OPINIÃO

Idéias e opiniões socialistas sobre Sorocaba

Posts de Outubro, 2008

Mais idéias para o debate do PT de Sorocaba.

Publicado por alexproenca em Outubro 31, 2008

Alexandre

alex.proenca@ibest.com.br

A questão da tomada do poder é uma constante na teoria e na prática da luta política.

É nele que se concentra a atuação dos partidos politicos e movimentos sociais.

No mundo antigo, a dinâmica da econômia era muito devagar, e deste modo, as mudanças levavam décadas ou séculos. E normalmente, somente se davam atráves das lutas palacianas ou dos círculos mais próximos do poder.

E normalmente, eram utilizados métodos como assassinatos, execuções em massa dos adversários, entre outros “métodos” de convencimento.

As camadas mais baixas da população, práticamente não tinham participação política ou social. cabenda a elas, apenas a de massa de manobra dos grupos políticos centrais.

O desenvolvimento do capitalismo trouxe para a cena política duas classes sociais altamente dinâmicas: os trabalhadores e a burguesia. E a luta politica passou a ser travadas entre elas.

A burguesia, imitando os ditadores do passado, procurou manter um estado autocrático, ditatorial, pois era o que mais convinha para os seus interesses.

Os trabalhadores, por seu lado, procuravam lutar por liberdades democráticas, pois este caminho favorecia a sua organização politica: os sindicatos e partidos operários.

E todas as conquistas democráticas existente no mundo atual, tiveram sua origem na luta dos trabalhadores e trabalhadoras.

Com a vitória do caminho democrático, a luta politica deixa de ser palaciana, e se torna publica por natureza. Envolvendo todas as classes e camadas sociais na disputa eleitoral.  Cada uma dela, agindo de acordos com seus interesses imediatos e de longo prazo, procurando aumentar sua participação no comando do poder e da distribuição de renda.

A maneira como cada um destes setores agem na luta politica, foi e é motivo de profundos debates teóricos, pois ela fundamente a atuação prática.

Quando escreveu o Manifesto do Partido Comunista, Do Socialismo Utópico ao Socialismo Cientifico, O Capital entre tantas obras, Marx e Engel, procuraram fundamental a luta prática dos trabalhadores, na luta teórica. Contribuindo para que erros não fossem repetidos.

No começo do século 20, Lenin, analisando a nova forma como o capitalismo estava se estruturando, isto é, a formação das grandes empresas imperialistas, procurou atualizar o pensamento marxista, de acordo com esta nova realidade.

Lenin dizia, que uma revolução somente era possível, quando os de cima, não tinham capacidade de governar e os debaixos não queriam mais ser governados pelos de cima.

Gramsci, seguindo as idéias marxista, atualizou estas idéias, para a sociedade ocidental, onde o poder não estava somente concentrado em um poder central, mas distribuído por várias partes do estado e na sociedade cívil. Para ele, a luta politica é uma luta cotidiana na construção de uma nova hegemonia, que consiga acumular forças para realizar as transformações necessárias.

Não existe contradição entre as idéias de Lenin e de Gramsci, elas apenas refletem as realidades diversas onde surgiram e foram aplicadas.

Fiz esta volta toda, para fundamentar a minha compreensão do atual momento poliítico eleitoral no Brasil e em Sorocaba.

O aumento da arrecadação de impostos, garantiu as prefeituras uma maior capacidade de investimentos, e consequêntemente a capacidade de governar, conforme dizia Lenin. Tornando muito difícil a mudança dos executivos municipais. Mudar esta situação é muito complicado e difícil.

A eleição do Presidente Lula, só foi possível diante dos desastres económicos do governo FHC, em especial do apagão elétrico, que demosntrou a todas as camadas a incapacidade administrativa dos tucanos. Como dizia Lenin: a incapacidade dos de cima em governar.

Lenin, não se concentrava somente nas ações da superestrutura, ele dava um papel central, na organização política dos trabalhadores, para tanto, criou a idéia do partido leninista: partido disciplinado, de alta combatividade, de muita construção teórica, e de uma devoção total do militante com o partido. Lenin dizia que o modelo do comunista, devia ser o do tribuno popular, procurando a cada momento denúnciar todas as injustiças da sociedade capitalista e defender a cada momento as liberdades democráticas. Isto garantiria a classe operária e ao seu partido, uma autonomia frente aos partidos burgueses.

Gramsci, procura comprender como esta relação acontece, nas sociedades capitalistas desenvolvidas, onde o poder se distribui entre várias organizações da sociedade. Ele dizia, que a luta pela hegemonia, é uma luta cotidiana, disputada em todos os setores da sociedade civil. E quem conseguir esta hegemonia, garante o poder politico.

Sorocaba, pela sua força econômica segue em muito o caminho analisado por Gramsci. Onde para se tornar uma força politica hegemonico, o PT e as demais forças de esquerda, terão de ter a capacidade de uma grande renovação e inovação na forma de fazer politica.

Mas também seguir as idéias centrais do modelo leninsita de construção partidária, onde cada militante, tem um papel importante, na constução do novo caminho.

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Bolsa Família: Alunos beneficiados mantêm altos índices de presença na escola.

Publicado por alexproenca em Outubro 28, 2008

Bolsa Família: Alunos beneficiados mantêm altos índices de presença na escola

O governo federal monitorou a freqüência escolar de 14,3 milhões de alunos beneficiados pelo Bolsa Família, em junho. Do universo de 13 milhões de crianças e adolescentes dos seis aos 15 anos, com informação registrada no sistema do Ministério da educação, 98,2% cumpriram a exigência de presença a pelo menos 85% das aulas. Os adolescentes de 16 e 17 anos acompanhados também estão com altos índices de atendimento à contrapartida: 97,3% foram à escola em junho.

Os resultados do bimestre de junho e julho mostram que a grande maioria dos alunos cumpre a contrapartida do programa de transferência de renda executado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Mesmo durante o período da eleição municipal, os índices de monitoramento da freqüência escolar foram mantidos nos mesmos níveis do bimestre anterior.

