OPINIÃO

Idéias e opiniões socialistas sobre Sorocaba

Embriões de conhecimentos científicos na Suméria e Akkad.

5 – Embriões de conhecimentos científicos

No tempo do Antigo império babilónico, existiam na Baixa Mesopotâmia embriões da ciência, que encontravam a sua aplicação na vida quotidiana e na economia. Referiam-se sobretudo à astronomia e às matemáticas, e serviam para o cálculo do tempo, para a arpentagem, para regular a rede da irrigação, assim como para as necessidades da troca e da usura.
Os elementos de astronomia elaborados na Mesopotâmia no III milénio e no princípio do II milénio, e desenvolvidos no curso das épocas seguintes, serviram de base à astronomia dos Gregos, depois dos Árabes, sendo dela que a Europa extraiu os seus princípios.
As ídeias astronómicas dos sacerdotes babilónicos derivavam da cosmogonia dos tempos primitivos. Consideravam-se como elementos essenciais do Mundo: a terra, o céu e o oceano. A terra era uma espécie de montanha redonda, colocada no meio do oceano primordial.

Por cima da terra erigia-se, tal como uma taça virada ao contrário, a esfera celeste ou aérea, dominada por uma barragem celeste, habitação dos deuses, que circundava o oceano celeste, cujos bordos inferiores se juntavam ao oceano terrestre. As estrelas são de início assimiladas a carneiros, portanto, sobre a barragem celeste; o Sol e a Lua seriam luminários feitos pelos deuses. Os eclipses proviriam do facto de a Lua ou o Sol serem escondidos por génios malfeitores.

No início do II milénio os astrónomos babilónicos separam das estrelas imóveis cinco planetas, hoje conhecidos pelo ‘nome latino: Vénus, Marte, Júpiter, Mercúrio e Saturno. Na mesma época os astros são agrupados em constelações. Depois distinguem-se doze constelações «no caminho do Sol» (elíptico), chamadas constelações do Zodíaco, e estabelece-se que perto deste «caminho do Sol» se mantêm os cinco planetas referidos.

Os sacerdotes não sabem ainda predizer os eclipses e confundem os ‘fenómenos astronómicos e meteorológicos.

Com base em observações astronómicas primitivas, elabora-se um calendário semelhante àquele que os chineses, pelo seu lado, crêem. Os sistemas da América Antiga também lhes são similares. O calendário babilóníco desempenhou um papel especial na história da civilização, tendo particularmente servido de modelo, sob uma forma mais perfeita, aos povos europeus. Os sacerdotes da Babilónia esforçavam-se por predizer o futuro, de harmonia com os fenómenos celestes e atemosféricos

Este sistema não pode, positivamente, qualificar-se de astrologia, pois as predições fundamentavam na concordância entre presságios meteorológicos e astronómicos. Por exemplo: «Se Adad (deus da tempestade – Re.EI) rabujar no dia em que desapareceu a Lua, a colheita será abundarne e os preços do mercado serão estáveis.» A adivinhação era em geral de uma grande importância política.

As necessidades da vida conduzem, no princípio do II milénio, a um certo desenvolvimento das matemáticas. Uma realização importante dos matemáticos babilónicos é aquilo a que se chama o «sistema de posição»: o reconhecimento de que uma mesma cifra pode ter valores diferentes, seguido o seu lugar no número.

Com base nesta relação, a Babilónia foi além mesmo da Grécia e de Roma. Mas a evolução das matemáticas era aí muito embaraçada por causa da numeração sexagesimal,

Desconhece-se a verdadeira origem destas numerações; talvez estivesse ligada às categorias numéricas «sagradas», resultantes do cálculo do tempo: 7, em harmonia com o número de dias da fase lunar, e 12, de harmonia com o número de meses do ano.

A presença do número 60 = 12 x 5 neste sistema revela conhecimentos matemáticos, os Babilónios conheciam no princípio do II milénio as quatro operações aritméticas, a conhecimentos matemáticos, os babilónicos conheciam no princípio do IV milénio, as quatro operações aritméticas, a elevação ao quadrado e a extracção da raiz quadrada, assim como os princípios de geometria necessários à medida de uma superfície.

As fórmulas geométricas eram utilizadas na medição de terrenos, campos, pomares e domínios. Foram encontrados planos acompanhados dos cálculos correspondentes.

A numeração sexagesimal foi definitivamente estabelecida pelos Babilónios, sem dúvida em relação com a medida do círculo descrito pelo Sol no céu. Eles haviam calculado que se se dispusessem lado a lado, no itinerário diurno do Sol, discos iguais ao disco solar, obter-se-iam 180, e portanto 360 para um dia completo. A coisa exprimia-se pela fórmula seguinte: o Sol dá 360 passos por dia.

Esta divisão, aplicada a todos os círculos, foi tomada pelos Romanos e em seguida adoptada pela geometria europeia: é  a divisão da circunferência em 360 graus (do latim gradus,  o passo). Os Babilónios haviam fixado a duração do dia e da noite em 12 horas; mais tarde dividiu-se a hora em  60 minutos e o minuto em 60 segundos. Esta subdivisão  refere-se já à história da ciência europeia.

Os Babilónios dividiam o mês em quatro, segundo as fases da Lua; mas o estabelecimento da semana em sete dias não é anterior ao meio do 1 milénio, quando foram instituídos os sete <(grandes)) deuses siderais: o Sol, a Lua e os cinco planetas visíveis a olho nu, dos quais os dias receberam o nome. Por intermédio dos Romanos, a semana de sete dias passou a todos os povos da Europa e estendeu-se gradualmente ao mundo inteiro.

3 Respostas to “Embriões de conhecimentos científicos na Suméria e Akkad.”

  1. Rafael said

    Muito legal essa materia, eu acho que tudo esta relacionado a antiga Sumeria, deviamos estudar mais essa maravilhosa civilizacao!

  2. jose paulo silveira said

    Gostaria de saber se tem alguem na rede que tradusa para cuneiformes akkadiano essa frase “Deus é tudo na minha vida”, desde de já obrigado.

  3. yasmim said

    muito bom vou tirar um dez no meutrabalho de hstoria

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: