OPINIÃO

Idéias e opiniões socialistas sobre Sorocaba

Em Sorocaba: número de venda de motos cresce junto com mortes.

Posted by alexproenca em janeiro 15, 2012


Consequência da falta de uma politica eficiente de transporte publico.

 

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Fonte: Jornal Bom Dia Sorocaba.

Número de venda de motos cresce junto com mortes

Comércio deve faturar 15% a mais comparado ao ano passado; 84,21% de óbitos envolvem moto em SorocabaTATIANE PATRON
tatiane.patron@bomdiasorocaba.com.br

O comércio de motocicletas em Sorocaba está aquecido. Em três anos, as vendas cresceram 53,47%. Os acidentes de trânsito também aumentaram, atingindo 12,6%, no mesmo período. Um número assustador é o de óbitos que envolvem motociclistas, 84,21%.

Mesmo com tantos óbitos, as pessoas continuam comprando o veículo. O mercado está otimista e a expectativa das concessionárias é de que a demanda cresça 15% este ano.

O gerente comercial da Honda Caiuás, José Derli Cleto Júnior, revela que o mercado retomou o fôlego em 2010, após a crise economica mundial. “Nossa média ano retrasado foi a venda de 300 motocicletas por mês, enquanto em 2011 o número subiu para 350.”

Mas o que leva tantas pessoas comprarem motocicletas? Os motociclistas visam a economia, mas admitem que falta segurança.
O operador de empilhadeira, Luiz Fabiano dos Santos, 30 anos, está pesquisando os preços e juros de financiamento para comprar seu primeiro veículo. “Quero uma motocicleta, modelo CBR 300, por ser mais potente”, conta. Ele depende do transporte público para trabalhar e também para lazer. “Com ônibus, gasto R$ 200 e com a moto desembolsarei R$ 450 (48x). É o dobro, mas terei comodidade, conforto e agilidade”, defende.

O apicultor Thiago Proença Serrano, 20 anos, trocou sua moto antiga por uma mais moderna. Ele admite que já sofreu acidentes de trânsito e que tem medo, mas a economia é atrativa. “Para fazer um passeio, gasto R$ 5 de combustível com a moto; pagaria R$ 20 para andar de carro e R$ 5,70 de ônibus”, justifica.

perfil do consumidor/ Homens são os que mais se interessam por motos, mas a demanda de mulheres está crescendo, atingindo o índice de 40%.

Os consumidores têm a partir de 18 anos e estão comprando a primeira motocicleta para utilizá-la no serviço.

Os modelos mais vendidos pela Honda e Yamaha são Fan KS – R$ 5.500 à vista -, e YBR – R$ 6 mil -, respectivamente.

Compre sua moto

As facilidades para comprar uma motocicleta atraem os futuros motociclistas. Parcelas a perder de vista, consórcios com pequenas mensalidades e promoções são oferecidos pelas concessionárias.
Até mesmo na hora de tirar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação), as autoescolas parcelam o documento em até seis vezes.

O economista Geraldo Almeida avisa que antes de entrar em dívida tem de avaliar o conforto versus custo. “A motocicleta não oferece segurança, mas quem compra foca outras questões. Por isso não deve esquecer-se de fazer um seguro do veículo e de vida”, destaca.

Geraldo complementa: “Esses   custos terão de ser somados ao valor da parcela, combustível e manutenção, como troca de óleo e de pneus. A depreciação que o veículo sofre assim que sai da loja também deve ser pesado no bolso. A queda do valor é de aproximadamente 6%”, informa.

Quer pagar como?/ O gerente da Honda Caiuás, José Júnior, explica que há várias maneiras para obter sua motocicleta sem dificuldades. À vista, o proprietário pagará o valor real do veículo e já sai da loja pilotando.

Já o financiamento, as taxas de juros das parcelas são somados pelas agências bancárias e variam entre 1,8% a 2,3%, ao mês. Há a opção de dar entrada, diminuindo os juros. O motorista leva a moto ao fechar o contrato.

No consórcio, as parcelas custam a partir de R$ 76, porém para ser contemplado tem de aguardar o sorteio ou dar um lance (15% do valor) para pegar o veículo.

O proprietário da Moto Forty, Rubens Francisco Junior, destaca que a concessionária parcela os valores em até 48 parcelas na hora da compra.

Pagamentos de indenizações crescem 7,5% em dois anos

Falta de prudência e educação no trânsito são motivos que ocasionam acidentes em Sorocaba. Essa é a opinião de Nelson José de Carvalho, instrutor de autoescola há 44 anos. As centenas de mortes que houve em cinco anos apontadas pela Urbes, afirmam a teoria do especialista.

Seguradoras pagaram R$ 2.743.866,25 para 613 para familiares de vítimas fatais ou de invalidez. As tragédias não pararam de crescer. Em 2010, o valor pago foi R$ 2.627.198,42 para 649 pessoas. Ano passado, esse número aumentou 7,5%, sendo pagos R$ 3.075.829,91 para 698 beneficiados.

“A conscientização no trânsito deve ser aplicada desde crianças, pois depois de adultos não querem entender a legislação”, diz Nelson.

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