O município de São Paulo e o Distrito Federal superaram a média nacional, registrando informações de 91% do total de alunos beneficiados. O MDS e o Ministério da Educação vão continuar trabalhando em parceria com Estados e municípios para ampliar ainda mais o número de crianças e adolescentes com informação de freqüência no próximo período de acompanhamento. Os técnicos municipais têm até dia 10 de novembro para registrar as informações de presença às aulas nos meses de agosto e setembro.

Os altos percentuais de comparecimento às aulas indicam que o Bolsa Família está cumprindo um dos seus objetivos, que é contribuir para aumentar o nível educacional dos filhos dos beneficiários, para que eles tenham maiores oportunidades no futuro e, assim, quebrar o ciclo de pobreza entre as gerações. Por esse motivo, o programa brasileiro alia transferência de renda às famílias pobres às contrapartidas nas áreas de educação e de saúde. Além da freqüência à escola, os beneficiários precisam manter em dia a agenda de saúde de crianças de até seis anos, como também a realização do pré-natal.

O descumprimento das contrapartidas por cinco períodos consecutivos leva ao cancelamento do benefício. Para evitar que isso ocorra, o município precisa ficar atento às famílias que não cumprem as condicionalidades. O Programa Bolsa Família transfere mensalmente mais de R$ 900 milhões para 11 milhões de famílias com renda per capita de até R$ 120,00.

Assessoria de Comunicação / MDS

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La crisis del capitalismo y la importancia actual de Marx 150 años después de los Grundrisse.

Publicado por alexproenca em Outubro 28, 2008

La crisis del capitalismo y la importancia actual de Marx 150 años después de los Grundrisse. Entrevista
Eric Hobsbawm · · · · ·
28/09/08
“Para cualquier interesado en las ideas, sea un estudiante universitario o no, es patentemente claro que Marx es y permanecerá como una de las grandes mentes filosóficas y analistas económicas del siglo diecinueve y, en su máxima expresión, un maestro de una prosa apasionada. También es importante leer a Marx porque el mundo en el cual vivimos  hoy, no puede entenderse sin la influencia que los escritos de este hombre tuvieron sobre el siglo XX. Y, finalmente, debería ser leído porque como él mismo escribió, el mundo no puede ser cambiado de manera efectiva a menos que sea entendido, y Marx permanece como una soberbia guía para la comprensión del mundo y los problemas a los que debemos hacer frente.”


Eric Hobsbawm es considerado uno de los más grandes historiadores vivientes. Es Presidente de la Birkbeck College (London University) y profesor emérito de la New School for Social Research (New York). Entre sus muchos escritos se encuentran la trilogía acerca del “largo siglo XIX”: The Age of Revolution: Europe 1789-1848 (1962); The Age of Capital: 1848-1874 (1975); The Age of Empire: 1875-1914 (1987) y el libro The Age of Extremes: The Short Twentieth Century, 1914-1991 (1994) traducidos a varios idiomas. Le entrevistamos cuando la publicación del volumen Karl Marx’s Grundrisse. Foundations of the Critique of Political Economy 150 Years Later y con motivo de la nueva actualidad que están teniendo en los últimos años los escritos de Marx y después de la nueva crisis de Wall Street. Nuestro colaborador Marcello Musto lo entrevistó para Sin Permiso.

1) Marcelo Musto. Profesor Hobsbawm, dos décadas después de 1989, cuando fue apresuradamente relegado al olvido, Karl Marx ha regresado al centro de atención. Libre del papel de intrumentum regni que le fue asignado en la Unión Soviética y de las ataduras del “marxismo-leninismo”, no solo ha recibido atención intelectual por la nueva publicación de su obra sino que también ha sido el centro de un mayor interés. De hecho, en 2003, la revista francesa Nouvel Observateur dedicó un número especial a Karl Marx. Le penseur du troisième millénaire? Un año después, en Alemania, en una encuesta organizada por la compañía de televisión ZDF para establecer quien eran los más importantes alemanes de todos los tiempos, más de 500.000 televidentes votaron por Karl Marx; quien obtuvo el tercer lugar en la clasificación general y primero en la categoría de “relevancia actual”. Luego, en 2005, el semanario Der Spiegel le dedicó una portada con el título de Ein Gespenst Kehrt zurük (Un espectro ha vuelto) mientras los escuchas del programa In Our Time de Radio 4 de la BBC votaron por Marx como el más grande filósofo.
En una conversación recientemente publicada con Jacques Attalí, usted dijo que paradójicamente “son los capitalistas, más que otros, quienes han estado redescubriendo a Marx” y usted habló de su asombro, cuando el hombre de negocios y político liberal, George Soros, le dijo a usted que: “He estado leyendo a Marx y hay muchas cosas interesantes en lo que él dice”. Aunque sea débil y más bien vago ¿cuáles son las razones de este renacimiento? ¿Es probable que su obra sea de interés solamente para los especialistas e intelectuales, para ser presentada en cursos universitarios como un gran clásico del pensamiento moderno que no debería ser olvidado? o ¿también podría venir una nueva “demanda de Marx” en el futuro desde el lado político?

Eric Hobsbawm. Hay un indudable renacimiento del interés público en Marx en el mundo capitalista, sin embargo, probablemente no todavía en los nuevos miembros de la Unión Europea de Europa del Este. Este renacimiento, fue probablemente acelerado por el hecho de que el 150 aniversario de la publicación del Manifiesto del Partido Comunista coincidió con una crisis económica internacional particularmente dramática en medio de un período de ultra-rápida globalización del libre mercado.

