OPINIÃO

Idéias e opiniões socialistas sobre Sorocaba

Sorocaba terá de se adequar aos novos padrões da poluição atmosférica.

Posted by alexproenca em junho 6, 2011


Interessante esta matéria do jornal Cruzeiro do Sul, pois vai de encontro com o trabalho final do meu grupo, na FATEC Sorocaba, no curso de Processamento de Dados, na matéria Tópicos Avançados de Informática, onde abordamos os Softwares para Controle de Poluição Atmosférica.

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Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

Sorocaba terá de se adequar aos novos padrões

Índice de poeira, que hoje está dentro do permitido, terá de ser reduzido pela metade; preocupação principal será com o ozônio
A partir de recomendações propostas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema), aprovou por unanimidade no dia 25 de maio, mudanças nos padrões atuais de qualidade do ar para todo o Estado de São Paulo, que deverá será o primeiro do mundo a adotar um rigoroso limite para a poluição. Quando a nova regra passar a valer, Sorocaba também terá de se adaptar. A cidade, que tem uma qualidade do ar considerada boa na maior parte do tempo, passaria a ter um ar regular ou inadequado. Para se ter ideia, maior índice de material particulado (poeira) registrado em 2010 no município é um pouco abaixo de 100 microgramas por metro cúbico (exatamente 98). Como o permitido é 150, está tudo em ordem. Com a nova proposta, o ideal será 50. A cidade, então, teria de reduzir o poluente pela metade. Apesar de ser um dos principais poluentes, aqui, o material particulado não é motivo de preocupação, mas sim o ozônio, que tem ultrapassado os padrões.
De acordo com o que está em vigor hoje, o ideal é 160 microgramas por metro cúbico, índice que atingiu 165 no ano passado. Com a nova regra, teria de ser até 100. Para alcançar o resultado, será necessária uma política pública que envolva diversos setores da sociedade, principalmente o de transportes e indústrias. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente tem o prazo de 60 dias para encaminhar ao governador Geraldo Alckmin uma minuta do decreto estabelecendo essas mudanças. A expectativa é que seja aprovado.
Mas afinal, por que essa mudança agora? Em 2005, com base em evidências médicas, a Organização Mundial de Saúde sugeriu que valores mais baixos que os atuais ainda causam danos à saúde. Entre esses danos estão sintomas como tosse seca, cansaço, ardor nos olhos, nariz e garganta até efeitos mais sérios como doenças respiratórias e cardíacas e até mesmo a morte.
Atualmente na cidade o nível de ozônio é inadequado. Isso significa que nos momentos em que o valor é ultrapassado (não é o tempo todo, são picos), toda a população pode apresentar sintomas como tosse seca, cansaço, ardor nos olhos, nariz e garganta. Pessoas de grupos sensíveis (crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias e cardíacas), podem apresentar efeitos mais sérios na saúde.
Apesar do ozônio ser o poluente que mais ultrapassa os padrões de qualidade do ar no Estado como um todo, Sorocaba, por ser uma cidade com muitas indústrias, é considerada zona saturada moderada de ozônio. Conforme Sétimo Humberto Marangon, gerente da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), em Sorocaba, a companhia tem trabalhado com as indústrias para reduzir a emissão do poluente. “Na atmosfera ele protege contra os raios ultravioletas, mas no ambiente pode ser prejudicial. Em 2009, tivemos dois picos de ultrapassagem e no ano passado apenas um. O ozônio é formado através da combustão de modo geral, como acender o fogão, queimar papel, queima de combustível, e entre os principais geradores estão as indústrias”, esclarece.

Metas

A proposta do Consema abrange um conjunto de metas para que, gradativamente, a poluição atmosférica seja reduzida. Por isso foram estabelecidas quatro etapas ou níveis de redução, sendo que a primeira deve ser executada assim que a proposta for aprovada, e com validade de três anos para atingir o patamar almejado. Seria assim: o ozônio que chega hoje na cidade a 165 microgramas por metro cúbico, teria de ser reduzido primeiro para 140, isso em três anos. Depois seriam mais três anos para se chegar nos 130, em seguida 120, e por fim, os 100 recomendados.
Os novos índices propostos pelo Consema – os atuais são de 1976 – foram discutidos por um grupo interinstitucional coordenado pela Cetesb, com participação de representantes de diversos setores da sociedade, como o de transportes, setor produtivo, pesquisadores, estudiosos, membros do Ministério do Meio Ambiente e da Prefeitura de São Paulo. A diferença do padrão antigo para o proposto agora são as metas. Antes, o padrão se resumia a uma referência, enquanto as metas terão de ser efetivamente cumpridas.

