OPINIÃO

Idéias e opiniões socialistas sobre Sorocaba

Levar a ciência para todos é o desafio dos socialistas.

Posted by alexproenca em outubro 3, 2009


Alexandre
alex.proenca@ibest.com.br
Interessante a história abaixo, que esta no site da BBC, é inegável o esforço do jovem, que através de suas ações, mudou para melhor, a sua vida e a vida da sua família.
Porém, uma contradição fica a mostra.
Num mundo, onde a tecnologia básica da geração de energia esta dominada, onde veículos espaciais chegam aos confins do sistema solar. Onde o fundo dos oceanos são atingidos. Onde computadores cada vez mais sofisticados são construídos. Fica a pergunta: será que esta família e milhões de famílias iguais, precisariam estar passando por esta situção?
Esta é a grande contradição do sistema capitalista: as conquistas da ciência são reservadas para poucos. A riqueza gerada é apropriada por poucos.
Inverter esta situação e levar as conquistas da ciência para todos, é o desafio dos socialista de todo o mundo.
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‘Muitos, inclusive minha mãe, pensaram que eu estava ficando louco’ disse Kamkwamba

William Kamkwamba em cima de um dos moinhos construídos por ele

A história verdadeira de um adolescente autodidata do Malauí que transformou a vida de sua família e de sua comunidade ao construir, com lixo, um moinho de vento para gerar eletricidade é tema de um livro que acaba de chegar às lojas nos Estados Unidos.

O menino William Kamkwamba, que ganhou uma bolsa de estudos e hoje frequenta a faculdade em Johanesburgo, na África do Sul, tornou-se um símbolo para ambientalistas como Al Gore e líderes empresariais em todo o mundo.

Uma foto sorridente do jovem, hoje com 22 anos de idade, foi capa da publicação americana Wall Street Journal.

E para muitos, não será surpresa se o livro The Boy Who Harnessed the Wind (O Menino Que Arreou o Vento, em tradução livre), do jornalista novaiorquino Bryan Mealer, acabar transposto para as telas de cinema.

Talento e Raça

As conquistas de Kamkwamba são ainda mais impressionantes se considerarmos que ele foi obrigado a abandonar a escola aos 14 anos porque sua família não podia pagar as anuidades de US$ 80.

Quando retornou à modesta propriedade da família no vilarejo de Masitala, no interior do Malauí, seu futuro parecia limitado.

Mas esta não é mais uma história de potencial africano sufocado pela pobreza.

O adolescente sonhava trazer eletricidade para seu vilarejo – apenas 2% das residências no Malauí possuem energia elétrica – e não estava disposto a esperar pela ação de políticos ou ONGs.

Em 2002, a urgência era ainda maior, pois o país foi assolado por uma das piores secas de sua história, resultando na morte de milhares de pessoas. A família de Kamkwamba quase não tinha o que comer.

O adolescente continuou a estudar usando a biblioteca no vilarejo.

Fascinado por ciências, encontrou, por acaso, em um livro caindo aos pedaços, uma foto de um moinho de vento.

“Fiquei muito interessado quando vi que o moinho podia produzir eletricidade e bombear água”, disse Kamkwamba à BBC News.

“Eu pensei: isso poderia ser uma defesa contra a fome. Talvez eu devesse construir um para mim”.

Quando não estava ajudando na plantação de milho da família, trabalhava no seu protótipo à noite, à luz de uma lamparina de parafina.

As atividades do menino foram alvo de chacota na comunidade, que tem cerca de 200 pessoas.

“Muitos, inclusive minha mãe, achavam que eu estava louco”, ele relembra. “Nunca tinham visto um moinho de vento antes.

Os vizinhos também estranhavam o fato de que Kamkwamba passava horas mexendo no lixo.

“Eles achavam que eu estava fumando maconha”, disse. “Eu dizia que estava fazendo um trabalho (ritual de magia)”.

Kamkwamba construiu uma turbina usando peças de bicicletas, uma hélice de ventilador de trator e pedaços de canos de plástico, entre outros objetos.

“Levei alguns choques subindo naquilo (no moinho)”, ele contou.

O produto final, uma torre de madeira com 5m, balançando na brisa sobre o vilarejo, parecia pouco mais do que os devaneios de um inventor maluco.

Mas as risadas dos vizinhos rapidamente se transformaram em admiração quando Kamkwamba conectou um farol de automóvel à turbina do moinho.

Quando as hélices começaram a girar na brisa, a lâmpada se acendeu e o vilarejo ficou em alvoroço.

Logo, o moinho de 12 watts estava bombeando energia para a família de Kamkwamba. E os vizinhos faziam fila para carregar seus telefones celulares.

‘Vento Elétrico’

A lamparina de parafina deu lugar a lâmpadas elétricas, um interruptor e outros aparatos, tudo feito com restos de lixo.

A história de Kamkwamba virou assunto de blogs no mundo inteiro quando o jornal Daily Times, de Blantyre, no Malauí, publicou um artigo sobre ele.

O adolescente também instalou uma bomba mecânica movida a energia solar – doada ao vilarejo – sobre um poço. Tanques de armazenamento foram adicionados à bomba e a região ganhou, pela primeira vez, uma fonte de água potável.

O moinho foi adaptado para 48 volts e sua base de madeira, comida por cupins, foi substituída por concreto.

Mais tarde, Kamkwamba construiu um novo moinho, batizado de Máquina Verde, para bombear água e irrigar a roça da família.

Logo, visitantes estavam viajando quilômentros para admirar o “vento elétrico” do menino prodígio.

Em 2007, Kamkwamba foi convidado para participar da prestigiosa conferência Technology Entertainment Design, na Tanzânia. Foi aplaudido de pé.

Ele foi capa do Wall Street Journal e tornou-se um símbolo mundial, participando de conferências em todo o planeta.

O ambientalista Al Gore declarou: “As conquistas de William Kamkwamba com energia eólica mostram o que uma pessoa, com uma ideia inspirada, pode fazer para combater a crise que enfrentamos”.

Hoje, Kamkwamba estuda na renomada African Leadership Academy, em Johanesburgo.

O jovem disse estar determinado, no entanto, a voltar para sua terra e completar sua missão de trazer energia não apenas para o resto do seu vilarejo, mas para todo o Malauí.

“Quero ajudar meu país e colocar em prática o que aprendi”, disse. “Tem muito trabalho para ser feito”.

O jornalista Bryan Mealer, autor de The Boy Who Harnessed the Wind, passou um ano acompanhando Kamkwamba para depois contar sua história.

“Passar um ano com William escrevendo esse livro me fez lembrar por que me apaixonei pela África”, disse Mealer, que tem 34 anos.

“É o tipo de história que comove todo ser humano e nos faz pensar no nosso próprio potencial”.

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