OPINIÃO

Idéias e opiniões socialistas sobre Sorocaba

Santa Casa rompe convênio do Pronto Socorro, com a Prefeitura de Sorocaba.

Posted by alexproenca em junho 1, 2011


Esta notícia já era esperada, pelas pessoas que acompanham com maior atenção os problemas da saúde publica de Sorocaba.

No ano passado a Santa Casa já havia fechado o atendimento de parto.

Depois ocorreu uma “greve” que não foi assumida como greve, pelos médicos da Santa Casa.

Em essência: é a falência do modelo de gestão tucano em Sorocaba.

Que privilegia os “convênios”, as ” concessões” e qualquer coisa, que signifique a privatização dos serviços publicos.

Os milhões que foram gastos para equipar os conveniados, serão perdidos.

E a população sorocabana ira pagar, com a falta destes serviços e com mais alguns milhões em novos convênios emergenciais.

Por diversas vezes, junto aos militantes dos movimentos sociais e do PT, eu já havia me posicionado sobre a necessidade da construção de um hospital municipal., em Sorocaba.

Mesmo que custe, 100 milhões ou mais, será um patrimônio do nosso povo.

Patrimônio este, que não será perdido.

A não ser é claro, que uma “alma” genial, resolva privatizar dar a concessão à uma oscip,

Em todo o mundo, a falência dos modelos de privatização dos serviços públicos estão a vista de todos.

No Golfo do México a explosão da plataforma de petróleo, foi em função da “tercerização” da exploração e do controle de seu uso.

O mesmo foi o motivo da explosão da usina nuclear no Japão.

As forças de esquerda e socialistas, tem o dever de colocar bem claro para a população as conseqüências dessas políticas privatizantes.

E tem o dever de recolocar o trem no trilhos, reconstituindo o patrimônio publico.

Ainda, como exemplo, podemos citar a divida imensa da TCS para com o FGTS.

A prefeitura tucana, não cobrou da empresa as guias de recolhimentos, gerando uma dívida de mais de 90 milhões de reais.

A cidade de Sorocaba, merece um serviço publico de saúde digno e decente.

Somos uma cidade rica.

E esta riqueza tem de retornar a sua população.

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A matéria abaixo foi publica no jornal Cruzeiro do Sul.

Santa Casa rompe com a Prefeitura e fecha PSM

Hospital publica anúncio que relata dificuldades no atendimento e culpa Prefeitura de intransigência e descaso
Notícia publicada na edição de 31/05/2011 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 7 do caderno A – o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

Carlos Araújo
carlos.araujo@jcruzeiro.com.br

A Santa Casa de Misericórdia decidiu ontem encerrar as atividades do Pronto Socorro do Município (PSM) de Sorocaba (há 12 anos funcionando em suas instalações) e para isso abriu prazo de 90 dias a título de notificação à Prefeitura – medida que é prevista no contrato de convênio entre as partes. A decisão consta de anúncio dirigido à população e publicado hoje na imprensa pela Santa Casa. No texto, a Santa Casa orienta a população para que, a partir desta quarta-feira, passe a utilizar os centros de saúde do município ou os Pronto Atendimentos (da Zona Norte ou Zona Oeste) na busca de atendimentos.

Veja o anúncio que será publicado nesta quarta-feira
(Aperte ‘F5’ caso não consiga visualizar a imagem)

O anúncio é assinado pelo provedor da Santa Casa, José Antonio Fasiaben, pelo diretor clínico Fabiano C. Boa Sorte e pelo diretor técnico Aristides Camargo. Durante os 90 dias de prazo de notificação, que se encerrarão em 1.º de setembro, o Pronto Socorro Municipal continuará a atender a todos os casos de urgência e emergência e os serviços ambulatoriais na área de ortopedia. Essas atribuições fazem parte do convênio com a Prefeitura. As razões para o encerramento das atividades do Pronto Socorro, descritas no anúncio e acompanhadas de críticas à Prefeitura, são vinculadas a insatisfações que têm como causa o crescimento da demanda de pacientes sem o correspondente investimento de recursos.

A diretoria da Santa Casa lembra que o Pronto Socorro é o único do município e foi instalado nas suas dependências por força da lei municipal 5.846, de 8 de março de 1999. A lei permitiu à Santa Casa assumir a gestão e a administração do PSM com recursos do orçamento da Prefeitura e repasse do Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, segundo a diretoria do hospital, a Santa Casa “vem sofrendo várias intercorrências, sem que o Poder Público Municipal, único responsável pelo funcionamento de mencionado Pronto Socorro, lhe dê a devida atenção”. Como exemplo, o Pronto Socorro foi inaugurado em 1999 para atender à demanda da cidade em torno de 7 mil pacientes por mês, ante uma população estimada na época em 300 mil habitantes. Atualmente, o aumento de volume de atendimentos subiu para 13 mil pacientes por mês (quase o dobro) e a população é de 600 mil habitantes.