Avanços na gestão ambiental
Sétimo Marangon afirma que o novo padrão de qualidade do ar é um avanço no setor de gestão ambiental. “Considero importante para que a população tenha melhor qualidade de vida”, pontua. Para isso, é preciso mudar comportamentos e equipamentos. “No caso das indústrias, teria de haver maior controle de emissão de gases. Muita coisa já é possível. Hoje, por exemplo, para a combustão do nitrogênio há maçaricos que produzem menos poluente, são avanços tecnológicos”, diz.
Apesar de existir uma preocupação com relação ao ozônio, Sétimo deixa claro que a qualidade do ar em Sorocaba ao longo do ano é considerada boa. “Em alguns picos ela se apresenta, às vezes regular, e poucas vezes inadequada. Algumas pessoas mais sensíveis podem sofrer um pouco, mas a população em geral não”, acrescenta.
Por conta disso, mesmo com a mudança no padrão, que se tornará mais rigoroso, ele descarta a possibilidade de rodízio de veículos na cidade. “Aqui na cidade o problema de poluição não é tão grande assim, não a ponto de ter de fazer rodízio de veículos. Mas é claro que se reduzisse o número de carros e caminhões nas vias, iria melhorar a qualidade do ar”, afirma, lembrando ainda que Sorocaba multa caminhões e ônibus que emitem fumaça preta. “Inclusive existe fiscalização conjunta da Cetesb com a Prefeitura”, enfatiza.

Medidas efetivas
Maria Helena Martins, gerente da divisão de qualidade do ar da Cetesb de São Paulo, e um dos membros das reuniões do Consema, considera que o importante da proposta é o trabalho com as metas progressivas. “É uma medida positiva trabalhar de maneira gradual. A ideia é ter essas metas progressivas associadas a programas de gestão. Só abaixar o padrão não melhora, apenas avalia. Tem de ser desenvolvida uma política com medidas que efetivamente resolvam”, afirma.
Conforme Maria Helena, muita coisa já está sendo feita, como programa de controle das emissões industriais, controle de emissão de poluentes de veículos automotores, motocicletas e transporte público. “Também já estão sendo articuladas outras ações”, acrescenta.
Segundo avaliação feita pelos técnicos da Cetesb, o conjunto de simulações feitas indica que a classificação da qualidade do ar terá alguma alteração para os poluentes material particulado, ozônio e dióxido de enxofre, sendo que para o monóxido de carbono os índices permanecerão basicamente iguais aos atuais, pois os níveis observados em diversas cidades do Estado já estão praticamente de acordo com os padrões mais rígidos da OMS. A primeira fase da implantação desta política de metas terá conclusão em 2014.

Índice de poeira, que hoje está dentro do permitido, terá de ser reduzido pela metade; preocupação principal será com o ozônio
  
A partir de recomendações propostas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema), aprovou por unanimidade no dia 25 de maio, mudanças nos padrões atuais de qualidade do ar para todo o Estado de São Paulo, que deverá será o primeiro do mundo a adotar um rigoroso limite para a poluição. Quando a nova regra passar a valer, Sorocaba também terá de se adaptar. A cidade, que tem uma qualidade do ar considerada boa na maior parte do tempo, passaria a ter um ar regular ou inadequado. Para se ter ideia, maior índice de material particulado (poeira) registrado em 2010 no município é um pouco abaixo de 100 microgramas por metro cúbico (exatamente 98). Como o permitido é 150, está tudo em ordem. Com a nova proposta, o ideal será 50. A cidade, então, teria de reduzir o poluente pela metade. Apesar de ser um dos principais poluentes, aqui, o material particulado não é motivo de preocupação, mas sim o ozônio, que tem ultrapassado os padrões.
De acordo com o que está em vigor hoje, o ideal é 160 microgramas por metro cúbico, índice que atingiu 165 no ano passado. Com a nova regra, teria de ser até 100. Para alcançar o resultado, será necessária uma política pública que envolva diversos setores da sociedade, principalmente o de transportes e indústrias. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente tem o prazo de 60 dias para encaminhar ao governador Geraldo Alckmin uma minuta do decreto estabelecendo essas mudanças. A expectativa é que seja aprovado.
Mas afinal, por que essa mudança agora? Em 2005, com base em evidências médicas, a Organização Mundial de Saúde sugeriu que valores mais baixos que os atuais ainda causam danos à saúde. Entre esses danos estão sintomas como tosse seca, cansaço, ardor nos olhos, nariz e garganta até efeitos mais sérios como doenças respiratórias e cardíacas e até mesmo a morte.
Atualmente na cidade o nível de ozônio é inadequado. Isso significa que nos momentos em que o valor é ultrapassado (não é o tempo todo, são picos), toda a população pode apresentar sintomas como tosse seca, cansaço, ardor nos olhos, nariz e garganta. Pessoas de grupos sensíveis (crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias e cardíacas), podem apresentar efeitos mais sérios na saúde.
Apesar do ozônio ser o poluente que mais ultrapassa os padrões de qualidade do ar no Estado como um todo, Sorocaba, por ser uma cidade com muitas indústrias, é considerada zona saturada moderada de ozônio. Conforme Sétimo Humberto Marangon, gerente da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), em Sorocaba, a companhia tem trabalhado com as indústrias para reduzir a emissão do poluente. “Na atmosfera ele protege contra os raios ultravioletas, mas no ambiente pode ser prejudicial. Em 2009, tivemos dois picos de ultrapassagem e no ano passado apenas um. O ozônio é formado através da combustão de modo geral, como acender o fogão, queimar papel, queima de combustível, e entre os principais geradores estão as indústrias”, esclarece.Metas