Marx predijo la naturaleza de la economía mundial en el comienzo del Siglo XXI, sobre la base de su análisis de la “sociedad burguesa”, ciento cincuenta años antes. No es sorprendente que los capitalistas inteligentes, especialmente en el sector financiero globalizado, fueran impresionados por Marx, ya que ellos fueron necesariamente más concientes que otros de la naturaleza y las inestabilidades de la economía capitalista en la cual ellos operaban. La mayoría de la izquierda intelectual ya no supo que hacer con Marx. Fue desmoralizada por el colapso del proyecto social-demócrata en la mayoría de los Estados Atlánticos del Norte en los ochenta y la conversión masiva de los gobiernos nacionales a la ideología de libre mercado así como por el colapso de los sistemas políticos y económicos que afirmaban ser inspirados por Marx y Lenin. Los así llamados, “nuevos movimientos sociales” como el feminismo, tampoco tuvieron una conexión lógica con el anti-capitalismo (aunque como individuos sus miembros pudieran estar alineados con él) o cuestionaron la creencia en el progreso sin fin del control humano sobre la naturaleza que tanto el capitalismo como el socialismo tradicional habían compartido. Al mismo tiempo, “el proletariado”, dividido y disminuido, dejó de ser creíble como el agente histórico de la transformación social de Marx. Es también el caso que desde 1968, los más prominentes movimientos radicales han preferido la acción directa no necesariamente basada sobre muchas lecturas y análisis teóricos. Claro, esto no significa que Marx dejara de ser considerado como un gran y clásico pensador, aunque por razones políticas, especialmente en países como Francia e Italia, que alguna vez tuvieron poderosos Partidos Comunistas, ha habido una ofensiva intelectual apasionada contra Marx y los análisis marxistas, que probablemente llegaron a su más alto nivel en los ochenta y noventa. Hay signos de que ahora el agua retomará su nivel.


2) M. M. A través de su vida, Marx fue un agudo e incansable investigador, quien percibió y analizó mejor que ninguno otro en su ti
empo, el desarrollo del capitalismo a escala mundial. Él entendió que el nacimiento de una economía internacional globalizada era inherente al modo capitalista de producción y predijo que este proceso generaría no solamente el crecimiento y la prosperidad alardeados por políticos y teóricos liberales sino también violentos conflictos, crisis económicas e injusticia social generalizada. En la última década hemos visto la Crisis financiera del este asiático, que empezó en el verano de 1997; la crisis económica argentina de 1999-2002 y sobre todo, la crisis de los préstamos hipotecarios, que empezó en Estados Unidos en 2006 y ahora ha devenido la más grande crisis financiera de la post-guerra. ¿Es correcto decir entonces, que el regreso al interés en Marx está basado en la crisis de la sociedad capitalista y sobre su perdurable capacidad de explicar las profundas contradicciones del mundo actual?


E. H. Si la política de la izquierda en el futuro será inspirada una vez más en los análisis de Marx, como lo fueron los viejos movimientos socialistas y comunistas, dependerá de lo que pase en el mundo capitalista. Pero esto aplica no solamente a Marx sino a la izquierda como un proyecto y una ideología política coherente. Puesto que, como usted dice correctamente, la recuperación del interés en Marx está considerablemente –yo diría, principalmente- basado sobre la actual crisis de la sociedad capitalista, la perspectiva es más prometedora de lo que fue en los noventa. La presente crisis financiera mundial, que bien puede devenir en una mayor depresión económica en Estados Unidos, dramatiza el fracaso de la teología del libre mercado global incontrolado y obliga, inclusive del Gobierno norteamericano, a considerar optar por tomar acciones públicas olvidadas desde los treinta. Las presiones políticas están ya debilitando el compromiso de los gobiernos neoliberales en torno a una globalización incontrolada, ilimitada y desregulada. En algunos casos (China) las vastas desigualdades e injusticias causadas por una transición de modo general a una economía de libre mercado, plantea ya problemas importantes para la estabilidad social y dudas inclusive en altos niveles de gobierno.

Es claro que cualquier “retorno a Marx” será esencialmente un retorno al análisis de Marx del capitalismo y su lugar en la evolución histórica de la humanidad —incluyendo, sobre todo, sus análisis de la inestabilidad central del desarrollo capitalista que procede a través de crisis económicas auto-generadas con dimensiones políticas y sociales. Ningún marxista podría creer por un momento que, como argumentaron los ideólogos neoliberales en 1989, el capitalismo liberal se había establecido para siempre, que la historia tenía un fin o, en efecto, que cualquier sistema de relaciones humanas podría ser para siempre, final y definitivo.


3) M. M. No piensa usted que si las fuerzas políticas e intelectuales de la izquierda internacional, que se cuestionan a sí mismas con respecto al socialismo en el nuevo siglo, renunciaran a las ideas de Marx, ¿no perderían una guía fundamental para el examen y la transformación de la realidad actual?


E. H. Ningún socialista puede renunciar a las ideas de Marx, en tanto que su creencia de que el capitalismo debe ser sucedido por otra forma de sociedad está basada, no en la esperanza o la voluntad sino en un análisis serio del desarrollo histórico, particularmente de la era capitalista. Su predicción real de que el capitalismo sería re-emplazado por un sistema administrado o planeado socialmente todavía parece razonable, aunque él ciertamente subestimó los elementos de mercado que sobrevivirían en algún sistema(s) post-capitalista. Puesto que él deliberadamente se abstuvo de especular acerca del futuro, no puede ser hecho responsable por las formas específicas en que las economías “socialistas” fueron organizadas bajo el “socialismo realmente existente”. En cuanto a los objetivos del socialismo, Marx no fue el único pensador que quería una sociedad sin explotación y alienación, en que los seres humanos pudieran realizar plenamente sus potencialidades, pero sí fue el que la expresó con mayor fuerza que nadie, y sus palabras mantienen el poder para inspirar.

Sin embargo, Marx no regresará como una inspiración política para la izquierda hasta que sea entendido que sus escritos no deben ser tratados como programas políticos, autoritariamente, o de otra manera, ni como descripciones de una situación real del mundo capitalista de hoy, sino más bien, como guías hacia su modo de entender la naturaleza del desarrollo capitalista. Ni tampoco podemos o debemos olvidar que él no logró una presentación bien planeada, coherente y completa de sus ideas, a pesar de los intentos de Engels y otros de construir de los manuscritos de Marx, un volumen II y III de El Capital. Como lo muestran los Grundrisse. Incluso, un Capital completo habría conformado solamente una parte del propio plan original de Marx, quizá excesivamente ambicioso.

