Posts de Agosto, 2008
Video sobre o Manifesto Comunista.
Publicado por alexproenca em Agosto 28, 2008
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Eu não aceito ser co-autor de genocídio.
Publicado por alexproenca em Agosto 28, 2008
Eu não aceito ser co-autor de genocídio
Publicado pelo jornalista Luiz Carlos Azenha, em seu blog Vi o Mundo
Estou no Colorado para a Convenção que indicará Barack Obama oficialmente candidato do Partido Democrata à Casa Branca. Porém, antes de entrar neste assunto pretendo falar de outro, que julgo mais importante: a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira, em que os juízes decidirão se consideram ou não inconstitucional a demarcação da reserva Raposa/Serra do Sol, em Roraima.
Quando fui convidado pela TV Cultura para fazer um documentário a respeito não conhecia quase nada sobre o assunto. Passei dez dias entre Boa Vista, a reserva e Brasília entrevistando dezenas de pessoas a respeito. Li muito. Discuti o assunto com especialistas. O material que coletei foi entregue a uma equipe da TV paulista, que fez um belíssimo trabalho de edição. O documentário já foi ao ar duas vezes. Acredito que oferece um panorama a respeito da polêmica, em que vários pontos-de-vista foram contemplados. Falaram tanto o líder dos arrozeiros, Paulo César Quartiero, quanto os representantes dos indígenas.
É um assunto complexo, que merece reflexão. Numa entrevista que dei ao Jornal da Cultura eu mesmo disse que não se deve tratar deste assunto com o coração – ou o figado, como preferirem -, mas com a cabeça.
Porém, não é o que tenho visto desde que estive em Roraima. Infelizmente tenho testemunhado algo que me surpreende: o racismo, o preconceito e o desprezo de muitos brasileiros pelos indígenas. Os próprios indígenas costumam dizer que isso se deve à desinformação. É o que ouvi, por exemplo, da advogada que os representa no STF, Joênia Wapixana, a primeira indígena que se formou em Direito no país.
Talvez seja, de fato, desinformação. Mas, sinceramente, acredito que é algo mais perverso: é racismo. É intolerância. É desprezo pelo diferente, por algo que no inconsciente coletivo do brasileiro representa “atraso”, um alvo conveniente contra o qual dirigimos nosso ressentimento pelos fracassos do Brasil de brancos, negros e europeus.
São freqüentes, neste e em outros endereços da internet, as referências ao tratamento que os Estados Unidos deram aos indígenas, como se o genocídio cometido em outros lugares fosse justificativa para o genocídio no Brasil. “Se os americanos fizeram, nós também podemos fazer”, argumentam. É vergonhoso, para dizer o mínimo. Quando se trata dos indígenas, queremos ser tão criminosos quanto os americanos? É isso? Ou nós seremos melhores do que eles?
A ignorância é, de fato, a maior inimiga dos indígenas brasileiros. Os brasileiros brancos ignoram a riqueza étnica do País, ignoram as condições em que vivem os indígenas, ignoram as leis que amparam as demarcações. E os ignorantes são muito mais suscetíveis às campanhas de desinformação movidas contra os indígenas, que tiram proveito do preconceito existente na sociedade brasileira. “Índio não dá audiência”, costumava dizer a diretora de um programa da TV Globo quando eu trabalhava na emissora, supostamente apoiada em pesquisas de opinião. “Índio é bêbado e vagabundo”, costumava dizer um parente meu, testemunha de conflitos fundiários no interior do País. As manifestações de racismo explícito envolvendo violência se cristalizaram no caso do índio Galdino Pataxó, aquele que foi queimado por jovens brancos de classe média alta em Brasília.
A violência institucional contra os indígenas não é uma novidade no Brasil. Foi política de estado o confinamento dos indígenas em territórios exíguos, verdadeiros campos de concentração em que se misturaram povos de diversas etnias, inclusive de famílias inimigas. Uma visita às aldeias da região de Dourados, no Mato Grosso do Sul, dará ao leitor uma idéia do que estou falando.
