OPINIÃO

Idéias e opiniões socialistas sobre Sorocaba

Posts de Agosto, 2007

Juventude e Política

Publicado por alexproenca em Agosto 29, 2007

Gabriela Bandeira
 
 

Estamos vivendo um momento difícil em nosso país, onde várias coisas acontecem simultaneamente, entre elas, a corrupção. Mas, será que ela só existe agora, ou sempre existiu? E o jovem, onde está a participação dele nesta questão? Apenas cobrar adianta?

No Brasil sempre ficamos às margens de quase todos os acontecimentos políticos, em muitos momentos da história não houve democracia plena. Tivemos uma independência comprada, regiões comandadas por pessoas que tinham posses elevadas e cargos dados a políticos sem caráter e de moral duvidosa. Sendo assim, a corrupção sempre existiu.

Os jovens não podem ficar de braços cruzados esperando que a nação faça algo por eles. Muitos acham à política desinteressante, mas não pensam que moramos em um país e fazemos parte dele. Preocupando-se ele estará exercendo sua cidadania. Não podemos esquecer que essa preocupação e força ajudaram a derrubar uma ditadura.

Mas não adianta cobrar sem conhecimento de causa, sem conhecer deveres, ideologias políticas, e o cargo que cada representante que escolhemos nas eleições exerce. Devemos nos informar, nos conscientizar, e sim, cobrar, mas a todos, pois os poderes são divididos e se algo vai mal é porque todos têm sua parcela de culpa.

As palavras chaves são: Mobilização e consciência política.


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As relações sociais no Médio Império do Egito.

Publicado por alexproenca em Agosto 27, 2007

3 - As relações sociais

Durante o Médio Império agravam-se os antagonismos sociais. Desenvolve-se a escravatura e não são só os gran­des proprietários nobres que possuem escravos, mas tam­bém os funcionários e mesmo a gente do povo.

A mão-de-obra escrava cresce devido às guerras, que fornecem pri­sioneiros da Síria, da Palestina e da Etiópia. Mas a massa essencial da população egípcia – os agricultores membros das comunidades – não beneficia nem do melhor bem-estar geral do Estado, nem da diminuição das prestações e das rendas reais, pois a autonomia dos nomarcas faz pesar sobre ela um duplo jugo: o do faraó e o dos nomar­cas.

Daí resulta um sensível empobrecimento dos aldeões. A sua miséria é descrita nas obras literárias da época: a fome ronda a cabana do agricultor e o duro labor não é su­ficiente para lhe assegurar a sua existência. Todos o des­pojam, tirando-lhe os géneros que ele destina ao mercado, os seus burros, a sua cevada.

Batem-lhe sem dó, proibin­do-o de falar. E se se queixar dos rigores e ultrajes que recebe, não encontra justiça em parte alguma, nem mesmo junto dos altos dignitários, que em vão procura comover com as suas lamentações.

Lei o texto completo, aqui.

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A política interna e externa do Médio Império do Egito

Publicado por alexproenca em Agosto 27, 2007

  2 – A política interna e externa do Médio ImpérioO  fundador da XII dinastia foi Amenemhat 1, que repri­miu definitivamente as tendências separatistas dos nomar­cas e criou um poderoso Estado. Mas, muito embora reco­nhecendo o poder central do faraó, os nomarcas guarda­x’am uma autonomia local.

Os nomos conservavam a sua administração, a sua justiça, o seu fisco, instituído nas dinastias anteriores, assim como forças armadas indepen­dentes. Os faraós deviam limitar-se a mandar aos nomos representantes e fiscais, que superintendessem na colecta das contribuições em espécie e no envio de homens para os trabalhos reais. Os nomarcas reservavam-se o direito de cobrar os impostos e de recrutar a mão-de-obra para o rei e para eles mesmos.

Sob o ponto de vista de contribuições, o território de certos grandes nomos divide-se em duas zonas: a do rei e a do nomarca. Os nomarcas, perante ordem do faraó, deviam segui-lo nas suas expedições militares. Mas eles comportavam-se como régulos, intitulavam-se « senhores», construíam túmulos e erigiam templos às divindades locais.