Por otro lado, Marx no regresará a la izquierda hasta que la tendencia actual entre los activistas radicales de convertir el anticapitalismo en anti-globalismo sea abandonada. La globalización existe y, salvo un colapso general de la sociedad humana, es irreversible. En efecto, Marx lo reconoció como un hecho y. como un internacionalista, le dio la bienvenida, teóricamente. Lo que él criticó y lo que nosotros debemos criticar es el tipo de globalización producida por el capitalismo.


4) M. M. Uno de los escritos de Marx que suscitaron el mayor interés entre los nuevos lectores y comentadores son los Grundrisse. Escritos entre 1857 y 1858, los Grundrisse son el primer borrador de la crítica de la economía política de Marx y, por tanto, también el trabajo inicial preparatorio del Capital; contiene numerosas reflexiones sobre temas que Marx no desarrolló en ninguna otra parte de su creación inacabada. ¿Por qué, en su opinión, estos manuscritos de la obra de Marx, continúan provocando más debate que cualquiera otro, a pesar del hecho de que los escribió solamente para resumir los fundamentos de su crítica de la economía política? ¿Cuál es la razón de su persistente interés?


E. H. Desde mi punto de vista, los Grundrisse han provocado un impacto internacional tan grande sobre la escena marxista intelectual por dos razones relacionadas. Permanecieron virtualmente no publicados antes de los cincuenta y, como usted dice, conteniendo una masa de reflexiones sobre asuntos que Marx no desarrolló en ninguna otra parte. No fueron parte del largamente dogmatizado corpus del marxismo ortodoxo en el mundo del socialismo soviético, de ahí que el socialismo soviético no pudiera simplemente desecharlos. Pudieron, por tanto, ser usados por marxistas que querían criticar ortodoxamente o ampliar el alcance del análisis marxista mediante una apelación a un texto que no podría ser acusado de ser herético o anti-marxista. Por tanto, las ediciones de los setenta y los ochenta antes de la caída del Muro de Berlín, continuaron provocando debate, fundamentalmente porque en estos manuscritos Marx plantea problemas importantes que no fueron considerados en el Capital, como por ejemplo, las cuestiones planteadas en mi prefacio al volumen de ensayos que usted recolectó (
Karl Marx’s Grundrisse. Foundations of the Critique of Political Economy 150 Years Later, editado por M. Musto, Londres-Nueva York, Routledge, 2008).


5) M. M. En el prefacio de este libro, escrito por varios expertos internacionales para conmemorar el 150 aniversario desde su composición, usted escribió: “Quizá este es el momento correcto para regresar al estudio de los Grundrisse menos constreñidos por las consideraciones temporales de las políticas de izquierda entre la denuncia de Nikita Khrushchev de Stalin y la caída de Mikhail Gorbachev”. Además, para subrayar el enorme valor de este texto, usted establece que los Grundrisse “contienen análisis y la comprensión, por ejemplo, de la tecnología, que lleva al tratamiento de Marx del capitalismo mas allá del siglo XIX en la era de una sociedad donde la producción no requiere ya mano de obra masiva, de automatización, de potencial de tiempo libre y de las transformaciones de alienación en tales circunstancias. Este es el único texto que va, de alguna manera, más allá de los propios indicios de Marx del futuro comunista en la Ideología Alemana. En pocas palabras, ha sido correctamente descrito como el pensamiento de Marx en toda su riqueza. Por tanto ¿cuál podría ser el resultado de la re-lectura de los Grundrisse hoy?


E. H. No hay probablemente más que un puñado de editores y traductores que han tenido un pleno conocimiento de esta gran y notoriamente difícil masa de textos. Pero una re-re-lectura o más bien lectura de ellos hoy puede ayudarnos a repensar a Marx: a distinguir lo general en el análisis del capitalismo de Marx de lo que fue específico de la situación de la “sociedad burguesa” en la mitad del siglo XIX. No podemos predecir qué conclusiones de este análisis son posibles y probablemente solamente que ellos ciertamente no llevarán a acuerdos unánimes.


6) M. M. Para terminar una pregunta final ¿Por qué es importante leer hoy a Marx?


E. H. Para cualquier interesado en las ideas, sea un estudiante universitario o no, es patentemente claro que Marx es y permanecerá como una de las grandes mentes filosóficas y analistas económicas del siglo diecinueve y, en su máxima expresión, un maestro de una prosa apasionada. También es importante leer a Marx porque el mundo en el cual vivimos hoy, no puede entenderse sin la influencia que los escritos de este hombre tuvieron sobre el siglo XX. Y finalmente debería ser leído porque como él mismo escribió, el mundo no puede ser cambiado de manera efectiva a menos que sea entendido, y Marx permanece como una soberbia guía para la comprensión del mundo y los problemas a los que debemos hacer frente.

Eric Hobsbawm es el decano de la historiografía marxista británica. Uno de sus últimos libros es un volumen de memorias autobiográficas: Años interesantes, Barcelona, Critica, 2003.

Traducción para
www.sinpermiso.info: Gabriel Vargas Lozano

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Lula: Oposição perdeu nas eleições.

Publicado por alexproenca em Outubro 27, 2008

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista exclusiva ao blog Balaio do Kotscho, assinado pelo jornalista Ricardo Kotscho, falou sobre o resultado das eleições municipais e sobre a crise financeira mundial. O presidente afirmou que os partidos de oposição como o DEM, PSDB e PPS foram os grandes perdedores das eleições, pois “o povo brasileiro mostrou que sabia o que queria”, ou seja, manter as obras que estão em andamento em cada cidade.

Sobre a crise mundial, Lula reafirmou a necessidade de se regular o mercado financeiro mundial porque ninguém “pode brincar com a economia, a ponto de causar prejuízos para todas as pessoas do mundo, sem produzir nada, apenas com especulação”.