Lá, milhares de indígenas foram concentrados em pequenos territórios, sem assistência médica, educação ou apoio para cultivar a terra. Aos jovens resta mendigar nas ruas das cidades próximas ou trabalhar como bóias frias. Os homens deixam as reservas em busca de trabalho temporário nas lavouras. As mulheres ficam sós para cuidar dos filhos. E o Brasil só se dá conta dessa situação calamitosa quando bebês começam a morrer ou jovens, sem perspectiva, cometem suicídio.
A Constituição de 1988 reconheceu o direito dos indígenas à terra e obriga o Estado brasileiro a garantir a eles o espaço necessário para a sobrevivência. É óbvio que a população indígena cresce e que as demarcações precisam levar em conta isso. Justamente para evitar que situações como a verificada em Mato Grosso do Sul se repitam.
Não estamos tratando de um favor, mas do cumprimento da lei.
O estereótipo de que os índios são “bonzinhos”, ou “selvagens” ou “inocentes” ou “manipuláveis” é só isso: um esteriótipo.
Perguntem à advogada Joênia Wapixana e ela diz: “Não é pelo fato de que um índio fala português ou usa um laptop que ele deve abrir mão dos seus direitos constitucionais”.
Estes são direitos coletivos ao usufruto da terra.
Terra indígena, como já escrevi aqui, é terra da União, ou seja, do Brasil, de toda a sociedade brasileira. Ao reconhecer o direito de uso da terra o Brasil não está abrindo mão de sua soberania ou “entregando” terra. Está reconhecendo a sua obrigação de preservar as diferentes etnias e de conceder aos indígenas o usufruto de território essencial para sua preservação.
Pessoalmente, entre conceder o usufruto da terra aos indígenas ou aos arrozeiros eu, Azenha, prefiro conceder aos indígenas. Sei que eles vão preservar a terra muito melhor do que agricultores, cujo principal objetivo é o lucro pessoal. Eu prefiro sustentar 500 indígenas do que uma família de classe média alta branca que se apropriou de terras públicas, tem outras propriedades e pode muito bem produzir fora de áreas demarcadas.
É disso que o STF vai tratar: de uma disputa POR TERRA entre alguns fazendeiros brancos e milhares de indígenas.
De uma disputa que já causou muitas mortes. Sabe quantas? Vinte e uma, na contabilidade dos indígenas. Nenhum homem branco. Todos os 21 mortos são indígenas. Todos morreram em conflito fundiário desde que a FUNAI começou o trabalho de reconhecimento da Raposa/Serra do Sol. Quantas vezes a mídia corporativa brasileira deu espaço para as teorias conspiratórias da extrema-direita, que em nome de beneficiar o agronegócio e as mineradoras tenta transformar os indígenas em uma ameaça à soberania?
Essa ameaça inexiste. Todas as terras indígenas pertencem à União e a presença de autoridades brasileiras nelas é garantida por decreto. A fantasia dos “vazios demográficos” não é mais que isso: uma fantasia de militares de extrema-direita que, com o fim da guerra fria, procuram “inimigos” que justifiquem a Doutrina de Segurança Nacional, uma doutrina que eles aprenderam com os americanos e que exige a existência de “inimigos internos”.
É irônico que os “inimigos internos” de hoje sejam os indígenas, agora supostamente aliados dos americanos e europeus.
Não é nada irônico que gente que se diz “de esquerda” ou “progressista” se junte à extrema-direita para fazer dos indígenas “inimigos”.
Por não terem voz na mídia, nem na academia, nem nos partidos, nem no Congresso, os indígenas são um inimigo conveniente.
São a garantia de que nós, brasileiros brancos, que nos sentimos tão pequenos ou derrotados diante de americanos, suecos, franceses e argentinos, podemos finalmente dizer que “ganhamos uma”.
“Ganhar uma” sobre os direitos dos indígenas, em minha opinião, é genocídio. Não a limpeza étnica clássica, evidente, de grandes proporções.
A limpeza étnica malandra, nas sombras, a conta-gotas, justificada pomposamente por tribunais, jornalistas, partidos e políticos com citações jurídicas e a “produção” de fatos consumados a posteriori para forçar a “desdemarcação”.
