OPINIÃO

Idéias e opiniões socialistas sobre Sorocaba

A economia e a sociedade da Suméria e de Akkad

3 – A economia e a sociedade da Suméria e de Akkad
Numerosos textos oficiais (provindo sobretudo dos ar­quivo de Shuruppak e de Lagash) dão-nos a conhecimento em detalhe a economia da Baixa Mesopotâmia em meados do III milénio. A base da agricultura é a irrigação, vasto sis­lema de canais, de barragens e de diques que permite irri­wir reoularmente os campos. O trabalho da terra efectua-se com a ajuda de um arado primitivo de madeira, puxado cor burros ou bois; a picareta também é largamente utili­zada. A foicinha é urna serra de sílex, embainhada de rcila. O caule do trigo é cortado geralmente mesmo sob a espiga e após a colheita, é deitado ao gado nos campos. Para bater espigas fazem pisar na eira por meio dos bois ou dos burros, O grão é reunido em recipientes, joei­rado com a pá e fechado no celeiro. Depois é lançado na mó de pedra.

Os cereais mais vulgares eram a cevada e a espelta, que serviam para o fabrico do pão e da cerveja. Além disso os Sumerianos cultivavam o linho, as lentilhas e o sesamo, do qual extraiam óleo. Uma das árvores de fruto mais importantes era a tamareira; com a sua madeira fa-~ ajam utensílios caseiros; com as suas fibras faziam cordas e esteiras. Os seus frutos constituíam alimentos variados e os caroços macerados na água eram usados como forragem. A vinha dava-se mal no Sul e por isso o vinho era geralmente importado do Norte.

A criação de gado desenvolvia-se também na Baixa Me­sopotâmia: os mais antigos textos mencionam já numerosos rebanhos de carneiros. O gado pastava nos prados panta­nosos e nos sítios altos e no estábulo era alimentado a cereais. Os bovinos davam carne e leite, do qual sabiam fazer a manteiga e o queijo. Os carneiros eram criados por causa da sua carne e da lã. Como já atrás dissemos, os burros e os bois serviam de animais de carga. Os Sume­manos não tinham cavalos. Enfim, a avicultura (criação de gansos e patos) desempenhava um papel importante.

Daí resultou que as antigas formas de procura de ali­mento – caça e pesca – foram relegadas para segundo plano, se bem que uma parte da Mesopotàmia continuasse durante muito tempo ainda a viver da pesca.

Os instrumentos, em meados do III milénio, continuam a ser muito primitivos: a maior parte são de pedra, de madeira e de argila. O cobre aparece no IV milénio, mas só aprendem a produzir o bronze na segunda metado do III milénio. Em contrapartida, os ceramistas sumerianos, sem dúvida profissionais, fazem uso do torno e do forno para a cozedura dos recipientes. Os carpinteiros e os mar­cerneiros sabem fazer carros e barcas, e os armeiros forjam punhais e lanças. O vestuárin é feito de lã e de linho; as armaduras de cobre. Os joalheiros preparam com extrema habilidade jóias de ouro, de prata e de pe­dras preciosas.

A técnica da construção é bastante rudimentar: as simples casas são de argila e de junco, e apenas os templos e os palácios reais são construídos com tijolos crus. Esses edifícios são ornados com baixos-relevos, cujos motivos se inspiram na mitologia e na história

Bem entendido, o artesão não estava absolutamente iso­lado da agricultura e a produção mercantil estava ape­nas no início. Todavia, desde o III milénio, os Sumam nos importavam de lonee o metal e a pedra, a madeira de cedro e o vinho. As principais vias de comunicação eram o Tigre e o Eufrates, assim como os grandes canais que os ligavam. As cargas de menor peso eram transportadas no dorso de burros.

A mais antiga forma de exploração, gerada pelo considerável desenvolvimento das forças produtivas era a utilização do trabalho dos escravos. Segundo os cálculos muito aproximativos, evidentemente que fez Diakonov os escravos de Lagash constituíam, em meados do III milé­nio, perto de um quarto da população, e o número de mu­lheres escravas ultrapassava o de homens. As fontes prin­cipais da escravatura eram as guerras e a compra de escravos aos países vizinhos (em geral por grupos pouco numerosos); excepcionalmente, compravam crianças. A re­dução à escravatura de homens livres endividados não existia no principio: é mencionada pela primeira vez em documentos do século XXIV antes da nossa era,
Na Suméria e em Akkad a escravatura tinha um carác­ter patriarcal: os escravos não ocupavam lugar á parte na produção e trabalhavam de modo igual ao dos homens livres, desempenhando frequentemente a mesma tarefa.

O seu labor era aproveitado nos serviços domésticos; tam­bém eram utilizados para construir obras de irrigação, para cultivar as hortas e os pomares. Havia escravos pas­tores e escravos ceifeiros. Um grande número pertencia aos templos e aos governadores das cidades, mas os par­ticulares também os possuiam.