A proposta do Consema abrange um conjunto de metas para que, gradativamente, a poluição atmosférica seja reduzida. Por isso foram estabelecidas quatro etapas ou níveis de redução, sendo que a primeira deve ser executada assim que a proposta for aprovada, e com validade de três anos para atingir o patamar almejado. Seria assim: o ozônio que chega hoje na cidade a 165 microgramas por metro cúbico, teria de ser reduzido primeiro para 140, isso em três anos. Depois seriam mais três anos para se chegar nos 130, em seguida 120, e por fim, os 100 recomendados.
Os novos índices propostos pelo Consema – os atuais são de 1976 – foram discutidos por um grupo interinstitucional coordenado pela Cetesb, com participação de representantes de diversos setores da sociedade, como o de transportes, setor produtivo, pesquisadores, estudiosos, membros do Ministério do Meio Ambiente e da Prefeitura de São Paulo. A diferença do padrão antigo para o proposto agora são as metas. Antes, o padrão se resumia a uma referência, enquanto as metas terão de ser efetivamente cumpridas.

Avanços na gestão ambiental
Sétimo Marangon afirma que o novo padrão de qualidade do ar é um avanço no setor de gestão ambiental. “Considero importante para que a população tenha melhor qualidade de vida”, pontua. Para isso, é preciso mudar comportamentos e equipamentos. “No caso das indústrias, teria de haver maior controle de emissão de gases. Muita coisa já é possível. Hoje, por exemplo, para a combustão do nitrogênio há maçaricos que produzem menos poluente, são avanços tecnológicos”, diz.
Apesar de existir uma preocupação com relação ao ozônio, Sétimo deixa claro que a qualidade do ar em Sorocaba ao longo do ano é considerada boa. “Em alguns picos ela se apresenta, às vezes regular, e poucas vezes inadequada. Algumas pessoas mais sensíveis podem sofrer um pouco, mas a população em geral não”, acrescenta.
Por conta disso, mesmo com a mudança no padrão, que se tornará mais rigoroso, ele descarta a possibilidade de rodízio de veículos na cidade. “Aqui na cidade o problema de poluição não é tão grande assim, não a ponto de ter de fazer rodízio de veículos. Mas é claro que se reduzisse o número de carros e caminhões nas vias, iria melhorar a qualidade do ar”, afirma, lembrando ainda que Sorocaba multa caminhões e ônibus que emitem fumaça preta. “Inclusive existe fiscalização conjunta da Cetesb com a Prefeitura”, enfatiza.

Medidas efetivas
Maria Helena Martins, gerente da divisão de qualidade do ar da Cetesb de São Paulo, e um dos membros das reuniões do Consema, considera que o importante da proposta é o trabalho com as metas progressivas. “É uma medida positiva trabalhar de maneira gradual. A ideia é ter essas metas progressivas associadas a programas de gestão. Só abaixar o padrão não melhora, apenas avalia. Tem de ser desenvolvida uma política com medidas que efetivamente resolvam”, afirma.
Conforme Maria Helena, muita coisa já está sendo feita, como programa de controle das emissões industriais, controle de emissão de poluentes de veículos automotores, motocicletas e transporte público. “Também já estão sendo articuladas outras ações”, acrescenta.
Segundo avaliação feita pelos técnicos da Cetesb, o conjunto de simulações feitas indica que a classificação da qualidade do ar terá alguma alteração para os poluentes material particulado, ozônio e dióxido de enxofre, sendo que para o monóxido de carbono os índices permanecerão basicamente iguais aos atuais, pois os níveis observados em diversas cidades do Estado já estão praticamente de acordo com os padrões mais rígidos da OMS. A primeira fase da implantação desta política de metas terá conclusão em 2014.

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