OPINIÃO

Idéias e opiniões socialistas sobre Sorocaba

Posts de Outubro, 2007

A “eficiência” da polícia de Votorantim.

Publicado por alexproenca em Outubro 31, 2007

Alexandre

alex.proenca@ibest.com.br

Já faz quase uma semana da chacina de  5 jovens na cidade de Votorantim, e até agora os autores deste crime bárbaro não foram presos.

Os jovens eram filhos de operários e moradores de um bairro periférico. Eram pobres, e estãos sendo tratados como tal.

Se fossem 5 jovens de classe média alta, ou 5 burgueses filhos de grandes empresários da cidade, com certeza este crime já teria sido solucionado. Mas eles eram apenas filhos de trabalhadores, e a eficiência da policia diminui muito nestes casos.

Os pais, as famílias e a sociedade votorantinense esta cobrando uma solução rápida para este assassinatos, mas a descoberta dos assassinos e sua prisão não vem.

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Padres facistas.

Publicado por alexproenca em Outubro 29, 2007

Alexandre

alex.proenca@ibest.com.br

Ontem, o papa Bento 16, beatificou cerca de 400 padres e religiosos espanhois que foram fuzilados durante a guerra cívil espanhola. Todos eles foram colaboradores e militantes facistas, contribuiram para o assassinato de milhares de democratas e republicanos espanhois.

A republica espanhola separou o estado da religião, deu direitos as mulheres, aos jovens, aos trabalhadores, fez a reforma agrária. Instituiu o estado democrático.

E foi contra isto, que as forças de direita, comanda por Franco, como apoio da igreja católica se insurgiram. Os facistas espanhois, fuzilaram centenas de milhares de pessoas para conseguir seus intentos. E contaram com o apoio de Hitler e Mussolini.

A história do papa Bento 16 fala por sí mesma, quando jovem foi membro do exército nazista e lutou para defender o poder de Hitler.

O caminho da igreja católica vem seguindo nos últimos anos, é de um retorno ao pensamento mais conservador e facista. Os religiosos de carater progressistas ou de esquerda foram varridos dos centros de poder da igreja.

A posição da igreja catolica contra o uso da camisinha, das células tronco, vem confirmando cada dia mais, seu carater reacionário e contra o progresso cientifico. Em breve, estarão defendendo a teoria criacionista.

A humanidade só progrediu, depois da idade média, foi porque rompeu com esta pensamento reacionário da igreja católica e criou pensadores e movimentos que superaram esta situação.

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Quem não quer a CPMF.

Publicado por alexproenca em Outubro 24, 2007

QUEM NÃO QUER A CPMF

Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 704
. Quem não quer a CPMF já quis: os tucanos inventaram a CPMF.

. Quem não quer a CPMF são aqueles que querem fazer o “desmanche” do Estado (*) e de suas políticas sociais.

. Quem não quer a CPMF é quem não aceita que a saúde do brasileiro melhorou – por causa do dinheiro da CPMF.

. Quem não quer a CPMF não se conforma com a última Pesquisa de Amostra Domiciliar, PNAD, do IBGE, que mostrou que a renda da metade inferior da pirâmide de renda cresce mais que a metade superior.

. Quem não quer a CPMF é quem não se conforma com a idéia de que, segundo a PNAD, a desigualdade de renda – o índice de Gini – melhorou.

. Quem não quer a CPMF é quem acha que o mercado é mais eficiente para dar hospital e escola.

. Quem não quer a CPMF quer o “Caixa Dois”, porque a CPMF é o melhor imposto para “flagrar” o “Caixa Dois”.

. Quem não quer a CPMF quer matar o Governo Lula de fome e impedir que ele faça o sucessor.

. Quem não quer a CPMF não quer que o PAC vá para a frente, porque, para manter os investimentos sociais, sem a CPMF, será preciso cancelar obras do PAC.

. Quem não quer a CPMF quer “starve the beast” – “fazer a besta morrer de fome” (*2)–, o grito de guerra dos neoliberais: tirar recursos do Estado até ele morrer de inanição.

. Quem não quer a CPMF é o pessoal que quer ficar rico com “other people’s money” – o dinheiro dos outros –, a forma clássica de a elite branca (e separatista, no caso de São Paulo) brasileira “administrar” o Estado.

. Quem não quer a CPMF quer que as favelas do Rio desapareçam do mapa, jogadas no Rio da Guarda, e não aceitam que, sob inspiração de Leonel Brizola, as favelas se transformem em bairros – sem violência, sem tráfico, e com serviços sociais.

