OPINIÃO

Idéias e opiniões socialistas sobre Sorocaba

Esquerda vence em El Salvador: cresce a onda vermelha na América Latina.

Posted by alexproenca em março 18, 2009


Olhe para o mapa da América Latina. Conte o número de países que seguem uma linha política de confrontação com os Estados Unidos, ou simplesmente de independência política.

No segundo grupo, estão Brasil, Argentina, Uruguai e – agora – o Paraguai de Fernando Lugo.

No primeiro grupo, da confrontação, estão Venezuela, Equador, Bolívia, Cuba e Nicarágua. Esses cinco fazem parte da ALBA (Alternativa Bolivariana das Américas), lançada por Hugo Chávez. Honduras e República Dominicana, apesar de não terem governos de esquerda propriamente, também aderiram à ALBA, atraídas pelo petróleo de Chavez.

Agora, mais um país da América Central se  integra à onda vermelha na América Latina: El Salvador. O país acaba de eleger o jornalista Maurício Funes para a presidência. Funes pertence à FMLN  – grupo guerrilheiro marxista que abandonou as armas e nos últimos 15 anos tentava chegar ao poder pelo voto. Conseguiu. Vitória emblemática porque foi em El Salvador, nos anos 80, que o governo Reagan despejou milhões de dólares e milhares de fuzis para conter o avanço dos grupos guerrilheiros de esquerda na região.

Funes: cresce a onda vermelha

Funes (que nunca foi guerrilheiro, mas tem uma proximidade histórica com a FMNL) já avisou que pretende fazer um governo mais parecido com o de Lula do que com o de Chavez.

De todo jeito, é mais uma derrota impressionante da direita na América Latina. A hegemonia dos Estados Unidos e a doutrina Monroe (América para os americanos… do norte), definitivamente foram enterradas.

Vale ressaltar que governos como o de Lula, nem de longe, podem ser apresentados como socialistas. Mas, são governos que não se curvam aos interesses dos Estados Unidos. São governos que dialogam com Washington, mas resguardando o projeto nacional.

O professor Emir Sader tem uma explicação para essa quebra da hegemonia dos Estados UNidos na região. Ele diz que na América Latina que a receita neo-liberal foi mais longe – com privatizações, aumento da desigualdade, desregulamentação. E por isso, é aqui que a reação aos anos terríveis do neo-liberalismo chegou com mais força.

Aliados mesmo dos Estados Unidos sobraram a Colômbia de Uribe, o México e (por enquanto)  o Peru de Alán Garcia (mas, lá, o presidente tem grande impopularidade; pode ser o próximo país a cair para a esquerda).

O aprofundamento da crise capitalista pode gerar confrontos e crises agudas numa região historicamente desigual. Se o desemprego crescer, a região pode explodir. A diferença é que, agora, a esquerda está no comando dos Estados nacionais. Isso não é pouco.

Não é à toa que a imprensa conservadora (no Brasil) está tão agitada. É perciso retomar o comando do Estado em 2010, pra começar a virar esse jogo

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