OPINIÃO

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IBOPE: CRISES POLÍTICAS NÃO ALTERAM POPULARIDADE DE LULA.

Posted by alexproenca em junho 30, 2008


IBOPE: CRISES POLÍTICAS NÃO ALTERAM POPULARIDADE DE LULA

Uma pesquisa CNI/Ibope mostra que a avaliação do governo do Presidente Lula se manteve estável em junho. Segundo o Ibope, 72% da população aprovam o Governo Lula, 68% da população confiam em Lula. De zero a dez, a nota do Presidente Lula é sete (clique aqui).

A diretora do Ibope Inteligência Márcia Cavallari disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta segunda-feira, dia 30, que as crises políticas não têm impacto sobre a popularidade do Presidente Lula porque são incompreensíveis para a maior parte da população.

“Para a população, para a grande maioria da população, ficam confusas (as crises políticas), porque as coisas não se completam, não se chega a uma investigação final. Então fica uma coisa muito nebulosa de se entender quem está certo, quem está errado… De forma que as questões econômicas, sim, isso a população sente muito diretamente no seu dia-a-dia, no seu bolso, no seu emprego, nas suas compras”, disse Márcia Cavallari.

Márcia Cavallari disse que o fato que mais afetou a população e impediu que a popularidade do Presidente Lula crescesse em relação à última pesquisa foi o crescimento da inflação. “É a forma mais concreta que a população tem de perceber isso. Fazer as suas compras e perceber as mudanças de preços”, disse Márcia Cavallari.

Leia a íntegra da entrevista com Márcia Cavallari:

Paulo Henrique Amorim – A CNI acaba de divulgar uma pesquisa que fez com o Ibope sobre a avaliação o Presidente Lula e a avaliação do Presidente Lula. E nós temos, Márcia, aparentemente, em três meses, 72% agora aprovam o Governo contra 73% á três meses atrás. A confiança pessoal no Presidente Lula se manteve, de zero a dez, em sete e 68% confiam no Presidente Lula, que é muito parecido com o que havia três meses atrás. Eu pergunto: por que essa estabilidade diante aparentemente de tantas crises políticas?

Márcia Cavallari – Acho que o que mais está contando é que essa pesquisa mostra que alguns indicadores relacionados à economia do país passaram a oscilar de forma negativa, quer dizer, começaram a ter um ponto de inflexão mais negativo com todas as perguntas que foram vistas de taxa de juros, de inflação, de percepção de aumento de inflação e tudo mais. Então, acho que a tônica do governo do Presidente Lula continua sendo a economia, então a crise política, enquanto a população está tendo condição de vida melhor, ela está avaliando mais positivamente o Governo. Começam a aparecer sinais de algum possível descontentamento na parte econômica, mas que ainda, como estamos no começo desse processo, ainda não foi suficiente para refletir de alguma forma na avaliação que fazem do Presidente Lula.

Paulo Henrique Amorim – Veja, nós enumeramos aqui: só nos últimos dois meses houve a crise da Varig, o depoimento da Denise Abreu, a crise do cartão corporativo, o aumento da inflação, a queda da Bolsa e a demissão da Marina Silva, com a crise do chamado desmatamento. Aparentemente, na sua avaliação, só o que pode vir a alterar a estabilidade dos números do Presidente é o aumento da inflação?

Márcia Cavallari – É a forma mais concreta que a população tem de perceber isso. Fazer as suas compras e perceber as mudanças de preços, porque todos esses outros fatos que você elencou, para a população, para a grande maioria da população, ficam confusos, porque as coisas não se completam, não se chega a uma investigação final. Então fica uma coisa muito nebulosa de se entender quem está certo, quem está errado, que está sendo punido, quem não está. As coisas parecem quer não têm fim, que a população não consegue ver o fim dessas investigações. Então, fica uma coisa muito nebulosa, uma coisa muito abstrata para a população. De forma que as questões econômicas, sim, isso ela sente muito diretamente no seu dia-a-dia, no seu bolso, no seu emprego, nas suas compras. Então, essas questões mais concretas são as que acabam importando mais no dia-a-dia, uma vez que a complexidade de todos esses fatos que você relatou são realmente mais difíceis de serem entendidos pela grande maioria da população.

Paulo Henrique Amorim – Você tem algum desmembramento, se eu posso chamar assim, por classe social, gênero, nível de instrução que chamasse a atenção, ou não?

Márcia Cavallari – Temos, todos os resultados estão tabulados por regiões do país. Então, por exemplo, a avaliação do Governo Lula, por exemplo, achar que o Governo está sendo ótimo ou bom, regular, ruim ou péssimo, você tem no total 58%. E quando você olha isso, por exemplo, por grau de instrução, você tem 66% entre as pessoas que têm até a quarta-série do ensino fundamental, contra 48% entre as pessoas que têm nível superior. Então, as pessoas que têm nível superior têm uma avaliação positiva 10 pontos menor do que a média brasileira. Quando você olha isso por região, na região Sul você tem 53% da população avaliando como ótimo e bom. No Sudeste você tem 52%. Mas, em contrapartida, você tem no Nordeste 71% avaliando o Governo como ótimo e bom. Então existem sim esse recorte de acordo com a região, de acordo com o nível de renda da população, de acordo com a avaliação que faz do Governo Lula.

Paulo Henrique Amorim – E você pode dizer que existe uma correlação entre nível de renda e aprovação do Governo Lula?

Márcia Cavallari – Sim. Então, tanto avaliando escolaridade quanto nível de renda, está correlacionado diretamente com grau de instrução e nível de renda, assim também com nível de informação que a gente tem. Por exemplo, o nível informação que cada um desses segmentos tem é diferente. Então, por exemplo, as questões que você levantou, quando olhamos apenas a pergunta “aprova ou desaprova a maneira como o Presidente Lula está governando?” 72% da população brasileira aprovam. Quando você olha isso por um grau de instrução, 78% entre os menos instruídos e 68% entre os mais instruídos. Então, entre esses mais instruídos, que têm 10 pontos a menos do que a média da população brasileira, nesse nível superior, pressupõe-se que eles têm muito mais informações e muito mais entendimento dos casos que você levantou.

Paulo Henrique Amorim – Agora, Márcia, a gente pode dizer que, todas as coisas levadas em consideração, podemos dizer que a popularidade do Presidente Lula está inabalada desde o começo do governo dele, com exceção daquele momento mais crítico do mensalão?

Márcia Cavallari – Sim. Na rodada passada, na pesquisa de março, foi o melhor momento para o Presidente Lula, desde que ele assumiu e essa rodada de agora mantém nesse patamar estável essa avaliação.

Fonte: www.paulohenriqueamorim.com.br

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