Confira a íntegra da entrevista com o presidente Lula:

Está todo mundo hoje fazendo contas e análises sobre quem ganhou as eleições municipais. Para o Presidente da República, qual foi o resultado mais importante?Quem ganhou estas eleições foi o processo democrático brasileiro. Foi mais uma eleição que transcorreu da forma mais tranquila possível. E foi uma eleição atípica porque todos os candidatos, do DEM ao PT, defenderam as parcerias com o governo federal. Como o povo está satisfeito, ganharam todos os prefeitos de capitais que disputaram a reeleição, menos o Serafim Corrêa, em Manaus. O povo mostrou que sabia o que queria. Quer manter as obras que estão em andamento em cada cidade.

Mas, do ponto de vista dos partidos, quem cresceu e quem perdeu votos nestas eleições?Três partidos perderam: DEM, PSDB e PPS. Os três partidos da oposição foram os que perderam mais prefeituras. E os partidos da base do governo todos eles cresceram: PT, PMDB, PSB, PCdoB, PP, PTB, todos.

Em número de votos e de prefeitos o grande vencedor foi o PMDB, que agora está sendo apontado como o fiel da balança para a sucessão presidencial em 2010.Ainda é muito cedo para tirarmos conclusões sobre os resultados de domingo. Eu não trabalho assim com esta antecedência porque em política as coisas não funcionam automaticamente, uma eleição definindo a próxima. Eu me lembro do Mário Covas que teve uma grande votação para senador em São Paulo e foi apontado como futuro presidente da República, mas ficou em quarto lugar, em 1989. Quando o Quércia fez do Fleury seu sucessor em São Paulo, também saiu em capa de revista como futuro presidente, mas teve só 5% dos votos, em 1994. Não dá para fazer uma ligação robotizada entre 2008 e 2010. É incorrer num grande erro. Cada eleição tem sua própria história, seus próprios candidatos, uma é diferente da outra. É como no futebol. Eleição presidencial é um clássico, e clássico não tem favorito…

Vamos mudar de assunto, presidente. A eleição já passou e agora todo mundo quer saber como ficará sua vida diante desta crise econômica globalizada. O que vai acontecer com o mundo? O que vai acontecer com o Brasil?Com o mundo, eu não sei o que vai acontecer… A única coisa certa é que vamos ter esta importante reunião em Washington no dia 15 de novembro em que deverão ser tomadas medidas para controlar o sistema financeiro internacional. Temos que fazer a regulação porque ninguém pode brincar com a economia, a ponto de causar prejuízos para todas as pessoas do mundo, sem produzir nada, apenas com especulação.

E como fica o Brasil nesta história?Teoricamente, esta crise pode causar problemas ao Brasil, mas numa escala bem menor do que em outros países. No Brasil, temos um sistema financeiro mais sólido, não envolvido no sub-prime. Temos um mercado interno ascendente, com muitas obras financiadas pelo governo federal e por grandes empresas, como a Vale do Rio Doce e a Petrobras, que não vão diminuir seus investimentos. Temos uma exportação hoje muito diversificada, não dependendo apenas de um ou dois países. Agora, sabemos que está faltando crédito no mundo. Não há mais confiança entre os bancos, sequer para funcionar o interbancário (empréstimos de um banco a outro). Mas também neste aspecto o nosso governo, com suas reservas e o compulsório, com bancos públicos bastante sólidos, pode ajudar a combater os efeitos da crise. A Caixa, o Banco do Brasil e o BNDES vão cuidar de irrigar de crédito a economia.

O que você diria para um cidadão brasileiro que te perguntasse se deve fazer um investimento ou esperar um pouco?Falaria para ele investir. Outro dia, um sobrinho meu, o Rogério, que é caminhoneiro, veio me fazer esta pergunta. Ele estava na dúvida se deveria comprar um caminhão novo. Falei para ele: compra o caminhão.

Mas nem todo mundo pensa assim. Alguns políticos e analistas econômicos já estão anunciando que a crise do fim do mundo está chegando por aqui e vai influir em 2010

Lamentavelmente, temos um grupo de pessoas no país que está pedindo a Deus para que a crise chegue logo ao Brasil para desgastar o governo. O que é uma imbecilidade, porque o Brasil não merece ser prejudicado. Nós fizemos as coisas certas e não temos que pagar pelos erros dos outros.

Para terminar a nossa conversa, presidente: o que você gostaria de ganhar de presente de aniversário?Já ganhei no sábado… O meu Coringão voltou pra primeira divisão…

Balaio do Kotscho (www.ig.com.br)

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Senadora Biônica

Publicado por alexproenca em Outubro 26, 2008

Este vídeos foram postados pela Leticia Barreto, uma brasileira em Portugal.

Acessem o seu site: www.leticiabarreto.com.br

Ou seu blog: http://www.leticiabarreto.blogspot.com/

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Mais votos para o governo, menos para a oposição.

Publicado por alexproenca em Outubro 26, 2008


Alguns leitores do Balaio mais afoitos já estão decretando a morte do PT e anunciando que irão varrer o partido do mapa em 2010.

Até entendo a empolgação dos demo-tucanos em São Paulo, com a provável vitória de Gilberto Kassab por larga margem de votos e a derrota do PT em outras capitais importantes.

Mas é preciso não brigar com os fatos, como sempre repito aqui. Basta pegar o levantamento da votação do primeiro turno de 2008, com as projeções das pesquisas para hoje em todo o país, publicado pela Folha de S. Paulo, e comparar com 2004, para constatar que os números gerais da eleição municipal mostram exatamente o contrário.

Enquanto os partidos da base aliada, a começar pelos dois maiores, PT e PMDB,  mostram vigoroso crescimento no número de votos, a oposição (PSDB, DEM e o nanico PPS) deve perder mais de 10 milhões de eleitores nesta eleição, segundo o jornal, mesmo com a provável vitória de Kassab em São Paulo.

