OPINIÃO

Idéias e opiniões socialistas sobre Sorocaba

A reunificação do Egito – Médio Império.

  1 – A reunificação do EgiptoA desagregação do país em regiões isoladas provocou a decadência da irrigação, guerras intestinas e, por conse­quência, a fome. As inscrições da época revelam misérias que chegaram até ao canibalismo. O aumento das terras semeadas e a valorização de novas terras era então uma questão de delicada actualidade.

Foi provavelmente du­rante este período de transição para o Médio Império que os agricultores egípcios começaram a utilizar corrente-mente os campos «cultivados», quer dizer, os que o Nilo não inundava durante as suas cheias.

Eram obrigados a irri­gá-los por meio de máquinas elevatórias especiais, a mais simples das quais era o chaduf. É possível que a cultura dos campos cultivados haja feito surgir a charrua aperfei­çoada, provida de uma rabiça, que facilitava o trabalho do agricultor.

Durante o período transitório, desaparecem os vastos domínios da aristocracia do capital, onde outrora tinham sofrido inúmeros grupos de mertu. As terras senhoriais passam a ser menos extensas e são, em geral, trabalhadas por escravos denominados «têtes» nos textos antigos. Um senhor possuía de vinte a trinta «têtes», na maior parte mulheres. Certos escravos eram estrangeiros, sírios, por exemplo.

Ao mesmo tempo, os elementos ricos das comunidades adquirem influência cada vez maior; as fontes chamam­-lhes poderosos nezes (»nezes» significa pequeno). Esses poderosos nezes tinham grandes terrenos, gado e escravos, e às vezes eram senhores; neste caso, declaravam nas suas inscrições terem alcançado a nobreza pelos seus próprios meios e não pelo nascimento.

Assim, nesta época de agitação, a estrutura da classe dominante modifica-se: enquanto que no Antigo Império o primeiro lugar cabia aos dignitários, que habitavam geral­mente na capital e exploravam nos seus vastos domínios egípcios livres, agora a classe dominante compõe-se de donos de escravos, que possuem terras menos extensas, alguns dos quais tinham sido pouco antes membros de comunidades.

Esta nova aristocracia – sobretudo de poderosos ne­zes – estava interessada na unificação do Egipto, que lhes assegurava não apenas uma melhoria do sistema de irriga­ção e o fim das guerras intestinas, mas também o reforço do aparelho de Estado; ela tinha necessidade de um go­verno forte para consolidar a sua posição no país e para aumentar o número dos seus escravos durante a expansão.

No princípio, a unificação realizou-se à volta de Hera­cleópolis, cujos príncipes conseguiram submeter Mênfis~ no Sul, o seu território estendia-se até Abydos. Conserva-se um texto muito curioso, no qual se descrevem as relações sociais na dinastia de Heracleópolis: são as instruções do rei Kheti III a seu filho, O autor deste tratado político que foi o próprio rei ou um conselheiro – defende, ma­nifestamente, os interesses da classe dominante.

Aquele que não tem bens, diz ele, é um rebelde, e o rei deve mos­trar-se severo relativamente ao povo. Quanto aos senhores, o herdeiro do trono deve proteger os seus bens e as suas vidas, porquanto «a sua riqueza é-lhe útil». Entre a aristo­cracia em que se apoia o soberano de Heracleópolis, os poderosos nezes ocupam lugar importante. Kheti III acon­selha o seu herdeiro a elevar as pessoas segundo os seus méritos, segundo as «suas capacidades», e não em razão das suas origens.

Este documento mostra bem que Kheti III baseava o seu poder numa classe determinada. Menciona também o apoio material desse poder: um exército profissional de jovens (porventura aqueles que haviam deixado a sua família patriarcal desagregada).

Os preceitos de Kheti III demonstram uma nova con­cepção do poder monárquico: o rei não é somente um “deus», mas também um bom pastor, um homem sensato que se preocupa com o seu povo; o autor do texto apresen­ta o soberano de Heracleópolis como o defensor da «viúva e do órfão».

Mas nem o exército profissional nem a demagogia asse­guraram o sucesso a esta dinastia: a unificação veio do Sul, dos nomarcas de Tebas. Os antagonismos sociais de­viam ser aí menos agudos que no Norte onde, segundo o autor dos preceitos de Kheti iii, já se davam motins sem conta e onde o poder dos nomarcas ultrapassava frequen­temente o de um faraó.

Os soberanos de Tebas, que usa­vam o nome de Mentuhotep, reinavam já sobre todo o Egipto; a tradição histórica que atribui os Mentuhotep de Tebas à XI dinastia, começa com eles a história do Médio Império, que atinge o seu apogeu na XII dinastia (desde o século XX até ao século XVIII antes da nossa era).

13 Respostas to “A reunificação do Egito – Médio Império.”

  1. debora said

    oi que lindo

  2. Bianca V, Santos said

    Oi adorei o site…..fiz uma pesquisa com ele!
    obrigada

  3. valdicléia said

    oi,
    muito legal a pesquisa q fiz aki gostei, pois tirou todas as minhas duvidas…
    bjokas

  4. Gilmar Nascimento said

    Olá caro amigo, adorei o site mas se você me permite vou escrever sobre como podes melhorar ainda mais esta exelente pagina:
    Colocar mapas e gravuras entre os textos
    Apresentar nas palavras chaves a opção saiba mais
    Trazer no rodapé o próximo assunto
    Se possível aumentar um pouco a fonte.

    No mais adorei mesmo a gama de conteúdo que tu agregeste nestas linhas.
    Sucesso!

  5. Pamela said

    adoorei, resposta bem completa
    so qe mto grande, poderia ser mais resumida ;s

  6. Gustavo. said

    ótimo, muito bom mesmo consegui resolver uma pesquisa com essa pág.

  7. m@theu$ said

    deu par@ f@zer A pe$qui$@…………………………..

  8. nossa
    Adoreiii muito Top:D
    bem resumidooooooooo

  9. O meu trabalhoo fiko muitoo baum:D
    melhor notah
    num precisa mudar nda ta otimoooo
    muito baum huah

  10. drica said

    adorei;consegui fazer o meu trabalho

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