OPINIÃO

Idéias e opiniões socialistas sobre Sorocaba

A hegemonia de Ur (2.118 – 2.007 antes da nossa era)

7 –  A hegemonia de Ur (2118 – 2007 antes da nossa era)

Os reis de Ur, que reuniam sob seu poder aBaixa Mesopotâmia, intitulavam-se “reis sa Suméria e Akkad”, depois receberam o nome de III dinastia de Ur. Um dos tunis célebres foi Shtdgi, que reinou perto de cinquenta anos. Conseguiu submeter Assur (sobre o Tigre) e obteve várias vitórias sobre os guerreiros do Elam.

Sob a III dinastia de Ur. a agricultura irrigada e os ofícios continuaratn a desenvolver-se, Sumerianos e Akka­dianos valorizam novos territórios ao longo do Tigre, que não eram inundados pelas cheias: construiram aí mecanis­mos especiais para fazer subir a água até aos «campos mais altos”.

A agricultura com charrua é desde então praticada por toda a parte: em vez do arado, que so «arranhava” a terra, utiliza-se uma charrua primitiva que a revolve. Em lugar de burros, atrelam-se-lhe bois. Plan­tam-se na Suméria numerosos pomares de tamareiras e cul­tiva-se a vinha em Akkad.

Uma certa quantidade de textos do fim do III milénio menciona oficinas de bronze, de cerâmica, de marcenaria, de tecelagem, de armazéns de metais, de lã, de madeira, etc.

A evolução da agricultura e dos ofícios faz aumentar a produção mercantil e fortifica os laços entre as dife­rentes regiões do pais.

O  progresso da economia no fim do III milénio engen­dra duas correntes de desenvolvimento económico e social. Antes de mais, a propriedade privada da terra consolida-se, tanto em relação aos campos trabalhados como em rela­ção aos das terras regadas naturalmente.

Os bens comu­nitários passam cada vez mais para as mãos de pequenas e grandes fantilias, o que conduz, evidentemente, a toda a espécie de diferenciação de fortunas. Muitas pessoas perdem as suas terras e tornam-se assalariados ou peque­nos rendeiros, que trabalham nos campos de grandes pro­prietários ou se vendem por vezes como escravos, por um contrato que lhes assegura um mínimo de alimento e de vestuário e fixa o volume dos seus trabalhos.

O  desenvolvimento da usura, resultante do aumento da produção mercantil, agrava mais a situação dos homens livres; os usurários (especialmente sacerdotes e sacerdo­tisas) especulam com os pomares, os campos, as casas; fornecem cereais aos pobres, dinheiro, tijolos, com grandes lucros. O devedor insolvente é votado à escravidão: tem de trabalhar para eles ou fazer trabalhar os seus parentes [na Is prox ‘[nos.

O desenvolvimento da propriedade privada é consa­grado pela legislação dos reis de Ur. Até estes últimos tempos eram quase inteiramente desconhecidas as leis do fim do III milénio. Foi há pouco que se descobriu o con­junto das leis promulgadas pelo fundador da dinastia.

Um outro uso é a consolidação da economia do Palácio. Continuando a política dos seus predecessores, os reis da III dinastia apoderam-se das terras dos templos e subme­tem-nas completamente à sua administração. Um grande número de bens comunitários é igualmente anexado pelo soherano. Criam-se ai latifúndios onde trabalhava uma quantidade imensa de mulheres escravas e de «guruchi».

Os “guruchi”, (que tanto podiam ser prisioneiros de guerra como aborígenes) trabalhavam no domínio real todo o ano, encontrando-se, portanto, isolados dos seus próprios meios de produção

Além dos guruchi, o Palácio utilizava, sobretudo na altura das colheitas, massas de jornaleiros livres.

Guruchi e mulheres escravas prestavam serviço tam­bém nas oficinas do rei.

A consolidação da economia real e da propriedade fun­diária do rei contribuía para a centralização política do país. O poder dos patési nas cidades de Sumer e do Akkad estava praticamente aniquilado: já não eram senão funcio­nar,os nomeados e destituídos pelo seu soberano.

Havia-se dado, assim, o golpe de misericórdia nos rebentos da velha nobreza.

Para fortalecerem a sua autoridade, os reis da 111 dinastia de Ur fazem-se deificar: Shulgi e o seu filho são proclamados deuses. As obras de arte desta época representam, às vezes, as divindades a fazer a entrega das insígnias do poder real ao soberano da Suméria e de Akkad.

Mas a ilimitada extensão da economia real, a transformação dos trabalhadores livres em guruchi, privados de todos os seus direitos, o desenvolvimento da usura e da servidão por dívidas, tudo isso debilitava o reino. Os su­cessores de Shulgi só com grande esforço detinham a pressao dos vizinhos: o Elam, que ainda há pouco reconhecido o poder dos reis de Ur, tinha obtido sua independencia e passava à ofensiva.

A oeste, viu-se penetrarem BABILÓNIA no pais nómadas do deserto sírio, que falavam o amorrita, uma língua semitica. Em 2 007 (ac) os Elamitas reuniram as cidades sumerianas e fizeram prisioneiro o último rei da dinastia. Depois, os amorritas criaram nas cidades de Akkad e de Sumer numerosas dinastias autónomas.

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