Os brasileiros brancos querem, aos poucos, matar os indígenas?
Não contem comigo. Não aceito ser co-autor de genocídio
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Pensamentos
Publicado por alexproenca em Agosto 28, 2008
A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda.
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Tucanos vão ao STF para derrubar o piso salarial de professor
Publicado por alexproenca em Agosto 25, 2008
Governos de SP, MG e RS alegam que lei aprovada em julho e sancionada por Lula é “inconstitucional”
O Piso Salarial Nacional Profissional do magistério público da educação básica, aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente Lula, estabeleceu o valor mínimo de R$ 950,00 para uma jornada de 40 horas semanais, até 2010, além de reservar 1/3 da carga horária para atividades extraclasse, valorizando os profissionais e fortalecendo a qualidade do ensino. Inconformados, os secretários de Educação dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul se pronunciaram contra a implementação do Piso.
Implementado pela Lei 11.738, que estabeleceu o valor mínimo de R$ 950,00 para uma jornada de 40 horas semanais, até 2010, o Piso garante um patamar digno de remuneração, valorizando os profissionais e fortalecendo a qualidade do ensino, determinando a reserva de 33% da carga horária para atividades extraclasse, sem integrar em sua composição gratificações e abonos. Conforme dados do Ministério da Educação, o Piso beneficiará cerca de 60% dos trabalhadores em educação, além de amenizar as disparidades existentes no país com relação ao salário dos educadores, cujas variações chegam a até 400%.
AMEAÇAS
Inconformados com a prioridade dada à educação pública, os secretários de educação dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul se pronunciaram contra a aplicação da nova lei e buscam envolver o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) para que entre com ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal. Leia mais
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Diretor da Globo lamenta novas mídias.
Publicado por alexproenca em Agosto 25, 2008

Quando o Jornal Folha de São Paulo fez pesquisa para saber o quanto andava seu prestigio, eu disse para vocês que, a grande mídia está com medo da internet e por consequencia do sucesso dos blogs, lembram? Para confirmar as minhas suspeitas, olha o que diz o diretor da Globo Fernando Bittencourt….“A multiprogramação na TV digital não é uma opção para a Rede Globo, pois não trará mais anunciantes.”No cenário de mídia, falando do passado, nós éramos felizes e não sabíamos. Isso há dez, 15 anos. A única forma de ver televisão era pelo ar”, disse, lembrando o avanço da internet. Segundo o executivo, que debateu o assunto no Rio, os radiodifusores sentem saudades do tempo em que não havia ameaça das novas mídias ao seu modelo de negócios. Hoje, o Brasil tem quase 23 milhões de pessoas acessando a rede de casa. Segundo o Ibope, o crescimento no número de internautas tira pessoas da frente da TV no país.
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Instruções para o uso de algemas.
Publicado por alexproenca em Agosto 22, 2008
Alexandre
alex.proenca@ibest.com.br
Abaixo está o vídeo com instruções para o uso de algemas.
Veja aqui.
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Telefones, Grampos e Pavor.
Publicado por alexproenca em Agosto 15, 2008
Alexandre
alex.proenca@ibest.com.br
Ontem o programa Opinião Nacional da Tv Cultura, abordou o tema das escutas telefônicas realizadas com ordem judicial.
Pode-se dizer, que setoreas da elite branca e corrupta brasileira esta apavorada. E procuram por todos os meios desqualificar as investigações que estão sendo feitas.
Enquanto eram pobres e miseráveis os alvos da polícia, tudo estava bem, pois valia tudo para combater o crime. Mas agora que criminosos da “alto” gabarito estão sendo pegos, a coisa começa a incomodar.
E o discurso é a ameaça ao “estado de direito”, a instalação de um “estado policial”.
Mas a tentativa terrorista de desqualificar os trabalhos de investigação da Polícia Federal, caem por terra, através de uma simples conta: hoje existem cerca de 170 milhões de linhas telefônicas no Brasil (+- 130 milhões de celulares e +- 40 milhões de linhas fixas), dividindo o total de linhas “grampedas” cerca de 400 mil, pelo número total de linhas 170 milhões, iremos verificar que apenas 0,24 % das linhas estão “grampeadas” e 99,76% estão sem “grampos”.
