OPINIÃO

Idéias e opiniões socialistas sobre Sorocaba

Professores da rede municipal de Sorocaba, querem equiparação de salários.

Posted by alexproenca em setembro 18, 2011


Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

Protesto cobra equiparação de salários

Manifestantes reivindicam ainda a valorização da categoria
Notícia publicada na edição de 17/09/2011 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 5 do caderno A – o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
Samira Galli
samira.galli@jcruzeiro.com.br

Professores e auxiliares de educação da rede municipal de ensino de Sorocaba fizeram um protesto ontem à tarde em frente à Prefeitura para reivindicar equiparação de salários e valorização da categoria. Vestidos com camisetas pretas, mais de 500 profissionais se reuniram em frente ao Teatro Municipal e caminharam até o Paço, tomando conta das portas de entrada e saída. Uma comissão da Associação dos Professores e Auxiliares de Educação do Município (Aspams) foi recebida pelo secretário municipal de Governo e Relações Institucionais, Paulo Mendes, e também pelo presidente da Câmara Municipal, Marinho Marte (PPS). Duas audiências públicas foram agendadas para tratar do assunto nos próximos dias 20 e 29, às 19h.A campanha pelos direitos da categoria começou logo cedo. Pela manhã, mais de 120 professores compareceram ao hemonúcleo, na campanha “doar sangue pela causa”. Mais tarde no Paço, os professores levaram cartazes, faixas e carro de som e aclamavam frases de ordem como: “Valorização, é o que quer a Educação” e “Cidade Educadora não recebe o educador” — em referência ao projeto “Cidade Educadora”, da Prefeitura Municipal. Entre as manifestações, os profissionais ameaçaram paralisação caso não sejam atendidos.

Uma carta de reivindicações foi protocolada na Prefeitura e entregue em todos os gabinetes da Câmara de Vereadores. A principal reclamação é a respeito da desigualdade de remuneração entre as duas modalidades do cargo dos professores – Professor de Educação Básica (PEB) I e II. De acordo com a presidente da Aspams, Selma Aparecida de Souza, enquanto o PEB I recebe R$ 11 a hora, o salário do PEB II chega a R$ 15 a hora, uma diferença de cerca de 43%. “Antigamente, a única forma de diferenciação era por nível de formação, mas hoje todos os professores precisam ter graduação, então têm que ser tratados como iguais”, destacou.

A reivindicação é baseada na Resolução nº 2 do Conselho Nacional de Educação, que prevê “fixar o vencimento ou salário inicial para as carreiras profissionais da educação (…) vedada qualquer diferenciação em virtude de etapa ou modalidade de atuação do profissional.” Outra prioridade da categoria é um aumento real de 57% a todos os professores da Rede Municipal, de acordo com a Meta 17 do Plano Nacional de Educação, que visa aproximar o salário dos professores ao de outros profissionais de nível superior. “Hoje, os professores recebem cerca de 70% a menos que outros profissionais com formação semelhante de nível superior. É por isso que as pessoas não estão procurando mais a carreira. E é por isso também que a maioria duplica ou triplica a jornada de trabalho”, ressaltou a diretora da Aspams, Margareth Pedroso.

Entre as demais reivindicações estão: melhorias das condições de trabalho, reconhecimento e diálogo aberto entre a Aspams e a Secretaria Municipal de Educação, e valorização dos trabalhos e projetos dos professores.

Prefeitura

Porta-voz de Vitor Lippi (PSDB), o secretário Paulo Mendes afirmou que o prefeito pediu atenção às Secretarias Municipais numa reunião em dia anterior, segundo a comissão da Aspams. O Poder Executivo irá realizar uma reunião com o Sindicato da categoria às 15h da segunda-feira, e os representantes da Aspams requisitaram participar da reunião para poder discutir as propostas.

Semana passada

No último dia 9, mais de 100 diretores, vice-diretores, supervisores de ensino e orientadores pedagógicos de escolas municipais realizaram um protesto parecido com o de ontem em frente à Prefeitura. O segmento de suporte pedagógico pede um aumento salarial de 48% e, embora pertençam a movimentos diferentes, a causa é praticamente a mesma: valorizar os profissionais de educação. “Não é o mesmo movimento, mas um está apoiando o outro”, declarou Selma.

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