O EGITO DO ANTIGO IMPÉRIO.
CAPITULO X
O EGIPTO DO ANTIGO IMPERIO
1 – A economia e o regime social
O Estado esclavagista egípcio subsistiu perto de dois mil e quinhentos anos: desde o fim do IV milénio até ao ano 525 antes da nossa era, quando foi conquistado pelos Persas.
A história do Estado egípcio divide-se habitualmente em cinco períodos: Império Thinita, Antigo Império, Médio Império, Novo Império e Época Baixa.
Também se assinalam períodos transitórios. Os períodos dividem-se em dinastias. O Antigo Império, que se estende aproximadamente do século XXVIII até ao século XXIV antes da nossa era, começa na III dinastia e termina na VIII (aliás pouco se sabe das duas últimas dinastias).
Tal como na Mesopotâmia, a economia do Egipto baseava-se na cultura dos campos e na criação de gado, numa irrigação complexa, na viticultura, na arboricultura, com um material agrícola primitivo, de tipo neolítico. A picareta e o cesto, para o transporte de terra, eram os únicos instrumentos utilizados na abertura dos canais e na construção de barragens.
Lavrava-se com a picareta ou com o arado puxado por vacas. Para ceifar usavam-se lâminas de sílex com cabo de madeira. A uva era prensada com os pés e o trigo era batido fazendo andar o gado miúdo por sobre as espigas jacentes na eira..
Os instrumentos dos artesãos faziam-se de pedra, de madeira e de cobre; a maior parte destes últimos era forjada e não vazada nos moldes. Os instrumentos de cobre eram utilizados eorrentemente para trabalhar a madeira e sobretudo as pedras moles.
Por meio de facas e de martelos de cobre faziam-se barcos (alguns dos quais foram descobertos perto dos túmulos reais), charruas e outros objectos. Os trabalhadores de pedra egípcios, munidos com esses mesmos instrumentos primitivos, davam forma às lajes de calcário, que se adaptavam perfeitamente.
Chegaram-nos obras curiosas, baixos-relevos e frescos de túmulos, pertencentes à aristocracia egípcia, que representam diversos trabalhos agrícolas e a actividade das oficinas artesanais. Algumas dessas oficinas são especializadas: as de marcenaria-carpintaria, de tanoaria, de tecelagem produzem variados trabalhos, mas de um género determinado. Assim, as oficinas de marcenaria-carpintaria tanto produzem pequeninos objectos de madeira como grandes embarcações.
Outras agrupam pessoas de diferentes ofícios: ferreiros e ourives, curtidores, talhadores de pedra, etc. A maior parte dos artesãos são do sexo masculino; só a tecelagem, na época do Antigo Império, é reservada às mulheres. Um lugar à parte cabe às oficinas de tratamento de produtos alimentares, sendo as principais as padarias e as cervejarias.
Apesar do desenvolvimento dos ofícios, a economia permanece, no seu conjunto, natural. Se uma parte dos produtos é lançada no mercado, a troca conserva-se contudo primitiva: troca-se um produto por um outro; o peixe, por exemplo, é trocado por sandálias e os legumes são trocados por leques. Como ainda não existe a moeda, o cobre é trocado a peso.
Todavia, as relações económicas com os países vizinhos consolidam-se, designadamente com a Síria, de onde é importada a madeira de cedro. Mas as mercadorias chegadas da Síria ou da Etiópia são, de um modo geral, artigos de luxo inúteis para a maioria dos trabalhadores.
As relações sociais do Antigo Império são muito mal conhecidas: quase nada se encontrou, em documentos de negócios egípcios, semelhantes às tábuas de argila sumerianas do III milénio. Quanto às cenas que decoram as janelas dos túmulos, ilustram bem as técnicas de produção, mas não permitem saber ao certo a quem pertencia a terra nem qual era a condição social dos pastores, dos ceifeiros ou dos talhadores de pedra representados nelas.
Na sociedade egípcia a escravatura estava generalizada. Uma parte dos escravos era constituída por prisioneiros de guerra (etíopes ou líbios) que os reis do Egipto traziam das suas campanhas militares. Um soberano da IV dinastia gaba-se, nas inscrições, de haver feito de uma vez mil e cem prisioneiros e de outra sete mil.
Mas ao lado destes cativos, havia, entre os escravos, egípcios tidos como servos: a redução à escravatura de homens livres é mencionada em inscrições que datam do fim do Antigo Império. Também se sabe que os escravos se compravam e se podiam tornar a vender.
A sua condição não pode senão constituir objecto de hipóteses. Em todo o caso, a escravatura continuava a ser patriarcal: os escravos não tinham lugar à parte na produção; os homens livres e mesmo a aristocracia (senhores e sacerdotes) participavam rios trabalhos agrícolas e noutros.