ESta simples conta joga por terra todo este terrorismo, agitado por setores da elite brasileira.
E as investigações telefônicas, com ordem judicial é o caminho mais eficaz de derrotar estas quadrinhas do “colarinho branco”, que tanto mal faz ao povo brasileiro.
E a maioria dos e-mails encaminhados ao Opnião Nacional da TV Cultura, esclareciam muito bem a opinião da maioria do povo: “Quem não tem rabo preso, não precisa ter medo”.
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REFLEXÕES DE FIDEL: Carne de canhão para o mercado
Publicado por alexproenca em Agosto 14, 2008
Fidel sobre conflito Geórgia-Ossétia do Sul
TALVEZ alguns governos ignoram os dados concretos, por isso pareceu muito oportuna a mensagem de Raúl fixando a posição de Cuba. Aprofundarei alguns aspectos que não podem ser abordados numa declaração oficial precisa e breve.
O governo da Geórgia não teria lançado jamais suas forças armadas contra a capital da República Autônoma da Ossétia do Sul ao amanhecer de 8 de agosto, para o que denominou o restabelecimento da ordem constitucional, sem a concertação prévia com Bush, que no passado mês de abril em Bucareste comprometeu seu apoio ao presidente Saakashvili para a entrada da Geórgia na OTAN, o que equivale a um punhal afiado que se tenta cravar no coração da Rússia. Muitos Estados europeus que pertencem a essa organização militar se preocupam seriamente pela manipulação irresponsável do tema das nacionalidades, cheio de conflitos potenciais, que na própria Grã-Bretanha pode dar lugar à desintegração do Reino Unido. Iugoslávia foi dissolvida por essa via; os esforços de Tito por evitá-lo foram inúteis depois de sua morte.
Que necessidade havia de provocar o Cáucaso? Quantas vezes irá o cântaro à água antes de quebrar-se? A Rússia continua sendo uma poderosa potência nuclear. Possui milhares de armas desse tipo. Devo lembrar que, por outro lado, a economia de Ocidente extraiu ilegalmente desse país mais de US$500 bilhões. Se a Rússia não significa hoje o fantasma do comunismo; se já não apontam diretamente aos objetivos militares e estratégicos da Europa mais de 400 plataformas nucleares que foram desmanteladas ao desaparecer a URSS, por que o empenho de cercá-la com um escudo nuclear? O velho continente também necessita paz.
As tropas russas que se encontravam na Ossétia do Sul estavam aí numa missão de paz reconhecida internacionalmente; não disparavam contra ninguém.
Por que a Geórgia escolheu 8 de agosto, quando foram inaugurados os Jogos Olímpicos de Beijing, para ocupar Tsjinvali, a capital da República autônoma? Nesse dia quatro bilhões de pessoas em todo o planeta assistiram pela televisão o maravilhoso espetáculo com o qual a China inaugurou esses Jogos. Apenas o povo dos Estados Unidos não pôde desfrutar nesse dia da transmissão direta e ao vivo da estimulante festa de amizade entre todos os povos do mundo que ali foi encenada.
O monopólio sobre os direitos de transmissão tinha sido adquirido por um canal televisivo mediante o pagamento de US$900 milhões e desejava obter o máximo de benefício comercial por minuto de transmissão. As empresas competidoras desforraram-se divulgando nessa hora as notícias da guerra no Cáucaso que não eram exclusivas de ninguém. Os riscos dum conflito sério ameaçavam o mundo.