A massa da população compunha-se de proprietários fundiários, membros de comunidades. A comunidade de vizinhança sumero-akkadiana nasceu logo que se desen­volveu a agricultura irrigada. A gestão económica nor­mal na Baixa Mesopotámia dependia da distribuição regu­lar das aguas. A comunidade de vzinhança tinha, pois, mais interesse em guardar nas mãos a propriedade suprema das fontes de água – sectores do rio e canais- do que a admi­nistração suprema das terras. Ao mesmo tempo, a cons­trução de obras de irrigação, a abertura e o encerramento das barragens, a limpeza dos canais – todos esses traba­lhos consolidavam a comunidade, pois pressupunham a simples cooperação, o labor colectivo dos seus membros: deviam executar-se em breve tempo e necessitavam dos esforços de culturas e braços. O papel primordial da pro­priedade da água na Baixa Mesopotâmia permite qualificar a comunidade sumero-akkadiana como comunidade das águas e das terras.

A comunidade das águas e das terras englobava varias grandes e pequenas famílias; estas tinham sempre um carácter patriarcal, determinado pela preponderância da agricultura com charrua e da pecuária, se bem que sobre-vivências do matriarcado fossem aí muito sensíveis, sobre­tudo no Sul do pais. O gado e a terra eram já propriedade privada das pequenas famílias, mas a grande família, assim como a comunidade, tinham extensos direitos que limita­vam os dos propríetários. Isso resulta nitidamcnte nos contratos de compra de Shuruppak (século XXVI-século XXIV antes da nossa era), segundo os quais a terra é ven­dida em geral por vários proprietários, enquanto que os seus parentes (ou vizinhos) recebem presentes em compensação da perda dos seus direitos de propriedade sobre a terra alienada. Os documentos designam-nos pelo termo expres­sivo de «co-comedores do preço». Também se conhecem transacções onde o vendedor da terra é a grande família ou mesmo a comunidade de vizinhança: sem dúvida al­guma que uma parte das terras pertencia às comunidades de vizinhança e às grandes familias.

A distribuição das terras, do gado e dos outros bens entre os membros das comunidades não era igual: a nobreza de nascimento possuía vastos domínios que atingiam de 100 até 300 hectares. A propriedade mobiliária ficava nas mãos das grandes famílias: era a nobreza de nascimento que visava sustentar as tradições do regime dos clãs do último estádio e o seu poderio assentava, frequentemente, na manutenção das relações de grande família e de clã. A nobreza fazia trabalhar nas suas terras não apenas escra­vos mas também parentes empobrecidos, livres, se bem que dependentes.

Um papel importante na economia do pais cabe aos domínios dos templos. Pelos meados do III milénio, os templos Lagash possuiam quase metade das terras cultiva­das do reino. O alto sacerdócio compunha-se de nobres, e o possuir templos servia, pois, de apoio ao poder da nobreza de nascimento.

As terras dos templos eram explorarias de dois modos: umas eram alugadas a rendeiros livres, que frequentemente recebiam também o gado e o grão de semente, e pagavam a fruição desses terrenos com uma parte da colheita; as outras, colocadas sob o controlo directo do templo, eram trabalhadas por escravos bem como por rendeiros livres (shublugali), que deviam entregar toda a colheita nos celeiros do templo, e pelo seu trabalho recebiam cereais e por vezes outros géneros.

O pessoal do templo abrangia, além dos cultivadores, artesãos, escribas, chantres, etc. Pinha em pé de guerra uma tropa que constituía parte importante das milícias do Estado. Os terrenos concedidos aos servos eram inálienaveis veis, sendo propriedade do templo; mas as relações patriarcais, sempre em vigor nas comunidades de vizinhança, tinham perdido aqui o seu principal papel.

O alto sacerdócio dispunha também de terrenos, mais ou menos extensos, cultivados por escravos, homens livres dominados ou rendeiros.

A nobreza colhia grandes rendimentos da criação de gado e recebia importantes entregas de géneros, cedido das reservas do templo.

6 Respostas to “A economia e a sociedade da Suméria e de Akkad”

  1. wuenu me encanto y me salvo la bida ajajajajaaj

    xao
    pamela leandra quilodran rodriguez maipu, santiago,chile ,america del sur , planeta tierra

    colegio :christ school.

  2. bfdsny said

    Achei interessante esse texto me ajudou a fazer um trabalho de escola , e a descobrir mais !!!
    Obrigada
    Agradeço !
    Beijinhos !

  3. gabriella said

    mas não diz ao ceto como é a sociedade da sumeria..

  4. gabriella said

    certo*

  5. igor said

    porque não diz a sociedade sumerios

  6. bi said

    alguém pode me ajuda? eu não to conseguindo achar um trabalho de história….. Como era a administração nas civilizações antiga?

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