. Quem não quer a CPMF gostaria de nomear o Coronel Ustra diretor-geral da Polícia Federal, para só prender “preto, pobre e p…”

. Quem não quer a CPMF toma café da manhã na pracinha e lê a revista Veja, todo domingo.

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Iniciativa e Consciência Ecológica.

Publicado por alexproenca em Outubro 17, 2007

àrvores

 

Alexandre

alex.proenca@ibest.com.br

 

 

Para preservar o meio ambiente, basta tomar atitudes simples, como fazer a coleta seletiva, utilizar de maneira racional a energia elétrica, a água, o carro, entre outra coisa.

 

Você também pode se tornar um “produtor” de árvores, basta muita vontade e um pouco de espaço.

 

Em meus trabalhos sempre tive a oportunidade de viajar pelas cidades da região, e sempre que posso, faço a coleta de sementes para a produção de mudas. Depois faço o plantio nas áreas verdes ou passo para as pessoas interessadas. E assim, já foram “produzidas” mais de 450 mudas de árvores.

 

Esta árvores das fotos já foram plantadas em sua maioria. Na “estufa” já estão novos ipês amarelos, sibipirunas, tipuanas, flamboyant, pau ferro, paineiras. E na casa do meu pai, estão aguardando as mudas de jabuticabas e acerolas.

 

E o Delso, morador da rua 26, do Júlio de Mesquita Filho, já plantou nas calçadas, mudas de pitangas, fruta do conde, amoreira e abacates. Sendo que a maioria já está produzindo suas frutas.

 

É simples, basta ter iniciativa e consciência ecológica.

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“Eco Pontos” é demagogia?

Publicado por alexproenca em Outubro 17, 2007

Alexandre

alex.proenca@ibest.com.br

Caçamba

A prefeitura tucana de Sorocaba, inaugurou hoje os “eco pontos” no bairro Júlio de Mesquita Filho. Serão caçambas espalhadas pelo bairro, onde a população poderá depositar entulhos, preservando dessa maneira, as áreas verdes do bairro.

A idéia é boa, mas a implementação é errada, pois a altura da caçamba impossibilita a colocação de entulhos de grande monta. Quando forem trazidos entulhos com carrinhos de mão, o alto peso ira impossibilitar a colocação nas caçambas, a não ser que se tenha um número grande de pessoas para levantar o carrinho.

Seria mais lógico, fazer uma elevação de terra, que iria facilitar a colocação dos entulhos nas caçambas. Ou então colocar as caçambas em desnível em relação ao piso.

Em tempo, este é o local em que a prefeitura tucana cometeu a barbaridade de destruir uma área de preservação permanente, para construir uma pista de motocross.

É peso na consciência ou  pura demagogia?

E a inauguração já começou mal, pois em um dos locais, uma pessoa foi assassinada ao lado das caçambas, ontem  a noite

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A economia e a sociedade de Urartu.

Publicado por alexproenca em Outubro 16, 2007

9 – A economia e a sociedade de Urartu

Os documentos que chegaram até nós, acerca do remo de Urartu, são anais dc guerra ou inscrições que falam dos trabalhos. Os textos que caracterizam o regime inte­rior tinhão contém informações algumas sobre as relações sociais e económicas.

Tanto quanto se sabe, a sociedade de Urartu era es­clavagista. À frente do Estado estava o rei, que se apoiava na nobreza dc nascimento. A aristocracia militar, enrique­cida com a guerra e possuindo vastos domínios, era extre­mamente poderosa. Nas terras do rei, dos templos e da nobreza, cultivavam-se pomares e vinhas. Para os irrigar, tinham-se construído vários lagos artificiais e uma extensa rede de canais que forneciam a água aos campos. A cons­trução destas obras era ditada pelo clima de Urartu, bas­tante mais ingrato do que hoje.

A criação do gado estava muito desenvolvida. Surgido no planalto da Arménia no Neolítico, não perdera o seu papel principal nas épocas seguintes. Os chefes de tribos e depois os reis, os templos e os senhores possuiam imen­sas manadas de bovinos, rebanhos de gado miúdo de chi­fres e muitos cavalos. No Verão o gado pastava na mon­tanha, protegido por pastores e soldados que os guar­davam.

