Posts de dezembro \20\UTC 2011
A Privataria Tucana – O Filme.
Publicado por alexproenca em dezembro 20, 2011
Enviado em Temas diversos | Deixar um comentário »
Vitória dos trabalhadores!
Publicado por alexproenca em dezembro 17, 2011
Fonte: Sindicato dos Condutores de Sorocaba
Urbes não terá dinheiro público para recorrer contra os ex-funcionário da TCS.
Os trabalhadores do transporte público de Sorocaba realizaram na manhã desta sexta-feira, 16, um protesto na Câmara Municipal e garantiram a rejeição do projeto de lei da Prefeitura que solicitava a liberação de R$ 1 milhão para a Urbes – Trânsito e Transportes recorrer de ações trabalhistas movidas pelos ex-funcionários da TCS (Transporte Coletivo Sorocaba).
A Justiça condenou em segunda instância a Urbes, na condição de responsável solidária, a pagar, junto com a TCS, todas as verbas rescisórias as quais os ex-funcionários da TCS têm direito. A Urbes, que é uma empresa pública de direito privado, requereu dinheiro público para recorrer dessa decisão.
Protesto
A adesão ao protesto foi de 100% da categoria. Os trabalhadores começaram a recolher os ônibus para o estacionamento do Paço Municipal às 8h. Todos os trabalhadores das empresas CS (Consórcio Sorocaba) – ex-funcionários da TCS – e da STU (Sorocaba Transporte Urbano) acompanharam a sessão da Câmara Municipal e só retornaram à atividade após a votação e rejeição do projeto de lei.
Em primeira discussão, os vereadores aprovaram o repasse de verba para a Urbes, a votação foi 6 contra e 14 a favor. Na sessão extraordinária ocorrida hoje, todos os 20 vereadores votaram contra o projeto de lei de repasse de R$ 1 milhão para a Urbes.
Histórico
A empresa TCS sofreu intervenção municipal em julho de 2008 por problemas com a Justiça. Em dezembro de 2009, a Prefeitura cancelou o contrato de concessão para a TCS operar o lote 1 do transporte público urbano.
Desde o início da intervenção, o Sindicato bloqueou (arrestou) os bens da empresa como garantia de pagamento dos trabalhadores e entrou com processos na Justiça para assegurar o pagamento de todas as verbas rescisórias.
A Justiça reconheceu o direito dos trabalhadores de receber as verbas rescisórias e os processos continuam tramitando para ver quem pagará as dívidas trabalhistas.
Enviado em Temas diversos | Deixar um comentário »
Conselho Superior do MP decide: Manicômios da região de Sorocaba vão ser investigados, mesmo.
Publicado por alexproenca em dezembro 17, 2011
Fonte: Vi o Mundo
por Conceição Lemes
A região de Sorocaba, interior paulista, tem a maior concentração de leitos psiquiátricos SUS do Brasil. Somam 2.792, distribuídos em sete manicômios de grande porte.
Quatro situam-se no próprio município de Sorocaba: Vera Cruz, 512 leitos; Mental, 363; Teixeira Lima, 254; e Jardim das Acácias, 240.
Na estrada que liga Sorocaba a Salto de Pirapora (cidade a 15 quilômetros), estão dois: Santa Cruz, 503 leitos, e Clínica Salto, 455.
Há ainda o Vale das Hortências (465 leitos), em Piedade, município a 30 quilômetros de Sorocaba. Com exceção do Jardim das Acácias, gerenciado por entidade beneficente sem fins lucrativos, os demais são empresas privadas.
Pois pesquisa realizada nesses sete hospitais psiquiátricos por Marcos Roberto Vieira Garcia, doutor em Psicologia Social e professor do campus de Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), abriu uma verdadeira caixa de Pandora, que revelou a precariedade e desumanidade desses serviços:
* De janeiro de 2004 a julho de 2011, os sete manicômios tiveram 825 mortes de pacientes SUS. Dá um óbito a cada três dias nos últimos oito anos.
