Alexandre
alex.proenca@ibest.com.br
O Jornal Cruzeiro do Sul publica uma reportagem sobre a possível instalação de bicicletas publicas em Sorocaba.
A idéia é boa.
Mas gastar R$ 150 mil para realizar os estudos, é demais.
Um gasto absurdo e desnecessário, até porque a prefeitura tem equipe de engenharia e também a Urbes. Que poderia realizar este estudo, sem este gasto.
————————————————————————————————————————
A Prefeitura de Sorocaba estuda a possibilidade de implantar o sistema de bicicletas públicas na cidade. O primeiro investimento na idéia foi de R$ 150 mil, com a contratação de uma empresa de consultoria que já iniciou a pesquisa da viabilidade de implantação do sistema, prevista para ser concluída no final deste mês. A intenção da administração é disponibilizar à população bicicletas públicas como meio de transporte alternativo e sustentável apoiando-se nas ciclovias já existentes no município. Projetos semelhantes já operam no Rio de Janeiro, em São Paulo e em cidades da Europa como Paris, Barcelona e Londres. O objetivo é propor aos sorocabanos uma alternativa sustentável de locomoção e, por conseqüência, a longo prazo, melhorar o sistema de trânsito local.
De acordo com a assessoria de imprensa da Urbes – Trânsito e Transportes, a empresa Logit Engenharia Consultiva Ltda, especializada na área de transportes da capital, foi contratada por R$ 150 mil e pelo prazo de 90 dias para realizar a pesquisa com a população sorocabana. O estudo foi iniciado há dez dias por doze pesquisadores que percorrem diferentes pontos da cidade, com a intenção de coletar, no mínimo, 900 depoimentos. A pesquisa utiliza a técnica da preferência declarada.
As questões, em um primeiro momento, traçam um perfil social e são seguidas de oito testes visuais sobre situações em que a pessoa escolhe uma opção de transporte como ônibus, bicicleta ou à pé, para percorrer o trajeto entre sua casa e o trabalho. Para cada situação apresentada há também uma especificação de tempo gasto para cada opção, levando em consideração o terreno (plano ou irregular) entre a origem e o destino do usuário. A expectativa da Urbes é que a pesquisa seja encerrada até o final desse mês. O resultado do estudo será fator decisivo para a implantação do sistema, pois apontará a real necessidade desse tipo de transporte, a quantidade de pontos estratégicos e localização para melhor acesso do usuário, além do número de bicicletas que seriam necessárias.
Ainda segundo a Urbes, a pesquisa apontará também quais os valores dos futuros investimentos e quais serão os próximos passos para a implantação do sistema, como por exemplo, reforço na educação de trânsito para convivência de motoristas e ciclistas e fatores de inibição de furtos. A longo prazo espera-se melhorias no tráfego local uma vez que o conceito de mobilidade urbana sustentável é o investimento no transporte coletivo e nos meios não motorizados, que resultam em melhorias nas condições ambientais locais, informou o órgão ontem através de nota.
O sistema
Embora o Governo Federal conte com o programa Bicicleta Brasil, do Ministério das Cidades, desde 2004 – que tem por objetivo fomentar o uso da bicicleta como transporte público urbano sustentável em todos os municípios brasileiros – no Brasil só se tem notícia de que as cidade do Rio de Janeiro e São Paulo contem com o sistema público de bicicletas.
O sistema carioca, existente desde o ano passado, foi implantado pela Serttel – empresa pernanbucana especialista no ramo de transporte público sustentável. Lá, o sistema é conhecido como Solução Alternativa para Mobilidade por Bicicletas de Aluguel (Samba) e conta com cerca de cem bicicletas disponíveis nos principais pontos turísticos da cidade. O custo dos cartões para acesso e destrava dos veículos variam entre R$ 10 a R$ 100, para licenças entre um dia e um ano, respectivamente.
Já em São Paulo o sistema é chamado de Usebike e mantido pelo Instituto Parada Vital juntamente com a empresa Porto Seguro. São 22 bicicletários integrados, localizados em estações de metrô. Para locar uma bicicleta o usuário deve apresentar o RG, comprovante de residência e um cartão de crédito com limite disponível de R$ 350. A primeira hora é gratuita e a partir da segunda hora o custo é de R$ 2.
No exterior o sistema é conhecido em Londres, Inglaterra; em Paris, na França; e em Barcelona, na Espanha. Para utilizar o serviço o usuário faz um cadastro central, com dados pessoais, e adquire um cartão magnético por cerca de 30 euros, cerca de R$ 90, com uso livre por um ano.
Em Berlim, na Alemanha, há 625 quilômetros de ciclovias. Já em Paris, na França, são 400 quilômetros. A título de curiosidade, somente no ano passado 30% da frota francesa de bicicletas foi furtada, o que incentivou a administração local investir em tecnologia de ponta com modelos de bicicletas exclusivas, estampas, e intensificação na identificação dos usuários através do uso dos cartões.