A política interna e externa do Médio Império do Egito.
2 – A política interna e externa do Médio Império
O fundador da XII dinastia foi Amenemhat 1, que reprimiu definitivamente as tendências separatistas dos nomarcas e criou um poderoso Estado. Mas, muito embora reconhecendo o poder central do faraó, os nomarcas guardaram uma autonomia local.
Os nomos conservavam a sua administração, a sua justiça, o seu fisco, instituído nas dinastias anteriores, assim como forças armadas independentes. Os faraós deviam limitar-se a mandar aos nomos representantes e fiscais, que superintendessem na colecta das contribuições em espécie e no envio de homens para os trabalhos reais. Os nomarcas reservavam-se o direito de cobrar os impostos e de recrutar a mão-de-obra para o rei e para eles mesmos.
Sob o ponto de vista de contribuições, o território de certos grandes nomos divide-se em duas zonas: a do rei e a do nomarca. Os nomarcas, perante ordem do faraó, deviam segui-lo nas suas expedições militares. Mas eles comportavam-se como régulos, intitulavam-se « senhores», construíam túmulos e erigiam templos às divindades locais.
Os faraós do Médio Império exerciam funções e tomavam medidas que respeitavam ao Egipto todo. Assinalaremos a este propósito a preocupação que eles tiveram em reparar e me].horar o sistema de irrigação. Os mais importantes destes trabalhos foram executados a 50 quilómetros a sudoeste de Mênfis, onde existia, desde tempos imemoriais, uma vasta depressão situada a 40 metros abaixo do nível do mar.
As cheias do Nilo haviam-na transformado num grande lago – o lago Moeris – cercado de pântanos, O faraó Amenemhat III 1849-1801) mandou realizar grandes trabalhos para secar essa região. Construíram-se diques maciços à roda do lago e abriram-se canais para a sua alimentação e para a evasão das águas supérfluas. Mais de 2500 hectares de terras foram secos, de modo a ficarem cultiváveis. Aí se erigiram duas estátuas colossais do faraó, um palácio, um templo, e toda uma cidade nasceu ali em volta.
Outras medidas de alcance nacional visavam a defesa das fronteiras. Pelo fim do Antigo Império já as tribos semíticas nómadas da Arábia começavam a penetrar no Egipto. A esta ameaça vinda de leste juntava-se o perigo de invasão pelos Etíopes, pelo lado sul. Para o evitar, fortificou-se a fronteira oriental do lado de lá do Deita. Recomeçaram as guerras e terminaram com Senusret III, pai dc Amenemhet III, com a submissão das tribos etíopes ao longo de 300 quilómetros do Nilo.
Na nova fronteira, perto das actuais localidades de Kummet e de Semneh, construiu Senusret III duas poderosas fortalezas, cujas ruínas se conservaram até aos nossos dias. A defesa das fronteiras exigia um exército permanente. Os faraós tinham necessidade dele para manterem o seu poder no interior do país. Esse exército foi constituído exclusivamente por Egípcios. Ignoramos como era recrutado e com que dinheiros era mantido.
Os faraós do Médio Império mandavam também expedições comerciais, principalmente à Fenícia: a Gebal e a Ugarit, no Norte do país. Estabeleceram também o tráfico com os países egeus. O comércio foi mais activo do que no tempo do Antigo Império, pois na XII dinastia havia já uma importante camada de mercadores e de feitorias.
Todos estes factores conduzem a um desenvolvimento das forças produtivas, como nunca conhecera o Antigo Império. O melhoramento do sistema de irrigação contribui para a prosperidade da agricultura; os ofícios aperfeiçoam-se. As escavações fornecem elementos interessantes acerca das cidades egípcias. A evolução dos ofícios e do comércio consolida a produção mercantil, sobretudo no fim do Médio Império, quando o ouro se torna a medida do valor. A afluência desse metal ao Egipto é garantida pela ocupação das minas da Etiópia.
aline pereira dos santos disse
oii eu achei tudo que eu queria aqui mas o que faltou foi conclusão que com ela as pessoas entendi mais sobre o texto que está lendo…
bjos xauxau…..