Posts de Maio, 2009
Em defesa da Petrobras.
Publicado por alexproenca em Maio 31, 2009
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Programa Nacional do PT
Publicado por alexproenca em Maio 29, 2009
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‘Lippi tem que ficar calado’, diz França.
Publicado por alexproenca em Maio 29, 2009
O vereador Francisco França (PT), que também é vice-presidente do sindicato, disse que o prefeito Vitor Lippi tem que ficar calado. “Ele tem que parar de falar besteira”, falou França.
Sobre a greve ter motivação política e ter sido avaliada como uma demonstração de força, o vereador acusou o prefeito e não conversar com o sindicato. “Não existe política. Existe negociação”, argumenta o vereador sindicalista.
Negociação é rápida em Votorantim
O prefeito Vitor Lippi disse que achou estranha a negociação rápida que ocorreu em Votorantim. “Alguém vai ter que pagar essa conta”, disse o prefeito.
O prefeito de Votorantim, Carlos Augusto Pivetta (PT), mediou um acordo na noite de quarta-feira conseguindo evitar a greve. Sindicato e empresa chegaram à seguinte proposta: reajuste salarial de 7,5% retroativo a maio, tíquete-refeição de R$ 12 a partir de 1º de agosto (aumento de 9,10%) e também PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de R$ 500 no retorno das férias (aumento de 10,05%).
O prefeito de Votorantim disse que o que ajudou foi a cidade já contar com agentes de bordo em 50% de sua frota. “Eu senti que a questão econômica não estava distante daquilo que a empresa estava oferecendo e daquilo que o sindicato queria e tinha autonomia dos trabalhadores para aceitar.”
Para o prefeito de Votorantim não há questões políticas e partidárias envolvidas neste movimento de greve dos motoristas de ônibus. Pivetta destaca que esse movimento ocorre todo ano, nessa mesma época. “Não passa, em nenhum momento, por questões político-partidárias.”
Fonte: Jornal Bom Dia Sorocaba
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Serra não atende prefeito e quer levar presídio para cidade histórica.
Publicado por alexproenca em Maio 29, 2009
Depois de percorrer 120 quilômetros a pé, numa peregrinação que durou três dias, o prefeito petista de Porto Feliz, na região de Sorocaba, não conseguiu ser atendido pelo governador José Serra. O prefeito Cláudio Maffei queria sensibilizar o governo estadual para não instalar um presídio na cidade de 50 mil habitantes.
Moradores de Porto Feliz fizeram abaixo-assinado com 15.300 assinaturas para tentar evitar o presídio. “Nossa cidade não tem estrutura para receber todas as famílias vulneráveis que viriam com os 750 presidiários”, disse o prefeito em entrevista ao Conversa Afiada.
O presídio que o governo pretende construir irá ocupar uma área de proteção ambiental do município, lembra o prefeito. Além disso, Porto Feliz é uma cidade histórica, de onde partiram as monções – expedições que desbravaram o Brasil Central. Atualmente há um projeto de lei que tramita na Assembléia Legislativa para tornar o município em estância turística.
Mas nenhum dos argumentos demoveu Serra. O governador alegou que tinha outra agenda e mandou que seus assessores recebessem o prefeito. “Acho que Serra deveria me atender. Como chefe de municipal, a Constituição me coloca no mesmo patamar dele, que é chefe do executivo estadual. Espero que a questão partidária não tenho influenciado”, disse.
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Transporte gratuito para os estudantes de Sorocaba.
Publicado por alexproenca em Maio 28, 2009
Alexandre
alex.proenca@ibest.com.br
A reportagem abaixo, publicada no Jornal Cruzeiro do Sul, demonstra o absurdo em que se encontra a situação dos estudantes e jovens de Sorocaba.
O preço da passagem de ônibus em Sorocaba, é muito caro, estando entre os mais elevados do Brasil. Prejudicando a maioria da população em benefício dos donos das empresas.
No caso dos estudantes a situação e agrava, pois a maioria não tem condições pegar as passagens e são prejudicados na qualidade dos seus estudos.
Sem contar, que na maioria das vezes, os pais tem de utilizar também o transporte público, constituindo assim um elevado fardo, para as finanças familiares.
Os estudantes de Sorocaba, deveriam ter a gratuidade no transporte coletivo, pois esta é a única maneira de garantir uma melhor condição de estudo.
Para garantir este direito, a prefeitura deveria subsidiar, estas passagens.
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Estudantes pulam catraca de ônibus e acabam na delegacia.
