OPINIÃO

Idéias e opiniões socialistas sobre Sorocaba

A religião babilónica

3 – A religião
A religião babilónica, tal como aparece em textos do III e do II milénios, é uma síntese de elementos sume rianos e semitas. Assim, certas divindades têm nome duplo; outras têm um nome que é ou semita ou sumeriano. 

panteão babilónico, muito numeroso, não conta menos de 100 divindadeS. Em primeiro lugar, encontram-Se os “Deuses Grandes”, que outrora haviam sido as divindadeS locais das cidades de Sumer e Akkad. Eram eles: Enlil, divindade principal dos Simérios e deus da terra; Anum, deus de Uruk; Ea, deus de Eridu. No III milénio já os sacerdotes os haviam reunido numa tríade suprema, atribuindo a Anum o reino dos céus e a Ea o reino dos mares e das águas subterrâneas.

Além desta tríade havia um outro grupo de divindades reconhecidas em todo o país: o deus do Sol, Shamash (deus de Sippar), o deus da Lua, Sin (deus de Ur), e duas divindades agrícolas: Tammuz e a sua esposa Ishtar.

Tammuz e Ishtar eram os deuses da vegetação e da fecundidade. Cada ano celebravam-se festas pela morte e ressurreição de Tammuz, acompanhadas de mistérios que figuravam Ishtar a chorar ao seu esposo, a sua descida «para a rrasemRegreS50», à procura do defunto, a sua luta contra a deusa do reino das sombras, Ereshkigal, a ressurreição de Tammuz e a sua reaparição sobre a terra.

Nas comunidades de vizinhança estas festas marcavam o início e o fim dos trabalhos campestres; os ritos dramáticos, executados por toda a comunidade, sob a direcção de um sacerdote, destinavam-se a garantir o sucesso das sementeiraS e uma boa colheita. Nas grandes cidades as cerimónias populares executavam-se com grande pompa e inúmeros sacrifícios.

Os cultos de Shamash e de Sin estavam no campo ligados também à produção: o de Shamash dizia respeito à agricultura; o de Sin aplicava-se à criação de gado. Mas no panteão oficial era Shamash quem exercia as funções do deus da justiça. 0 seu templo principal, em Sippar, era a sede do tribunal da última instância, junto do qual havia um arquivo para os contratos e os actos judiciários.

A deusa Ishtar, na mitologia oficial, tinha por símbolo o planeta Vénus; deste modo, os sacerdotes constituíam o primeiro grupo de deuses siderais: Shamash, Sin, Ishtar.

Depois da formação do Antigo Império Babilónjco, o rei dos deuses foi Marduk, que não era no princípio senão o deus da Babilónia. Recebeu o título de Bêl (senhor), reservado até aí a Enlil; os sacerdotes conferiram-lhe as funções de Enlil e de Tammuz.
Em sua honra, Babilónia celebrava na Primavera a festa do Novo Ano, chamada Zag-muk. Evocava-se a vitória de Marduk sobre Tiamât, a sua chegada ao trono divino, a criação do mundo e dos homens e a fundação da celeste Babilónia.

Perante a leitura do poema Quando no alto (1), executavam-se ritos dramáticos que representavam os seus principais episódios.

Num templo ao lado, chamado «sala dos destinos», os sacerdotes prediziam o futuro diante das estátuas dos deuses, isto é, na sua presença. Essas profecias desempenhavam um grande papel, pois o rei devia inspirar-se nelas para seguir a sua política. A festa terminava com ritos derivados do culto a Tammuz e a Ishtar.

Um deles representava a morte e ressureição de Bêl-Marduk. Lia-se aí um texto que evoca singularmente a história da morte e ressurreição de Cristo. Um outro rito, simbolizando o casamento de Marduk com Sarpanitu, devia assegurar a fecundidade da terra.

A religião babilónica não se limitava aos cultos dos «Deuses Grandes» e das divindades agrícolas. Não apenas o povo, mas também os senhores dos escravos conservavam crenças animistas e mesmo pré-animistas que remontavam à época da sociedade primitiva.

 Adoravam-se numerosos espíritos, bons ou maus, que regiam os fenómenos da natureza, repeliam a doença e a morte, ajudavam os homens no seu trabalho e na sua vida. Entre tais espíritos assinalamos os dos rios e canais, cujo culto se praticava tanto nas comunidades como na religião oficial.

Os espíritos domésticos, guardiões do lar, e os espíritos dos mortos aos quais se dedicavam, regularmente, sacrifícios. Enfim, toda a sociedade babilónica dava grande importância aos ritos mágicos, inspirados pela ideia dos bons e maus espíritos.

A demonologia e a magia popular foram assimiladas pela religião oficial e aí se desenvolveram. Havia, junto dos templos, colégios especiais de encantadores que sistematizavam a demonologia e propagavam o mito da submissão dos espíritos aos «grandes” deuses Anum, Enlil e Ea.

As fórmulas e os ritos mágicos populares eram por eles convertidas em cerimónias solenes, acompanhadas de sacrifícios. Com o curso desta modificação, muitos rituais especiais se compuseram e se integraram mais tarde no culto assírio.

O sacerdócio dos templos oficiais da Babilónia e de outras cidades era muito numeroso e dividia-se em várias categorias, segundo a posição e as funções. Também havia sacerdotisas de diferentes graus afectas ao templo de Sha mash, em Sippar, onde um rei akkadiano lhes construíra uma grande habitação com exploração auxiliar e um vasto jardim com pomar.

Durante o ofício eram ajudadas por um numeroso pessoal composto de cantores e cantoras, de músicos e de toda a espécie de serventuários. A função do sacerdote, muito lucrativa, transmitia-se hereditariamente na comunidade familiar. Aquando da partilha dos bens da casa paterna, o sacerdócio era por vezes distribuído pelos filhos, de modo a que cada um pudesse, por sua vez, desempenhar essa função no espaço de um ano e receber os benefícios durante esse tempo.

Se as funções sacerdotais passavam a um filho primogénito, os seus irmãos obtinham uma compensação paga adiantadamente sobre a herança. Os sacerdotes gozavam de imenso prestígio, pois detinham na vida religiosa da Antiguidade a arma poderosíssima que era a adivinhação e também os inesgotáveis recursos dos templos, constantemente aumentados com as operações de usura.

3 Respostas to “A religião babilónica”

  1. Irmã Kátia said

    Gostaria de receber informações sobre como eram exercidos os sacrificios na babilonia para a minha monografia, quero em especial sacrificios de cordeiros e crianças…
    minha monografia será sobre o sacrificio de cordeiro antes de Abraão, com Moisés, no Judaismo e no Cristianismo…

    se puderem me ajudar eu agradeço

    Ir. Kátia mps

  2. Ir. Rosenilda said

    ola, muito bom este trabalho sobre a religião Babilonica. Eu estou fazendo um trabalho e gostaria de pedir sua ajuda, é sobre a religião babilonica, sobre como o povo relacionava com o sagrado, com os deuses na época de Nabucodonosor(606a 562= ou -)Fazendo um paralelo com os dias atuais no agora Iraque. O que mudou?
    se possivel me esclarecer te agradeço. Fique com Deus . Shalom!

    • andre said

      o iraque é muito guerrilhado entao mudou muito entao eles nao se relacionam mais com deuses pq quem segue outros deuses no iraque tem pena de morte

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: