo de Hamurábi e as do seculo XV antes da nossa era.

Não se poderia admitir que de permeio os separassem; por outro lado, os vestígios da época de Hammurabi encontram-se numa camada estra tigráfica mais recente do que aquela que contém os objectos egípcios do reinado de Amenemhet III, que o estudo do ~ calendário egípcio situa, desde há muito, na segunda me­tade do século XIX antes da nossa era.

Nos nossos dias, todas as questões em disputa sobre a cronologia do Oriente não estão perto da sua resolução final e muitos sábios preferem à cronologia «curta» W. F. Albright uma cronologia «média» (proposta por Z.S. Smith e A. Ungnad), podendo dizer-se com segurança que a cronologia «longa», em uso antes da Segunda Guerra Mundial, já fez o seu tempo. Novas descobertas acabarão certamente por precisar a cronologia da Mesopotámia é do Egipto.

A dos outros países do II milénio (reino dos hititas, Mitanni, Síria, etc.) está ainda insuficientemente elaborada e estabelece-se as mais das vezes graças ao sincronismo com a história da Babilónia e do Egipto.

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