* Apresentaram mortalidade 100% a 119% maior do que a registrada em outros 19 manicômios do estado de São Paulo. Dos sete investigados, o Jardim das Acácias foi onde ocorreram menos óbitos; seus índices, porém, são um pouco piores do que a média do estado.
* Os pacientes falecidos tinham 53 anos, em média; no restante do estado de São Paulo, 62.
* Houve aumento significativo de mortes nos meses frios, fato que não se repetiu nos manicômios do restante do estado.
* A concentração de óbitos por doenças infecto-contagiosas (em especial, as respiratórias) e por motivos não esclarecidos é significativamente maior que nos outros grandes manicômios do estado de São Paulo no mesmo período.
Tão grave quanto essas descobertas foi a “resposta” dos seis manicômios privados da região de Sorocaba: abertura de processo contra Marcos Garcia e Lúcio Costa. O Jardim das Acácias foi o único dos hospitais denunciados que não abriu processo.
O professor Marcos Garcia coordena o grupo de pesquisa “Saúde Mental e Cidadania”, certificado pelo Conselho.
Lúcio Costa é psicólogo e integra o Fórum da Luta Antimanicomial de Sorocaba. O Flamas, como é conhecido, reúne professores de diferentes universidades e profissionais de diversas especialidades que atuam em serviços de saúde, assistência social e jurídica do município de Sorocaba.
Alegações dos hospitais para processá-los: divulgação de “afirmações falsas”, dados “inexatos”, “equivocados”, “trabalho eivado de inconsistências e erros”.
“Os hospitais psiquiátricos de Sorocaba (Vera Cruz e Mental, Teixeira Lima) e região (Piedade [Vale das Hortências] e Salto de Pirapora [Clínica Salto de Pirapora e Santa Cruz]) pedem na Justiça indenização por danos patrimoniais e morais em razão dos danos que suportaram decorrentes da atuação do movimento antimanicomial em Sorocaba”, afirma ao Viomundo o advogado Rodrigo Gomes Monteiro. “De forma irresponsável (e mentirosa), passaram a propalar que os hospitais psiquiátricos desrespeitavam os direitos humanos de seus pacientes e neles existia um alto número de mortes.”
“Essa ação na Justiça é fora de qualquer propósito, um disparate completo”, rechaça o professor Marcos Garcia. “Todos os dados da pesquisa são do DATASUS, portanto oficiais. Qualquer pessoa que saiba usar o software adequado, pode conferi-los. A reação dos hospitais denunciados abre um precedente perigoso. Afinal, é uma tentativa flagrante de cercear a liberdade de pesquisa no Brasil.”
Para se defender e processar Garcia e Costa, os seis manicômios baseiam-se, entre outros documentos, no parecer do promotor público Jorge Alberto de Oliveira Marum, que atua em Sorocaba. Ele determinou o arquivamento do inquérito para investigar as denúncias por considerar que tinham conotações políticas, partidárias e eleitorais:
“Os dados estatísticos apresentados no texto elaborado pelo Flamas foram claramente manipulados para impressionar a opinião pública e agentes do poder público contrariamente aos hospitais psiquiátricos”.
O Conselho Superior do Ministério Público Estadual de São Paulo, no entanto, discorda. Em reunião realizada no dia 29 de novembro, rejeitou — por unanimidade — o arquivamento, defendido pelo colega Jorge Marum. O conselheiro relator foi o doutor Clilton Guimarães dos Santos. O conselheiro-secretário, doutor Antonio Carlos da Ponte, assina a deliberação.
“NUNCA IMAGINEI QUE A SITUAÇÃO FOSSE TÃO RUIM”
Atualmente, Sorocaba, que tem população de 593.775 habitantes, é a segunda cidade brasileira em número de leitos psiquiátricos SUS. A vizinha Salto de Pirapora, com 40 mil habitantes, a quinta. Rio de Janeiro, São Paulo e Recife, com populações muito maiores, ocupam, respectivamente, a primeira, a terceira e a quarta posição nesse ranking nacional
“Quase todos os manicômios da região de Sorocaba surgiram na época da ditadura militar, quando a política de saúde era expandi-los”, observa Marcos Garcia. “A partir de 2001, com a aprovação da reforma psiquiátrica no Brasil, os hospitais psiquiátricos foram sendo desmontados no país. Na região de Sorocaba, não.”