Bush sim pôde desfrutar do espetáculo como convidado oficial. Ainda no domingo 10, dois dias e meio depois, era visto agitando bandeiras, fingindo ser defensor da paz e preparado para deleitar-se com as vitórias dos ótimos atletas norte-americanos aos que seus olhos, acostumados a manchá-lo tudo, viam como símbolo do poder e da superioridade de seu império. Em seus momentos de lazer, mantinha longas conversações com os funcionários subordinados em Washington, ameaçava à Rússia e alentava os discursos, humilhantes para esse país, do representante dos Estados Unidos no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Alguns dos antigos países que integravam o campo socialista ou parte da própria URSS, hoje atuam como protetorado dos Estados Unidos. Seus governos, impulsionados por um ódio irresponsável contra a Rússia, como a Polônia e a República Tcheca, alinham-se em posições de apoio total a Bush e ao ataque surpresa contra a Ossétia do Sul por Saakashvili, um aventureiro de estranha história que, tendo nascido sob o socialismo em Tbilisi, capital de seu país, tornou-se advogado numa universidade de Kiev, realizou cursos de pós-graduação em Estrasburgo, Nova Iorque e Washington. Exercia essa profissão em Nova Iorque. Caracteriza-se como um georgiano ocidentalizado, ambicioso e oportunista.
Voltou a seu país apoiado pelos ianques e pescou no rio revolvido da desintegração da União Soviética. Foi eleito presidente da Geórgia em janeiro de 2004.
Esse país, depois dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, é o que mais soldados tem na guerra do Iraque, e não o faz precisamente por espíritu internacionalista. Quando Cuba, ao longo de quase dois decênios, enviou centenas de milhares de combatentes a lutarem pela independência e contra o colonialismo e o apartheid na África, não buscou nunca combustível, matérias-primas nem mais-valias; eram voluntários. Assim foi forjado o aço de nossos princípios. O que fazem no Iraque os soldados georgianos senão apoiarem uma guerra que custou a esse povo centenas de milhares de vidas e milhões de danificados? Quais ideais foram defender ali? É muito lógico que cidadãos da Ossétia do Sul não desejem ser enviados como soldados a combater no Iraque ou noutros pontos do planeta a serviço do imperialismo.
Saakashvili por sua própria conta jamais se teria lançado à aventura de enviar o exército georgiano a Ossétia do Sul, para enfrentar-se com as tropas russas localizadas ali como força de paz. Não se pode jogar com a guerra nuclear nem premiar o fornecimento de carne de canhão para o mercado.
Esta reflexão estava elaborada, quando Bush falou às 17h30, hora de Cuba. Nada desdiz o que aqui se analisa; somente que a guerra midiática do governo dos Estados Unidos é hoje ainda mais intensa. É a mesma manobra predeterminada que não engana ninguém.
Os russos declararam com absoluta clareza que a retirada dos invasores ao ponto de partida é a única solução decorosa possível. Tomara que os Jogos Olímpicos possam continuar sem serem interrompidos por uma crise grave.
O jogo de voleibol feminino contra uma boa equipe dos Estados Unidos foi ótimo, e o beisebol ainda não começou.
Fidel Castro Ruz
11 de agosto de 2008
18h21 •
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Evo chega a 68% e amplia votação em redutos da oposição.
Publicado por alexproenca em Agosto 14, 2008
O último resultado parcial do referendo de domingo (10) na Bolívia, com 94,24% dos votos apurados, dava uma vantagem para o “Sim” ao presidente Evo Morales de mais de dois terços dos votos válidos: 67,6% a favor de Evo, contra 53,7% na eleição presidencial de 2005.Mas tem mais: Evo elevou sua votação em oito dos nove departamentos bolivianos, inclusive todos os quatro da “meia lua”, cujos governadores se empenham numa aventura separatista.
Não é verdade que houve uma espécie de empate nas urnas, com a preservação do mandato de Evo, de um lado, e dos governadores da “meia lua”, de outro. Comparando-se a eleição de 2005, que elegeu Evo, e o referendo de agora, verifica-se que o presidente elevou seu percentual de votos em todos os departamentos, exceto Chuquisaca, onde recuou 0,25% ponto, cerca de 450 votos, mas manteve uma razoável maioria.
