OPINIÃO

Idéias e opiniões socialistas sobre Sorocaba

SUMÉRIA E AKKAD

CAPÍTULO VI
SUMÉRIA E AKKAD
1 – Geografia da Mesopotátnia
O vale do Tigre e do Eufrates, que outrora tinha o nome tzrcgo de Mesopotâmia (Pais no meio dos rios), é o berço de Estados considerados entre os mais antigos do mundo.

O Tigre e o Eufrates nascem nas montanhas da Armé­nia. Muito próximos um do outro no início, distanciam-se depois, sensivelmente, e não se tornam a aproximar de novo senão ao entrarem no actual Iraque. Ë aí que começa o vale chamado Mesopotâmia. Divide-se em duas zonas, a Alta e a Baixa Mesopotãmia, que diferem uma da outra pelas suas condições naturais.

A oeste, a Mesopotâmia confina com a Arábia em quase toda a sua extensão; na extremidade noroeste apenas, no sector mais próximo do Mediterrâneo, liga com o fértil vale do Oronte. A leste, a toda a extensão da Mesopotâmia, levan­tam-se os montes Zagros, que a separam do Irão.

Esta situação geográfica desempenha um grande papel na histó­ria antiga do país. Os povos que a habitavam estavam constantemente em Juta com as tribos da montanha e da estepe, que queriam invadir o próspero vale e dele se apoderar. Quanto às relações comerciais e culturais, os Povos da Mesopotâmia mantinham-nas sobretudo com os países mediterrânicos (pelo vale do Oronte).

O solo da Baixa Mesopotámia compõe-se sobretudo de aluviões do IV ao 1 milénio antes da nossa era, a costa imitada pelo Golfo Pérsico encontrava-se a cerca de 250 quilometros mais ao norte do que hoje, e o Tigre e o Eufrates tinham desemhocaduras distintas. Nos tempos ainda mais recuados, lançavam-se sem dúvida no mar no ponto onde hoje se encontram mais próximos um do outro, O solo de aluviões da Baixa Mesopotãniia é muito fértil. Mas para o cultivar a população tinha de despender grandes esforços.

As dificuldades principais eram devidas às secas e Verão e ás inundações provocadas pelas cheias. Os rios transbordavam sobre um vasto território que permanece submerso até Julho-Agosto. Durante as inundações e, de­pois, até Novembro, o tempo é ameno; nas depressões, pelo. contrario, a água tica estagnada e forma pântanos, centros de paludismo. Se não se combaterem essas condições des­favoráveis, a população sofrerá a fome e as doenças, que a dizirnarão. IS o que nos ensina a história moderna e contemporânea da Mesopotãmia. Mas na Antiguidade, Baixa Mesopotâmia era um pais fértil que alimentava uma população densa; nessa época, o trabalho de numerosas gerações tinha criado uma rede complexa de obras que regulavam as cheias e garantiam as reservas de água para a época seca.
Uma das particularidades da Mesopotãmia era a auséncia quase total de minerais e de matérias-primas (pe­dra, metais) indispensáveis ao desenvolvimento da economia. Quanto a árvores, só aí nasce a tamareira, cujos frutos são alimentícios, mas cuja madeira não tem utilidade na construção. A única riqueza é a argila; faziam com ela pequenos ladrilhos, instrumentos para a cozinha e tábuas para a escrita.

Na Alta Mesopotâmia, o solo e o clima são diferentes e as inundações causam menos prejuízos. Também a vida económica e os costumes aí se distinguem.

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