Apesar de esses hospitais não terem levado adiante a reforma psiquiátrica, não se tinha até o estudo de Marcos Garcia uma avaliação da situação desses serviços. Talvez por seus pacientes serem pobres, “invisíveis”, sem voz, frequentemente abandonados por familiares.
Foi então que, em meados de 2010, integrantes do Flamas procuraram Marcos para que ele fizesse um levantamento dos indicadores da situação dos hospitais psiquiátricos na região de Sorocaba.
“Aceitei pelo fato de a região ter a maior concentração de leitos psiquiátricos do país, o que por si só já justificava a importância do tema”, revela. “Pesquisar, in loco, nos hospitais seria impossível, os proprietários não permitiriam. Daí surgiu a ideia de se analisar os óbitos desses hospitais registrados no DATASUS, para ver se nos davam alguma pista.”
A pesquisa, idealizada em meados de 2010, é parte das suas atividades como docente do campus de Sorocaba da UFSCar. Ela seguiu a lógica comum da produção acadêmica regular: pesquisa exploratória, identificação do problema, elaboração do projeto, coleta de dados, apresentação de resultados preliminares em Congressos e similares, finalização da pesquisa, publicação e disseminação dos resultados.
“Eu não tinha nenhuma hipótese a priori”, frisa o pesquisador. “Mas à medida que a realidade foi se revelando, foi um susto. Eu nunca imaginei que a situação nos hospitais psiquiátricos da região de Sorocaba fosse tão ruim.”
Possíveis causas para essa realidade terrível: baixo número de funcionários (bem inferior ao exigido pela legislação) e demora para encaminhar pacientes com problemas físicos de saúde a um hospital geral, entre outras.
AUDITORIAS CONFIRMAM OS RESULTADOS DA PESQUISA
Logo após a divulgação dos resultados preliminares do estudo, os donos dos hospitais passaram, é claro, a desqualificá-lo e a atacar o autor.
Porém, devido à reconhecida seriedade e competência do pesquisador, o estudo recebeu, de cara, apoio de duas importantes sociedades científicas: Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme) e Associação Brasileira de Psicologia Social (Abrapso).
Além disso, várias instituições e órgãos independentes fizeram fiscalizações in loco nos hospitais denunciados, confirmando muitos dos problemas levantados por Marcos Garcia. O relatório completo pode ser lido no site http://liberdadedepesquisa.blogspot.com
No Hospital Psiquiátrico Vera Cruz, por exemplo, a inspeção foi realizada pelo Grupo Multidisciplinar de Peritos Independentes para a Prevenção da Tortura e Violência Institucional da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que, entre outras coisas, revela:
A causa mortis, na verdade, foi indeterminada em quase metade dos casos. Dentre os casos de óbito não esclarecido, 23,52% das mortes ocorreram em pacientes jovens, com idade inferior a 40 anos.
Existe também uma quantidade relativamente elevada de óbitos por “infarto do miocárdio” (18,33 % dos óbitos), sendo que entre os mortos por esta causa 36,33 % correspondem a pacientes jovens, com idade inferior a 40 anos, uma taxa que é considerada elevada para pacientes nesta faixa-etária.
Entre as mortes por doenças infecciosas respiratórias, 16 (80% dos casos) ocorreram entre os meses de maio a agosto, os mais frios do ano. A incidência relativamente elevada de óbitos por complicações respiratórias nessa época pode guardar relação com o precário isolamento contra frio, vento e umidade proporcionado pelas janelas quebradas.
O Departamento Nacional de Auditoria do SUS também fez auditoria no Vera Cruz e constatou várias estranhezas no registro de óbitos ali ocorridos, entre elas:
Os registros anotados no prontuário não permitem, na maioria das vezes, concluir pela causa declarada de morte.
As declarações de óbito de pacientes do Hospital Psiquiátrico Vera Cruz têm pouca variação nas causas de óbito.