Publicado por alexproenca em Maio 28, 2009
Mais de 30 passageiros foram obrigados a descer do ônibus 131 da Transportes Coletivos de Sorocaba (TCS), em um ponto da avenida Itavuvu, ontem por volta das 12h30. Isso para o motorista Wedson Santos da Silva, 27 anos, levar o casal de irmãos adolescentes L.P.R., 15 anos, e D.P.R., 14 anos, à Delegacia Participativa da Zona Norte. Sem dinheiro para o passe, a dupla ‘pulou a catraca do circular que faz a linha Vila Fiori-Habiteto e foi flagrada pelo agente de bordo. A delegada Silvia Elmara Monteiro registrou a ocorrência como ato infracional.
À delegada, os menores disseram que ‘pularam a catraca porque não tinham passe, nem dinheiro para comprá-lo. Não conseguiram dos órgãos públicos o direito de receber gratuitamente o benefício. Os dois estudam na Escola Estadual João Clímaco de Camargo Pires, na Vila Fiori, e caminham todos os dias 5,4 quilômetros da rua Encarnação Prado, no Jardim Santa Luiza, onde residem, para a escola. Acordam às 4h e saem de casa às 5h. Entram às 7h para estudar.
Estávamos cansados para voltar a pé. O único jeito era pular mesmo, disse L.P.R. Segundo ela, houve agressão verbal do fiscal de bordo. Ele gritou com a gente, mesmo quando alguns passageiros quiseram pagar a passagem. Mandou fechar as portas para a gente não sair, salientou. Ela estuda na 1.ª série do ensino médio. Já o irmão D.P.R. está matriculado na 8.ª série do ensino fundamental. O motorista disse que a gente não tinha vergonha na cara, acrescentou o jovem.
Às 12h30, a dupla deveria estar no seu lar. Como não chegou, a mãe e dona-de-casa Tânia Pereira da Costa, ficou apreensiva. Às 14h30, um escrivão da delegacia ligou e informou sobre o ocorrido. Tânia negou ir buscá-los na delegacia. Eles não são bandidos nem marginais, afirmou ao policial, ainda no telefone. Acionado pela delegada Silvia, Paulo Aparecido de Souza, do Conselho Tutelar, levou os menores para casa.
Tensão e equívoco
Na delegacia, L.P.R. descreveu à reportagem que os policiais chegaram a acalmá-la, pois estava tensa. Chorei bastante. O motorista deixou a gente sozinho no ônibus por 10 minutos. Fiquei muito assustada, destacou. Segundo o promotor da Vara da Infância e da Juventude, Antônio Domingues Farto Neto, a forma como a ação aconteceu não foi a correta. O motorista deveria ter acionado a Guarda Municipal e não solicitado aos passageiros que descessem do ônibus; muito menos, deveria ter levado os menores à polícia. É a GM que deveria ter feito isso, acionando o Conselho Tutelar, frisou.
A Urbes também informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o procedimento adotado pelo motorista da linha não foi adequado e o recomendado. O órgão vai apurar o que aconteceu. O conselheiro Paulo Aparecido de Souza informou a Tânia, mãe dos menores, que eles terão de comparecer hoje ao Clube do Nais, localizado na estrada que liga Sorocaba a Votorantim. Para o delegado da Infância e da Juventude (Diju), José Augusto de Barros Pupin, o comparecimento do casal no Nais ajudará a família solucionar o problema envolvendo o direito ao passe de ônibus.
Bons alunos
Os irmãos são bons alunos na João Clímaco. O pai, o catador de material reciclado Aparecido Pereira, orgulha-se ao exibir um certificado, emitido pela própria escola, àqueles com as melhores notas. Nunca reprovaram um ano sequer. São inteligentes e bem educados também, argumentou.
Pereira vive com a esposa e os três filhos, com uma renda mensal inferior a um salário mínimo. Tem vez que ele consegue só R$ 300, contou Tânia. Já perdi a conta de quantas vezes fui atrás do bendito passe de ônibus, que é de direito dos meus filhos, pois estudam em uma escola distante de onde moramos, mas não consigo. Fui na Prefeitura, na Delegacia Regional de Ensino, no Conselho Tutelar, procurei dois deputados estaduais, além de alguns vereadores. Ninguém nos ajuda. É difícil viver assim, relatou a dona-de-casa.
Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul.
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Motoristas de Sorocaba entram em greve; Votorantim suspende paralisação.
