OPINIÃO

Idéias e opiniões socialistas sobre Sorocaba

As relações sociais após as conquistas.

3 – As relações sociais após as conquistas

A política agressiva dos faraós da XVIII dinastia conduziu a uma ampliação do Estado. O antigo sistema de governo, que já não satisfazia às novas condições, foi modificado. Em vez de um ministro ficou a haver dois: um para o Sul e outro para o Norte. Mas o do Sul conservou a supremacia e resolvia as questões capitais que respeitavam a todo o país.

O seu ministério, servido por grande número de funcionários e de escribas, englobava todos os departamentos: administração, irrigação, bens fundiários, justiça, finanças, exército. Todos os serviços, as autoridades locais do Estado e as comunitárias, deviam prestar-lhes relatórios periódicos.

Ele examinava os pedidos, julgava pessoalmente quais eram as questões de importância, dirimia os litígios interiores, ratificava os testamentos. As questões fundiárias eram particularmente importantes e estavam de novo na dependência do faraó.

As conquistas exerceram uma sensível influência nas relações sociais. Dois grupos se dividiam para exercer a primazia. O primeiro compreendia a nobreza da corte e o sacerdócio. Este último ficara fabulosamente rico à custa dos países e povos conquistados e tinha, além disso, reforçado a sua autoridade com a extensão dos seus domínios.

Uma grande parte das terras, com toda a sua gente, havia sido cedida aos templos. Assim, os templos ficaram a ser grandes proprietários fundiários. O mais favorecido, o de Amon, em Tebas, recebia incessantemente novos domínios. Thutmés III entregou a Amon (os melhores campos e pomares do Alto e do Baixo Egipto, terras cultivadas, asiáticos e negros cativos que deviam encher os celeiros do deus»».

O templo de Amon possuía mais terras e escravos, e dispunha de maior número de aldeões do que todos os outros templos no conjunto. Esta distinção desempenharia uru importante papel na história ulterior do Egipto.

O segundo grupo dirigente era a casta militar, de origem recente, formada por oficiais médios e superiores. Os superiores, nomeados pelo faraó para os elevados postos da administração central e do Palácio, tinham a possibilidade de agir na política interna.

Os oficiais médios, e às vezes os oficiais subalternos, recebiam terras pelos seus serviços e, em face do seu grande número, constituíam um apreciável apoio do poder real. É pois natural que o faraó ficasse atento aos seus desejos.

A condição dos aldeões continuava sem modificação. Os membros das comunidades eram sempre sobrecarregados com impostos e trabalhos braçais para o rei e para os templos. As conquistas tornaram esse jugo ainda mais pesado, incitando os vencedores a retomarem em maior escala a construção de novos templos e palácios.

O Egipto foi ornado com edifícios imensos, de um esplendor e beleza sem precedentes, cujas ruínas suscitam nos nossos dias a admiração dos visitantes. Mas para os aldeões do Novo Império, esses trabalhos significavam um penoso trabalho forçado.

Os prisioneiros de guerra e os habitantes dos países conquistados vinham engrossar o número dos escravos. Não é possível saber ao certo o seu número, mas cifram-se em qualquer caso nas dezenas de milhares.

Os escravos eram repartidos desigualmente. O rei e os templos detinham a maior parte. A nobreza da corte e a aristocracia militar também tinham muitos. Depois de cada campanha o faraó distribuía generosamente os prisioneiros. Os textos mostram que simples soldados, agricultores e artesões tinham às vezes dois ou três escravos.

Eram empregados nos campos, nas minas, no transporte de carga, como servidores dos templos, etc.

As conquistas favoreceram, igualmente, o comércio externo, monopólio do faraó e dos sacerdotes de Amon. O comércio efectuava-se mandando expedições especiais para o sul, ao Ponto, e às ilhas do Mar Egeu, pois após a conquista da Palestina e da Síria tudo o que os sacerdotes quisessem daí obter era entregue a título de tributo anual. Só a cidade de Tiro é que conservou o direito de manter relações comerciais com o Egipto.

Duas grandes expedições foram enviadas ao Sul, uma pela rainha Hatshepsut (única Faraó mulher)e a outra por Thutmés III. A mais importante, a de Hatshepsut, trouxe enormes quantidades de marfim, de resinas odoríferas, de ébano, de prata e ouro, de mirtos, de macacos, de cães e de escravos.

Faraós e templos trocavam os frutos da pilhagem por artigos importados pelos mercadores reais, da Babilónia, de Chipre, de Creta e de outras ilhas do Mar Egeu.

 Os mercadores deviam fazer as suas primeiras ofertas ao faraó e ao “deus Amon”, vendendo depois só o que restasse. Isso descontentava os sacerdotes dos outros templos, assim como os próprios mercadores, cujo número havia aumentado substancialmente na época do Novo Império.

Os novos-ricos, antigos pequenos proprietários de escravos, opunham-se à velha nobreza da corte e aos sacerdotes. Assim,na sociedade egípcia de Thutmés III os antagonismos acentuavam-se, não somente entre esclavagistas e trabalhadores, mas até no seio deles.

Uma resposta to “As relações sociais após as conquistas.”

  1. Cassia said

    O comentario ate que foi bom mais poderia ter sido mais objetivo,deixando a leitura mais prazeroza.Mais ficou excelente…

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