A população rural submetida ao rei vivia da agricul­e laicos tinha um carácter esclavagista. Os escravos eram muito numerosos, pois cada expedição real era acompa­nhada da captura de milhares de prisioneiros. Assim, du­rante as guerras na Transcaucásia, Argishti fez mais de 18 000. O trabalho dos escravos era sem dúvida utilizado na agricultura dos pomares e vinhas e na guarda dos re­banhos. Também se lhes mandava construir fortalezas e abrir canais.

A população rural submetida ao rei, vivia da agricul­tura ou da criação, segundo as regiões, e era provavel­mente sujeita ao pagamento de renda e aos habituais tra­balhos braçais nos países do Oriente. Infelizmente as inscri­ções urartianas, descobertas até aqui, não dão qualquer detalhe a esse respeito.

Não havia propriamente cidades como centros de comér­cio e de artesanato. Os ofícios campestres desenvolviam-se em grandes povoações. Grandes oficinas trabalhavam para os palácios e os templos. A sua produção, sobretudo de obras de arte, expandia-se por intermédio dos comercian­tes, não apenas em Urartu, mas também no estrangeiro.

O aspecto das localidades urartianas é-nos conhecido graças às escavações de B. Piotrovski, efectuadas não longe de Erevan, na colina dc Karmir-Blur, onde estava enter­rada a fortaleza de Teichebaini, Esta compunha-se de uma cidadela, envolvendo o palácio do governador e múltiplas dependências, oficinas e armazéns. A sua volta empilha­varn-se as pequenas residências, cujos habitantes não pos­suíam gado nem exploração agrícola: deveriam ser solda­dos ou artesãos que recebiam a sua ração dos armazéns do Estado.

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O reino de Urartu.

Publicado por alexproenca em Outubro 16, 2007

8 – O reino de Urartu

As tribos urartianas viviam na extremidade ocidental da Asia Menor, na região do lago salgado de Van. A natu­reza de Urartu é muito variada. O elevado planalto da Arménia está separado da Asia Menor pelo Eufrates; a leste alonga-se a cadeia montanhosa de Zagros; a oeste o Taurus arménio. As terras férteis e cultiváveis não existiam senão nos vales e nas planícies. As montanhas eram ricas em minérios de ferro, de cobre e em pedra de construção. Florestas e bosques cobriam as suas encostas.

Essas condições naturais favoreciam particularmente a criação de gado e o artesanato. Este atingiu um alto grau de perfeição, sobretudo no fabrico de instrumentos de bronze e de ferro. A agricultura, que carecia de uma irri­gação artificial, não se desenvolveu senão à medida que os Urartianos arranjavam a sua complexa rede de irrigação.

As tribos de Urartu são pela primeira vez menciona­das nas inscrições do rei da Assíria Salmanasar 1, no infcio do século XIII antes da nossa era: fala-se aí na união de tribos chamadas urartianas, união aquela composta de oito pequenos “países”. Estes foram conquistados por Sal­manasar, que os destruiu, queimando as suas localidades, fazendo prisioneiros e reduzindo-os à escravidão.

No sé­culo XIII o nome dos Urartianos desaparece das inscrições assírias, que falam, todavia, de várias campanhas ao país de Nairi, situado à volta do lago de Van. As tribos subju­gadas sublevavam-se constantemente, ao que os reis da Assíria respondiam com terríveis represálias.

No início do 1 milénio antes da nossa era, constituem-se vários Estados (Hubushkia, Musasir e outros) na região do lago de Van. Um deles é Urartu, cuja capital, Turushpa, se situa mesmo à beira do lago. A luta desses Estados contra a Assíria termina no século IX com a formação de uni único reino urartiano.

A unificação, iniciada por Sharduris 1, rei de Turushpa, que loi o primeiro a intitular-se “rei das multidões” recebendo o tributo de “todos os reis”, terminou com o seu neto Mé­nua, do qual foram recolhidas 101 inscrições cuneiformes.

Entre elas, há 31 que relatam a construção de fortalezas nos acessos a Turushpa e no norte, assim cotno palácios e templos. E há 19 que se referem à abertura dc canais.

Os reis de Urartu estendem a pouco e pouco o seu território para leste e para o sul. Os Urartianos penetram também na Transcaucásia, nas regiões do curso superior do rio Kura e do Araxe. Os países conquistados são admi­nistrados por governadores que lá recebem os tributos.