Publicado por alexproenca em Maio 28, 2009
O prefeito Vitor Lippi (PSDB) enfrenta desde a madrugada desta quinta-feira (28) sua 3.ª greve de ônibus à frente do Executivo local em cinco anos. Sem acordo entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Sorocaba e Região (Sinttrans) e os empresários do setor, cerca de dois mil motoristas se revezarão para garantir a operação de 30% da frota circulando na cidade. Os prejudicados serão os cerca de 100 mil usuários, que terão de dividir 113 dos 378 carros das duas empresas STU e TCS (esta última teve a concessão cassada), o que equivale a 885 passageiros por carro. A Urbes – Trânsito e Transportes informou que existe um esquema emergencial para atender, de forma precária, 70% de todas as linhas. Porém, não divulgou detalhes de como isso vai funcionar na prática.
Por determinação de Lippi, a Guarda Municipal (GM) e a Polícia Militar (PM) foram chamadas para dar apoio à população. A programação emergencial deverá ser mantida até que o imbróglio se solucione. A Urbes disponibilizará serviços de informação e orientação para os usuários durante o dia. As informações podem ser obtidas pelos telefones 118 e 3331-5000, e também pelo site www.urbes.com.br.
Impasse
Uma última reunião aconteceu na manhã de quarta-feira (27) entre as partes (sindicato, empresas e a Urbes). Os motoristas novamente não aceitaram a proposta por não contemplar a reivindicação da categoria, que é de aumento real de 6% mais a reposição da inflação do período medida pelo IGP-M /FGV (Índice Geral de Preços do Mercado da Fundação Getúlio Vargas), que está em 5,38%; tíquete-refeição de R$ 15,00; aumento na PLR (Participação nos Lucros e Resultados); contratação de mais agentes de bordo (dos 120 atuais para 480); escala de trabalho de 6×2, jornada de trabalho de 6h e manutenção dos direitos, como cesta básica e plano de saúde familiar.
Por meio de nota à imprensa, Lippi e o presidente da Urbes, Renato Gianolla, lamentaram o impasse nas negociações entre o sindicato e as empresas operadoras do transporte coletivo. Já o advogado da STU, Francisco de Assis Pontes, lamentou a postura dos motoristas. “Não temos comprovação, nem estudos, de que o agente de bordo garanta, por si, sua operacionalidade nas linhas. Gostaríamos de mais três meses para ter uma análise detalhada do assunto”, disse.
O presidente do Sindtrans, Paulo João Estausia, o Paulinho, disse estar preparado para tudo nesta greve. “A reunião não avançou. Desde o início de março, a proposta das empresas era demitir os agentes de bordo. O 6% é apenas a reposição da inflação medido pelo IPC/FIPE. Só essa reposição não contenta os trabalhadores. Não teve, também, a oferta do tíquete-refeição acima dessa inflação, que são benefícios sem encargos sociais. Mas, confesso que a não-aceitação do agente de bordo é o grande obstáculo de toda a discussão”, ressaltou.
Segundo Paulinho, Lippi argumentou que o sistema de transporte coletivo está sofrendo um déficit, neste ano, de R$ 10 milhões. “Onde vamos parar com essa situação?”, questionou o sindicalista. “Propomos o agente de bordo como causa principal de socorro ao sistema. Mas os empresários visam somente o lucro. O poder público está se omitindo, uma vez que as empresas ganham por quilômetro rodado. Diante da falta de acordo, rompe-se uma parceria entre o sindicato, os empresários e a Prefeitura”, finalizou.
Diálogo
O ex-prefeito de Sorocaba e deputado federal Renato Amary (PSDB) – que negociou com a mesma categoria durante os oito anos de seus dois mandatos no Executivo de Sorocaba – defende o diálogo como base imprescindível para um acordo em uma situação dessa. “Nunca enfrentei uma greve, porque sempre soube ouvir a reivindicação e negociar. Mantivemos o transporte público operando na cidade, sem paralisações. Quem sofre com uma paralisação é a população”, frisou.
VOTORANTIM
Diferentemente de Sorocaba, o prefeito de Votorantim Carlos Augusto Pivetta (PT) foi o responsável pela mediação de um acordo, na noite de ontem, entre as empresas Votur, São João e o Sinttrans. Resultado: não haverá greve no transporte coletivo da cidade. O sistema opera normalmente.
A rodada de negociação teve início às 15h30, foi suspensa às 17h30 e retomada às 19h30. Sindicato e empresas chegaram à seguinte proposta: reajuste salarial de 7,5% retroativo a maio, tíquete-refeição de R$ 12,00 a partir de 1.º de agosto (aumento de 9,10%) e PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de R$ 500,00 no retorno das férias (aumento de 10,05%).
