OPINIÃO

Idéias e opiniões socialistas sobre Sorocaba

Não há bala de prata. Só preconceito e manipulação.

Posted by alexproenca em outubro 3, 2010


A capa em branco da Veja dessa semana é o melhor retrato de que a direita no Brasil não tem mais argumentos, falsos ou verdadeiros, para tentar evitar a vitória de Dilma Rousseff. Conta, apenas, com duas armas: o preconceito e a manipulação.

O preconceito, ela evidenciou ao longo de toda essa semana com a mais vil das explorações religiosas. Foi um verdadeiro vale-tudo, onde se misturaram hipocrisia, oportunismo e, até, desavergonhadas mentiras. E isso produziu resultados, apontados na pesquisa do Ibope,  que registrou a perda de cinco pontos (47% para 42%) na intenção de voto de Dilma entre os eleitores evangélicos. Registre-se, porém, que isso não se deu em favor de Marina Silva, que infelizmente usou o tema em uma atitude deplorável. Ela também perdeu, e dois pontos na última semana (de 20% para 18%). O que, por ela ter menos da metade de Dilma, representa perda proporcional.

O beneficiário dessas explorações foi o conservadorismo. Serra, que vinha com 23%, passou a 31% entre os evangélicos, justamente com o aproveitamento da confusão criada entre o eleitorado mais simples que professa o protestantismo nas suas variadas confissões.

Não houve e não há, nos promotores desta “onda” pseudo-religiosa nenhuma intenção motivada por princípios cristãos, embora entre os que se impressionaram com ela possam ter sinceras reservas por motivos de fé. O que existe é o encobrimento de propósitos espúrios por razões supostamente nobres.

A segunda arma da direita será disparada daqui a poucos minutos, nas edições dos telejornais, com novas pesquisas, que insistirão, com maior ou menor ênfase, na iminência de um segundo turno. É a clássica manobra de falsear a realidade com pesquisas para, impressionando as pessoas, transformar em real o resultado distorcido, que corresponde aos seus desejos. Este veneno, o da mentira, como o outro -o do preconceito- é inoculado no tecido social pelas falanges de artilharia da direita brasileira, transmutadas em veículos de comunicação de massa.

Haja o que houver, qualquer que seja o resultado destas eleições, o Brasil terá de criar controles públicos sobre as pesquisas de natureza eleitoral. Não significa censura ou tutela. Quem censurou pesquisas foi, justamente, o PSDB. Trata-se de aperfeiçoar os mecanismos que permitam a auditagem destes levantamentos. Não se trata, apenas, de livre competição entre os institutos. Quem dispõe de recursos para contratar por 200 ou 300 mil reais, praticamente todas as semanas? E mais: mesmo depois que a informação se torna pública, veículos de comunicação de imenso poder como a Globo decidem qual pesquisa será divulgada a milhões de brasileiros e que outras serão mantidas em sigilo.

Daqui a pouco, teremos o Jornal Nacional. O Datafolha ousará atirar a disputa em uma zona de penumbra e indefinição. O Ibope, nem tanto. Ha informações que também reduzirá, embora em escala bem menor, a vantagem de Dilma.
As cartas estão jogadas. Dos nossos adversários conhecemos os métodos e a falta de limites éticos e morais. Mais que nunca, a cada um de nós, cabe, com todas as nossas forças, esclarecer aqueles que possam estar se confundindo. Um voto, apenas um voto, que cada um de nós possa evitar que seja capturado pelas forças do atraso e da submissão colonial do Brasil representa uma obra gigantesca da cidadania, da democracia e do amor a este país.

Fonte: Blog Tijolaço

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