Aos números:

O PT, que tinha 16,9 milhões de eleitores em 2004, deve passar para 19,6 milhões em 2008. O número de prefeituras do partido já passou de 411 conquistadas em 2004 para 548 no primeiro turno e tem boas chances hoje em 12 cidades de médio e grande porte, podendo passar a faixa de 20 milhões de eleitores.

O PMDB aumenta seu eleitorado de 17,1 milhões em 2004 para 23,5 milhões, o maior crescimento entre todos os partidos, e pode chegar a 30 milhões, se vencer no Rio de Janeiro.

Assim, apenas PMDB e PT, entre a constelação de partidos aliados, poderão sair das eleições municipais de 2008 com um eleitorado próximo a 50 milhões. Os outros partidos do governo somados devem ficar com algo em torno de 20 milhões.

Enquanto isso, os três partidos de oposição somados devem cair de 47,9 milhões de eleitores em 2004 para 34, 9 milhões este ano. Também o número de municípios hoje governados pela oposição caiu de 1.760 para 1.410 no primeiro turno, devendo vencer em mais três hoje (São Paulo, São Luís e Cuiabá).

Fonte: Blog do Ricardo Kotsch.

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Análise dos resultados eleitorais do PT de Sorocaba.

Publicado por alexproenca em Outubro 21, 2008

Alexandre

alex.proenca@ibest.com.br

Na próxima terça-feira, às 19 horas, o Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de Sorocaba estará reunido para fazer sua análise sobre os resultados das últimas eleições.

Acredito que será um momento importante para a realização deste debate, pois novos rumos terão de ser tomados, para reestruturar o partido.

Também acredito que o debate será tenso e marcado por acusações mutuas e passionais.

Porém a minha formação marxista, não compreende como correta esta forma de analisar a situação, desta maneira estou postando a minha análise, para conhecimento prévio de todos, entendendo que esta é a melhor maneira de contribuir com o debate.

O primeiro fator a ser analisado é a conjuntura econômica: o crescimento da economia brasileira, capitaneada pelo Presidente Lula e o PT, conseguiu resultados excelentes, diminuindo em todo o país as taxas de desemprego e a melhora dos salários e das condições de vida da população.

Como conseqüência disto, aumentou em muito a arrecadação de impostos, principalmente das grandes cidades, como Sorocaba, que concentram um grande parque industrial e de serviços. Este aumento de arrecadação melhorou as condições das prefeituras municipais, que conseguiram fazer mais obras, e desta maneira atender as reivindicações das populações.

O aumento do emprego e dos salários melhorou as condições de vida dos mais pobres, tirando a demanda imediata do setor publico. Nos últimos anos, só o setor metalúrgico de Sorocaba, empregou mais de 20 mil trabalhadores. Em sua maioria, eles deixaram de utilizar os serviços públicos de saúde e passaram a utilizar os convênios médicos de suas empresas. Isto reduziu a pressão por melhorias na saúde publica. E de maneira sistemática, porém em menor escala, isto se refletiu nos demais setores, como habitação, transportes, educação.

Sem contar, que esta melhora das condições de vida, aumentou o sentimento de felicidade da população, contribuindo para deixar “a coisa como esta”, em vez de mudá-la.

Pelo país afora, esta situação contribuiu para a reeleição dos prefeitos e prefeitas brasileiras, com índices altos de aprovação. Quando não ocorreu esta reeleição, foi porque o executivo municipal foi extremamente incompetente na aplicação dos recursos públicos.

Outro fator que deve ser levado em conta, foi à divisão ocorrida no PT de Sorocaba, com a saída dos grupos políticos, que atuavam junto com o Gabriel Bittencourt e do Raul Marcelo. Os votos dados para estes setores da esquerda, cerca de 20 mil, não foram contabilizados em função da legislação eleitoral, que exige que se atinja o quociente eleitoral, que nesta eleição ficou em 15.020 votos.

Votos

Votos

Votos

Quociente

Nominais

Legenda

Validos

Partidário

Partido / Coligação

(B)

©

(D)

D / QE

PCdoB / PRTB

9.010

314

9.324

0,62

PSOL

6.528

3.803

10.331

0,69

Total

15.538

4.117

19.655

1,31

Em 2004, estes grupos estavam dentro do PT, o que contribuiu com o bom desempenho eleitoral do partido.

Se eles estivessem nesta eleição, ainda junto com o PT, mesmo que através de coligações proporcionais, estes votos contariam e o numero de vereadores eleitos, pela coligação, seriam de 5 cadeiras.

Votos

Votos

Votos

Nominais

Legenda

Validos

Partido / Coligação

(B)

©

(D)

PCdoB

9.010

314

9.324

PSOL

6.528

3.803

10.331

PT/PR

25.728

8.912

34.640

Total

41.266

13.029

54.295

Nesta análise estão retirados os votos dados ao vereador Claudio do Sorocaba 1, pois sua participação não seria possível em uma coligação de esquerda.

Estes números são a prova irrefutável, de que a divisão das forças de esquerda, foi o principal fator da diminuição do número de vereadores de esquerda em Sorocaba.

Onde foi efetiva esta divisão, ocorreram enormes derrotas para as forças de esquerda, e vitórias maciças das forças conservadoras, sejam pela via eleitoral, ou pela via armada. Temos como exemplo, a Alemanha nos década de 1920, a Espanha na década de 1930, O Chile e Portugal na década de 1970, a Itália e a França no ano de 2007 e 2008.

São muitos os fatores que levam a esta situação de divisão, não sendo o objetivo desta análise em aprofundar o debate neste momento.

Em Sorocaba, em especial, a falta de dialogo, de absorção das vária idéias e projetos, bem como os egos pessoais, pesaram nestas divisões.

Outro fator importante foi à falta de capacidade dos grupos dirigentes, em compreender a situação, agindo de maneira idealista, sem, contudo se concentrar na organização do partido. Esta falta de organização se refletia na falta de propostas arrojadas e combativas, deixando o partido a reboque das iniciativas da burguesia local.