Também foi acordado a elaboração, em 60 dias, de uma escala que permita aos funcionários terem uma folga com dois dias seguidos no mês, além da manutenção das demais cláusulas contratuais, como cesta-básica, plano de saúde e a quantidade de agentes de bordo existente, ou seja, 50% do número de motoristas do setor urbano e suburbano (70 agentes).
“O resultado das negociações em Votorantim mostra que é possível sim, com diálogo e boa vontade, chegar a um acordo que contemple todas as partes”, afirmou o presidente do Sinttrans, Paulo João Estausia, o Paulinho. O Sindicato avaliou que a participação do prefeito Carlos Augusto Pivetta nas negociações foi “importante” para a construção do consenso. “Essa mediação foi fundamental para a suspensão da greve”, declarou o sindicalista.
“Faltou isso em Sorocaba”
Diferentemente Pivetta, Paulinho criticou a postura de Vitor Lippi (PSDB). “Faltou o prefeito vir e participar, pessoalmente, da discussão”, salientou. Paulinho deixou a Prefeitura de Votorantim, na noite de ontem, ao lado do vice-presidente do sindicato, o vereador sorocabano Francisco França (PT), e de alguns diretores.
O diretor-presidente das empresas Votur e São João, Marco Antonio Franco, disse não ter sido “fácil” chegar a um acordo. “Foi precisou extrema boa vontade de ambas as partes. Chegamos em um ponto limite. Mas entendemos que a greve seria prejudicial para todos. Sentimos vitoriosos pelo consenso”, destacou. (Por Gustavo Ferrari).
Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul
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PSDB desqualifica programa para justificar falta de empenho.
Publicado por alexproenca em Maio 26, 2009
José Carlos Triniti Fernan
Secretário de Comunicação do PT Sorocaba
O secretário de habitação de Sorocaba, que também acumula a secretaria de desenvolvimento, tenta desqualificar um dos maiores programas habitacionais da história do País, o “Minha Casa, Minha Vida”, para justificar sua falta de vontade política para investir em habitação.
O que sabemos é que este é um jogo baixo que busca justificar o injustificável. Vale alguns questionamentos: quantas casas serão construídas pelo governo José Serra? Quantas casas construirá Vitor Lippi no atual mandato? Alíás, quantas casas construiu em seu primeiro mandato? Afinal, quantas casas foram construídas pelo PSDB, em Sorocaba, desde 1995?
O Presidente Lula tomou a iniciativa e criou um programa que possibilitará a construção de um milhão de casas em dois anos. Porém, as esferas de Governo precisam atuar de maneira integrada, todas voltadas para um só interesse: melhorar a qualidade de vida da população.
Foi através do “Minha Casa, Minha Vida”, aliás, que pudemos ter uma radiografia mais real do problema habitacional em Sorocaba. O cadastramento para o Programa tem nos mostrado a distância da Prefeitura (que apontava um déficit habitacional de 10 mil casas) em relação à realidade da população (que, se cadastrando no programa, demonstrou que esse déficit passa de 30 mil).
O Programa do Governo Federal não veio com a intenção de resolver o déficit habitacional da Sorocaba, mas se assumido com seriedade por parte da Prefeitura, vai contribuir sim para diminuir o sofrimento de milhares de famílias que por muitos anos viveu sem a menor perspectiva de realizar este que é um dos principais sonhos do brasileiro.
Me parece, lendo a entrevista do secretário, que o PSDB quer justificar o fracasso de sua política habitacional, se é que um dia a mesma existiu em nossa cidade. Falta ao referido secretário e à equipe administrativa da Prefeitura priorizar os interesses da população em detrimento dos interesses de pequenos grupos. Aliás, esse é motivo que tem impedido o atual prefeito de Governar, ficando atrelado, apenas, à administração dos péssimos acordos realizados em torno de sua reeleição.
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Sacerdotes, Guerreiros e Trabalhadores.