No reino executam-se grandes trabalhos. Constroem-se ainda fortalezas; a de Argishtikinili, sobre a margem do Araxe, na actual Arménia, construída no tempo do rei Argishti, sucessor de Ménua, torna-se o centro militar e administrativo dos soberanos de Urartu na Transcaucá­sia e o seu trampolim para novas conquistas. Tinha pode­rosas muralhas de basalto, cujos restos se conservaram até aos nossos dias.

O Urartu atinge o seu apogeu na primeira metade tio século VIII antes da nossa era, nos reinados de Ar­gishti 1 (781-760) e Sharduris II (760-730). Argishti fez nu­merosas expedições para leste, combateu a Assíria e con­solidou o seu domínio na Transcaucásia, na região do lago Sevan. Uma enorme inscrição, chamada Crónica de Khor­khor, gravada no rochedo de Van, informa-nos de todas as suas campanhas. Havia então em Urartu numerosos cati­vos que foram reduzidos à escravidão.

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A civilização assíria.

Publicado por alexproenca em Outubro 15, 2007

7 - A civilização assíria

Uma vez que o povo assírio era de origem akkadiana, a escrita, a religião e a literatura da Assíria apresentam-se como urna repetição dos elementos babilónicos, com ligei­ras variações. Só nas artes plásticas, no apogeu do império, e que existem traços originais.

Os deuses são os mesmos que na Babilónia. Mas o traço específico do panteão assírio é a supremacia do antigo deus da tribo Assur. As suas funções iniciais dc pai e pro­tcctor da tribo eram agrícolas: passava por ser o distri­buidor das chuvas e das colheitas. Mas dcpois das primei­ras conquistas assírias ficava a ser o deus da guerra e da vitória. Em campanhas levavam-se estandartes com a sua efígie. A maior parte dos despojos de guerra ia para os templos. As funções militares eram também atribuidas a Ishtar, deusa da fecundidade, cujo culto era também muito antigo e popular.

Os sacerdotes assírios seguiam o ritual instituído na Babilónia. Assurbanipal reuniu no seu palácio de Ninive todas as obras literárias da Babilónia, entre elas o poema Quando no alto, os hinos e os textos mágicos babilóni­cos. No culto, nada há de autenticamente assírio senão a cerimónia dc invocação da chuva e os hinos a Assur.

Um ramo especial da literatura é que se desenvolveu largamente na Assíria: os anais reais. Os reis conquistado­res devotavam-se a perpetuar a lembrança das suas vitó­rias nas inscrições rupestres dos lugares dc campanha c das batalhas, e descreviam os seus altos feitos nos muros e portas dos palácios, e em monumentos comemorativos. Esses textos, redigidos em termos pomposos e ditirâmbi­cos, com fórmulas e termos consagrados, são para nós as fontes principais da história do Estado militar assírio.

Os reis dos séculos IX e VIII empreenderam a constru­ção de palácios sumptuosos, cujos vestígios foram encon­trados durante as escavações. São os palácios de Kalak e dc Ninive e o palácio de Sargão em Dur-Sharrukin, a 25 quilómetros ao norte de Ninive. Hoje, não restam senão ruínas, que dão, todavia, uma ideia do que era a sua magnificência. As obras de arte que o adornavam estão bem conservadas. As mais notáveis são as estátuas de reis e os enormes touros alados, génios guardiões das portas.

Descobriram-se baixos-relevos que representam a vida dos soberanos em tempos de guerra e de paz, os seus jardins e tanques, as suas mulheres, as suas famílias, os seus escravos. Esses baixos-relevos constituem um ele­mento original da arte assíria. Sobretudo os animais são aí palpitantes de vida.

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Queda da Assíria.

Publicado por alexproenca em Outubro 15, 2007

6 – Queda da Assíria

A conquista do Egipto por Asarhaddon foi o último sucesso militar dos Assírios. No reinado de seu filho Assur­banipal (meio do século VII), o poderio do império de­cresce rapidamente e ele desmororia-se, minado pela crise interna e pelas sublevações dos povos conquistados.

A extensão da escravatura não podia deixar de exaspe­rar a luta de classes. Sem termos informação directa sobre a revolta de escravos, sabemos, todavia, que o hábito de algemar os escravos recalcitrantes era muito corrente. Os povos conquistados e os membros de comunidades au­tóctones também se revoltavam. No tempo de Assurbanipal foi um escravo quem dirigiu a sublevação dos Aranicus. É fora de dúvida que os agricultores assírios, arruinados pelos recrutamentos, o penoso labor e os impostos, tam­bém se amotinavam. Ao mesmo tempo, enfraquecia-se o apoio militar do soberano.