Há uma concentração de óbitos por infecção pulmonar em julho de 2008, quando faleceram 10 pacientes com pneumonia (47,6%) do total de 21 casos identificados entre os anos de 2006 a 2010 no Hospital Psiquiátrico Vera Cruz.
A inspeção no Hospital Psiquiátrico Mental foi feita por representantes de vários órgãos e entidades, entre os quais a própria Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Defensoria Pública do Estado de São Paulo, da Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e do Conselho Regional de Psicologia de 6ª Região (CRP-SP). Ela recomenda o fechamento desse manicômio devido à constatação de várias situações de violação de direitos humanos.
Já a inspeção realizada pela Unidade de Auditoria e Controle da Secretaria de Saúde de Sorocaba nos sete hospitais psiquiátricos da região concluiu para todos que houve:
… demora no encaminhamento ou retorno ao hospital geral de referência e falta de acolhimento para internação em hospital geral [ para os pacientes com problemas físicos de saúde].
PROMOTOR DE SOROCABA SE ESCUDA EM FERREIRA GULLAR E REINALDO AZEVEDO
Não à toa o Conselho Superior do Ministério Público Estadual de São Paulo (MP-SP) rejeitou o arquivamento do inquérito, decidido pelo promotor público de Sorocaba.
No relatório (veja o trecho abaixo), o doutor Clilton Guimarães dos Santos observa que para o colega Marum:
1) não há nada errado com esses hospitais;
2) não se pode atribuir as mortes e outras ocorrências neles à gestão dos manicônios;
3) não é problemático o fato de os seus gestores serem muitas vezes curadores de pessoas custodiadas para tratamento.
Atenta ainda para o fato de o promotor Marum se escudar em textos de dois não especialistas na matéria: o poeta Ferreira Gullar e o jornalista Reinaldo Azevedo, da revista Veja.
O conselheiro Clilton Santis salienta também a falta de isenção do colega para analisar uma questão técnica, julgando-a segundo sua visão pessoal:
Daí a conclusão do conselheiro-relator, que foi aprovada por unanimidade pela plenária do Conselho Superior do Ministério Público Estadual de São Paulo:
PESQUISADORES E ENTIDADES DE SAÚDE REAGEM
O professor Marcos Garcia e o psicólogo Lúcio Costa ainda não foram notificados oficialmente sobre a abertura do processo. Porém, o Diário Oficial do Estado de São Paulo já publicou a informação.
“Esse processo implica conseqüências perigosas para a pesquisa científica, tanto local, quanto nacionalmente”, adverte Marcos Garcia. “A possibilidade de as empresas privadas, como os seis manicômios, moverem ação contra pesquisadores pode impossibilitar qualquer pesquisa cujos resultados contradigam os seus interesses financeiros.”
Em resposta a esse cerceamento da liberdade de pesquisa, pesquisadores e entidades lançaram oManifesto em Defesa da Liberdade de Pesquisa no Brasil:
Vimos por meio desta manifestar nossa preocupação em relação ao processo movido pelos hospitais psiquiátricos privados da região de Sorocaba contra o Prof. Dr. Marcos R V Garcia, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) pela divulgação de pesquisa que investigou os óbitos ocorridos nestes hospitais.
Trata-se de um precedente perigoso de tentativa de cerceamento à liberdade de pesquisa em nosso país, pois pode levar à abertura de processos semelhantes contra pesquisadores cujos resultados de pesquisas contradigam interesses financeiros de empresas.
O manifesto pode ser assinado tanto por professores e pesquisadores quanto por cidadãs e cidadãos solidários à causa. Pode ser vista este e-mail: liberdadepesquisa@gmail.com Ou por meio de comentário AQUI.
O manifesto já conta mais de 600 apoios, entre associações científicas, grupos de pesquisa,entidades de psicologia (como o Conselho Regional de Psicologia de Sâo Paulo), professores e pesquisadores de 25 estados brasileiros e de outros países, além de personalidades públicas e de pessoas solidárias à causa.
O documento, que será encaminhado ao CNPq, já foi entregue à presidenta Dilma Rousseff, durante o prêmio de Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência daRepública. O Flamas, de Sorocaba, foi um dos ganhadores de 2011.