Publicado por alexproenca em Maio 26, 2009
C A P Í T U L O I
Sacerdotes, Guerreiros e Trabalhadores
OS DIRETORES dos filmes antigos costumavam fazer coisas estranhas. Uma das mais curiosas era o seu hábito de mostrar as pessoas andando de carro, depois descerem atabalhoadamente e se afastarem sem pagar ao motorista. Rodavam por toda a cidade, divertiam-se, ou se dirigiam a seus negócios, e isso era tudo. Sem ser preciso pagar nada. Assemelhavam-se em muito à maioria dos livros da Idade Média, que, por páginas e páginas, falavam de cavaleiros e damas, engalanados em suas armaduras brilhantes e vestidos alegres, em torneios e jogos. Sempre viviam em castelos esplêndidos, com fartura de comida e bebida, Poucos indícios há de que alguém devia produzir todas essas coisas, que armaduras não crescem em árvores, e que os alimentos, que realmente crescem, têm que ser plantados e cuidados. Mas assim é. E, tal como é necessário pagar por uma corrida de táxi, assim alguém, nos séculos X a XII, tinha que pagar pelas diversões e coisas boas que os cavaleiros e damas desfrutavam. Também alguém tinha que fornecer alimentação e vestuário para os clérigos e padres que pregavam, enquanto os cavaleiros lutavam. Além desses pregadores e lutadores existia, na Idade Média, um outro grupo: os trabalhadores. A sociedade feudal consistia dessas três classes — sacerdotes, guerreiros e trabalhadores, sendo que o homem que trabalhava produzia para ambas as outras classes, eclesiástica e militar. Isto era muito claro, pelo menos para uma pessoa que viveu naquela época, e que assim comentou o fato:
“For the knight and eke the clerk
Live by him who does the work.”1
Qual era a espécie de trabalho? Nas fábricas ou usinas? Não, simplesmente porque ainda não existiam. Era o trabalho na terra, cultivando o grão ou guardando o rebanho para utilizar a lã no vestuário. Era o trabalho agrícola, mas tão diferente de hoje que dificilmente o reconheceríamos,
A maioria das terras agrícolas da Europa ocidental e central estava dividida em áreas conhecidas como “feudos”. Um feudo consistia apenas de uma aldeia e as várias centenas de acres de terra arável que a circundavam, e nas quais o povo da aldeia trabalhava. Na orla da terra arável havia, geralmente, uma extensão de prados, terrenos ermos, bosques e pasto. Nas diversas localidades, os feudos variavam de tamanho, organização e relações entre os que os habitavam, mas suas características principais se assemelhavam, de certa forma.
Cada propriedade feudal tinha um senhor. Dizia.-e comumente do período feudal que não havia “senhor sem terra, nem terra sem um senhor”, O leitor já viu, com certeza, fotografias dos solares medievais. É sempre fácil reconhecê-los porque, fosse um castelo ou apenas uma casa grande de fazenda, eram sempre fortificados. Nessa moradia fortificada, o senhor feudal vivia (ou o visitava, já que freqüentes vezes possuía vários feudos; alguns senhores chegavam mesmo a possuir centenas) com sua família, empregadas e funcionários que administravam sua propriedade.
1 P. Bolssonnade, Life and Work n Medieval Europe (fifth to fifteenth centurles), p. 146. Alfred Knopf N. Y., 1927. (“Pois o cavaleiro e também o padre / Vivem daquele que faz o trabalho.”)
Leia o texto inteiro aqui.
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O respeito aos direitos humanos, dos EUA.
Publicado por alexproenca em Maio 25, 2009
Para não dizer que não falei do horror
Atualizado e Publicado em 24 de maio de 2009 às 13:51















Agência Efe
Vários meios de comunicação publicaram hoje quinze fotografias que mostram torturas nos cárceres do Iraque e Afeganistão, que supostamente formam parte das 2.000 imagens que o presidente de Estados Unidos, Barak Obama, quer evitar que venham à luz.
A difusão das fotografias partiu da televisão australiana SBS, que supostamente as comprou em 2006 no início do escândalo de Abu Ghraib e decidiu torná-las públicas agora.
As fotografias mostram prisioneiros desnudos e ensangüentados, um homem com uma mensagem gravada nas nádegas que diz “Sou um violador” em inglês, um prisioneiro algemado, outro com o corpo cheio de excrementos e outro pendurado com a cabeça para baixo e sem roupa, entre outras aberrantes imagens.
A Administração Obama anunciou na quarta-feira passada que recorrerá da decisão de um tribunal de permitir a desclassificação das 2.000 fotos, tal como havia solicitado a Associação Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, por sua sigla em inglês).
A Casa Branca alega que a publicação das fotos poderiam desencadear uma nova onda de anti-americanismo no mundo muçulmano que poria em perigo a vida dos soldados estadunidenses ali destacados.
O novo escândalo chega em mau momento para o presidente Obama, depois de que ontem anunciara o restabelecimento das comissões militares criadas por seu predecessor, George W. Bush, para julgar a presos suspeitos de terrorismo detidos na prisão de Guantánamo, em Cuba.
Traduzido do espanhol por Rosalvo Maciel
Original em Rebelión
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