De igual modo, parcas são as informações sobre a propriedade. Sem dúvida que o núcleo económico da sociedade era sempre a comunidade de vizinhança, que regulava a distribuição das águas sobre o seu terreno. E possível que a comunidade egípcia guardasse elementos do trabalho colectivo nas reparações de obras de irrigação ou na debulha do trigo: as aldeias deviam ter as suas eiras comuns.
Está-se muito mal informado sobre a organização interior da comunidade egípcia, mas é certo que no tempo do Antigo Império a terra e o gado podiam ser vendidos ou deixados em herança. Segundo V. Avdiev, os negócios da comunidade (distribuição de águas, demandas, etc.) teriam incumbido a uma assembleia especial (zazat).
À comunidade compreendia pequenas e grandes famílias patriarcais. O principal herdeiro era o primogénito, que recebia todo o património ou a sua maior parte. Aliás o chefe de família tinha o direito de legar os seus bens a um estrangeiro. A dona da casa gozava de um grande prestígio: o egípcio intitulava-se filho de Fulana e não de Fulano. Manifestam-se as sobrevivências do matriarcado ainda pelo facto de que a mulher podia governar o país e que (teoricamente) o trono do Egipto devia transmitir-se da mãe à filha.
Nos campos e nas oficinas do rei, dos templos e dos senhores, faziam-se trabalhar não apenas os escravos, mas também homens livres, designados em certos textos por mertu. Geralmente constituíam grupos dirigidos por chefes. As pinturas e esculturas dos túmulos representam esses chefes armados de um chicote ou de um cacete. Ignora-se se os mertus eram também membros de alguma comunidade ou se a haviam deixado por qualquer motivo. Alguns investigadores supõem mesmo que eram escravos, mas nem todos estão de acordo.
Os escribas fiscalizavam rigorosamente tudo o que faziam os trabalhadores. Durante a execução da tarefa eles recebiam alimentos: pão, cerveja e legumes. Não sabemos como é que se organizavam as faxinas; o que é certo é que elas não ocupavam todo o tempo dos trabalhadores: estes podiam trabalhar por sua própria conta e vender no mercado o que produziam.
A classe dominante abrangia a nobreza da corte e a aristocracia dos nomos (os monarcas, a maior parte dos quais descendiam de soberanos de nomos). Os senhores possuíam vastos domínios que abrangiam aldeias distintas. A economia era gerida por um numeroso pessoal, composto de funcionários e de escribas. Uma parte dos bens dessa economia era hereditária, mas os nobres recebiam também terras do rei, como recompensa pelos seus serviços. O alto sacerdócio pertencia igualmente à classe dominante.
Além da alta aristocracia, existiam pequenos funcionários e sacerdotes que tinham dois ou três escravos (em geral do sexo feminino). Não podiam edificar túmulos sumptuosos, mas ocupavam igualmente túmulos ornados de inscrições e esculturas.
Carol disse
Oi …..
Estou pesquisando o EGITO e suas Dinastias …….O trabalho de voces ficou legal muito imteresante !!!
Mas só uma coisinha tem que ter uma conclusão só do ANTIGO IMPERIO !!!Mas valeu a pena procurar aqui !!!
Tchau e só não gostei disto mesmo !!!
Mauricinho disse
ei!!!!!não era isso que eu estava procurando…
mas ja que apareceu, né?
tudo blz…
mas ajudou muito na minha pesquisa sobre as mulheres do egito
valeu!!!!!!
lanninha disse
esta bom, falta falar mais sobre as aldeias………………………….
Aysla disse
ooi,
gostaria de saber uma conclusão pra um trabalho sobre egito (:
ailaht disse
Eu ñ achei o que eu estava procurando.
Eu acho que pode botar Os grupos mais e menos importantes do Egito Antigo em ordem e suas funções.
VALNEIDE disse
OI EU ACHO QUE DEVERIA TER MAS COISA…
isabela disse
Oie…
Ficcoumuitoo boom…Mas eu queria saber uma conclusão!!!
jessica disse
AHAM, ME ADD NO ORKUT !!
jeh_chuquel@mtv.com
andeson disse
oe!!!!
essa opinião é otima!!!!!!!!!!!!!!!!!
me ajudou na minha pesquisa!
jessica disse
aham, é otima, é ah melhor de todas
phelipee disse
oiii…bom queria dizer que a escrita ta boa e isso me auxiliou muito mais queira dizer q faltou a conclusão pro trabalho ficar melhorr..
jessica disse
uhuhu, é di maiissss ;p