Quantas e quantas vezes, os meios de comunicações locais, usaram o seu poder para bater no PT, e muito pouco era dito ou feito. Medidas judiciais deveriam ter sido tomadas contra os que utilizam dos meios de comunicações para chamar os petistas de criminosos, e também contra os órgãos de imprensa que davam guarida a esta campanha sórdida, contra o partido.

Esta ilusão correu pelo partido, esquecendo que a imprensa tem lado, o lado do capital.

Também se deve levar em conta, o rebaixamento do programa do partido, para “atrair a classe média”, deixando de lado questões importantes como, o transporte público. Sendo que este atende de fato as necessidades da maioria da população, que é composta de trabalhadores. Ou de ações mais combativas em defesa do meio ambiente.

O partido e a bancada praticamente não fizeram oposição ao prefeito Vitor Lippi, fazendo apenas critica pontual. Quanto da luta pela indicação do candidato do PSBD, o atual prefeito utilizou do poder da prefeitura para pressionar os delegados tucanos, e nada foi dito ou feito por nossa parte.

Não fizemos nada, quanto às terceirizações na prefeitura, que desvirtuavam as carreiras do serviço publico municipal, foi necessário o Ministério Publico do Trabalho, entrar com ações para acabar com estas irregularidades.

Até 2004, o PT tinha dois deputados e 4 vereadores, mas a atuação conjunta entre eles era quase que insignificante. Praticamente era impossível reunir a bancada, e a bancada com a executiva do partido. Cada mandato agia, como se fosse um diretório do partido, tomando ações de seus próprios interesses, se, levaram em conta os interesses maiores do partido e dos trabalhadores.

Cada mandato tinha a sua imprensa, seu boletim informativo, que falavam o que queriam sem dar satisfação ao diretório do partido. Aparentemente, isto fortalecia cada grupo, mas na realidade enfraquecia a todos, como comprovam os atuais resultados.

De uma maneira ou outra, todos os grupos tem responsabilidade nesta situação.

Mas como não haverá mudanças de pessoas, e seremos nós mesmo que continuaremos estas lutas, se torna necessária uma grande reflexão de nossa parte, para com sabedoria e paciência, mudar os rumos do partido, levando ele de fato ao lugar onde nos interessa: que ele seja o representante dos trabalhadores e trabalhadoras sorocabanas na luta política. Este deve ser o nosso objetivo, o nosso compromisso.

Isto nos remete em uma política de construção de núcleos do partido, na construção de uma comunicação unitária, em ações enérgicas contra as pessoas e órgãos de imprensa que procuram difamar o PT.

Também deve o partido ter um programa voltado para a grandiosidade de Sorocaba e do seu povo. Com metas ousadas e capazes de melhorar a qualidade de vida da população.

Votos

Votos

Votos

Partido / Coligação

Nominais

Legenda

Validos

DEM / PTB

28.750

1.104

29.854

PCdoB / PRTB

9.010

314

9.324

PDT/PTdoB

9.001

580

9.581

PMDB

15.880

940

16.820

PP/PRB/PSB

25.232

1.120

26.352

PPS/PTN/PTC

17.910

740

18.650

PSC/PMN/PRP

30.259

1.427

31.686

PSDB

33.775

30.089

63.864

PSL/PSDC/PHS

12.930

361

13.291

PSOL

6.528

3.803

10.331

PT/PR

30.765

8.912

39.677

PV

29.625

1.349

30.974

Resumo

249.665

50.739

300.404

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Crise expõe perigo de fortalecimento da direita, diz Hobsbawm.

Publicado por alexproenca em Outubro 21, 2008

Crise expõe perigo de fortalecimento da direita, diz Hobsbawm

Eric Hobsbawm
Hobsbawm comparou atual momento à queda da União Soviética

O britânico Eric Hobsbawm, considerado um dos historiadores mais influentes do século 20, disse à BBC nesta terça-feira que o maior perigo da atual crise financeira mundial é o fortalecimento da direita.

“A esquerda está virtualmente ausente. Assim, me parece que o principal beneficiário deste descontentamento atual, com uma possível exceção – pelo menos eu espero – nos Estados Unidos, será a direita”, disse Hobsbawn, em entrevista à Rádio 4.

O historiador marxista comparou o atual momento “ao dramático colapso da União Soviética” e ao fim de “uma era específica”.

“Agora sabemos que estamos no fim de uma era e não se sabe o que virá pela frente.”

Hobsbawn diz não acreditar que a linguagem marxista, que lhe serviu de norte ao longo de toda sua carreira, será proeminente politicamente, mas intelectualmente, “a análise marxista sobre a forma com a qual o capitalismo opera será verdadeiramente importante”.

Abaixo, os principais trechos da entrevista.

Muitos consideram o que está acontecendo como uma volta ao estadismo e até do socialismo. O senhor concorda?

Bem, certamente estamos vivendo a crise mais grave do capitalismo desde a década de 30. Lembro-me de um título recente do Financial Times que dizia: O capitalismo em convulsão. Há muito tempo não lia um título como esse no FT.

Agora, acredito que esta crise está sendo mais dramática por causa dos mais de 30 anos de uma certa ideologia “teológica” do livre mercado, que todos os governos do Ocidente seguiram.

Porque como Marx, Engels e Schumpter previram, a globalização – que está implícita no capitalismo -, não apenas destrói uma herança de tradição como também é incrivelmente instável: opera por meio de uma série de crises.

E o que está acontecendo agora está sendo reconhecido como o fim de uma era específica. Sem dúvida, a partir de agora falaremos mais de (John Maynard) Keynes e menos de (Milton) Friedman e (Friedrich) Hayek.

Todos concordam que, de uma forma ou de outra, o Estado terá um papel maior na economia daqui por diante.

Qualquer que seja o papel que os governos venham a assumir, será um empreendimento público de ação e iniciativa, que será algo que orientará, organizará e dirigirá também a economia privada. Será muito mais uma economia mista do que tem sido até agora.

Acredito que esta crise está sendo mais dramática por causa dos mais de 30 anos de uma certa ideologia ‘teológica’ do livre mercado, que todos os governos do Ocidente seguiram.