Os faraós do Médio Império exerciam funções e to­mavam medidas que respeitavam ao Egipto todo. Assina­laremos a este propósito a preocupação que eles tiveram em reparar e me].horar o sistema de irrigação. Os mais importantes destes trabalhos foram executados a 50 quiló­metros a sudoeste de Mênfis, onde existia, desde tempos imemoriais, uma vasta depressão situada a 40 metros abaixo do nível do mar.

As cheias do Nilo haviam-na trans­formado num grande lago – o lago Moeris – cercado de pântanos, O faraó Amenemhat III 1849-1801) mandou rea­lizar grandes trabalhos para secar essa região. Construí­ram-se diques maciços à roda do lago e abriram-se canais para a sua alimentação e para a evasão das águas supér­fluas. Mais de 2500 hectares de terras foram secos, de modo a ficarem cultiváveis. Aí se erigiram duas estátuas colos­sais do faraó, um palácio, um templo, e toda uma cidade nasceu ali em volta.

Outras medidas de alcance nacional visavam a defesa das fronteiras. Pelo fim do Antigo Império já as tribos semíticas nómadas da Arábia começavam a penetrar no Egipto. A esta ameaça vinda de leste juntava-se o perigo de invasão pelos Etíopes, pelo lado sul. Para o evitar, for­tificou-se a fronteira oriental do lado de lá do Deita. Reco­meçaram as guerras e terminaram com Senusret III, pai dc Amenemhet III, com a submissão das tribos etíopes ao longo de 300 quilómetros do Nilo.

Na nova fronteira, perto das actuais localidades de Kummet e de Semneh, cons­truiu Senusret III duas poderosas fortalezas, cujas ruínas se conservaram até aos nossos dias. A defesa das fronteiras exigia um exército permanente. Os faraós tinham necessi­dade dele para manterem o seu poder no interior do país. Esse exército foi constituído exclusivamente por Egípcios. Ignoramos como era recrutado e com que dinheiros era mantido.

Os faraós do Médio Império mandavam também expe­dições comerciais, principalmente à Fenícia: a Gebal e a Ugarit, no Norte do país. Estabeleceram também o tráfico com os países egeus. O comércio foi mais activo do que no tempo do Antigo Império, pois na XII dinastia havia já uma importante camada de mercadores e de feitorias.

Todos estes factores conduzem a um desenvolvimento das forças produtivas, como nunca conhecera o Antigo Império. O melhoramento do sistema de irrigação contri­bui para a prosperidade da agricultura; os ofícios aperfei­çoam-se. As escavações fornecem elementos interessantes acerca das cidades egípcias. A evolução dos ofícios e do comércio consolida a produção mercantil, sobretudo no fim do Médio Império, quando o ouro se torna a medida do valor. A afluência desse metal ao Egipto é garantida pela ocupação das minas da Etiópia.

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Certidão de nascimento do Brasil.

Publicado por alexproenca em Agosto 27, 2007

Alexandre

alex.proenca@ibest.com.br

Estou publicando a Carta de Pero Vaz de Caminha, relatando ao rei de Portugal, a descoberta do Brasil.

A carta é muito interessante, pois além de documento histórico, mostra muito bem a relação de subersiviência aos poderosos, expressa nas frases:

E desta maneira dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. E se a um pouco alonguei, Ela me perdoe. Porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer, mo fez pôr assim pelo miúdo.

E pois que, Senhor, é certo que tanto neste cargo que levo como em outra qualquer coisa que de Vosso serviço for, Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida, a Ela peço que, por me fazer singular mercê, mande vir da ilha de São Tomé a Jorge de Osório, meu genro — o que d’Ela receberei em muita mercê.

Beijo as mãos de Vossa Alteza.

Deste Porto Seguro, da Vossa Ilha de Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de maio de 1500.

Leia o texto completo, aqui.

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Provocando o Provocare.

Publicado por alexproenca em Agosto 25, 2007

Alexandre

alex.proenca@ibest.com.br

Dando continuidade ao tema anterior, quero fazer uma reflexão crítica ao programa Provocare, e ele não faz jus ao nome, pois não provoca nada.

Tenho a clara impressão que é um programa chapa branca, que só trás elogios aos governantes e patrocinadores, em nenhum momento os entrevistados são questionados, são cobrados.

Falta provocação.