O fim das campanhas tinha pa­rado com o afluxo dos despojos e as contínuas insurreições dos povos conquistados comprometia a colecta dos tribu­tos. Já não era possível manter tantos mercenários; e quanto às tropas formadas por Assírios, eram agora pouco seguras.

Nestas circunstâncias, o primeiro conflito exterior de certa gravidade seria fatal: e o momento surgiu no fim do século VII antes da nossa era. Nessa época, havia sido criado no Irão o reino dos Medos, vizinho do da Assíria. O rei da Média, Cyaxare, concluiu uma aliança com o príncipe da Caldeia, Nabopolassar, que havia ocupado Babilônia.

As forças coligadas tomaram Ninive em 612 e aniquilaram o resto do exército assírio, em Karkemish, em 605 A Assíria passou a ficar sob o poder do rei da Média, enquanto que a dinastia caldaica dc Nabopolassar se insta­lava na Babilónia.

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A economia e a sociedade assírias nos séculos VIII e VII antes da nossa era.

Publicado por alexproenca em Outubro 15, 2007

5 – A economia e a sociedade assírias nos séculos VIII e VII antes da nossa era.

Nesta época, a vida económica da Assíria sofreu impor­tantes transformações, não devidas ao aumento das forças produtivas, mas sim às enormes presas de guerra e ao pesado tributo pago pelos vencidos. Por esse facto, o comér­cio desenvolveu-se intensamente. Os despojos enriqueciam os comandantes dos exércitos, os sacerdotes, os dignitários, os soldados. O tributo, antes de chegar ao tesouro real, passa ainda por outras mãos ávidas, de militares e de fun­cionários. Os soldados e outros oportunistas reCmem mui­tos valores supérfluos e vendem-nos no mercado. Um des­ses mercados construiu-se em Ninive, residência real desde o século VIII. Nesse tempo existiam ai «mais mercadores do que estrelas no céu». Fazia-se também o tráfico activo de escravos, prisioneiros de guerra. Tal desenvolvimento comercial, gerado por sucessos militares, foi temporário: o declínio começou logo que terminaram as campanhas vitoriosas.

Além dos mercadores havia um rico grupo esclavagista, constituído por sacerdotes, cortesãos e funcionários locais. O principal papel cabia aos sacerdotes, que recebiam do 1-ei vastos domínios, tanto na Assíria como nos países con­quistados. A propriedade imobiliária dos senhores aumen­tava igualmente, sobretudo por causa das dádivas que lhe fazia o monarca, como recompensa dos seus serviços. Os actos de doação eram frcquentemente acompanhados de cartas, que isentavam o domínio de impostos, bem como o seu pessoal do serviço militar, e também dos trabalhos de construção.

Tal como na época da Assíria média, esse grupo de pri­vilegiados explorava não somente os escravos, mas ainda os cultivadores escravizados e os habitantes deportados dos países vencidos. No século VIII, a Assíria caracterizava-se pelo aumento rápido do número de escravos. Dezenas de milhares de cativos, trazidos pelos reis conquistadores, eram reduzidos à escravidão. A maior parte trabalhava para os templos e para o rei. Sargão tinha no seu palácio pelo menos três a quatro mil.

Milhares de escravos serviam no exército, construíam estradas, abriam canais, levantavam os gigantescos edifí­cios de Ninive, a nova capital. Muitos deles ficavam afectos aos templos. Também os particulares possuiam escravos em número cada vez maior. Eram vendidos por grupos de 10 a 20, geralmente famílias inteiras. A utilização do seu trabalho estendeu-se consideravelmente. Nisso, a escrava­tura assíria deste período aproxima-se do tipo greco–romano. O aumento da escravatura foi temporário e ficou nuto aquando da queda do império; mas desempenhou o seu papel nesta catástrofe.

Os fenómenos supraditos provocaram a decadência do regime comunitário. As comunidades limitavam-se. perdiam a sua autonomia, caíam no poder dos decanos nomeados pelo rei e pelos governadores. Os seus membros respon­diam colectivamente pelo pagamento dos impostos e pela execução dos trabalhos braçais. Os seus laços no meio da comunidade mantinham-se principalmente devido à uti­lização comum das águas.

O número total dos membros das comunidades livres era nitidamcnte inferior ao dos cultivadores escravizados e ao dos escravos das diversas categorias.

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