OPINIÃO

Idéias e opiniões socialistas sobre Sorocaba

Risco de reintegração de posse gera apreensão para 68 famílias.

Posted by alexproenca em janeiro 28, 2010


Maíra Fernandes – Redação Cruzeiro do Sul

As 68 famílias que ocuparam apartamentos nas cinco torres do Residencial Ilhas do Sul, um conjunto de prédios no bairro Central Parque, estão apreensivos quanto à possibilidade de hoje acontecer reintegração de posse por parte dos proprietários do lugar, segundo eles, abandonado há 23 anos. A Polícia Militar não confirmou o recebimento de nota oficial para realização do ato, mas o presidente da comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudinei José Marchioli, confirmou que o 7.º Batalhão da Polícia Militar já recebeu o mandado e que a corporação deve cumpri-lo nos próximos dias.

A data específica não foi informada pela PM ao advogado, sob a alegação de se tratar de assunto confidencial. A Secretaria de Cidadania (Secid) também confirmou que, juntamente com a Secretaria de Segurança Comunitária, foi convocada pela Justiça para participar da operação de reintegração, em data que seria definida pela PM. O morador mais antigo no local vive ali há cerca de quatro anos e a maioria dos outros chegou em setembro do ano passado.

Grande parte deles chegou como refugiada, após sofrer despejo e disseram que estão dispostos a fazer acordo com a parte reclamante e pagarem pelos apartamentos, já que não têm para onde ir tampouco condições para pagar outra casa. “A gente sabe que é particular, mas a gente quer fazer um acordo e daí a gente paga. Não queremos morar de graça”, reforçou uma das líderes da associação informal de ocupantes do residencial, a autônoma Fernanda Aparecida Melo.

Segundo o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, as chances de não haver a reintegração é pequena, pois o juiz já deferiu a liminar. Mesmo alegando ter pouco conhecimento sobre o caso, ele explicou que é possível tentar uma negociação com a empresa proprietária, uma vez que não haveria tempo suficiente para conseguir judicialmente a suspensão da liminar. A única ajuda que a comissão pode dar a essas famílias é na tentativa de conciliação entre as partes ou na obtenção de prazo maior para as famílias saírem.

Demolição

Outra reivindicação dos moradores é que que os prédios fossem demolidos para que pudessem ali construir suas casas. A vendedora Rosimeire Rodrigues de Moraes, ocupante de um apartamentos do do residencial contou que ouviu de um dos policiais orientações para não se “esconder” atrás da imprensa, pois de nada adiantaria, já que a reintegração aconteceria de qualquer forma. Ela e mais representantes das cinco torres do condomínio teriam sido convidados a irem ao quartel da PM para tentar um acordo de reintegração pacífica, informou Fernanda.

Os moradores alegam que fizeram melhorias no local: capinaram o mato afastando os marginais e providenciaram infraestrutura básica para o funcionamento do residencial, como água, esgoto e luz. Por uma quantia mensal de R$ 100, dividem os gastos para a manutenção. E até uma guarita foi construída para garantir a segurança dos moradores.

Os 175 ocupantes temem a reintegração, mas ainda têm esperança de acordo, tanto é que cerca de 70 apartamentos estão vazios e o grupo de moradores continua aberto para o recebimento de propostas de pessoas que precisam de lugar para morar e se interessam pelo local. Para conseguir a autorização de mudança ao Residencial Ilhas do Sul, bastaria conversar com os ocupantes e pagar uma taxa de manutenção no valor de aproximadamente R$ 300.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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