Mas esta é a visão de importantes setores da classe média sorocabana, de que é possível ser assimilada pelo sistema, é assim conquistar um pedacinho de terreno, no céu do capital.

A cultura tem de ser provocativa, revolucionária, transformadora, ela tem de confrontar a ideologia do sistema. Mas fazendo isto, o sistema se volta contra ela, tentando destruí-la, perseguindo seus porta-vozes. Mas para muitos, faltam coragem para fazê-lo.

No começo dos anos 80 a Tv Globo exibia um programa humorístico chamado TV Pirata (que era claramente inspirado no movimento de rádios comunitárias), onde o estúdio era tomado e a ordem estabelecida posta abaixo.

Para fazer cultura, para revolucionar, é isto que tem de ser feito> colocar abaixo a ordem estabelecida.

E para terminar, é assim que eu vejo o programa Provocare:

A filha chega para a mãe e diz:

Mãe, preciso contar uma coisa que aconteceu entre eu, e o Joãzinho.

A mãe já fica apavorada pensando que a filha esta grávida e diz

Fale tudo filha, não esconda nada!

A filha diz:

Ta bom, eu peguei na mão do Joãzinho.

E a mãe aliviada, diz:

Pegar na mão pode, minha filha.

A filha sai e vai conversar com a coleginha, e diz

Enganei minha mãe, eu não tinha pegado na mão do Joãozinho. Mas agora que ela deixou, eu vou pegar.

Ou seja, acham que estão fazendo uma grande ação, mas na realidade, estão fazendo o que o sistema deseja.

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Saramago, Paulo Freire e Niemayer.

Publicado por alexproenca em Agosto 25, 2007

Alexandre

alex.proenca@ibest.com.br

Hoje a tarde, eu estava escutando o programa Provocare, como faço quase todos os sábados. E dentro do programa foi ao ar uma matéria sobre José Saramago, onde foi explanado um pouco de sua obra, e também a opinião de alguns de seus leitores.

Mas nada foi dito sobre Saramago ser comunista. Refleti sobre isto, e conclui que esta é a forma das classes dominantes agirem, retirando qualquer conteúdo crítico. Assim a cultura fica pasteurizada, mais útil aos nossos burgueses.

Por diversas vezes já ví representantes da nossa prefeitura tucana, falar no método Paulo Freire, e como pretendem aplica-lo em nossa cidade. Nas Paulo Freire, era um revolucionário, sua concepção de educação é baseada na luta de classes, na transformação da sociedade burguesa. Então, como é possível utilizar esta metodologia dentro de um governo neoliberal?

Também já ví muitos elogios ao arquiteto Oscar Niemayer, todos eles se referindo a grandeza suas obras. Mas, mas, Niemayer é comunista. Mas este “pequeno” detalhe é esquecido, ou melhor escondido.

Citei estes três, Saramago, Paulo Freire e Niemayer, como exemplo de seres humanos, que só se tornaram o que são hoje, devido ao seu compromisso com  a luta política e social. Sem esta luta eles não seriam nada.

E é isto que esta imprensa que representa as classes dominantes querem, transforná-los em nada.

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Gravidez na adolescência, uma visão diferente.

Publicado por alexproenca em Agosto 25, 2007

  Alexandre

alex.proenca@ibest.com.br

Gravidez na adolescência, uma visão diferente.

Hoje o tema gravidez na adolescência esta em evidência, sendo alvo de muitos comentários nos meios de comunicações, e foco das ações de muitos orgãos governamentais.

É preciso lembrar que esta situação sempre aconteceu na história da humanidade, sendo que a primeira gestação em mulheres mais velhas,era um caso raro. As mulheres se casavam cedo e tinham seus filhos cedo, esta era a regra.

Com o desenvolvimento econômico, e a integração das mulheres no mercado de trabalho, a gravidez “precoce”, passou a ser um problema, pois “inutiliza” a mulher como fonte geradora de mais valia. É nesse sentido que muitos orgãos publicos, privados e ongs promovem campanhas de “consciêntização” sobre este problema.

Na minha opinião, também acho que devemos tomar medidas para diminuir esta situação,pois é importante, que as meninas tenham mais tempo para estudar e se preparar profissionalmente. Mas da forma como esta colocada a questão, estas ações serão um fracasso, elas não focam o real motivo desta situação.