Enviado em Temas diversos | Deixar um comentário »
Paralisação dos motoristas de ônibus em Sorocaba.
Publicado por alexproenca em dezembro 16, 2011
Esta situação era previsível, em artigos anteriores aqui no blog, já havíamos alertado sobre esta situação.
A prefeitura terceiriza o transporte publico em Sorocaba, e sobre ela sempre vai recair as dividas trabalhista, quando estas não são pagas pelas empreiteiras.
O mesmo acontece em outros setores, e já devem chegar aos milhares os processos contra a prefeitura de Sorocaba.
Na prefeitura de Votorantim aconteceu semelhante, quando um trabalhando de uma empresa terceirizada morreu em consequência de um acidente de trabalho, e a empresa não pagou a indenização. Sobrou para a prefeitura pagar, e foi um valor considerável.
Todos estes contratos que promovem as terceirizações, são grandes bombas relógios contra a prefeitura de Sorocaba.
—————————————————————————————————————————————————————————————
Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul
Desolada, usuária olha para o interior do Terminal vazio. Milhares de pessoas foram prejudicadas – Por: Fábio Rogério |
| Mais fotos… |
A dona de casa Maria Teresa da Silva André, de 46 anos, estava irritada, por volta das 10h30, em frente o terminal de ônibus Santo Antônio. Ela saiu do Conjunto Habitacional Ana Paula Eleutério (Habiteto) antes das 8h e quando chegou ao terminal soube que não havia ônibus para levá-la até a Policlínica, na Santa Rosália, onde faria dois exames de cardiologia.
Já o taxista Lourival Bezerra da Silva, de 67 anos, terminou o turno de trabalho às 8h e estava revoltado com a ausência de ônibus no Centro. ”Como que eles podem fazem uma coisa dessas?”, desabafou, depois de ficar quase três horas à espera de condução para ir para casa.
Em frente o terminal de ônibus São Paulo houve protesto de usuários. Agentes do terminal, de trânsito e Guardas Civis Municipais ouviram as reclamações em silêncio. “Tudo isso aqui é um absurdo. Esses motoristas estão errados.”, gritou Júlio César de Oliveira. Giceli Pedroso, de 33 anos, foi à pé da sua casa no Parada do Alto até o terminal São Paulo, para conseguir seguir para Alumínio, onde trabalha.
Próximo das 11h inda foi possível averiguar pontos de ônibus de toda a cidade lotados. Muitos seguiram a pé para o trabalho ou para casa. Houve até disputa por táxis. Na avenida Itavuvu, um ônibus que fazia o percurso no sentido bairro/Centro mas não parou num dos pontos. Foi o suficiente para arrancar xingamentos das pessoas que aguardavam pelo transporte.
A professora Rai Carvalho, de 30 anos, estava nervosa. Junto da filha Marina, de 4 anos, ela esperou por quase três horas transporte para a creche onde trabalha, no Campolim.
Urbes
A Urbes – Trânsito e Transporte informou em nota que também foi pega de surpresa e reconheceu que a paralisação foi arbitrária, causando prejuízos à população. A autarquia estimou que cerca de 70 mil pessoas foram prejudicadas diretamente, de um total de 190 mil pessoas que utilizam os serviços nas sextas-feiras do mês de dezembro.
O protesto envolveu cerca de 30% dos 1.200 funcionários do serviço de transporte, como motoristas, agentes de bordo e fiscalização das atuais concessionárias, que dispõe de um total de 384 veículos. A empresa não respondeu às questões referentes a necessidade de um plano de emergência do transporte coletivo.
Enviado em Temas diversos | 1 Comentário »
Serra e a Privataria Tucana.
Publicado por alexproenca em dezembro 15, 2011
Enviado em Temas diversos | Deixar um comentário »
E você, não vai ajudar a divulgar?
Publicado por alexproenca em dezembro 15, 2011
Enviado em Temas diversos | Deixar um comentário »
A Privataria Tucana.
Publicado por alexproenca em dezembro 14, 2011
Enviado em Temas diversos | Deixar um comentário »
Gilberto Maringoni: Internautas driblam a censura privata.