E em relação ao Estado como redistribuidor? O que tem sido feito até agora parece mais pragmático do que ideológico…

Acho que continuará sendo pragmático. O que tem acontecido nos últimos 30 anos é que o capitalismo global vem operando de uma forma incrivelmente instável, exceto, por várias razões, nos países ocidentais desenvolvidos.

No Brasil, nos anos 80, no México, nos 90, no sudeste asiático e Rússia nos anos 90, e na Argentina em 2000: todos sabiam que estas coisas poderia levar a catástrofes a curto prazo. E para nós isto implicava quedas tremendas do FTSE (índice da bolsa de Londres), mas seis meses depois, recomeçávamos de novo.

Agora, temos os mesmos incentivos que tínhamos nos anos 30: se não fizermos nada, o perigo político e social será profundo e ainda mais depois de tudo, da forma com a qual o capitalismo se reformou durante e depois da guerra sob o princípio de “nunca mais” aos riscos dos anos 30.

O senhor viu esses riscos se tornarem realidade: estava na Alemanha quando Adolf Hitler chegou ao poder. O senhor acredita que algo parecido poderia acontecer como conseqüência dos problemas atuais?

Nos anos 30, o claro efeito político da Grande Depressão a curto prazo foi o fortalecimento da direita. A esquerda não foi forte até a chegada da guerra. Então, eu acredito que este é o principal perigo.

Depois da guerra, a esquerda esteve presente em várias partes da Europa, inclusive na Inglaterra, com o Partido Trabalhista, mas hoje isso já não acontece.

A esquerda está virtualmente ausente, Assim, me parece que o principal beneficiário deste descontentamento atual, com uma possível exceção – pelo menos eu espero – nos Estados Unidos, será a direita.

O que vemos agora não é o equivalente à queda da União Soviética para a direita? Os desafios intelectuais que isto implica para o capitalismo e o livre mercado são tão profundos como os desafios enfrentados pela direita em 1989?

Sim, concordo. Acredito que esta crise é equivalente ao dramático colapso da União Soviética. Agora sabemos que acabou uma era. Não sabemos o que virá pela frente.

A globalização, que está implícita no capitalismo, não apenas destrói uma herança de tradição como também é incrivelmente instável: opera por meio de uma série de crises

Temos um problema intelectual: estávamos acostumados a pensar até então que havia apenas duas alternativas: ou o livre mercado ou o socialismo. Mas, na realidade, há muito poucos exemplos de um caso completo de laboratório de cada uma dessas ideologias.

Então eu acho que teremos de deixar de pensar em uma ou em outra e devemos pensar na natureza da mescla. E principalmente até que ponto esta mistura será motivada pela consciência do modelo socialista e das conseqüências sociais do que está acontecendo.

O senhor acredita que regressaremos à linguagem do marxismo?

Desde a crise dos anos 90, são os homens de negócio que começaram a falar assim: “Bem, Marx predisse esta globalização e podemos pensar que este capitalismo está fundamentado em uma série de crises”.

Não acredito que a linguagem marxista será proeminente politicamente, mas intelectualmente a natureza da análise marxista sobre a forma com a qual o capitalismo opera será verdadeiramente importante.

O senhor sente um pouco recuperado depois de anos em que a opinião intelectual ia de encontro ao que o senhor pensava?

Bem, obviamente há um pouco a sensação de schadenfreude (regozijo pela desgraça alheia).

Sempre dissemos que o capitalismo iria se chocar com suas próprias dificuldades, mas não me sinto recuperado.

O que é certo é que as pessoas descobrirão que de fato o que estava sendo feito não produziu os resultados esperados.

Durante 30 anos os ideólogos disseram que tudo ia dar certo: o livre mercado é lógico e produz crescimento máximo. Sim, diziam que produzia um pouco de desigualdade aqui e ali, mas também não importava muito porque os pobres estavam um pouco mais prósperos.

Agora sabemos que o que aconteceu é que se criaram condições de instabilidades enormes, que criaram condições nas quais a desigualdade afeta não apenas os mais pobres, como também cada vez mais uma grande parte de classe média.

Sobretudo, nos últimos 30 anos, os benefíciários deste grande crescimento têm sido nós, no Ocidente, que vivemos uma vida imensuravelmente superior a qualquer outro lugar do mundo.

E me surpreende muito que o Financial Times diga que o que se espera que aconteça agora é que este novo tipo de globalização controlada beneficie a quem realmente precisa, que se reduza a enorme diferença entre nós, que vivemos como príncipes, e a enorme maioria dos pobres.

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Pirâmide Financeira.

Publicado por alexproenca em Outubro 21, 2008

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Crise aumenta procura por obras de Karl Marx na Alemanha.

Publicado por alexproenca em Outubro 20, 2008

Karl Marx
Muitos parecem esperar que Marx explique o deu errado

A atual crise financeira global parece estar aumentando a busca por obras de um dos maios conhecidos e ferozes críticos do capitalismo: o pai do comunismo, Karl Marx.

A editora alemã Karl Dietz, dedicada a livros de pensamento de esquerda disse já ter vendido, neste ano, 1,5 mil cópias da obra mais famosa de Marx, O Capital, escrita em 1867.

Só no mês passado, foram vendidas 200 cópias, o mesmo número que, no passado, costumava ser vendido em um ano.

A Dietz não é a única editora a publicar obras de Marx, mas, segundo a imprensa alemã, lojas ao redor da Alemanha têm visto um aumento de 300% na venda do livro nos últimos meses.

O correspondente da BBC David Bamford afirma que muitos vêem a atual crise como um fracasso do capitalismo e que a obra de Marx poderia ajudar a entender o que deu errado.

Segundo Bamford, o número de visitantes a Trier, na Alemanha, cidade natal de Marx, subiu neste ano para 40 mil.

O curador do museu da cidade afirma que já perdeu as contas de quantos visitantes ele ouviu dizer que Marx estava, afinal, certo em suas críticas ao capitalismo.

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