OPINIÃO

Idéias e opiniões socialistas sobre Sorocaba

Queda do PIB.

Posted by alexproenca em dezembro 7, 2011


No começo do ano, quando li as medidas que seriam tomadas pelo Governo Federal, contingenciamento do Orçamento, elevação das taxas de juros, protelação dos concursos públicos, entre outras medidas, disse aos colegas que eram medidas recessivas, que iram causar sérios problemas aos trabalhadores.

Muitos discordaram alegando que era preciso conter a “inflação”.

A opinião deles era baseada na falsa compreensão de que a inflação é causa pelo aumento do consumo.

Mas, na realidade ela é causada pala ação de cartéis e pelo preços administrados (eletricidade, água, gás, telefone, gasolina, álcool, e etc).

E para segurar a inflação é necessário controlar este “mercado”.

Também disse que a elevação das taxas de juros, teriam efeito negativo sobre as contas publicas, pois os juros iriam consumir os 50 bilhões que seriam economizados.

Foi tirado 50 bilhões da sociedade e repassado ao capital financeiro.

Simples e direto.

O governo federal também jogou duro com as greves nos setores públicos (bancários, correios, funcionários públicos federais), jogando contra a sua base de sustentação politica.

Uma loucura do ponte de vista politico.

O resultado esta ai: o PIB caiu.

E o Governo vem correndo atrás, adotando medidas para tentar elevar o nível das atividades econômicas.

Querer agradar o “mercado” só levará ao caos econômico.

A nossa saída é pela esquerda.

Abaixo reproduzo uma entrevista com o presidente da CUT.

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Artur Henrique: PIB foi zero porque o governo deu ouvidos ao mercado

Blog do Artur Henrique

O PIB do 3º trimestre foi zero porque o governo errou na mão ao adotar a receita passada pelo mercado.

Infelizmente, não vi nenhum órgão da grande imprensa nesta quarta-feira admitir sua cota de responsabilidade pelo PIB zero registrado no terceiro trimestre.

Sim, o PIB caiu porque o governo deu ouvidos ao receituário do mercado, amplamente defendido pela mídia, de que era necessário cortar gastos – o que invariavelmente leva a cortes de investimentos – e aumentar a taxa básica de juros para combater uma fictícia “inflação de demanda”.

A soma desse receituário causou queda na atividade, com a ajuda da cotação do real frente ao dólar (outro efeito direto das cinco altas consecutivas da taxa Selic ao longo do ano).

Outro reflexo dessa política errada, e que nós da CUT criticamos o tempo inteiro, vai se abater sobre 2012 também, uma vez que as medidas emergenciais que estão sendo tomadas agora, como as isenções fiscais, levam pelo menos seis meses para dar frutos.

Amanhã e sexta-feira a Direção Nacional da CUT, reunida em São Paulo, vai avaliar essa conjuntura e produzir uma análise crítica mais ampla e profunda que esta aqui. Mas, invariavelmente, o resumo da ópera será o mesmo.

Artur Henrique é presidente da CUT nacional.

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