Publicado por alexproenca em dezembro 13, 2011
Fonte: Blog Vi o Mundo.
A mídia não sabe o que fazer com “A privataria tucana”
Um curioso espírito de ordem unida baixou sobre a Rede Globo, a Editora Abril, a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e outros. Ninguém fura o bloqueio da mudez, numa sinistra brincadeira de “vaca amarela” entre senhores e senhoras respeitáveis. Como ficarão as listas dos mais vendidos, escancaradas por jornais e revistas? Ignorarão o fato de o livro ter esgotado 15 mil exemplares em 48 horas?
por Gilberto Maringoni, na Carta Maior
Há uma batata quente na agenda nacional. A mídia e o PSDB ainda não sabem o que fazer com A privataria tucana, de Amaury Ribeiro Jr. A cúpula do PT também ignora solenemente o assunto, assim como suas principais lideranças. O presidente da legenda, Rui Falcão, vai mais longe: abriu processo contra o autor da obra, por se sentir atingido em uma história na qual teria passado informações à revista Veja. O objetivo seria alimentar intrigas internas, durante a campanha presidencial de 2010. A frente mídia-PSDB-PT pareceria surreal meses atrás.
Três parlamentares petistas, no entanto, usaram a tribuna da Câmara, nesta segunda, para falar do livro. São eles Paulo Pimenta (RS), Claudio Puty (PA) e Amaury Teixeira (BA). O delegado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) começa a colher assinaturas para a constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre os temas denunciados no livro. Já o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) indagou: “Nenhum jornalão comentou o procuradíssimo livro A privataria tucana. Reportagens sobre corrupção têm critérios seletivos?”
O silêncio dos coniventes
O silêncio maior, evidentemente, fica com os meios de comunicação. Desde o início da semana passada, quando a obra foi para as livrarias, um manto de silêncio se abateu sobre jornais, revistas e TVs, com a honrosa exceção de CartaCapital.
As grandes empresas de mídia adoram posar de campeãs da liberdade de expressão. Acusam seus adversários – aqueles que se batem por uma regulamentação da atividade de comunicação no Brasil – de desejarem a volta da censura ao Brasil.
O mutismo sobre o lançamento mais importante do ano deve ser chamado de que? De liberdade de decidir o que ocultar? De excesso de cuidado na edição?
Um curioso espírito de ordem unida baixou sobre a Rede Globo, a Editora Abril, a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e outros. Ninguém fura o bloqueio da mudez, numa sinistra brincadeira de “vaca amarela” entre senhores e senhoras respeitáveis. Que acordo foi selado entre os grandes meios para que uma das grandes pautas do ano fosse um não tema, um não-fato, algo inexistente para grande parte do público?
Comissão da verdade
Privatização é um tema sensível em toda a América Latina. No Brasil, uma pesquisa de 2007, realizada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pelo Instituto Ipsos detectou que 62% da população era contra a venda de patrimônio público. Nas eleições de 2006, o assunto foi decisivo para a vitória de Lula (PT) sobre Geraldo Alckmin (PSDB).
Que a imprensa discorde do conteúdo do livro, apesar da farta documentação, tudo bem. Mas a obra é, em si, um fato jornalístico. Revela as vísceras de um processo que está a merecer também uma comissão da verdade, para que o país tome ciência das reais motivações de um dos maiores processos de transferência patrimonial da História.
Como ficarão as listas dos mais vendidos, escancaradas por jornais e revistas? Ignorarão o fato de o livro ter esgotado 15 mil exemplares em 48 horas?
O expediente não é inédito. Há 12 anos, outra investigação sobre o mesmo tema – o clássico O Brasil privatizado, de Aloysio Biondi – alcançou a formidável marca de 170 mil exemplares vendidos. Nenhuma lista publicou o feito. O pretexto: foram vendas diretas, feitas por sindicatos e entidades populares, através de livreiros autônomos. O que valeria na contagem seriam livrarias comerciais.
E agora? A privataria tucana faz ótima carreira nas grandes livrarias e magazines virtuais.