A “meia lua” está mudando
Outra informação importante, sonegada pela mídia, é o peso eleitoral de cada departamento. Três dos quatro departamentos da “meia lua” têm pouco peso em termos de população e eleitorado (embora Tarija, sobretudo, possua grandes reservas de petróleo e gás natural). A exceção é Santa Cruz, que não só é um departamento extenso e rico, mas também o terceiro mais populoso da Bolívia (a cidade de Santa Cruz, sua capital, já supera La Paz em habitantes).
No entanto, olhemos mais de perto os resultados de Santa Cruz nas duas eleições. Em 2005, Evo teve 208 mil votos. Deve chegar a algo em torno de 247 mil quando terminar a apuração do dia 10. Em termos relativos, passou de 33,17% para 39,43%, um avanço de mais de seis pontos.
Nos outros departamentos da “meia lua”, o avanço do apoio ao governo popular do MAS foi ainda mais espetacular. Em Pando houve uma virada, e o “Sim” a Evo venceu com 52,5%. Em Tarija, praticamente um empate, pois o “Não” venceu por 0,34%, ou cerca de 600 votos. Numa palavra, a “meia lua” está mudando, e na direção oposta à desejada pelos oligarcas locais.
Vitória nítida, mas não por nocaute
Este avanço, mais a vantagem de dois votos para um obtida pelo presidente, superando os 50% em seis dos nove departamentos, e o empate em Tarija, mostram um nítido vencedor no referendo de domingo: a proposta popular antiimperialista e radical-democratizante representada por Evo Morales.
Pode-se alegar que não foi uma vitória por nocaute. Os mandatos de dois dos seis governadores oposicionistas foram revogados pelo voto popular, porém os de outros quatro foram validados.
Daí a provocação racista do mais perigoso deles, Rubén Costas, de Santa Cruz, que em seu primeiro discurso depois do referendo chamou o presidente da República de “macaco”. Daí também a hábil iniciativa de Evo, que tira partido da vitória nas urnas para reafirmar seu apelo ao diálogo com os governadores.
Os dois movimentos fazem todo sentido. Costas provoca não só por preconceito antiindígena – arraigado na oligarquia boliviana – mas também de caso pensado: ao radicalizar, tenta impedir que sua base política continue se estreitando. Enquanto Evo aposta numa negociação que faça valer a vontade da maioria, mas afaste o perigo separatista, disfarçado de autonomista.
As informações são do site Vermelho.
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Haddad discute formação de professores com dirigentes de universidades federais
Publicado por alexproenca em Agosto 13, 2008
Haddad discute formação de professores com dirigentes de universidades federais
13/08 – 15:37 – Redação com Agência Brasil
BRASÍLIA – O ministro da Educação, Fernando Haddad, reuniu-se nesta quarta-feira com dirigentes de instituições de ensino superior para apresentar o sistema nacional de formação de professores para a educação básica. O projeto que está sendo finalizado pelo Ministério da Educação (MEC) deve formar 100 mil docentes por ano, segundo Haddad.
“Para dar sustentabilidade a esse momento que a educação vive, de melhoria dos indicadores, precisamos tomar já providências que só terão repercussões a médio prazo. A principal é aumentar a proporção de professores das escolas públicas formados nas universidades públicas”, afirmou.
Considerando-se apenas as disciplinas básicas, como português e matemática, o déficit de professores chega a 253 mil. Para disciplinas específicas, como as recém-criadas filosofia e sociologia, dados do MEC apontam que serão necessários 107.680 docentes, em cada uma das disciplinas, para atender apenas o ensino médio.
A ampliação da formação, segundo o MEC, se dará pelo aumento de vagas nos cursos de licenciatura das universidades federais, bolsas de iniciação à docência para estudantes, pelos cursos à distância da Universidade Aberta do Brasil (UAB) e outras parcerias. O projeto do sistema nacional ainda não foi apresentado oficialmente e o governo ainda negocia com as instituições.
O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Amaro Lins, afirmou que as universidades públicas terão papel fundamental dentro da construção desse novo sistema.
“Nós só podemos ter ensino de qualidade se o docente tiver capacidade para o exercício do magistério. A criação de um sistema nacional de formação é muito bem-vinda por parte das instituições federais de ensino superior, o nível federal precisa se envolver mais”, avaliou.
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