E o real motivo desta situação é a violência.

Vou explicar melhor, todo ser vivo, seja ele uma simples celula, até o ser humano, tem como necessidade básica a reprodução da espécie. Esta informação esta gravado em nosso DNA, faz parte da nossa existência.

O ser humano existe a alguns milhões de anos,mas ele é também o resultado da evolução de outros organismo, que foram evoluíndo até a nossa forma atual. Deste modo, a vida que existe em nós, remonta desde o início da vida em nosso planeta, a cerca de 3,5 bilhões de anos. E nós carregamos dentro de nosso DNA toda a experiência que os seres vivos passaram em sua existência. E se estamos vivos, já superamos diversas situações que colocaram em cheque a nossa vida. E a evolução tem três mecanismos para superar as situações que ameaçam a existência da vida: a quantitativa, a qualitativa e a combinação de ambas.

Na qualitativa, os seres vivos desenvolvem instrumentos capazes de superar as dificuldades da natureza, ou seu confronto com outros seres. Garras, dentes, carapaças, pelos, olhos etc.

Na quantitativa, os seres vivos se reproduzem mais, pois uma maior quantidade de membros da espécie, possibilita que haja maires possíbilidades de sobrevivência.

A combinação de ambas,  reforça a possibilidade de sobrevivência da espécie.

E é a partir destas informações que digo, que é a violência a responsável maior, pelo aumento da gragvidez na adolescência. O ambiente onde vivem estas meminas é geralmente cercado de violência, da guerra de gangs, do tráfico, da falta de condições sanitárias, de alimentação decente entre outras. Esta situação diz ao organismo, que ele esta, em uma condição de ameaça a sua existência, e  a resposta primária é o aumento do número de membros da espécie: ou seja, gravidez.

Esta não é uma situação encontrada majoritáriamente entre adolescêntes de classe média, ou entre a burguesia; pois eles não tem esta situação de ameaça a vida.

Este mesma situação, geralmente acontece durante ou pouco depois de uma guerra ou de cataclismas naturais.

Somente combatendo a violência é que será diminuída a gravidez na adolescência. Entendendo a violência num snetido be amplo, como a falta de moradia digna, de serviços médicos de qualidade, de alimentação decente, da diminuição de assassinatos e espancamentos.

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A reunificação do Egito. Médio Império

Publicado por alexproenca em Agosto 25, 2007

1 – A reunificação do Egipto

A desagregação do país em regiões isoladas provocou a decadência da irrigação, guerras intestinas e, por conse­quência, a fome. As inscrições da época revelam misérias que chegaram até ao canibalismo. O aumento das terras semeadas e a valorização de novas terras era então uma questão de delicada actualidade.

Foi provavelmente du­rante este período de transição para o Médio Império que os agricultores egípcios começaram a utilizar corrente-mente os campos «cultivados», quer dizer, os que o Nilo não inundava durante as suas cheias.

Eram obrigados a irri­gá-los por meio de máquinas elevatórias especiais, a mais simples das quais era o chaduf. É possível que a cultura dos campos cultivados haja feito surgir a charrua aperfei­çoada, provida de uma rabiça, que facilitava o trabalho do agricultor.

Durante o período transitório, desaparecem os vastos domínios da aristocracia do capital, onde outrora tinham sofrido inúmeros grupos de mertu. As terras senhoriais passam a ser menos extensas e são, em geral, trabalhadas por escravos denominados «têtes» nos textos antigos. Um senhor possuía de vinte a trinta «têtes», na maior parte mulheres. Certos escravos eram estrangeiros, sírios, por exemplo.

 Leia o texto completo, aqui.

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Ipês amarelos, Gabriel e PT.

Publicado por alexproenca em Agosto 23, 2007

Alexandre

alex.proenca@ibest.com.br

Ontem cedo, quando vinha para o trabalho notei o quanto bonito estavam os ipês amarelos do meu bairro, todos floridos. Uma imagem muito bonita.

Esta árvores foram plantadas devido a um programa de arborização de vias públicas, realizadas entre a prefeitura municipal e a empresa de energia elétrica. Mas antes de comentarem que eu estou elogiando a prefeitura de Sorocaba, leia o resto do texto.