Deu no New York Times
O cartunista Henfil (1944-1988) costumava dizer, nos anos 1970, que só se poderia ter certeza de algo que saísse no New York Times. Notícias sobre prisões, torturas, crise econômica no Brasil não eram estampadas pela mídia local, submetida a rígida censura. Mas dava no NYT. Aliás, esse era o título de seu único longa metragem, Tanga: deu no New York Times, de 1987. Era a história de um ditador caribenho que tomava conhecimento dos fatos do mundo através do único exemplar do jornal enviado ao seu país. As informações eram sonegadas ao restante da população.
Hoje quem sonega informação no Brasil é a própria grande mídia, numa espécie de censura privada. O título do filme do Henfil poderia ser atualizado para “Deu na internet”. As redes virtuais furaram um bloqueio que parecia inexpugnável. E deixam a mídia bem mal na foto…
Gilberto Maringoni, jornalista e cartunista, é doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de “A Venezuela que se inventa – poder, petróleo e intriga nos tempos de Chávez” (Editora Fundação Perseu Abramo).
PS do Viomundo: Pedimos aos leitores que indiquem links de pronunciamentos de parlamentares sobre o livro, se e quando acontecerem. Obrigado.
Leia também:
Amaury Ribeiro Jr: O primo mais esperto de José Serra
O livro que a mídia ignorou, vendeu 30,5 mil cópias em apenas 4 dias
CartaCapital: “Serra sempre teve medo do que seria publicado no livro
Enviado em Temas diversos | Deixar um comentário »
Acidente na Metso mata metalúrgico com 30 anos de profissão.
Publicado por alexproenca em dezembro 11, 2011
Foi o terceiro fatal na fábrica em quatro anos, além de mutilações ocorridas no período
| Foto: Arquivo/Imprensa SMetal |
![]() |
A Metso tem duas unidades em Sorocaba, uma no bairro Vitória Régia e outra na avenida Independência, Éden; onde morreu Julio Valadão
O metalúrgico Julio Valadão morreu no início da tarde de hoje, dia 10, após grave acidente de trabalho enquanto operava uma máquina mandrilhadora na Metso Equipamentos, na zona industrial de Sorocaba. Foi o terceiro fatal na fábrica em quatro anos, além de mutilações ocorridas no período.
Desde às 16h, diretores do Sindicato dos Metalúrgicos e membros da Cipa se concentraram em frente à fábrica para cobrar explicações da empresa, que até o final da tarde não havia dado informações à imprensa de Sorocaba.
Segundo colegas de trabalho, Valadão tinha 52 anos de idade, 30 anos de Metso (antiga Faço) e estaria cumprindo horas-extras para a empresa na tarde do acidente, que ocorreu às 13h40.
Não se sabe, ainda, se ele foi puxado pela máquina ou se peças pesadas da mandrilhadora o atingiram. A empresa não emitiu comunicado até às 18h30. Mas os principais ferimentos teriam sido na região do abdômen.
O metalúrgico teria saído da Metso com vida, mas morreu logo após dar entrada na Santa Casa de Sorocaba.
Trabalhador conhecido e respeitado na categoria metalúrgica, a morte de Valadão causou comoção e revolta em companheiros de trabalho e lideranças sindicais. Vários de concentraram em frente à fábrica logo após saberem do acidente.
RH acha que comoção é ‘baderna’
O dirigente sindical Adilson Faustino, o Carpinha, que esteve no local do acidente, disse que por volta das 17h colegas funcionários ainda tentavam retirar partes da camisa de Valadão das engrenagens da máquina.
Indignado com a morte do trabalhador, Carpinha teve que discutir com representantes da Metso para acompanhar a ocorrência no local do acidente. “Um funcionário do setor de recursos humanos da empresa, chamado Pedro, indiferente à tragédia com o companheiro, disse que não ia aceitar `baderna` dos funcionários e dirigentes em torno do acidente”.
O vereador Izídio de Brito (PT), de prontidão em frente à fábrica, revoltou-se ao ouvir o mesmo “Pedro do RH” dizer, ao entrar na fábrica, após a morte de Valadão, que ali não era “lugar de baderna”.
