OPINIÃO

Idéias e opiniões socialistas sobre Sorocaba

As relações sociais no Médio Império do Egito

  3 As relações sociaisDurante o Médio Império agravam-se os antagonismos sociais. Desenvolve-se a escravatura e não são só os gran­des proprietários nobres que possuem escravos, mas tam­bém os funcionários e mesmo a gente do povo. A mão-de-obra escrava cresce devido às guerras, que fornecem pri­sioneiros da Síria, da Palestina e da Etiópia. Mas a massa essencial da população egípcia – os agricultores membros das comunidades – não beneficia nem do melhor bem-estar geral do Estado, nem da diminuição das prestações e das rendas reais, pois a autonomia dos nomarcas faz pesar sobre ela um duplo jugo: o do faraó e o dos nomar­cas.

Daí resulta um sensível empobrecimento dos aldeões. A sua miséria é descrita nas obras literárias da época: a fome ronda a cabana do agricultor e o duro labor não é su­ficiente para lhe assegurar a sua existência. Todos o des­pojam, tirando-lhe os géneros que ele destina ao mercado, os seus burros, a sua cevada. Batem-lhe sem dó, proibin­do-o de falar. E se se queixar dos rigores e ultrajes que recebe, não encontra justiça em parte alguma, nem mesmo junto dos altos dignitários, que em vão procura comover com as suas lamentações.

Tal é a triste sorte dos artesãos, dos tecelões, dos ferrei­ros, dos cabouqueiros, condenados a uma vida sem alegria, a um trabalho penoso, à indigência e à fome. Só são felizes os funcionários e os escribas, que organizam as listas dos contribuintes e da mão-de-obra e que acompanham às cobradores e os chefes das obras do rei e dos nomarcas. As escavações de uma cidade em Fayum, perto do lago Moeris, nos subúrbios da actual cidade de Kahun, puseram a descoberto um bairro pobre, outrora povoado de pequenos lojistas de artesãos e de outra gente laboriosa.

Viviam em minúsculos casebres de terra batida, compri­midos uns contra os outros. Os bairros vizinhos, reser­vados aos sacerdotes e aos funcionários, abrangiam resi­dências de 50 a 70 compartimentos, no meio de grandes terrenos, sem dúvida plantados dc vinhas e árvores frutí­feras. O aparecimento dc um grande número dc artesãos nas cidades explica-se pelo facto de os aldeões empo­brecidos terem deixado os campos em busca de trabalho. O bairro dos ricos, em Kahun, era isolado do bairro dos trabalhadores por uma grossa muralha, que devia certamente estar guardada por uma forte força militar. Este traço característico mostra bem a atmosfera tensa que reinava no Egipto do Médio Império.

Os poderosos temiam uma insurreição dos cultivadores oprimidos, dos artesãos e dos escravos. Sentiam o chão fugir-lhes sob os pés e enfraquecer-se o culto do poder «divino» do faraó, e experimentavam o temor dos próprios deuses. ~ que a religião oficial, com as suas cerimónias pomposas e os seus inúmeros sacerdotes, era estranha ao povo. Os sacerdotes viviam também do trabalho forçado dos aldeões e dos escravos e dos impostos criados em fa­vor dos templos.

Esta tensão conduziu, pouco após a XII dinastia, a de­sordens que levaram à guerra do Médio Império.

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8 Respostas to “As relações sociais no Médio Império do Egito”

  1. anna. said

    noosa,eu ameei esse site e me ajudou muito no trabalho,e quer saber eu li o teu coméntario aninhaa ¬¬’ e afee,se liga você só ta na quinta série.
    tançaa
    mas enfim,muito obrigado !
    por: annaa luiza

  2. adriana said

    gostei da resposta. foi de acordo com a minha espectativa. valeu.

  3. Debbyh...XD said

    aih me ajudo tbn muito….
    + Anna Luisa te conheco minha amiga do ♥ eu entrei nesse site e vi o que vc escreveu.POis tbn uma coisa bjs…. amoO vc♥

  4. Amanda said

    te amo, valeeeeeeeeu “

  5. bianca said

    uuuuuuuuuuuuuuuuuuu, adoreiiii o meo trabalho ficou um macimooooo, oooooooooooooooooooobbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbrrrrrrrrrrrrriiiiggggggaaaaaaaaaadoooooooooooooooooooooooooo;

  6. rafaela said

    valeu ana é a rafa do sesi ta bom kkkkkkkkkk, eu vi;é nois com o professor de historia;by:rafa

  7. rafaela said

    bj; ana se vc viu fala comigo amanhã tá ou vc me liga;OBS:o emaiu é fauso ta aninha;BJ-by:rafa

  8. Carol said

    A escravidão não era bem assim… Não era escravidão convencional que “conhecemos” ou imaginamos conhecer!

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