Este programa aconteceu devido a uma representação que o então vereador Gabriel Bitencourt (PT) fez ao ministério publico, contra a empresa de energia elétrica e a prefeitura. Esta empresa havia feito podas devastadoras em inúmeras árvores da cidade, praticamente as destruindo, e isto com a autorização da prefeitura. E o Gabriel, que tem um sério compromisso com o meio ambiente, não perdeu tempo, e foi a luta, conseguindo esta compensação ambiental para toda a nossa cidade.

Esta é mais uma das melhorias que o PT, através de seus representantes conseguiram para a nossa cidade.

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Crescente poderio da aristocracia dos nomos e decadência política do Egito.

Publicado por alexproenca em Agosto 22, 2007

4- Crescente poderio da aristocracia dos nomos e decadência política do Egipto

 

Na III e na iv dinastias, o poder real consolidara-se: era necessário isso para unificar o Egipto e garantir assim o funcionamento normal do sistema de irrigação, para que­brar a resistência dos escravos e das comunidades, e adqui­rir uma multidão de escravos na Etiópia, na Líbia e na Palestina, e, enfim, para suprimir as sobrevivências do re­gime dos clãs.

Os faraós Snéfru, Kéops e seus sucessores tinham conseguido, no conjunto, executar essas tarefas.

A partir dos meados do III milénio observa-Se um au­mento de influência dos nobres, sobretudo dos nomarcas. Nas V e VI dinastias, os túmulos senhorias são mais suntuosos. Frequentemente situam-se, não já na região de Mênfis, mas sim nos nomos.

Os nomarcas reforçam as suas posições nas suas província, e transformam-se em soberanos independentes e hereditárioS. Khufhor, nomarca de Elefantina, que governou no tempo da vi dinastia, enviou, por sua própria conta e risco, expedições à Etiópia, para procurar marfim, incenso e peles de animais selva­gens.

Como explicar este aumento do poder dos nomarcas? As fontes de que actualmente dispomos não podem gerar senão hipóteses. É provável que a exploração do país, no interesse de um grupo de nobres residentes em Mênfis, devesse descontentar seriamente a população, sobretudo a do Alto Egipto.

Por outro lado, as contínuas distribuições de terras aos senhores e aos templos (particularmente nas V e VI dinastias) reduziram substancialmente os domínios reais e enfraqueceram o poderio material dos faraós. O de­senvolvimento da propriedade privada e a desagregação da comunidade de vizinhança conduziam igualmente à exten­são dos bens dos nomarcas; estes aproveitavam o des­contentamento geral causado pelos grandes trabalhos reais e pela política fiscal dos funcionários.

Nas suas inscrições os nomarcas erigiram-se em defensores do povo. Um deles gaba-se de ter sempre fornecido pão, cerveja e vestuário aos miseráveis. Um outro declara ter sido benfeitor da sua cidade, do Nilo e do fomos.

À medida que o poder dos nomarcas se consolida, decai o do faraó. Os últimos reis da VI dinastia não tinham mais do que prestígio, e Manéthon diz-nos da VII que os seus 70 soberanos reinaram 70 dias no total. Verosimilmente que a VII dinastia nunca chegou a existir, mas a lenda transmitida por Manéthon mostra bem a atmosfera deste período de convulsões. A duração da VIII dinastia também não foi longa. No fim de contas, o Egipto ficou a repartir-se pelos nomos.

O desmembramento do país repercutiu-se gravemente na irrigação: em muitos sítios as obras foram abandonadas e a água estagnou-se, formando pântanos. Eclodiram con­flitos armados entre os nomos, a maior parte dos quais tinha por causa a distribuição das águas. Os nomarcas ata­cavam frequentemente as regiões vizinhas, cuja população procurava refúgio nos pântanos.

O desmembramento do império do Egipto foi acompa­nhado de uma atroz luta de classes: as inscrições de certos nomarcas não fazem mais do que falar de «agitações» que perturbaram as cidades. Os nomarcas têm orgulho em as haverem sufocado, com o auxilio de destacamentos de guer­reiros.

Foi nesta época, sem dúvida, que tribos semíticas do de­serto sírio se aproveitaram do enfraquecimento do Estado egípcio, para penetrarem na parte leste do Deita.

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