Mesmo com esse crescimento de demanda, segundo a Santa Casa, o Pronto Socorro presta os atendimentos “sem que o Poder Público, tenha aumentado sequer, em (01) um metro quadrado as suas edificações”. “O Poder Público Municipal não implantou nenhum leito a mais do que aqueles projetados para o ano de 1999, deixando a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba à mercê de sua própria sorte, sem ter espaço físico e recursos financeiros suficientes ao atendimento dessa multiplicada demanda”, acrescentou a diretoria do hospital. A Santa Casa informou que a Prefeitura tem postergado ações necessárias à melhoria da gestão do Pronto Socorro, “com consequências à população da cidade de Sorocaba”. Segundo o hospital, a Prefeitura não faz as adequações necessárias no Pronto Socorro e “não promove o desembolso de valores reais, que são de sua atribuição para a gestão e manutenção” das instalações.

“Isto impõe à Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba, mês a mês, prejuízos econômicos, comprometendo as finanças do hospital geral”, declarou a direção, argumentando: “Dessa forma, a Santa Casa de Sorocaba fica vulnerável a críticas que deveriam na verdade ser dirigidas ao Poder Público Municipal, responsável pelo Pronto Socorro Municipal de Sorocaba”. O hospital lembrou que é uma instituição sem fins lucrativos e tem por finalidade dar os atendimentos de saúde com os recursos que gera. Várias reuniões foram realizadas a pedido da Irmandade da Santa Casa, “sem solução devido à intransigência do Poder Público Municipal”. E o texto do anúncio continuou: “O Hospital da Santa Casa não tem obrigação de arcar com compromissos que são exclusivamente do Poder Público Municipal, neste caso o Pronto Socorro Municipal de Sorocaba”.

Outros pontos críticos: “Esta situação não pode continuar. O Hospital da Irmandade da Santa Casa de Sorocaba, e por consequência a saúde da população, não podem ser prejudicados pelas intransigências administrativas do Poder Público Municipal.” Ao mencionar que é referência em várias atividades dos atendimentos de saúde, a Santa Casa concluiu que “deveria, ao menos, ser tratada com mais consideração e dignidade por aquele que se diz seu parceiro, ou seja, o Poder Público Municipal”.

Prefeito Vitor Lippi

Em entrevista ao Cruzeiro do Sul, Vitor Lippi afirmou que estava “bastante surpreso” com a decisão da Santa Casa. Ele disse que a Prefeitura está “rigorosamente em dia” com os pagamentos e tem cumprido todas as cláusulas do convênio. Sem citar valores, deixou claro que nos últimos anos “temos sempre dado aumentos expressivamente superiores à inflação”. Reconhecendo que os custos da saúde costumam ser superiores à inflação, disse que por isso tem feitos constantes análises das planilhas da Santa Casa. “A última proposta foi bastante elevada, estão pedindo em torno de 50% a mais do que repassamos hoje; é um número expressivo e que significa milhões de reais a mais”.

“Nós não vamos fugir à nossa responsabilidade: continuar o diálogo e a avaliação das condições para que haja garantia do atendimento à população”, disse o prefeito. Perguntado sobre quais são as alternativas para o Pronto Socorro Municipal, ele declarou: “Nós vamos avaliar a questão e ver quais são as alternativas. Ainda é cedo para se falar em fechamento da Santa Casa. Nós temos 90 dias para encontrar solução.”
Referindo-se à críticas feitas pela Santa Casa à Prefeitura, ele disse que lamenta as palavras utilizadas.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Prefeitura acrescentou: “Estranhamos a posição unilateral e pouco responsável por parte da irmandade e reiteramos que o maior compromisso da Prefeitura de Sorocaba é para com a população que precisa dos serviços de saúde.” A Prefeitura informou que tomará todas as providências para que não haja prejuízos aos usuários do SUS, inclusive acionando parceiros da rede de saúde e promovendo as ações que forem necessárias para garantir os atendimentos. Entre os parceiros, a Prefeitura mantém convênios com os hospitais Evangélico e Santa Lucinda.

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Uma resposta to “Santa Casa rompe convênio do Pronto Socorro, com a Prefeitura de Sorocaba.”

  1. Lenir said

    Será que esta não foi a solução encontrada para “justificar o injustificado” a cerca da investigação das inúmeras mortes que ocorreram nos últimos meses no pronto socorro???
    Meu irmão faleceu por omissão e negligencia após 3 atendimentos, atendido em dois deles pela COORDENADORA DO PRONTO SOCORRO E ESPOSA DO DIRETOR DA SANTA CASA, dra. INEZ GONZALES. Curioso, não é?

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