Apesar da falta de habilidade de Metso para tratar a ocorrência, não houve conflitos e os trabalhadores do turno foram dispensados devido à comoção pela morte.
Metso é reincidente
Após uma queda no número de acidentes da Metso no último ano, depois que a empresa foi duramente repreendida e multada em R$ 600 mil pelo Ministério Público do Trabalho, a incidência de denúncias de condições inseguras de trabalho voltou a acontecer nos últimos meses.
Devido às denúncias sobre condições inseguras e de pressões de chefes irresponsáveis, que causaram acidentes nas últimas semanas (incluindo a ponta de um dedo de trabalhador decepado há 15 dias), o Sindicato realizou duas assembleias na Metso sobre acidentes de trabalho esta semana.
Nas assembleias, os dirigentes sindicais pediram cautela aos trabalhadores e exigiram providências da empresa. Na Metso Equipamentos, local do acidente hoje, dia 10, a assembleia foi quarta, dia 7. Na Metso Fundição, a assembleia foi dia 8.
A Metso é uma empresa de capital filandês e, juntas, as duas unidades de Sorocaba reúnem aproximadamente 1.500 trabalhadores, sendo mil na Metso Equipamentos, local do acidente fatal.
Cipa é barrada
Ozéias Beltramo, dirigente sindical e membro da Cipa, também de prontidão de porta da fábrica hoje, denuncia que a empresa impede acintosamente a atuação da Comissão Interna de Prevenção a Acidentes. “Somos barrados, pressionados, desrespeitados em vários setores da fábrica. Quando pedimos informações ou fazemos reclamações, não obtemos retorno da Metso”, relata.
O dirigente sindical também afirma que qualquer alegação de democracia interna por parte da fábrica é enganosa. “Os suplentes de Cipa, que teriam muito a contribuir no quesito segurança, são desprezados, sequer participam de reuniões. O resultado, infelizmente, é o que temos visto há anos, com um pequeno intervalo após a repercussão social das mortes e mutilações de 2008″.
Danos à coletividade
A Metso, fabricante de equipamentos instalada em Sorocaba, foi obrigada, em 2010, a investir R$ 600 mil em projetos e programas voltados à segurança e à saúde dos trabalhadores do município.
A obrigação foi exigida pelo Mistério Público do Trabalho (MPT) como reparação por danos morais causados pela Metso à coletividade.
Em investigação, o MPT constatou irregularidades que resultaram em acidentes graves na fábrica. No segundo semestre de 2008 houve 4 acidentes na Metso. O saldo foi de dois mortos, um paraplégico e um mutilado.
O compromisso da Metso com os projetos consta em um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) que a empresa firmou com o MPT.
Fonte: SMetal
Enviado em Temas diversos | Deixar um comentário »
Criando senhas seguras.
Publicado por alexproenca em dezembro 9, 2011
Pwgen: utilitário para criar senhas seguras no Linux
Instalação
Ubuntu
No Ubuntu, para instalar o Pwgen, basta executar o comando abaixo no terminal.
$ sudo apt-get install pwgen
Fedora
No Fedora, para instalar o Pwgen, basta executar o comando abaixo no terminal.
$ su -c 'yum install pwgen'
Uso
Para utilizar o Pwgen, temos algumas opções. Vide abaixo quais são elas.
- -0, para não incluir números nas senhas geradas.
- -A, para não incluir letras maiúsculas.
- -B, para excluir caracteres que possam causar confusões, como 1 e l, por exemplo.
- -y, para inserir ao menos um caractere especial (*$=!?% …).
- -n, para inserir ao menos um número na senha gerada.
- -s, para gerar uma senha aleatória e difícil de ser memorizada.
Exemplo
$ pwgen -0AByns 5 3
OYQS9 5z4O1 gRjR9
Portanto, vemos que foram geradas 3 senhas de 5 caracteres de acordo com as opções pedidas. Para mais informações sobre o Pwgen, clique aqui.
Fonte: http://meupinguim.com/pwgen-utilitario-criar-senhas-seguras-linux/
Enviado em Temas diversos | Deixar um comentário »








